quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Em Pendências, o velho recado da política: se não é aliado, vira adversário

 


A política provinciana do interior do Rio Grande do Norte ainda parece sobreviver sob uma lógica antiga: quem está no mesmo lado é aliado; quem se distancia, rapidamente passa a ser tratado como adversário.

É dentro desse contexto que mais uma movimentação política chama atenção nos bastidores da Câmara Municipal de Pendências.

A discussão da vez envolve os vereadores Welliedna Figueiredo e Nanam Olégario, que teriam acumulado ausências em sessões legislativas. Diante da situação e das regras previstas no Regimento Interno da Casa, já existe um procedimento em andamento que poderá, em tese, resultar até na perda dos mandatos, caso sejam confirmadas as condições regimentais e legais para tal medida.

Os dois parlamentares foram notificados para apresentar suas respectivas defesas. A partir daí, caberá à Mesa Diretora analisar os argumentos apresentados e seguir os trâmites estabelecidos para tomar uma decisão.

O que chama atenção?

Mais do que a questão administrativa, o episódio ganha contornos políticos porque acontece em um ambiente onde as relações entre os grupos parecem cada vez mais marcadas pela velha lógica do “nós contra eles”.

E é justamente aí que surge a pergunta que circula nos bastidores:

Estamos diante apenas do cumprimento das regras da Câmara ou existe também um componente político nessa movimentação?

É importante separar as coisas. Se houve descumprimento das normas, o Regimento Interno deve ser cumprido, independentemente de quem seja o vereador. Da mesma forma, se os parlamentares apresentarem justificativas capazes de afastar qualquer irregularidade, elas precisam ser consideradas dentro do devido processo.

O problema começa quando as regras de uma Casa Legislativa passam a ser interpretadas conforme a conveniência dos grupos políticos.

O recado nas entrelinhas

Na política interiorana, muitas vezes o discurso oficial fala em regimento, legalidade e funcionamento institucional. Mas, nos bastidores, a leitura política costuma ser outra.

E o velho recado continua ecoando:

“Se não for nosso aliado, será nosso inimigo.”

Agora, caberá à Câmara de Pendências demonstrar que, nesse caso, não existe lado político: existe apenas o cumprimento das regras, com direito à defesa e respeito ao mandato conferido pelo eleitor.

Porque, no final das contas, mandato de vereador não pertence à Mesa Diretora, nem ao grupo político de ocasião.

Pertence ao eleitor.

 


Em Diogo Lopes, vereador Baega dá o recado: quem faz pela comunidade também será lembrado nas urnas

 


A política salineira começa a desenhar seus próximos capítulos, e em Diogo Lopes o vereador Baega fez questão de deixar seu posicionamento bem claro: o grupo político que lidera na comunidade seguirá ao lado da prefeita Flávia Veras e dos candidatos que integram sua base.

A prefeita esteve em Diogo Lopes acompanhada do pai e líder político FV. No encontro, ouviu o vereador, moradores nativos e lideranças da comunidade. A conversa também serviu para preparar uma grande movimentação política que deverá acontecer nos próximos dias na comunidade praiana.

E o que ficou evidente?

Em política, discurso é importante. Mas, para quem vive na comunidade, obra e melhoria concreta também pesam na hora de reconhecer quem merece crédito.

É justamente nesse ponto que o grupo de Baega sustenta seu posicionamento. A melhoria da estrada que liga Macau - Barreiras a Diogo Lopes é apontada como uma das ações que não podem ser simplesmente apagadas do debate político.

O raciocínio é direto: se determinada força política ajudou a viabilizar uma melhoria que beneficia diariamente os moradores, por que esconder esse fato justamente quando chega o período eleitoral?

Baega e seu grupo, ao que tudo indica, decidiram não fazer esse jogo.

O vereador mantém firme o compromisso com os candidatos petistas apoiados pela prefeita Flávia Veras, seguindo a orientação política de quem, segundo o grupo, vem demonstrando compromisso com Macau e suas comunidades.

A estrada virou argumento político

A estrada Macau–Diogo Lopes(RN-043), que durante muito tempo esteve entre as cobranças dos moradores, agora também entra no debate eleitoral como símbolo de uma questão simples: quem ajudou a construir soluções para a comunidade também quer ser reconhecido por isso.

