segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Mandato de Júlio César tem a força das comunidades praianas de Macau

 



A votação do ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César, em Macau, chama atenção principalmente pelo desempenho alcançado nas comunidades da região praiana.

O resultado demonstra que houve uma articulação política concentrada naquele território, reunindo lideranças e apoiadores que conhecem bem a realidade e o eleitorado das comunidades.

Júlio César contou, em Macau, com o apoio do ex-vereador Dantas, do ex-vereador Edinho Ribeiro, além de Mônica, Ana Paula, do influencer Francisco Gomes, Junior de Barreiras, Neirinha, Toinha e, de maneira destacada, do Coronel Fernando.

Nas urnas, esse trabalho apareceu nos números.

Na comunidade de Barreiras, Júlio César alcançou 199 votos, ficando em primeiro lugar na localidade.

Já em Diogo Lopes, o candidato obteve 118 votos, mostrando também uma votação expressiva na comunidade praiana.

Somando todo o município de Macau, Júlio César chegou a 637 votos.

Os números, portanto, permitem uma leitura objetiva: uma parcela importante da votação do candidato em Macau veio justamente das comunidades onde houve uma mobilização mais direta de lideranças locais.

Mais do que o número absoluto, o resultado coloca em evidência o papel que as comunidades praianas continuam exercendo no cenário político salineiro. Barreiras e Diogo Lopes, mais uma vez, aparecem como territórios onde a articulação política local pode fazer diferença na composição dos resultados eleitorais.

A votação de Júlio César em Macau passa a ser, agora, mais um dado a ser observado nas próximas movimentações da política local.

 


Cadu de Lula aposta no diálogo e na força de Lula para ampliar apoios no segundo turno

 


Após conquistar 36,16% dos votos válidos e avançar para o segundo turno na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) adotou um discurso de diálogo e afirmou que pretende ampliar sua base política nos próximos dias.

Durante coletiva de imprensa em Capim Macio, na zona Sul de Natal, o candidato agradeceu à equipe de campanha e afirmou que a caminhada será mantida com “humildade, pé no chão e verdade”. Cadu também destacou que enfrentou adversários com campanhas milionárias e maior tempo de televisão.

Para o segundo turno, a estratégia será buscar o apoio dos eleitores que votaram nos candidatos que ficaram pelo caminho, além de conversar com prefeitos e outras lideranças políticas. “O caminho é o diálogo”, afirmou Cadu, apostando na capacidade de ampliar sua votação.

Outro ponto considerado estratégico pelo candidato será a participação do presidente Lula na campanha. Segundo Cadu, Lula já confirmou que deverá vir ao Rio Grande do Norte e participar diretamente da disputa. A presença do presidente poderá ser utilizada como uma das principais forças eleitorais do candidato petista nesta nova etapa.

A governadora Fátima Bezerra também participou da comemoração e classificou o segundo turno como uma disputa de “paridade”, especialmente pelo fato de os dois candidatos passarem a ter o mesmo espaço na propaganda eleitoral. Para ela, Cadu terá condições de dialogar com os eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.

O cenário, portanto, está novamente aberto. Cadu de Lula chega ao segundo turno buscando transformar os 36,16% conquistados no primeiro turno em uma maioria capaz de levá-lo ao Governo do Estado. Para isso, terá pela frente o desafio de ampliar alianças, conquistar novos eleitores e convencer uma parcela significativa de quem não esteve com ele na primeira votação.

Agora começa outra eleição. E, como costuma acontecer no segundo turno, cada voto passa a ter um peso ainda maior.

 


Robinson Faria fica fora da Câmara por apenas 32 votos; entenda como uma votação de 123 mil votos não garantiu a eleição

 


O resultado das urnas deste domingo (4) produziu uma das disputas mais apertadas das eleições para deputado federal no Rio Grande do Norte. O ex-governador e atual deputado federal Robinson Faria (PP) recebeu 123.008 votos, mas não conseguiu renovar o mandato. A diferença para o também deputado federal João Maia (PP) foi de apenas 32 votos.

João Maia terminou a apuração com 123.040 votos e ficou com a segunda vaga da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A primeira cadeira da federação ficou com Benes Leocádio, que recebeu 171.396 votos. Robinson, com 123.008 votos, terminou logo atrás de João Maia e ficou na condição de suplente.

