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sábado, 2 de maio de 2026

Justiça: Entenda como o PL da Dosimetria pode beneficiar condenados pelo 8/1

 


A derrubada do veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei (PL) da Dosimetria abre caminho para que os condenados pelos atos violentos e golpistas de 8 de janeiro de 2023 tenham suas penas reduzidas. 

Aprovado em dezembro do ano passado, o PL da Dosimetria impede a soma da pena de dois crimes para definir a pena final, devendo prevalecer a punição mais rigorosa.

Atualmente, o juiz pode somar penas de diferentes crimes cometidos por meio de uma única ação. Também é possível somar penas de crimes cometidos mediante mais de uma ação. A medida foi adotada pelos ministros do STF ao definir a condenação dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

As novas regras em benefício do réu valem inclusive para aqueles que já foram condenados definitivamente pela Justiça.

Pelo Código Penal, o crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tem pena prevista de 4 a 8 anos de prisão. Já o crime de golpe de Estado, tem pena de 4 a 12 anos.

O projeto diz que deve prevalecer a pena do crime mais grave, no caso golpe de Estado, acrescida de um sexto até a metade.

Como a lei beneficiará o condenado

Para reduzir a pena dos condenados, bastará às defesas solicitarem a redução ao Supremo Tribunal Federal (STF), após a promulgação da Lei.

Pela Constituição, o projeto tem que ser encaminhado para promulgação pelo presidente da República em até 48 horas. Caso isso não ocorra, a tarefa caberá ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Uma vez promulgada, a nova lei prevê a possibilidade de reduzir a pena para aqueles condenados por dois crimes: golpe de Estado e abolição violenta do estado de direito.

A derrubada do veto pelo Congresso pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, além dos militares Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil; e Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Regime de cumprimento da pena

O PL da Dosimetria também muda as regras de progressão de regime prisional do regime mais rigoroso, para o menos rigoroso, a exemplo do regime semiaberto ou aberto.

O texto diz que o prazo para a progressão para crimes contra o Estado Democrático de Direito deixa de ser o cumprimento de um quarto da pena (25%), passando para apenas um sexto (16,6%), quando o condenado for réu primário.

Se o condenado for reincidente, ele deverá cumprir ao menos 30% da pena para ter direito à prorrogação de regime.

Se o apenado for condenado por exercer o comando, individual ou coletivo, de organização criminosa estruturada para a prática de crime hediondo ou equiparado, deverão ser cumpridos ao menos 50% da pena.

O texto diz ainda que, quando praticados "em contexto de multidão", os crimes de golpe de Estado devem ter a pena reduzida entre um terço e dois terços.

O mesmo vale para o crime de abolição violenta do Estado democrático. Em ambos os casos, o infrator não pode ter financiado ou exercido papel de liderança.

Além disso, o texto permite a remição de pena, por trabalho ou estudo, mesmo quando o condenado estiver em regime domiciliar.



Agencia Brasil*

 


quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Lula garante que vai vetar PL da Dosimetria

 


O presidente Lula afirmou que vetará o PL da Dosimetria, aprovado pelo Senado, por entender que o projeto relativiza crimes graves contra a democracia e tenta encerrar politicamente um processo que ainda está em julgamento. Para o presidente, reduzir penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro antes da conclusão das investigações — inclusive sobre financiadores — representa um risco institucional e um estímulo à impunidade.

Embora defensores do projeto aleguem “pacificação do país”, o conteúdo do PL altera o cálculo das penas e a progressão de regime de forma a beneficiar diretamente réus envolvidos na tentativa de golpe, incluindo figuras centrais do antigo governo. Críticos veem a proposta como uma anistia disfarçada, construída sob medida para proteger um grupo político específico que atentou contra o Estado Democrático de Direito.

Ao reforçar que vetar é prerrogativa constitucional do Executivo, Lula sinaliza que a defesa da democracia não comporta atalhos nem acordos oportunistas. O embate agora se desloca para o Congresso, que poderá manter ou derrubar o veto, expondo com clareza quem defende responsabilização e quem aposta no esquecimento.

 


quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Ministro Moraes diz que admitir redução de penas é “flertar” com novas tentativas de golpe

 


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma crítica à discussão no Congresso Nacional do projeto que permite a redução de penas de Jair Bolsonaro (PL) e outros condenados pelos crimes de 8 de janeiro de 2023.

“Não é possível mais discursos de atenuante em penas, em penas aplicadas depois do devido processo legal, aplicadas depois da ampla possibilidade de defesa, porque isso seria um recado à sociedade de que o Brasil tolera ou tolerará novos flertes contra a democracia”, disse.

A declaração foi feita durante o julgamento no qual a Primeira Turma decidiu por unanimidade, nesta terça-feira 16, condenar o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques e outros quatro réus em julgamento de um dos núcleos da trama golpista.

Moraes fez a fala no momento de definição das dosimetrias das penas em julgamento, ou seja, o tamanho das condenações de cada um deles, incluindo tempo de prisão, multas, perda de cargos, inelegibilidade.

Segundo o relator, a fixação das penas serve tanto para condenar os réus quanto para prevenir que novas tentativas de rupturas democráticas ocorram no futuro.

 


quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

PL da Dosimetria APROVADA; veja como votou bancada do RN

 


O PL (Projeto de Lei) da Dosimetria, que reduz as penas dos envolvidos nos atos antidemocráticos do 8 de Janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado na madrugada desta quarta-feira (10) com 291 votos sim e 148 não. Entre os deputados do Rio Grande do Norte, seis votaram a favor do projeto e dois foram contra.

A medida segue para o Senado. Segundo o documento, o projeto busca reduzir o tempo de cumprimento das penas, estabelecendo critérios objetivos e percentuais mínimos tanto para a execução da pena quanto para a progressão de regime. Para afastar riscos de “insegurança jurídica”, o relator também incluiu no documento a previsão explícita de que a remição de pena é compatível com o regime de prisão domiciliar.

VEJA COMO VOTARAM OS DEPUTADOS DO RN

SIM
Benes Leocádio (União) Sim
Carla Dickson (União) Sim
Sgt. Gonçalves (PL)
General Girão (PL)
João Maia (PP)
Robinson Faria (PP)

NÃO
Natália Bonavides (PT)
Fernando Mineiro (PT)

 


Fonte TN*


Câmara aprova projeto que reduz pena de Bolsonaro e condenados pelo 8 de janeiro

 


A Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada desta quarta-feira (10), o texto-base do projeto de lei que reduz as penas dos condenados por tentativa de golpe, incluindo o 8 de janeiro de 2023. Chamado de “PL da Dosimetria”, a medida também pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, acusado de comandar um plano para dar um golpe de Estado, e cumpre pena na sede da Polícia Federal (PF) em Brasília. Em janeiro de 2023, apoiadores do ex-presidente invadiram e quebraram as sedes dos três Poderes, em Brasília.

O projeto de lei será enviado ao Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que ele será votado até o fim do ano. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda pode vetar a proposta.

A decisão de votar o projeto foi anunciada na manhã desta terça-feira (9) por Hugo Motta (Republicanos-PB) e surpreendeu os líderes partidários. A votação terminou às 2h26 da madrugada.

O dia também foi marcado por tumulto, quando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) tomou a cadeira do presidente da Câmara e se recusou a sair, em protesto contra sua possível cassação por quebra de decoro parlamentar.

Ele foi arrancado à força por policiais do Congresso. Durante a confusão, a segurança retirou a imprensa do plenário e cortou o sinal da TV que transmitia a sessão, em uma decisão inédita.



Fonte Jornal da Paraiba*