terça-feira, 6 de outubro de 2026

Alto do Rodrigues: Ex-prefeito Nixon agora é Cadu de Lula

 


A decisão do ex-prefeito de Alto do Rodrigues, Nixon Baracho, de acompanhar Cadu de Lula no segundo turno começa a dar força a uma leitura que já vinha sendo feita por especialistas e observadores da política potiguar: lideranças municipais que estiveram com Álvaro Dias no primeiro turno podem, neste segundo momento, se aproximar do candidato do PT.

Nixon havia declarado apoio a Álvaro Dias durante a campanha do primeiro turno e chegou a participar de mobilizações em Alto do Rodrigues em defesa da candidatura.

Agora, com a definição do segundo turno, o ex-prefeito mudou sua posição e anunciou que seguirá com Cadu de Lula.

O anúncio ganhou repercussão nas redes sociais do candidato, que publicou uma fotografia ao lado de Nixon e destacou a adesão:

“Recebendo apoio de Nixon Baracho, ex-prefeito de Alto do Rodrigues. Vamos juntos rumo à vitória, meu amigo!”

A movimentação chama atenção porque Nixon continua sendo uma liderança política com presença no debate eleitoral de Alto do Rodrigues. Ao longo de 2026, ele manteve agenda política e participação ativa no município, inclusive recebendo lideranças e mobilizando apoiadores.

E o que isso representa?

A adesão não deve ser analisada apenas pelo tamanho eleitoral de Alto do Rodrigues. Ela também precisa ser observada dentro do novo desenho político do segundo turno.

Pois é...

A política potiguar entrou em uma nova fase depois das urnas do primeiro turno. E, no segundo turno, antigas alianças podem ganhar novos formatos.

No RN, como se costuma dizer, a eleição termina somente quando os votos são contados. Até lá, muita conversa, muita articulação e, principalmente, muita mudança de posição ainda pode acontecer.

 


Após grande votação obtida pela base do governo nesta eleição, vereadora Erika Nobre surpreende e anuncia rompimento com o governo municipal

 


Depois de uma eleição em que a base do governo municipal saiu fortalecida pelos números obtidos nas urnas, a expectativa era de um início de semana mais tranquilo no cenário político de Macau. Mas não foi exatamente isso que aconteceu.

A vereadora Erika Nobre utilizou a tribuna da Câmara Municipal para anunciar oficialmente seu rompimento com o governo municipal.

Ao justificar sua decisão, a parlamentar relatou situações que, segundo ela, foram constatadas durante suas visitas às comunidades ao longo do período eleitoral. Entre os pontos destacados, estão reclamações da população relacionadas à falta de insumos em determinados setores da administração municipal.

A vereadora também fez questão de deixar claro que sua decisão não seria motivada por questões pessoais.

“Quero anunciar nesse momento meu rompimento com o governo municipal. Não faço isso por ódio, por vingança, nem faço por desejar que o governo fracasse.”

Mandato e os reclames da população

Erika Nobre procurou deixar evidente que sua posição estaria relacionada ao compromisso assumido com a população e aos reclames que, segundo ela, chegaram ao seu mandato durante as visitas realizadas nos bairros e comunidades.

É justamente nesse ponto que começa a leitura política dessa decisão.

Quem ocupa um mandato eletivo precisa compreender que representar o povo não significa apenas ouvir suas reclamações. Também existe a responsabilidade de transformar essas demandas em posicionamentos políticos e, principalmente, em ações que possam produzir resultados.

Mas e o resultado das urnas?

Existe outro aspecto que não pode ser ignorado nessa análise.

Na eleição municipal de 2024, Erika Nobre foi eleita vereadora de Macau com 893 votos.

Durante o atual processo eleitoral, a parlamentar percorreu ruas e comunidades do município defendendo o nome de Tomba Farias para deputado estadual. O candidato, porém, obteve 631 votos em Macau.

São 262 votos a menos do que a votação obtida pela própria vereadora em sua eleição municipal.

É preciso fazer uma ressalva: estamos falando de eleições diferentes e de candidaturas diferentes. Portanto, não seria correto afirmar que os números, isoladamente, medem a força política de Erika Nobre.

Mas o resultado permite uma reflexão.

Se a vereadora esteve nas ruas ouvindo os reclames da população e defendendo uma candidatura que tinha seu apoio, os números mostram que esse alinhamento não se converteu integralmente em votos para o candidato apoiado por ela.

Um alerta para a gestão municipal

Independentemente das questões eleitorais, o rompimento anunciado por Erika Nobre merece atenção do governo municipal.

Mais do que o aspecto político, a fala da vereadora traz para a tribuna reclamações sobre serviços e setores da administração que, segundo ela, precisam de respostas.

E aqui está o ponto principal.

A decisão de Erika Nobre pode funcionar como um alerta para a gestão municipal revisar determinados setores, ouvir mais atentamente os vereadores e, principalmente, verificar se aquilo que chega ao gabinete da prefeita está correspondendo ao que efetivamente está acontecendo nas ruas.