E esse reconhecimento, naturalmente, passa pelo eleitor.

A movimentação em Diogo Lopes mostra que a eleição não será disputada apenas nos discursos dos grandes palanques. Será também no território, comunidade por comunidade, onde o eleitor conhece de perto quem esteve presente, quem prometeu e, principalmente, quem conseguiu entregar.

Agora, com a articulação de Baega, Flávia Veras e FV, a expectativa é pela grande movimentação que está sendo preparada em Diogo Lopes.

E uma coisa já ficou evidente: o grupo escolheu lado — e não parece disposto a esconder os motivos dessa escolha.




MPRN emite recomendações à Polícia Militar e à Polícia Civil sobre atendimento a mulheres em Assu

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Assu, expediu recomendações dirigidas ao comando do 10º Batalhão de Polícia Militar e à Delegacia de Polícia Civil local orientando padronizar a atuação das forças de segurança da região no acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, além de garantir a proteção integral durante os atendimentos.

A recomendação enviada à Polícia Militar determina prioridade para os chamados recebidos pelo telefone 190 que envolvam agressões ou ameaças a mulheres. As equipes policiais devem realizar abordagens com empatia e sem emissão de julgamentos sobre o comportamento, vestimenta ou histórico das vítimas. O documento também orienta o isolamento imediato da cena em ocorrências de morte violenta ou tentativa de assassinato.

O texto direcionado à Polícia Civil estabelece a obrigatoriedade de acolher as vítimas em espaço reservado para resguardar a privacidade e o sigilo das informações. A orientação prevê a realização de depoimentos detalhados na fase inicial, inclusive por registro audiovisual. A medida visa evitar convocações repetitivas da mulher para recontar os fatos durante as investigações.

As duas Polícias devem aplicar obrigatoriamente o Formulário Nacional de Avaliação de Risco em seus atendimentos. As informações registradas servirão de base para o pedido de medidas de urgência à Justiça, como o afastamento do agressor do lar e o monitoramento preventivo por meio de rondas aos endereços indicados. Os boletins e relatórios policiais não podem conter questionamentos sobre a conduta moral ou a vida privada da vítima.

O transporte da vítima em viaturas policiais deve ocorrer com apoio adequado, sem contato direto com o suspeito. O MPRN orienta ainda o encaminhamento seguro das mulheres até unidades de saúde ou até a delegacia local. Além disso, a Polícia Militar e a Polícia Civil devem promover treinamentos e capacitações com seus efetivos sobre o protocolo de gênero e o combate ao constrangimento institucional.

Os responsáveis pelo Batalhão da Polícia Militar e pela Delegacia de Polícia Civil têm o prazo de trinta dias para responder ao MPRN.

Veja as recomendações abaixo:

Recomendação PM

Recomendação PC

 


Operação contra crime organizado cumpre seis mandados no Rio Grande do Norte

 


A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/Mossoró) deflagrou nesta quarta-feira (16) a Operação Enclave, no Rio Grande do Norte. Ao todo, são cumpridos três mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão em Natal, Caicó e Ceará-Mirim.

A operação faz parte da Operação Força Integrada IV, mobilização nacional realizada simultaneamente em diferentes estados para combater organizações criminosas.

No Rio Grande do Norte, a FICCO/Mossoró reúne integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal Estadual.

As ações das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) ocorrem em 19 estados e têm como alvo suspeitos de envolvimento com tráfico de drogas, tráfico de armas, lavagem de dinheiro, organizações criminosas violentas e outros crimes relacionados ao crime organizado.

Em todo o país, são cumpridos 173 mandados de busca e apreensão, além das ordens de prisão. As decisões judiciais também determinaram bloqueios, sequestros e outras restrições patrimoniais que somam mais de R$ 508 milhões.

As medidas atingem imóveis, veículos, ativos financeiros e outros bens que, segundo as investigações, estariam vinculados às organizações criminosas.

 

Descapatilização das organizações

Um dos objetivos da operação nacional é atingir a estrutura financeira das organizações criminosas por meio da descapitalização dos grupos.

