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quarta-feira, 17 de novembro de 2021

Cipriano Maia será ouvido pela CPI da Covid no RN no dia 9 de dezembro

 

O secretário de Estado de Saúde Pública, Cipriano Maia, prestará depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte no próximo dia 2 de dezembro, confirmou o presidente da CPI, deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade). Ele explicou que Cipriano é investigado em 11, dos 12 contratos suspeitos de irregularidades envolvendo o governo estadual na gestão da pandemia no RN, com exceção do contrato de publicidade. O relatório final da CPI será entregue no dia 16 de dezembro pelo relator, deputado Francisco do PT.


Segundo Kelps, o depoimento do secretário da Saúde poderá esclarecer pontos duvidosos levantados durante a CPI, como o contrato do Consórcio Nordeste, que teve um capítulo especial no último dia 10, quando o proprietário da empresa Biogeoenergy, Paulo de Tarso Carlos, revelou parte do esquema organizado de propinas, em sessão secreta da CPI. Além de afirmar sofrer ameaças de morte, Paulo prometeu revelar fatos que não estão no inquérito que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ) somente na presença do procurador-geral da República, Augusto Aras.


“O secretário será ouvido por último porque precisávamos ter acesso aos documentos, testemunhas, quebras de sigilo e porque agora temos perguntas, dúvidas que antes não tínhamos. Foi um acordo entre todos os membros da CPI, de convocá-lo apenas no final de tudo, para que ele possa esclarecer os pontos que ainda estão pendentes. Cipriano vem na condição de investigado, pois alguns atos que ele cometeu possuem claras evidências de improbidade administrativa e ele tem todo o direito de se defender, com prerrogativas jurídicas de um investigado”, explicou o presidente da CPI.


Kelps afirmou que, caso sejam confirmados os atos de improbidade administrativa por parte do secretário, este poderá perder o cargo ou função pública, ficar proibido de ser contratado pelo Estado e devolver o dinheiro, por exemplo. E que, no caso do contrato do Consórcio Nordeste, há os crimes de improbidade administrativa e o de corrupção, que estão evidenciados por documentos. “O secretário é investigado, não quer dizer que é culpado. Embora a situação dele seja bem complicada”, falou.


O presidente da CPI da Covid disse que o relatório será lido no próximo dia 8 de dezembro entre os membros da comissão e que o texto final será entregue no dia 16 de dezembro. Sobre o depoimento de Paulo de Tarso, o deputado afirmou que as denúncias apresentadas na sessão secreta são gravíssimas, embora não tenha envolvimento de nenhum gestor público do Rio Grande do Norte.


“Se ele puder comprovar tudo o que falou, implode o Consórcio Nordeste. Mas, não vou espetacularizar ou agir de má-fé. A governadora é investigada por ato de improbidade, mas não de corrupção”, completou.





informações do Agora RN*

 


quinta-feira, 5 de agosto de 2021

CPI da Covid é instalada na Assembleia do RN

 

Fonte Portal do RN

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga 12 contratos firmados pelo Governo do Estado referentes ao enfrentamento à pandemia da Covid-19, foi instalada nesta quarta-feira (4), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.


Os membros confirmaram a indicação do deputado Kelps Lima (Solidariedade) ao posto de presidente, enquanto o deputado Francisco do PT será o relator. Os deputados Getúlio Rêgo (DEM), George Soares (PL) e Gustavo Carvalho (PSDB) serão os membros titulares, enquanto que os deputados Galeno Torquato (PSD), Nelter Queiroz (MDB), Tomba Farias (PSDB), Ubaldo Fernandes (PL) e Isolda Dantas (PT) serão os membros suplentes. Na primeira reunião, o plano de trabalho e requerimentos foram aprovados.


Por proposição do presidente da CPI e aprovação dos membros, ficou definido que as reuniões da comissão ocorrerão às quartas e quintas-feiras, a partir das 13h, desde que a sessão ordinária em plenário tenha sido finalizada. O relatório final a ser elaborado pela comissão, também por decisão consensual dos parlamentares membros, deve ser apresentado pelo relator até a antepenúltima semana de realização dos trabalhos, previstos para ocorrerem até o dia 4 de dezembro. Também por decisão da comissão, todos as informações que chegarem à CPI ou que forem solicitadas em nome do grupo deverão passar pelo presidente da comissão, com cópia encaminhada ao relator, assim como todas as solicitações de informações feitas pela CPI deverão constar com prazo para a resposta em dias úteis.


“São medidas que colaboram com a organização dos trabalhos e otimização do tempo de trabalho da CPI. Vamos tentar fazer as oitivas e análise dos documentos o mais brevemente possível, para colaborar com o trabalho do relator. Tenho certeza de que é intenção de todos os membros e suplentes que tenhamos um trabalho eficiente e que dê as respostas que o povo do Rio Grande do Norte precisa”, disse o presidente da CPI, deputado Kelps Lima.


Entre os requerimentos apreciados, os parlamentares aprovaram a solicitação à Secretaria Estadual de Saúde de cópias de todos os 12 contratos investigados pela comissão, para que sejam respondidos em até 48 horas. Além disso, também solicitaram ao Ministério Público Estadual, Federal, a Procuradoria Geral da República, Polícia Federal, Tribunal de Contas do Estado, Tribunal de Contas da União, Controladoria Geral da União informações, sigilosas ou não, de todas as investigações que porventura tratem sobre os contratos que serão analisados pela comissão, incluindo a compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste à empresa Hempcare.


Ainda durante a reunião, os parlamentares também aprovaram a convocação de 22 pessoas para prestarem informações à CPI, como testemunhas ou investigados. Os requerimentos foram apresentados pelos deputados Gustavo Carvalho, Galeno Torquato, Nelter Queiroz (MDB) e do próprio presidente, Kelps Lima. Entre os pedidos está a convocação do ex-presidente do Consórcio Nordeste, Rui Costa, que comandava a autarquia à época do contrato para compra dos respiradores pulmonares que resultaram em prejuízo próximo a R$ 49 milhões aos estados da região, incluindo o Rio Grande do Norte, que perdeu quase R$ 5 milhões. O relator, contudo, demonstrou dúvidas sobre a legalidade da convocação.