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quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Médicos terceirizados paralisam cirurgias ortopédicas eletivas no HWG por falta de pagamento

 


O site do G1RN da destaque aos Médicos terceirizados que paralisaram a realização de cirurgias eletivas de ortopedia no Hospital Walfredo Gurgel, maior hospital público do Rio Grande do Norte, nesta quarta-feira (6), segundo confirmou a empresa contratada pelo estado.


Por meio de nota, a empresa Justiz, responsável pelo contrato com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, disse que foi informada, pelos médicos, da paralisação, em virtude do atraso do pagamento desde o mês de maio.


Os valores atrasados não foram divulgados. A empresa explicou que, como está sem receber os repasses do governo, não tem como pagar os profissionais.


Segundo a empresa, foram realizadas de janeiro a agosto, somente no Walfredo Gurgel, mais de 2.300 cirurgias, cerca de 300 procedimentos por mês, que acontecem de segunda a sábado, "atuação que tem colaborado para a diminuição de filas de cirurgias eletivas no Walfredo".


Apesar da suspensão dos novos atendimentos pela equipe formada por 70 ortopedistas, a empresa informou que os profissionais devem manter o atendimento aos pacientes que estão internados, bem como as consultas pós-operatórias que acontecem no ambulatório.


Em nota, a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte informou que nesta quarta-feira (6) foi encaminhado o repasse de 50% da fatura relativa ao mês de junho - "última nota fiscal a concluir os trâmites dentro da secretaria para pagamento". A Sesap informou ainda que manteve diálogo telefônico com a empresa informando sobre a situação, buscando a retomada dos serviços ainda nesta quarta (6).


Superlotação


Entre julho e agosto, o Hospital Walfredo Gurgel enfrentou superlotação de pacientes, com pessoas internadas em macas nos corredores da unidade de saúde. A unidade é referência para atendimentos de urgência e emergência ortopédica, politrauma e queimados na rede pública estadual.


governo do estado anunciou a abertura de 35 novos leitos na região metropolitana de Natal, para enfrentar a demanda. 20 desses leitos foram abertos nesta semana no Hospital Deoclécio Marques, em Parnamirim.

 


terça-feira, 20 de setembro de 2022

Hospital Walfredo Gurgel suspende cirurgias eletivas

 


A Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) suspendeu nesta segunda-feira (19) as cirurgias eletivas agendadas no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel. O maior Hospital público do Rio Grande do Norte está com uma sobrecarga depois de sofrer com uma alta demanda de pacientes, vítimas de acidentes e transferidos de outras unidades, de modo que foi dada prioridade à urgências. A confirmação da suspensão foi dada em nota pela Sesap, que não definiu quando esses procedimentos serão retomados.


“A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) e a direção do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel esclarecem que o serviço de cirurgias eletivas da unidade sofreu uma interrupção parcial nesta segunda-feira (19) devido a uma sobrecarga na capacidade de atendimento, gerada tanto por demandas de pacientes advindos do interior do estado como pela ocorrência no final de semana de acidentes com múltiplas vítimas. As equipes do Walfredo Gurgel seguem trabalhando para a liberação das salas cirúrgicas e de pós-operatório para retomada plena das cirurgias o mais breve possível”, informou a nota.

 

Segundo a assessoria de imprensa da pasta, além da demanda, a retomada vai depender da dinâmica de evolução dos pacientes, mas não deve demorar a semana inteira. O Walfredo Gurgel realiza cirurgias eletivas seja com equipes próprias, ou com terceirizados. A capacidade é de fazer até 1.200 desses procedimentos mensais. Segundo a Sesap, as cirurgias de urgência seguem sendo feitas, mas as que já estavam agendadas devem sofrer com interrupção dos prazos.

 


segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Numa nova fase; Hospital Walfredo Gurgel terá regulação a partir de dezembro

 

O jornal de fato destaca que a partir do início de dezembro a saúde pública do Rio Grande do Norte entra em uma nova fase. Para cumprir uma decisão que remonta a processos judiciais do fim dos anos 1990, a Secretaria de Estado da Saúde Pública e o Ministério Público firmaram um acordo para, até dia 15 próximo, fazer a regulação da porta de entrada do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.


Em suma, o plano consiste em regular o acesso ao hospital para pacientes que já tenham passado por outros serviços de saúde e sejam referenciados para o Walfredo Gurgel pela gravidade e tipo de atendimento que seja do perfil da unidade, desafogando o hospital de casos leves, que historicamente absorveu e absorve, e a consequente superlotação dos corredores. A medida, no entanto, não barra o atendimento de urgência que seja conduzido pelo SAMU para o local, mantendo o perfil de hospital para atendimento de traumas de alta complexidade.


O documento judicial que norteia a medida pontua que entre janeiro e julho deste ano o hospital realizou 35.351 atendimentos - média de 5.050 por mês -, dos quais 18.459 foram avaliados como de baixo risco - 52% dos atendimentos.


Os casos que eventualmente sigam chegando ao hospital deverão ser acolhidos e encaminhados para os locais recomendados, como Unidades de Pronto Atendimento, postos de saúde ou outros. A medida já é consolidada em unidades públicas como, por exemplo, nos hospitais Giselda Trigueiro, na área de infectologia, e Maria Alice Fernandes, no atendimento infantil. Outra unidade que também funciona na capital como porta referenciada é o Hospital Municipal de Natal.


Principal unidade de saúde potiguar, o Walfredo, como é popularmente tratado, consolidou-se ao longo dos anos por ter uma porta de atendimento de alta resposta que recebe todos os tipos de casos. No entanto, de acordo com o desenho de rede, o hospital inaugurado no início da década de 1970 é formatado para atender urgências e traumas de alta complexidade - acidentes de trânsito, ferimentos por arma de fogo, traumas ortopédicos graves -, além de acidentes vasculares.


"Esse é um processo no qual estamos trabalhando há muito tempo, em conjunto com o Ministério Público e com um diálogo amplo e transparente com todos os atores, principalmente os municípios. Acima de tudo isso, está o desejo de entregar para a população potiguar o melhor atendimento possível. O Walfredo não vai deixar de atender o povo, apenas a situação irá mudar com o objetivo de fortalecer o SUS", explica a secretária-adjunta de Saúde Pública, Lyane Ramalho.