Mais uma vez, o eleitor potiguar foi
colocado diante de um debate eleitoral em que o confronto entre os candidatos
pareceu ocupar mais espaço do que aquilo que realmente deveria estar no centro
da discussão: o futuro do Rio Grande do Norte.
Pois bem
Cadu de Lula, Allyson Bezerra, Álvaro
Dias e Robério Paulino tiveram uma oportunidade valiosa de apresentar
propostas, confrontar ideias e mostrar ao eleitor quem realmente está preparado
para governar um Estado cheio de problemas e, ao mesmo tempo, de enormes
oportunidades.
Mas, em boa parte do debate,
prevaleceu a velha fórmula da política brasileira: ataque, resposta,
acusação e contra-acusação.
E fica a pergunta: é isso que o
eleitor potiguar espera?
O eleitor já conhece os grupos
políticos, as alianças, os rompimentos e as disputas que acontecem nos
bastidores. Também sabe que muitos dos personagens que hoje se apresentam como
novidade carregam consigo histórias políticas, alianças antigas e grupos tradicionais.
O que ainda precisa ser explicado é qual
será o projeto de Estado que cada candidato pretende colocar em prática.
O RN não pode ser governado pelo
retrovisor
É muito fácil apontar o erro do adversário. Difícil é apresentar uma solução.
Mais fácil ainda é transformar o
passado em munição eleitoral. O problema é que o cidadão que está na fila de um
hospital, procurando emprego ou tentando colocar o filho em uma escola de
qualidade não está preocupado apenas com quem errou ontem.
Ele quer saber quem vai resolver amanhã. E é justamente aí que os debates precisam avançar.
O Rio Grande do Norte precisa discutir
educação com profundidade. Precisa falar sobre aprendizagem, valorização dos
profissionais, escolas, ensino técnico e preparação dos jovens para o mercado
de trabalho.
Precisa discutir saúde sem maquiagem
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