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sábado, 3 de outubro de 2026

Senado no RN: segundo voto ainda é um terreno aberto, e 73,39% dos eleitores não apontam candidato

 


A pesquisa Metadata/Grupo Dial, divulgada nesta sexta-feira (2), coloca uma questão importante sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Rio Grande do Norte em 2026: o eleitor potiguar ainda demonstra um elevado grau de indefinição, principalmente em relação ao segundo voto.

Como neste ano estarão em disputa duas das três cadeiras do Senado destinadas ao RN, cada eleitor poderá escolher dois candidatos. E é justamente na segunda escolha que aparece o maior espaço para mudanças ao longo da campanha.

Na primeira escolha espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado, Styvenson Valentim (Podemos) aparece com 24,48%. Na sequência estão Zenaide Maia (PSD), com 9,56%; Samanda de Lula (PT), 5,89%; Rafael Motta (PDT), 3,39%; e Coronel Hélio (PL), 1,38%.

Mas há um dado que chama ainda mais atenção: 48,66% dos entrevistados não souberam ou não responderam à primeira escolha.

E o segundo voto? Aí está a grande incógnita

Quando o entrevistado é questionado sobre quem seria seu segundo candidato, a indefinição aumenta consideravelmente.

Coronel Hélio aparece numericamente com 5,83%, seguido por Zenaide Maia (4,57%), Rafael Motta (3,72%), Styvenson (3,13%) e Samanda de Lula (2,77%).

Pela margem de erro de 2,5 pontos percentuais, os cinco aparecem tecnicamente empatados nesse quesito.

O número que merece atenção, entretanto, está acima de todos eles: 73,39% dos entrevistados não souberam ou não responderam qual seria o segundo voto.

O X da questão

É justamente aqui que a pesquisa merece ser lida com atenção.

Não se trata apenas de saber quem aparece na frente hoje. O dado mais relevante é perceber quantos eleitores ainda não definiram a segunda escolha.

Na prática, existe uma parcela expressiva do eleitorado que já consegue apontar um primeiro nome, mas ainda não decidiu quem receberá o segundo voto.

Isso deixa uma parte importante da disputa ainda em aberto e mostra que, neste momento, a segunda vaga não está claramente definida pela pesquisa espontânea.

Outro ponto importante: pesquisa eleitoral é um retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão do resultado das urnas. O levantamento ouviu 1.536 eleitores em 63 municípios do RN, entre 28 e 30 de setembro, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e 95% de confiança.

Em outras palavras: se o primeiro voto já começa a apresentar uma fotografia mais nítida, o segundo ainda parece uma página em branco para boa parte do eleitorado potiguar.