O caso chama atenção porque Robinson não teve uma votação pequena. Pelo contrário: seus 123 mil votos seriam suficientes para superar a votação de Thabatta Pimenta, que foi eleita com 92.743 votos, mas isso não significa que Robinson pudesse ocupar a cadeira conquistada pela Federação Brasil da Esperança. Na eleição proporcional, primeiro são distribuídas as vagas entre partidos e federações; depois, as cadeiras conquistadas por cada grupo são preenchidas pelos candidatos mais votados daquela legenda ou federação.

E foi justamente aí que Robinson acabou ficando pelo caminho. O Rio Grande do Norte tinha oito cadeiras em disputa. Ao final da apuração, a Federação União Progressista ficou com duas delas. Dentro da federação, Benes foi o mais votado e João Maia terminou apenas 32 votos à frente de Robinson. Como havia duas cadeiras, os dois primeiros colocados ficaram com as vagas, enquanto Robinson ficou de fora.

O resultado também ajuda a explicar a imagem que viralizou nas redes sociais mostrando um boné com o número de Robinson jogado no lixo. A fotografia ganhou um tom irônico diante de uma derrota que pode ser considerada matematicamente apertadíssima: 123.008 votos não foram suficientes, enquanto 123.040 garantiram a João Maia a permanência na Câmara.

No fim das contas, a eleição de Robinson Faria mostra, de maneira bastante clara, que na disputa proporcional não basta ser bem votado individualmente. É preciso que a legenda ou federação conquiste cadeiras suficientes e, dentro desse grupo, que o candidato esteja entre os mais votados. Robinson terminou com apenas 32 votos a menos que o último eleito de sua própria federação.

Para Robinson, fica uma situação difícil de digerir politicamente: mais de 123 mil eleitores votaram em seu nome, mas 32 votos separaram sua candidatura da cadeira ocupada por João Maia. É uma das diferenças mais estreitas já registradas em uma disputa por vaga na bancada federal potiguar.

 

 


As urnas deram o recado: a oposição de Macau precisa rever sua estratégia

 


A política tem uma característica que nenhum discurso consegue controlar: no dia da eleição, quem fala é o eleitor. E em Macau, as urnas deram um recado importante. Mesmo diante das críticas enfrentadas pela prefeita Flavinha Veras, os candidatos que caminharam ao lado do seu projeto tiveram votações expressivas;

- Coronel Azevedo foi o deputado estadual mais votado, com 2.055 votos;

- Carla Dickson liderou para deputada federal, com 3.610;

- Samanda ficou em primeiro para o Senado, com 8.555;

- Lula recebeu 12.556 votos, correspondentes a 73,99% dos votos válidos.

Mas o resultado que merece atenção especial foi o da eleição para governador.

Cadu alcançou 9.623 votos em Macau, 59,54% dos votos válidos, abrindo uma maioria de 4.748 votos sobre Allyson e uma vantagem de 29,37 pontos percentuais. Em uma eleição estadual marcada pelo equilíbrio, o desempenho de Cadu no município mostra força política e não pode simplesmente ser ignorado por quem acompanha a política macauense.

Isso não significa que o governo Flavinha Veras esteja acima das críticas.

Fiscalizar, cobrar e apontar problemas fazem parte da democracia. O que precisa ser questionado é quando a oposição passa a trabalhar apenas com a lógica do “quanto pior, melhor”, como se todo problema administrativo automaticamente significasse rejeição ao governo. O eleitor pode reconhecer dificuldades e, ainda assim, entender que determinado projeto político merece continuar.

Talvez seja justamente aí que parte da oposição precise fazer uma reflexão.

Criticar é fácil; apresentar uma alternativa capaz de convencer o eleitor é muito mais difícil. Em vez de apostar apenas no desgaste da prefeita, é preciso mostrar propostas, apresentar soluções e dizer claramente o que faria diferente. Caso contrário, existe o risco de a oposição ficar presa à própria narrativa, falando cada vez mais para os seus próprios aliados e cada vez menos para a população.

As urnas não deram um cheque em branco a Flavinha, mas também não confirmaram a narrativa de uma rejeição generalizada ao seu grupo político.