As FICCOs funcionam como forças-tarefas coordenadas pela Polícia Federal, reunindo diferentes órgãos de segurança pública para atuação conjunta contra o crime organizado.

A Operação Enclave integra essa atuação no Rio Grande do Norte. Os detalhes sobre os alvos e as investigações no estado não foram divulgados pelas autoridades até o momento.




Fonte: g1

 


Suspeito da morte de guarda municipal tem prisão relaxada e responderá ao caso em liberdade

 

Foto TV Tropical

Paulo Sérgio, apontado pela investigação como principal suspeito da morte do guarda municipal Enilson, teve a prisão relaxada durante audiência de custódia e responderá ao caso em liberdade.

A decisão ocorreu após a defesa argumentar que não estavam presentes os requisitos necessários para manutenção da prisão em flagrante. Segundo o advogado, a prisão aconteceu cerca de 48 horas após o crime e em outro município.

Enilson, que integrava a Guarda Municipal de Ceará-Mirim, foi encontrado morto dentro de sua residência. Durante as investigações, imagens de câmeras de segurança teriam registrado Paulo Sérgio deixando o imóvel utilizando a motocicleta pertencente à vítima. O veículo foi localizado posteriormente nas proximidades do endereço onde o investigado morava.

De acordo com informações que constam no auto de prisão em flagrante, as diligências policiais se estenderam por aproximadamente 48 horas. A Polícia Civil também investiga a relação existente entre Enilson e Paulo Sérgio, que frequentava a residência do guarda municipal.

Suspeito nega relacionamento amoroso

Durante a audiência de custódia, Paulo Sérgio negou que mantivesse um relacionamento amoroso com Enilson. Segundo a versão apresentada à Justiça, ele trabalhava como personal trainer e fisiculturista e afirmou que o guarda municipal era apenas seu aluno.

O advogado de defesa declarou que, neste primeiro momento, a versão apresentada pelo investigado é de que havia entre os dois apenas uma relação profissional.

As imagens de monitoramento também foram utilizadas pelos investigadores na tentativa de identificar quem esteve na residência da vítima no dia do crime. Conforme o relato da investigação, a própria mãe de Paulo Sérgio teria reconhecido o filho nas gravações. Uma amiga de Enilson também teria confirmado que o suspeito frequentava o imóvel.

Corrida de aplicativo entrou na investigação

A Polícia Civil ainda levantou informações sobre os deslocamentos realizados no dia do homicídio. Uma empresa de transporte por aplicativo confirmou uma corrida cujo ponto de partida estaria relacionado ao endereço do suspeito e cujo destino seria a residência de Enilson.

A investigação segue para esclarecer as circunstâncias da morte e reunir outros elementos que possam confirmar ou afastar a participação de Paulo Sérgio no crime.

Importante: apesar de ser apontado como principal suspeito, Paulo Sérgio responderá ao caso em liberdade e, até eventual condenação definitiva, deve ser tratado como investigado, prevalecendo a presunção de inocência.

 


terça-feira, 15 de setembro de 2026

Câmara de Pendências sai do plenário e vai ao encontro do povo para ouvir as demandas de Porto do Carão

 


Quando o Legislativo quer, de fato, estar próximo da população, não precisa esperar que o cidadão vá até a Câmara. É a Câmara que vai até o cidadão.

Foi seguindo essa lógica que a Câmara Municipal de Pendências realizou, nesta terça-feira (15), uma sessão itinerante na comunidade rural de Porto do Carão. A iniciativa levou o debate legislativo para dentro da comunidade e abriu espaço para que os moradores apresentassem, de forma direta, os problemas enfrentados no dia a dia.

E aqui está um ponto que merece ser destacado

Sessão itinerante não deve ser apenas uma mudança de endereço para uma sessão ordinária. Ela precisa servir para ouvir, cobrar e encaminhar soluções para aquilo que a população enfrenta diariamente.

A voz de quem conhece a realidade da comunidade

Entre as participações esteve a do ex-vereador Luiz do Porto, uma conhecida liderança política da região, que fez questão de participar do encontro e apresentar seu ponto de vista sobre a realidade vivenciada pelos moradores.

