A pesquisa Metadata/Grupo Dial,
divulgada nesta sexta-feira (2), coloca uma questão importante sobre a disputa
pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Norte em 2026: o eleitor
potiguar ainda demonstra um elevado grau de indefinição, principalmente em
relação ao segundo voto.
Como neste ano estarão em disputa duas
das três cadeiras do Senado destinadas ao RN, cada eleitor poderá escolher dois
candidatos. E é justamente na segunda escolha que aparece o maior espaço
para mudanças ao longo da campanha.
Na primeira escolha espontânea,
quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, Styvenson Valentim
(Podemos) aparece com 24,48%. Na sequência estão Zenaide Maia (PSD), com
9,56%; Samanda de Lula (PT), 5,89%; Rafael Motta (PDT), 3,39%; e Coronel Hélio
(PL), 1,38%.
Mas há um dado que chama ainda mais
atenção: 48,66% dos entrevistados não souberam ou não responderam à
primeira escolha.
E o segundo voto? Aí está a grande
incógnita
Quando o entrevistado é questionado
sobre quem seria seu segundo candidato, a indefinição aumenta
consideravelmente.
Coronel Hélio aparece numericamente
com 5,83%, seguido por Zenaide Maia (4,57%), Rafael Motta (3,72%), Styvenson
(3,13%) e Samanda de Lula (2,77%).
Pela margem de erro de 2,5 pontos
percentuais, os cinco aparecem tecnicamente empatados nesse quesito.
O número que merece atenção,
entretanto, está acima de todos eles: 73,39% dos entrevistados não souberam
ou não responderam qual seria o segundo voto.
O X da questão
É justamente aqui que a pesquisa
merece ser lida com atenção.
Não se trata apenas de saber quem
aparece na frente hoje. O dado mais relevante é perceber quantos eleitores
ainda não definiram a segunda escolha.
Na prática, existe uma parcela
expressiva do eleitorado que já consegue apontar um primeiro nome, mas ainda
não decidiu quem receberá o segundo voto.
Isso deixa uma parte importante da
disputa ainda em aberto e mostra que, neste momento, a segunda vaga não está
claramente definida pela pesquisa espontânea.
Outro ponto importante: pesquisa
eleitoral é um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não
uma previsão do resultado das urnas. O levantamento ouviu 1.536 eleitores em
63 municípios do RN, entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de 2,5
pontos percentuais e 95% de confiança.
Em outras palavras: se o primeiro voto
já começa a apresentar uma fotografia mais nítida, o segundo ainda parece uma
página em branco para boa parte do eleitorado potiguar.
.png)

