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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Lajes: MPRN recomenda realização de concurso público e processo seletivo

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Lajes a adoção de providências para o preenchimento de vagas na administração pública. A orientação é da Promotoria de Justiça de Lajes e visa à realização de concurso público para cargos efetivos vagos na administração direta e indireta, além de processo seletivo público para a função de agente de combate às endemias.

Para o cumprimento das medidas, o órgão recomendou a apresentação de um cronograma físico-financeiro detalhado no prazo de 30 dias. O planejamento deve conter etapas como a constituição da comissão organizadora, levantamento de vagas por lei municipal, licitação da banca examinadora, publicação do edital, aplicação das provas e início das nomeações.

A orientação também abrange a abstenção de renovação ou celebração de novos contratos de terceirização para funções permanentes e o planejamento da rescisão gradual dos contratos vigentes à medida que os aprovados forem empossados.

A Constituição Federal estabelece que a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. A Lei Federal número 11.350 de 2006 prevê o processo seletivo para agentes de combate às endemias e veda a terceirização dessa atividade.

Uso de terceirização e déficit previdenciário

As apurações realizadas pela Promotoria de Justiça de Lajes em inquérito civil constataram a manutenção continuada de terceirizações de mão de obra externa por meio de empresas privadas para o desempenho de funções permanentes no Município, incluindo o cargo de agente de combate às endemias.

Além disso, a reavaliação atuarial do Fundo de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Lajes (PreviLajes), indicou a existência de déficit atuarial no valor de R$ 134,3 milhões. A análise técnica apontou a realização de concurso público para o provimento de vagas como medida para a sustentabilidade do regime de previdência.

O descumprimento da recomendação pode resultar na adoção de medidas judiciais, como o ajuizamento de ação civil pública de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência e aplicação de multa, além da apuração de responsabilidade por ato de improbidade administrativa.

Veja a recomendação na íntegra.