O recado está dado para os dois lados: a prefeita precisa transformar confiança em trabalho e resultados como está fazendo; a oposição precisa recalcular a rota.

Porque Macau não precisa de uma política que torça para dar errado. Macau precisa de políticos que disputem ideias, apresentem soluções e trabalhem para que a cidade dê certo.

Mas o recado das urnas foi claro, curto e direto para oposição.

 

 


As urnas falaram: Fátima Bezerra sai do primeiro turno como a grande vencedora no RN

 

Fátima Bezerra e a nova senadora Samanda

As urnas falaram. E o recado deixado pelo eleitor potiguar, após o primeiro turno, permite uma leitura política bastante clara: mesmo sem disputar nenhum cargo eletivo, a governadora Fátima Bezerra sai das urnas como uma das grandes vencedoras do pleito no Rio Grande do Norte.

Apurados os votos, alguns movimentos ajudam a explicar essa avaliação.

Fátima conseguiu ver seu candidato chegar ao segundo turno, mantendo a disputa aberta e em condições de igualdade. Ao mesmo tempo, conseguiu ampliar a presença de sua base na Assembleia Legislativa, fortalecendo politicamente o grupo que deverá dar sustentação ao seu projeto.

No Senado

Outro resultado de peso: sua candidata conquistou uma das vagas e deixou pelo caminho uma senadora que estava no exercício do mandato, mostrando que a força política construída pelo grupo governista conseguiu se transformar em votos.

E há ainda um componente nacional que não pode ser ignorado: o presidente Lula voltou a ser o candidato mais votado no Rio Grande do Norte, mantendo no estado uma das principais bases eleitorais do petismo no Nordeste.

Mas a política, como sempre, também produz suas ironias

No outro lado desse tabuleiro está Walter Alves, atual vice-governador, que decidiu não assumir o comando do Governo do Estado quando teve a oportunidade. Agora, diante do resultado das urnas, também não conseguiu se eleger.

Fátima ainda não considera a missão cumprida

Mas quem conhece a trajetória política de Fátima Bezerra sabe que ela dificilmente ficará acomodada com o resultado do primeiro turno.

A governadora sabe que o jogo ainda não terminou.

A partir de agora, a tendência é reunir novamente sua militância, reorganizar sua base política, conversar com prefeitos, vereadores, lideranças regionais e aliados e percorrer o Rio Grande do Norte em busca dos votos que faltam para transformar o resultado do primeiro turno em vitória definitiva no segundo.

É justamente aí que começa uma nova eleição.

O primeiro turno mostrou a força das máquinas políticas, das alianças e, principalmente, a capacidade de transferência de votos. O segundo turno será outro jogo, com novas estratégias, novos discursos e, certamente, muita movimentação nos bastidores.

Fátima chega a essa nova etapa com um ativo importante: seu grupo político saiu fortalecido das urnas.

Agora, resta saber se essa força será suficiente para conduzir seu candidato à vitória.

Porque, como a própria política potiguar já ensinou várias vezes, primeiro turno não elege sozinho. O segundo turno é outra história — e Fátima Bezerra parece saber disso muito bem.

 


Fagner Teodósio consolida votação para Ubaldo e entrega 695 votos de confiança ao deputado em Macau

 


O “baixinho” Fagner Teodósio aparece entre os vereadores de Macau que movimentaram sua base durante a campanha eleitoral. Na disputa deste ano, o vereador salineiro apoiou a reeleição do deputado estadual Ubaldo Fernandes e, segundo os números apresentados, conseguiu entregar 695 votos ao parlamentar no município.

A votação reforça uma parceria política que vem sendo construída há alguns anos. Fagner e Ubaldo já atuaram juntos em demandas apresentadas em favor de Macau, incluindo articulações por recursos, saúde, segurança, abastecimento e outras reivindicações do município.

Nas redes sociais

Fagner resumiu sua avaliação sobre a atuação do deputado em Macau:

“Se existiu nessa terrinha algum Deputado Estadual que fez mais por Macau que Ubaldo, eu desconheço.”

Para o vereador, a relação construída com o deputado passa pelo atendimento às demandas apresentadas ao longo do mandato. Entre os resultados já divulgados estão recursos para aquisição de ambulância e outras articulações em benefício do município.