Luiz destacou problemas que, segundo ele, precisam de uma atenção mais efetiva por parte da administração municipal, cobrando um olhar mais apurado da prefeita Dra. Lays e de seus secretários.

E as reclamações não são pequenas

Água, esporte e saúde entram na pauta

Entre as principais demandas apresentadas está o abastecimento de água, considerado precário pelos moradores, com questionamentos sobre a qualidade e a regularidade da água destinada às famílias da comunidade.

Outro ponto levantado foi a situação do campo de futebol de Porto do Carão, que atualmente estaria sem condições adequadas para utilização. Para uma comunidade rural, um espaço esportivo não representa apenas lazer. É também convivência social, oportunidade para os jovens e integração entre as famílias.

A saúde também apareceu entre as cobranças. A população reivindica uma assistência mais presente e capaz de atender às necessidades da comunidade sem que o cidadão precise enfrentar dificuldades para ter acesso aos serviços básicos.

O papel do Legislativo

É justamente nesses momentos que se mede a importância de um Legislativo presente.

O vereador não precisa esperar o problema chegar ao plenário através de um requerimento ou de uma reclamação formal. Pode ir até onde o problema está.

A sessão de Porto do Carão mostra que aproximar a Câmara da população pode produzir um efeito importante: permitir que os vereadores escutem diretamente quem vive a realidade e, a partir daí, transformem as reivindicações em cobranças, requerimentos e fiscalização.

Mas há uma questão que não pode ser esquecida: ouvir é apenas o primeiro passo.

Depois da sessão, ficam as cobranças. E cabe ao Legislativo acompanhar se as demandas apresentadas pela comunidade serão efetivamente encaminhadas ao Executivo e, principalmente, se alguma solução será apresentada.

Porque, no final das contas

O morador não quer apenas uma sessão bonita, discursos ou registros fotográficos.

Quer água chegando em casa, campo em condições de uso e saúde funcionando.

É aí que uma sessão itinerante deixa de ser apenas um ato político e passa a cumprir sua verdadeira função: aproximar o poder público de quem mais precisa dele.


Colisão frontal entre motocicletas deixa vítimas feridas em Macau

 


Um grave acidente envolvendo duas motocicletas chamou a atenção dos moradores de Macau na noite desta terça-feira (15). Os veículos colidiram frontalmente na Rua Pedro Lopes de Araújo, provocando um forte impacto e deixando os envolvidos feridos.

De acordo com as informações iniciais, uma das vítimas sofreu fratura exposta e precisou de atendimento médico especializado.

Com o barulho da forte colisão, moradores da região se mobilizaram rapidamente para prestar os primeiros socorros e acionar os serviços de saúde do município.

As vítimas foram encaminhadas inicialmente para atendimento na Unidade Hospitalar Antônio Ferraz (HAF), onde receberam os primeiros cuidados médicos.

Até o momento, os nomes das vítimas não foram divulgados. Uma delas, devido à gravidade do ferimento, teria sido encaminhada para uma unidade de saúde especializada na Grande Natal, onde deverá receber atendimento adequado para o tratamento da fratura exposta.

As circunstâncias que provocaram a colisão ainda não foram esclarecidas oficialmente.

O Blog Cidade do Sal acompanha o caso e poderá atualizar as informações assim que novos detalhes forem confirmados.

 


Veja  video do impacto




Botijão de gás fica mais caro no RN e preço chega a R$ 130 em algumas revendas

 


O consumidor potiguar começou a sentir mais uma alta no preço do gás de cozinha. O botijão de 13 quilos, que já vinha pesando no orçamento das famílias, sofreu novo reajuste em boa parte das revendas do Rio Grande do Norte.

O aumento varia entre R$ 4 e R$ 4,50, dependendo da revenda e da região. Com o novo repasse, o preço do botijão pode chegar a R$ 130 para o consumidor.

Segundo Ivo Lopes, presidente do Sindicato das Empresas Revendedoras de Gás do Estado (Singás-RN), reajustes nesse período do ano são considerados comuns no setor. A justificativa apresentada pelas revendedoras está relacionada ao aumento dos custos operacionais das distribuidoras, principalmente em razão das negociações salariais anuais realizadas em setembro.

