A prefeita Dra. Raquel colocou o Alto
Folia no centro do debate ao anunciar que o evento teria gerado R$ 10 milhões
na economia local em apenas três dias. O número chama atenção — mas, sem
explicação, não se sustenta.
Os dados foram apresentados pelo
Instituto de Pesquisa Smart, que também detalhou os custos e o suposto impacto
financeiro do evento. Segundo o levantamento, 20 mil pessoas participaram na
sexta-feira (27), no Largo do Parque de Vaquejada. Já os dias 28 e 29, o
público suposto teria chegado ao número aproximado de 55 mil pessoas.
A conta é simples
Para alcançar os R$ 10 milhões, cada
um dos 75 mil participantes precisaria gastar, em média, R$ 133 durante o
evento. Não é impossível. Mas também não é algo que se aceite sem
questionamento — especialmente quando não há metodologia clara, nem dados verificáveis,
apenas projeções apresentadas em slides.
O problema não é o número ser alto.
O problema é ser alto sem prova cabal.
Enquanto isso
O próprio evento — somado às despesas
com emancipação política e estrutura — teria, supostamente, custado valor
aproximado de R$ 5 milhões aos cofres públicos com tudo que girou no entorno
dos dois eventos.
O detalhe
Em um cenário de dificuldade para
manter serviços essenciais por vários municípios potiguares, o gasto no Alto do
Rodrigues levanta uma dúvida inevitável: foi prioridade ou uma aposta arriscada
com dinheiro público?
Diante da repercussão
A gestão convocou uma coletiva para
justificar os números. Mas justificar não é comprovar.
Sem transparência, números viram
narrativa.
Sem dados concretos, impacto econômico vira discurso.
E a pergunta central permanece:
Os R$ 10 milhões são reais — ou apenas
uma estimativa conveniente para equilibrar uma conta que começa com milhões em
gasto público?
Porque, no fim
A população não precisa de projeções
otimistas. Precisa de clareza.
A dúvida é direta: o que está sendo apresentado reflete a realidade — ou apenas uma versão oficial
difícil de verificar?












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