Fagner Teodósio é um vereador que costuma manter presença política junto à sua base e, nesta eleição, o apoio declarado a Ubaldo foi transformado em uma votação expressiva para o deputado dentro do município.

Na política

O discurso pode até ser feito no palanque. Mas, no fim, é a urna que apresenta a conta. Como logo, logo teremos eleição municipal, Fagner Teodósio mantem seu nome na fila de maneira consistente e segue abrindo espeçao para novos eleitores.

 


domingo, 4 de outubro de 2026

Tiririca não consegue quinto mandato e sofre forte queda nas urnas

 


O humorista e deputado federal Tiririca (PSD) não conseguiu renovar o mandato nas eleições de 2026. Desta vez, disputando uma vaga pela Câmara dos Deputados pelo Ceará, ele recebeu 5.517 votos e ficou fora da próxima legislatura.

A votação representa uma queda expressiva em relação à sua estreia eleitoral, em 2010, quando foi eleito deputado federal por São Paulo com cerca de 1,3 milhão de votos, tornando-se um dos candidatos mais votados do país.

A trajetória eleitoral de Tiririca vinha registrando redução significativa ao longo dos anos. Em 2022, ainda por São Paulo, ele recebeu 71.754 votos e conseguiu uma das vagas destinadas ao estado.

Em busca de um novo caminho eleitoral, o parlamentar mudou seu domicílio eleitoral para o Ceará. A estratégia, porém, não foi suficiente para garantir sua permanência na Câmara.

Com os 5.517 votos obtidos em 2026, Tiririca recebeu menos de 0,5% da votação que alcançou em sua primeira eleição.

Após quatro mandatos consecutivos, o humorista agora fica fora da Câmara dos Deputados a partir da legislatura que terá início em 2027. Os resultados oficiais das eleições são divulgados e totalizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 


RN define os oito deputados federais para a legislatura 2027–2030

 


O Rio Grande do Norte já tem, na apuração parcial das Eleições 2026, os oito nomes que ocupam as cadeiras do Estado na Câmara dos Deputados para o mandato de 2027 a 2030.

Com 99,13% das seções totalizadas, os números divulgados pela Justiça Eleitoral apontam uma composição formada por três forças partidárias: PL, Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) e Federação União Progressista (União/PP).

A distribuição ainda estava sujeita à conclusão da totalização. O próprio Tribunal Superior Eleitoral explica que os resultados são atualizados à medida que os Boletins de Urna são recebidos e processados.

Os oito mais votados

Pela atualização apresentada, a relação ficou assim:

1.  Natália Bonavides (PT) – 214.168 votos (10,98%)

2.  Nina Souza (PL) – 183.959 votos (9,43%)

3.  Benes Leocádio (União) – 170.574 votos (8,74%)

4.  Sargento Gonçalves (PL) – 151.302 votos (7,76%)

5.  General Girão (PL) – 132.529 votos (6,79%)

6.  Dr. Bernardo (PV) – 130.038 votos (6,67%)

7.  João Maia (PP) – 121.017 votos (6,20%)

8.  Thabatta Pimenta (PV) – 92.301 votos (4,73%)

Como ficaram as cadeiras

O PL aparece com três cadeiras, destinadas a Nina Souza, Sargento Gonçalves e General Girão.

A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, também conquista três vagas: Natália Bonavides, Dr. Bernardo e Thabatta Pimenta.

Já a Federação União Progressista, formada por União e PP, fica com duas cadeiras: Benes Leocádio e João Maia.

Na atualização apresentada, os três grupos registravam:

  • PL: 765.372 votos – 39,24%;
  • Federação Brasil da Esperança: 632.278 votos – 32,41%;
  • Federação União Progressista: 481.719 votos – 24,70%.

Quociente eleitoral e distribuição das sobras

A eleição para deputado federal é proporcional. Isso significa que as cadeiras não são simplesmente entregues aos candidatos individualmente mais votados: primeiro é considerada a votação dos partidos e federações e, posteriormente, as vagas são preenchidas pelos candidatos conforme as regras do sistema proporcional.

Segundo a atualização apresentada, o quociente eleitoral era de 243.833 votos.