Novo aumento pesa no orçamento

O reajuste ocorre poucos meses depois de outra alta significativa. Em abril, o preço do botijão já havia avançado para a faixa de R$ 120 a R$ 125, em um cenário atribuído a mudanças na política de preços da Petrobras e ao aumento do diesel, que eleva os custos de transporte do produto pelas rodovias.

Agora, com o novo aumento, o consumidor pode encontrar o botijão sendo vendido por até R$ 130, embora o valor varie de acordo com a localidade e a revenda.

Para quem precisa comprar o gás regularmente, a diferença pode parecer pequena quando observada isoladamente, mas representa mais uma despesa em um orçamento doméstico que já enfrenta pressão de outros produtos e serviços.

O detalhe

É mais um reajuste que chega diretamente à cozinha e ao bolso do cidadão potiguar.

 


Quando o interesse público fala mais alto na Câmara de Guamaré

 


A Câmara Municipal de Guamaré deu uma demonstração pública de que as querelas políticas entre situação e oposição podem — e devem — ficar fora do ambiente legislativo quando o assunto é discutir e aprovar projetos que trazem benefícios diretos para a população.

Veja bem.

O vereador Edinor Albuquerque apresentou o Projeto de Lei nº 013/2026, que dispõe sobre a implantação de Sala Sensorial para acolhimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições que envolvam sensibilidade sensorial em unidades de saúde e prédios públicos do município.

A proposta trata de um tema extremamente sensível e necessário: inclusão social, acolhimento e humanização do atendimento público, especialmente para pessoas que enfrentam dificuldades diante de ambientes com excesso de ruídos, luminosidade, movimentação e outros estímulos sensoriais.

Na oportunidade, os edis guamareenses deram uma demonstração importante.

As divergências políticas não impediram que a Câmara debatesse e aprovasse uma matéria voltada ao interesse coletivo. O projeto foi aprovado por 10 votos favoráveis e nenhum contrário. O presidente da Casa, Eudes, não precisou votar, mas também se manifestou publicamente favorável à proposta.

Enfim...

Mais do que uma votação unânime, o episódio deixa uma mensagem que merece ser registrada: quando o tema envolve direitos, inclusão, saúde e qualidade de vida da população, a política precisa dar espaço ao interesse público.

A discussão sobre o atendimento às pessoas com TEA não deve ser tratada como uma pauta de governo ou de oposição. É uma questão que envolve saúde pública, cidadania, respeito às diferenças e responsabilidade do poder público.

A votação também mostra a importância de o Legislativo exercer seu papel com responsabilidade, discutindo temas que chegam à Câmara não apenas sob a ótica política, mas principalmente sob a perspectiva de quem está do outro lado: o cidadão que precisa dos serviços públicos.

E, neste caso, a Câmara de Guamaré mostrou que é possível haver divergências políticas de um lado e, do outro, unidade quando o interesse da população está em jogo.

 


O velho jogo de interesses da política portomanguense faz mais uma vítima — desta vez, a vereadora Cristiane

 


Por trás da retirada da vereadora Cristiane da chapa da Câmara, existe muito mais do que uma simples mudança de composição. Pelo menos é o que se comenta nos bastidores da política de Porto do Mangue.

A eleição para a presidência da Câmara de Porto do Mangue ganhou mais um capítulo daqueles que a política municipal sabe produzir como ninguém.

A vereadora Cristiane, que estava cotada para ocupar a vice-presidência na chapa encabeçada por Juscelino, acabou retirada da composição.

Até aí, tudo poderia parecer apenas uma mudança política.

Mas aí começam as perguntas.

Cristiane era uma das poucas vereadoras que já havia declarado publicamente apoio a Juscelino. E justamente depois desse posicionamento, deixou de fazer parte da chapa.

Coincidência?

Pode ser.

Mas, na política, como dizia o velho ditado, quando a fumaça aparece, alguém precisa descobrir onde está o fogo.

E o protagonismo incomodou?

Cristiane não é uma vereadora de ficar apenas sentada esperando a pauta chegar à Câmara.