Das oito cadeiras do RN, seis aparecem preenchidas pelo quociente partidário e duas pela distribuição das sobras, calculada por médias. Nesta configuração, João Maia e Thabatta Pimenta aparecem entre os candidatos beneficiados pelas vagas distribuídas por média.

É importante destacar que os números acima correspondem à totalização parcial informada, e os totais definitivos dependem do encerramento da apuração. O TSE disponibiliza os resultados oficiais em sua plataforma de acompanhamento e também permite a consulta aos Boletins de Urna para conferência dos dados.

 


As urnas falaram: confira os 24 deputados estaduais eleitos do RN

 


Com 99,04% das seções eleitorais totalizadas, o Rio Grande do Norte já tem praticamente definida a composição da Assembleia Legislativa para o mandato 2027–2030.

Os números mostram uma disputa marcada pelo equilíbrio entre as forças políticas. PL e Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) conquistaram 7 cadeiras cada, enquanto a Federação União Progressista (União/PP) ficou com 6 vagas. PSDB/Cidadania e MDB completam a composição.

Confira a relação dos eleitos conforme a apuração disponível:

1.  Coronel Azevedo (PL) – 104.864 votos

2.  Ezequiel Ferreira (PSDB) – 71.655 votos

3.  Robson Carvalho (União) – 69.268 votos

4.  Júlio César (PP) – 65.879 votos

5.  Kleber Rodrigues (PP) – 64.121 votos

6.  Francisco do PT (PT) – 62.524 votos

7.  Kaline de Dr. Bernardo (PV) – 61.861 votos

8.  Cinthia de Allyson (União) – 61.481 votos

9.  Isolda Dantas (PT) – 59.905 votos

10.             Divaneide Basílio (PT) – 59.356 votos

11.             Neilton Diógenes (PP) – 57.246 votos

12.             Dr. Gustavo Soares (PSDB) – 53.382 votos

13.             Dr. Kerginaldo (PL) – 53.328 votos

14.             Daniel Valença (PT) – 51.870 votos

15.             Nelter Queiroz (PP) – 51.349 votos

16.             Tomba Farias (PL) – 49.837 votos

17.             Cristiane Dantas (PSDB) – 49.263 votos

18.             Gustavo Carvalho (PL) – 49.147 votos

19.             Bibiano (MDB) – 48.599 votos

20.             Eudiane Macedo (PV) – 47.672 votos

21.             Ivanilson Oliveira (PV) – 46.747 votos

22.             Luiz Eduardo (PL) – 38.657 votos

23.             Adjuto Dias (PL) – 37.847 votos

24.             Camila Araújo (PL) – 31.203 votos

Como ficou a Assembleia

  • PL: 7 cadeiras
  • Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV): 7 cadeiras
  • Federação União Progressista (União/PP): 6 cadeiras
  • Federação PSDB/Cidadania: 3 cadeiras
  • MDB: 1 cadeira

Segundo a apuração apresentada, 21 vagas foram preenchidas pelo quociente partidário e outras três pela distribuição das sobras, pelo cálculo das médias.

As vagas obtidas por média ficaram com Camila Araújo, Ivanilson Oliveira e Nelter Queiroz.

O quociente eleitoral informado é de 79.988 votos.

O que chama atenção nas urnas?

A composição revela uma Assembleia bastante dividida. PL e PT/PV/PCdoB chegam empatados em número de cadeiras, com sete deputados cada. Já a União Progressista, formada por União e PP, aparece logo atrás, com seis.

É importante destacar que os números apresentados ainda correspondem a 99,04% da totalização. Portanto, a confirmação oficial da composição depende do fechamento de 100% das seções e da totalização definitiva pela Justiça Eleitoral.

As urnas falaram — e agora começa outra disputa: a de forças dentro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

 


Pedro Victor mostra força nas urnas e transforma 1.002 votos para Robson Carvalho em recado político em Macau

 


A eleição deste domingo deixou alguns sinais importantes para a política de Macau. Um deles atende pelo nome de Pedro Victor, suplente de vereador e atual secretário municipal de Esporte, Cultura, Lazer, Turismo e Eventos.

Pedro Victor conseguiu entregar 1.002 votos ao deputado estadual Robson Carvalho no eleitorado salineiro. Robson, que foi eleito para uma vaga na Assembleia Legislativa pelo União Brasil, tem trajetória política construída como vereador de Natal.

E por que esse número chama atenção?

Porque não se trata apenas de uma votação atribuída a um candidato. Politicamente, os 1.002 votos também podem ser lidos como uma demonstração da capacidade de articulação de quem apresentou esse nome ao eleitorado local.

Robson Carvalho não era, até pouco tempo, um dos nomes mais conhecidos da política macauense. Ainda assim, ultrapassar a marca de mil votos na cidade representa um resultado que coloca Pedro Victor no radar das discussões políticas locais.

O recado das urnas

O resultado também abre espaço para uma reflexão: o trabalho desenvolvido por Pedro Victor à frente da Secretaria de Esporte, Cultura, Lazer, Turismo e Eventos conseguiu produzir uma conexão com parte do eleitorado?

A resposta definitiva cabe ao próprio eleitor, mas os 1.002 votos obtidos por Robson Carvalho em Macau são um dado concreto da eleição e mostram que Pedro Victor conseguiu mobilizar um grupo expressivo de eleitores em torno de um candidato que não tinha, até então, forte presença eleitoral na cidade.

Em uma eleição, voto não aparece por acaso. Existe trabalho de base, relacionamento político, presença nas comunidades e capacidade de convencimento.

Por isso, Pedro Victor sai das urnas com um resultado que certamente será observado pelos grupos políticos de Macau, principalmente quando começarem as movimentações para as próximas eleições municipais.

A pergunta que fica é: esses 1.002 votos foram apenas uma fotografia desta eleição ou representam o início de uma nova força política dentro do grupo governista?

Os próximos capítulos da política salineira vão responder.

 


Eleição em Macau deixa um recado para a oposição e coloca Dr. Giovanni no centro do debate para 2028

 


O resultado das eleições estaduais em Macau chamou atenção por uma particularidade que merece ser analisada com cuidado: candidatos a deputado estadual apoiados por vereadores, suplentes e lideranças políticas locais conseguiram desempenhos expressivos nas urnas, em alguns casos superando a votação obtida por nomes ligados a antigos grupos políticos da cidade.

Entre os resultados registrados em Macau estão:

  • Dr. Gustavo Soares – 726 votos, apoiado pela família Batista e pelo Dr. Giovanni;
  • Eriko Jácome – 595 votos, apoiado pela ex-vereadora Odete, seu esposo, Michelle de Kiko, ex vereador Wilder e o vereador Jeferson Breno;
  • Gustavo Carvalho – 526 votos, apoiado pelo vereador Robson e pelo suplente Piroca;
  • Cinthia de Allyson – 415 votos, apoiada por Einstein Barbosa;
  • Ivan Júnior – 326 votos, apoiado pelo suplente Chico Baixinho;
  • Taveira Júnior – 313 votos, apoiado pelo ex-prefeito Zé Antônio.

Outro número que merece destaque é o desempenho de Divaneide Basílio, que recebeu 734 votos em Macau, em uma votação associada à base petista local. Divaneide é candidata do PT e disputou novamente uma vaga para a Assembleia Legislativa.

Os números e a leitura política

Mais do que simplesmente contabilizar votos, o resultado abre espaço para uma leitura sobre a atual configuração política de Macau.

A votação de Dr. Gustavo Soares, por exemplo, coloca o nome apoiado pelo grupo formado pela família Batista e Dr. Giovanni entre os destaques da disputa proporcional na cidade.

É justamente a partir desses números que começa a surgir uma discussão sobre quem possui, neste momento, maior capacidade de mobilização dentro do campo oposicionista de Macau.

Nesse cenário, o nome do Dr. Giovanni Bezerra ganha visibilidade. Seu grupo conseguiu uma votação expressiva para Dr. Gustavo Soares, resultado que passa a ser observado politicamente quando se pensa nos próximos movimentos da oposição.

E o recado para 2028?

Os números das urnas não definem, sozinhos, uma eleição municipal futura. Mas certamente servem como termômetro político.