A parlamentar tem buscado recursos e melhorias para Porto do Mangue, inclusive articulando demandas como a cobertura do pátio do colégio municipal e a disponibilização de ambulância para o município.

E é justamente aí que surge uma possível explicação para o episódio.

Segundo informações que chegaram ao Blog, o protagonismo político da vereadora teria começado a incomodar setores do próprio grupo.

A versão que circula nos bastidores é que Cristiane teria sido orientada a recuar na sua forma de fazer política.

Ora, mas desde quando vereador precisa pedir licença para exercer mandato?

Câmara e Prefeitura: quem manda em quem?

É aqui que a história fica ainda mais interessante.

Nos bastidores, existe uma avaliação de que o futuro presidente da Câmara, Juscelino, e o prefeito Faustino estariam construindo uma relação política na qual um fortalece o outro.

E, segundo informações recebidas pelo Blog, quem controla as decisões do prefeito seria Juscelino e, ao mesmo tempo, o prefeito teria influência sobre as decisões da futura presidência da Câmara.

Se essa leitura estiver correta, estamos diante de algo maior do que uma simples eleição para a Mesa Diretora.

Estamos falando de um projeto de poder.

Um controla o Executivo.

O outro passa a comandar o Legislativo.

E, no meio dessa equação, quem não estiver disposto a seguir a cartilha pode acabar descobrindo que, na política, aliado é aliado... até o momento em que deixa de ser conveniente.

E Cristiane entrou onde nessa história?

Talvez justamente onde não deveria, segundo a lógica desse jogo: com personalidade própria.

Cristiane, ao que tudo indica, não estaria disposta a simplesmente concordar com qualquer postura adotada pelo prefeito ou pelo futuro presidente da Câmara.

E isso, em determinadas alianças políticas, pode ser considerado um problema.

Porque uma coisa é ter uma vereadora na chapa.

Outra, bem diferente, é ter uma vereadora na chapa que pensa, questiona, articula recursos e não aceita ser apenas figurante.

A pergunta que não quer calar

O que realmente está por trás da retirada de Cristiane da chapa de Juscelino?

Foi apenas uma mudança de estratégia?

Foi uma questão de composição?

Ou o verdadeiro motivo foi o receio de que uma vice-presidente com independência política pudesse não acompanhar determinadas decisões do grupo?

A população de Porto do Mangue merece saber.

Porque eleição de Câmara não deveria servir para montar um “condomínio fechado do poder”, onde Executivo e Legislativo passam a funcionar como se fossem dois lados da mesma moeda.

E fica o questionamento:

Juscelino quer apenas presidir a Câmara ou pretende exercer influência também sobre o Executivo?

Faustino quer apenas administrar a Prefeitura ou pretende ter no Legislativo uma presidência absolutamente alinhada aos seus interesses?

E, principalmente:

Quem realmente ganhou e quem perdeu com a saída de Cristiane da chapa. alguém ta tirando vantagem nisso, ou não?

Uma coisa é certa: na política portomanguense, quando alguém é retirado da fotografia depois de já ter sido chamado para posar, vale perguntar quem mandou apagar a foto.

E essa resposta pode dizer muito sobre quem está jogando para ganhar a eleição da Câmara — e, principalmente, quem pretende mandar depois dela.

 


Depois da explicação do deputado, fica a pergunta que a política não pode ignorar; R$ 1,5 milhão que estava no banco precisou sair do banco para ficar dentro de casa?

 


O deputado estadual e candidato à reeleição Luiz Eduardo Bento da Silva (PL) apresentou sua explicação para os R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo apreendidos pela Polícia Federal em sua residência durante a Operação Sem Lastro.

Segundo o parlamentar, o valor teria origem em sua previdência e foi sacado de uma única vez, no dia 8 de julho. Ainda de acordo com sua versão, o dinheiro permaneceu intacto em sua residência durante 68 dias, até a operação policial realizada nesta segunda-feira (14).

E é justamente aí que surge a principal questão política e jornalística do episódio.

Não se trata apenas de perguntar se é permitido guardar dinheiro em casa. A pergunta é: por que alguém retira R$ 1,5 milhão do sistema financeiro para mantê-lo em espécie dentro da própria residência?