O resultado mostra que antigos nomes da política executiva não necessariamente concentram, hoje, toda a força eleitoral que já tiveram no passado. Ao mesmo tempo, novas lideranças e grupos locais começam a apresentar seus próprios números.

E é justamente aí que Dr. Giovanni Bezerra entra no radar político de Macau para 2028.

Não significa dizer que a eleição municipal esteja decidida — longe disso. Ainda faltam dois anos, e muita coisa pode acontecer. Mas a eleição estadual deixou uma fotografia do momento político salineiro.

E essa fotografia mostra que a oposição de Macau começa a discutir novos protagonistas.

 


Eleição Estadual: A oposição de Macau levou uma porrada daquelas nas urnas — daquelas que, politicamente, deixam uma lição para ser avaliada.

 


O discurso do “todo mundo contra” a prefeita Flavinha Veras, o líder político FV e os petistas sem mandato em Macau encontrou uma resposta direta do eleitor salineiro.

E o resultado veio pelas urnas.

Ao abrir os votos, Macau demonstrou que ódio pelo ódio e ataques repetidos nos meios de comunicação não necessariamente levam a lugar algum. O grupo político da prefeita conseguiu, em poucos dias de mobilização, transformar uma eleição que muitos apontavam como favorável a Allyson em uma vitória expressiva de Cadu de Lula.

Foram 9.623 votos para Cadu contra 4.875 para Allyson, uma diferença de 4.748 votos.

O recado foi dado

Durante o período eleitoral, praticamente todas as pesquisas que circularam apontavam Allyson à frente em Macau. Mas pesquisa é fotografia de um momento — e eleição se decide mesmo é quando o eleitor deposita o voto na urna.

Bastou o grupo liderado pela prefeita Flávia Veras se movimentar de forma mais efetiva nos últimos dias para o cenário mudar.

E mudou de maneira contundente.

A votação de Cadu de Lula em Macau não representa apenas uma vitória eleitoral. É também um recado político para quem pretende fazer oposição na cidade.

Quem tiver inteligência suficiente precisa avaliar a estratégia adotada até aqui. Fazer oposição é legítimo e necessário em qualquer democracia. Questionar, fiscalizar e cobrar também faz parte do jogo.

Mas transformar a política em uma guerra permanente, baseada no confronto pelo confronto e no “quanto pior, melhor”, pode produzir justamente o efeito contrário ao desejado.

A resposta veio das urnas

O eleitor salineiro falou.

E falou alto.

A diferença de 4.748 votos entre Cadu e Allyson mostra que o grupo político da prefeita mantém força eleitoral e capacidade de mobilização em Macau.

Para a oposição, fica a lição: não basta reunir nomes contra um grupo político. É preciso convencer o eleitor.

Porque, no final das contas, quem decide não é a rede social, não é o discurso inflamado, não são os grupos de WhatsApp e muito menos os ataques de ocasião.

Quem decide é o eleitor. E desta vez, o recado das urnas veio como uma verdadeira “pêia” política.

 


sábado, 3 de outubro de 2026

“Tá pra nascer um político em Macau que goste de movimento como o ex-prefeito FV”, destaca comerciante salineiro

 

FV leva banderaçao ás ruas de Macau em plen sábado, vespera de eleição

Na véspera da eleição, o ex-prefeito FV mostrou mais uma vez que campanha política, para ele, é coisa para se viver na rua. Reuniu correligionários, colocou a bandeira na mão e foi para as ruas de Macau encarar o sol forte de um sábado, levando sua movimentação política para perto do eleitor.

A cena chamou atenção justamente pelo estilo do líder salineiro: movimento, presença e disposição. FV não ficou apenas nos bastidores. Foi para as ruas conversar, mobilizar e, principalmente, mostrar que ainda mantém disposição para participar ativamente das disputas políticas da cidade.

Segundo o próprio líder salineiro, a movimentação tinha um objetivo claro: chamar a atenção dos eleitores do Time de Lula para a concentração marcada para a noite, na entrada da praia, nas proximidades dos bares de Itamar e Júnior, às 19h30.

A proposta, segundo FV, seria promover um verdadeiro duelo pacífico de camisas, colocando frente a frente as cores vermelhas dos apoiadores de Lula e o azul dos defensores de Bolsonaro.