Estamos falando de R$ 1,5 milhão em cédulas, uma quantia que, se permanecesse aplicada ou depositada em uma instituição financeira, estaria submetida à movimentação bancária, registros e rastreabilidade próprias do sistema financeiro.

Ao optar pelo dinheiro vivo, o parlamentar passou a carregar consigo — ainda que fisicamente guardado em casa — uma quantia expressiva fora da circulação bancária.

E existe uma diferença importante entre ter patrimônio e manter R$ 1,5 milhão em espécie dentro de casa.

O deputado afirma que o dinheiro veio de sua previdência e que o saque foi realizado de forma regular. Se existem documentos que comprovam essa origem, eles poderão ajudar a esclarecer uma das principais dúvidas levantadas pela apreensão.

Mas permanece outra pergunta:

qual era a finalidade de retirar todo esse dinheiro de uma só vez e mantê-lo em casa justamente no período que antecedeu a campanha eleitoral?

A cronologia também chama atenção.

O saque, segundo o próprio deputado, ocorreu em 8 de julho. O registro da candidatura foi feito em 31 de julho, apenas 23 dias depois. E o dinheiro, conforme sua declaração, permaneceu guardado em casa até 14 de setembro, quando foi apreendido pela Polícia Federal.

É essa sequência de datas que torna o caso politicamente sensível.

Não significa dizer que o dinheiro tenha origem ilícita, tampouco que tenha sido utilizado em campanha. Isso precisa ser demonstrado pela investigação, não presumido pelo debate político.

Mas também seria inadequado tratar a apreensão simplesmente como uma questão de alguém que "tem dinheiro e guarda em casa".

A discussão central é outra: origem, compatibilidade patrimonial, finalidade e circunstâncias da movimentação de R$ 1,5 milhão em espécie.

Em política, especialmente durante um processo eleitoral, explicações precisam vir acompanhadas de documentos e fatos que permitam ao eleitor compreender o que aconteceu.

A Polícia Federal agora terá a tarefa de esclarecer se o dinheiro corresponde efetivamente à origem declarada pelo parlamentar, se é compatível com seu patrimônio e se havia alguma relação entre a quantia apreendida e eventual movimentação eleitoral.

Enquanto isso, fica uma pergunta que certamente continuará sendo feita:

por que R$ 1,5 milhão que estava no banco precisou sair do banco para ficar dentro de casa?

Essa talvez seja, neste momento, uma das perguntas mais importantes do caso.

 


Suspeito de matar guarda municipal em Natal é preso em São Bento do Norte

 


O homem suspeito de matar o guarda municipal de Ceará-Mirim Enilson Azevedo da Silva, de 46 anos, foi preso nesta segunda-feira (14), em São Bento do Norte, a cerca de 150 quilômetros de Natal. Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou o crime. O nome dele não foi divulgado.

Enilson foi encontrado morto no domingo (13), dentro da própria residência, no loteamento Encanto Verde, na Zona Oeste de Natal. O corpo estava em uma rede, com uma marca de disparo de arma de fogo na cabeça.

A vítima estava desaparecida desde a noite anterior, após sair do trabalho. Durante as investigações, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança que mostram o suspeito deixando a residência por volta da meia-noite.

Segundo a investigação, ele teria saído do local levando a motocicleta e a arma de fogo da vítima. O suspeito negou que mantivesse relacionamento amoroso com Enilson.

A Polícia Civil ainda investiga a motivação e a dinâmica do homicídio. Materiais encontrados na residência foram recolhidos para perícia e poderão ajudar no esclarecimento do caso.

A perícia apontou inicialmente que a morte teria ocorrido mais de 12 horas antes da localização do corpo, encontrado por familiares, amigos e colegas da Guarda Municipal.

 


MPRN cobra adequação na gestão de verbas da educação infantil em Assu

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Prefeitura de Assu assegurar a correta aplicação de recursos na educação infantil. A orientação está publicada no Diário Oficial do MPRN (DOMP) desta terça-feira (15) e visa garantir o investimento mínimo constitucional na rede pública de ensino.