A marca de FV

Na política de Macau, FV construiu uma imagem de liderança que gosta de participar diretamente das campanhas. Quando entra em uma disputa, faz questão de estar presente, mobilizar seus aliados e ocupar as ruas.

É aquele tipo de liderança que não costuma assistir à campanha de longe. Vai para o meio do povo, participa das movimentações e procura transformar apoio político em presença nas ruas.

E talvez esteja justamente aí uma das características que fazem FV manter espaço no cenário político salineiro: ele gosta do contato direto com o eleitor e de sentir a temperatura da política nas ruas.

Na véspera da eleição, enquanto muitos preferem esperar o resultado das urnas, FV resolveu fazer o que parece gostar de fazer há muito tempo: botar o bloco na rua e mostrar força política.

No fim das contas, fica uma pergunta que certamente será respondida pelas ruas e, depois, pelas urnas: quem vai conseguir reunir mais gente no duelo pacífico de camisas — o vermelho do Time de Lula ou o azul dos defensores de Bolsonaro?

 



Em apenas 20 meses, Flavinha Veras entrega o Espaço Criança Feliz e coloca as mães atípicas no centro das políticas públicas de Macau

 


Quando existe vontade de fazer, não é preciso esperar quatro anos

Quando um gestor público decide transformar necessidade em política pública, quatro anos podem ser tempo demais para quem espera por atendimento, acolhimento e dignidade. Em muitos casos, o que se precisa é de vontade política, planejamento e respeito por quem mais necessita do poder público.

E foi justamente esse sentimento que marcou a noite desta quinta-feira (2), em Macau.

Em apenas 20 meses de gestão, a prefeita Flavinha Veras entregou à população o Espaço Criança Feliz, uma estrutura voltada ao acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens neurodivergentes e de suas famílias.

Para muitas mães atípicas de Macau, a inauguração representa mais do que a abertura de um prédio. Representa a concretização de uma reivindicação antiga e a possibilidade de contar com uma estrutura pública pensada para atender necessidades específicas.

Um novo olhar para as crianças neurodivergentes



O Espaço Criança Feliz foi apresentado como um ambiente destinado a oferecer acompanhamento especializado, acolhimento e suporte multidisciplinar às crianças atendidas.

A proposta é ampliar a rede de cuidados do município, integrando ações relacionadas à saúde e à assistência social, com atenção individualizada às necessidades de cada criança.

Na prática

A iniciativa coloca em evidência uma discussão que durante muito tempo ficou em segundo plano: as famílias atípicas também precisam ser vistas, ouvidas e incluídas nas políticas públicas municipais.

Presença das famílias e da sociedade

A inauguração contou com a presença da prefeita Flavinha Veras, da secretária municipal de Saúde, vereadores, lideranças, mães atípicas e representantes da AMA – Associação Macauense Autista.

A participação das próprias famílias na abertura do espaço dá um significado especial ao momento. Afinal, são elas que conhecem, diariamente, os desafios enfrentados na busca por atendimento, terapias, acompanhamento e inclusão.

O recado político da entrega

Independentemente das disputas políticas, existe um fato que merece ser observado: uma demanda pontual que NÃO fazia parte da realidade das famílias macauenses, agora ganhou uma estrutura pública específica.

E é justamente aí que surge o debate.

Se determinadas políticas públicas podem ser construídas e colocadas em funcionamento antes do término de um mandato, fica a pergunta: por que OS GESTORES PASSADOS deixaram essas mães desassistidas, esperando anos para sair do papel?

A inauguração do Espaço Criança Feliz, portanto, não deve ser analisada apenas como mais uma obra da Prefeitura.

Para as mães atípicas, o que está em jogo é atendimento, acolhimento e perspectiva.

Portanto



Para a gestão municipal, fica o desafio de garantir que o espaço tenha continuidade, profissionais capacitados e atendimento permanente.

E, para os adversários políticos, fica a realidade de que aquilo que não foi feito em quatro anos pode estar sendo colocado em prática em apenas 20 meses.

" A população é quem deve ser beneficiada quando a política pública deixa de ser promessa e passa a fazer parte da vida das pessoas. Temos consciência que podemos fazer mais e vamos fazer ao logo desse mandato." Destacou a prefeita Flavinha Veras.