A 1ª Promotoria de Justiça de Assu orientou o monitoramento orçamentário bimestral pelas secretarias municipais para evitar o acúmulo de empenhos no fim do ano. Além disso, a gestão deve auditar a folha de pagamento do ensino básico e manter os recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em contas específicas. 

A prefeitura também precisa enviar relatórios ao Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) e dar transparência ao conselho local. A recomendação fixa prazo de 20 dias úteis para a resposta sobre o cumprimento das medidas.

A política pública da educação na cidade é acompanhada a partir de um procedimento administrativo específico. A atuação do MPRN busca assegurar o dever estatal de oferecer creches e pré-escolas para crianças de até cinco anos. Dessa forma, falhas orçamentárias não devem ser usadas como justificativas para o descumprimento do direito educacional.

Confira a íntegra da recomendação

 


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Guarda municipal é encontrado morto com tiro na cabeça no RN

 


O guarda municipal Enilson Azevedo da Silva, de 46 anos, foi encontrado morto com um tiro na cabeça dentro de uma residência no loteamento Encanto Verde, na Zona Oeste de Natal. O local fica no limite entre o bairro Planalto e o município de Parnamirim, próximo à Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP).

Enilson estava desaparecido desde a noite de sábado (13), após sair do trabalho. Como não deu mais notícias, familiares, amigos e colegas da Guarda Municipal foram até a residência dele no domingo (14), onde encontraram o corpo.

De acordo com a delegada Michele Barros, que atendeu a ocorrência, a investigação está em andamento e diversos materiais encontrados na casa foram recolhidos para análise e perícia.

O corpo estava no quarto, dentro de uma rede, com o ar-condicionado ligado. Segundo a delegada, a temperatura do ambiente contribuiu para conservar o estado do cadáver. No momento da perícia, por volta das 17h de domingo, o corpo já apresentava rigidez completa e livores fixos. A estimativa inicial dos peritos é de que a morte havia ocorrido havia mais de 12 horas.




G1 RN*

 


Policia: Saiba como resgatar celular roubado recuperado pela Polícia Civil no RN

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte publicou um edital de convocação para a devolução de cerca de 1,4 mil aparelhos celulares recuperados durante as investigações da Operação “Última Chamada”.

Saiba aqui como ver se o seu nome está na lista de convocados e como proceder para recuperar o celular.

O documento traz a lista completa dos proprietários convocados, além de locais, datas, horários e a documentação necessária para a retirada dos smartphones. CLIQUE AQUI PARA VER.

As entregas dos aparelhos serão realizadas nos dias 18, 21 e 22 de setembro, seguindo um cronograma específico por região.

A Polícia Civil ressalta que estar com o nome na lista não garante a entrega automática: o aparelho só será liberado após a conferência e validação da documentação.

Onde e quando retirar

Região Metropolitana de Natal: As devoluções ocorrem nos dias 18, 21 e 22 de setembro, no Auditório da Cidade da Polícia (Rua Mor-Gouveia, 2136, Cidade da Esperança, Natal).

Interior do Estado: A entrega será feita no dia 18 de setembro, nas sedes das 13 Delegacias Regionais do RN (como Caicó, Pau dos Ferros, Macau, Nova Cruz, Patu, Alexandria, Santa Cruz, João Câmara, Currais Novos, Assú e Goianinha). (Veja os endereços mais abaixo). OBS: Na 2ª Delegacia Regional de Mossoró, o atendimento será estendido e ocorrerá em dois dias 18 e 21 de setembro.

Documentos necessários

Para reaver o aparelho, o proprietário deve comparecer no local e horário indicados no edital munido de:

  • Documento oficial de identificação com foto (original);
  • Comprovante de propriedade ou posse do aparelho (como nota fiscal, comprovante de compra ou a caixa original do celular, se houver);
  • Boletim de Ocorrência registrado na época do roubo ou furto (se disponível);
  • Outras informações que comprovem que o bem lhe pertence.

Caso o titular do aparelho não possa comparecer, é possível indicar um representante legal, que deverá apresentar uma procuração específica com firma reconhecida em cartório, segundo a Polícia Civil.

Para pessoas jurídicas, é necessária procuração outorgada por representante legal com a devida documentação comprobatória.