Veja o moment que a vereadra Erika anuncia rompimento:



 


As urnas falaram: votação dos candidatos de Nixon Baracho evidencia força política em Alto do Rodrigues

 


Para quem ainda duvidava — ou preferia não reconhecer — a capacidade de articulação política do ex-prefeito Nixon Baracho, o resultado das urnas em Alto do Rodrigues trouxe números que merecem ser observados.

Na eleição do último domingo (4), os candidatos que receberam o apoio político de Nixon alcançaram votações expressivas no município. Entre os destaques estão Coronel Hélio, com 1.729 votos, e Benes, com 1.290 votos. Os demais nomes apoiados pelo ex-prefeito também tiveram desempenho significativo:

  • Coronel Hélio: 1.729 votos
  • Benes: 1.290 votos
  • Álvaro Dias: 1.162 votos
  • Ezequiel: 824 votos
  • Tércio Tinoco: 659 votos

No caso de Coronel Hélio e Tércio Tinoco, os números podem ser conferidos na apuração oficial divulgada com base nos dados do TSE.

Mais do que simplesmente apresentar números, o resultado mostra a capacidade de Nixon Baracho de mobilizar diferentes segmentos do eleitorado em torno dos nomes que decidiu apoiar. É um dado eleitoral concreto que passa a fazer parte da leitura política de Alto do Rodrigues após o primeiro turno.

Em mensagem publicada após a votação, o ex-prefeito agradeceu aos eleitores pela confiança e reconheceu que cada voto teve importância para o desempenho dos candidatos apoiados pelo seu grupo.

A eleição terminou, mas seus resultados começam agora a ser interpretados politicamente. E, em Alto do Rodrigues, o desempenho das candidaturas apoiadas por Nixon Baracho coloca novamente o seu nome no debate sobre a força e a influência política no município.

 


Edvaldo Junior faz 2.242 votos em Macau e encerra candidatura com recado político: “Macau pode fazer mais”

 

Edvaldo JUnior com Rafael Mota em momento de campanha

Após a abertura das urnas, uma das curiosidades entre os macauenses era saber qual seria a votação do vereador e professor Edvaldo Junior (PDT) para deputado federal. Havia uma expectativa de que sua candidatura pudesse representar uma espécie de voto de protesto na terra salineira, numa comparação com o que ocorreu em 1998, quando João Eudes alcançou 4.388 votos no Rio Grande do Norte, sendo 3.959 somente em Macau.

Os tempos, porém, são outros.

A disputa eleitoral atual envolve grandes estruturas políticas, investimentos expressivos e, principalmente, uma forte presença nas redes sociais, que se transformaram em ferramentas fundamentais para qualquer projeto eleitoral com maior capacidade financeira e de comunicação.

Dentro desse cenário, Edvaldo Junior entrou na disputa com uma estrutura considerada muito menor diante das grandes candidaturas. Mesmo assim, conseguiu 2.618 votos em todo o Rio Grande do Norte, sendo 2.242 votos em Macau.

O número ficou distante da votação histórica obtida por João Eudes, mas representa uma participação significativa para uma candidatura construída, segundo o próprio vereador, com poucos recursos e com o objetivo principal de provocar uma reflexão no eleitorado macauense.

Edvaldo Junior afirma que deixa as urnas satisfeito com o resultado e destaca que sua candidatura cumpriu o papel de provocar o eleitor.

“Fizemos uma candidatura para despertar o nosso eleitor de que podemos fazer mais. Eles são a peça fundamental de qualquer projeto eleitoral. Mas, como se pode ver, após as urnas abertas, o eleitor preferiu seguir as grandes forças. Nós deixamos o nosso recado: Macau pode fazer mais, basta querer.”

Segundo mais votado do PDT no RN

Outro dado que chama atenção é que Edvaldo Junior terminou como o segundo candidato a deputado federal mais votado pelo PDT no Rio Grande do Norte, mesmo disputando uma eleição em condições bastante diferentes das candidaturas que contavam com estruturas políticas e financeiras mais robustas.

Mais do que comparar números, a candidatura deixa uma pergunta para o futuro político de Macau: até que ponto o eleitor salineiro está disposto a apostar em nomes da própria terra, quando surgem candidaturas respaldadas por grandes estruturas estaduais?

As urnas deram a resposta em 2026. Edvaldo Junior não repetiu os números de João Eudes em 1998, mas conseguiu colocar seu nome na disputa e, sobretudo, 2.242 votos em Macau para um projeto político construído de dentro para fora.

O professor agora encerra a eleição com um capital político que poderá ser medido não apenas pela quantidade de votos, mas pelo debate que sua candidatura conseguiu provocar na política salineira.

 


Rafael Motta, 510 mil votos e a estratégia do PT: coincidência ou movimento calculado?

 

A imagem no aeroporto de Brasilia comprova contexto

Há quem diga que o candidato ao senado Rafael Mota pelo PDT saiu pequeno nessa eleição, mas acredito que não.

Veja bem

Rafael já ocupou varios cargos no cenário estadual, saiu candidato ao senador por duas vezes e não obteve êxito, mas o resultado da urnas desse ano o deixa com um capital eleitoral de mais de 500 mil votos.

Então

Para quem não tinha mandato algum no cenario estadual, atendeu o chamado do partido,  saiu de uma eleição com uma votação de 510 mil votos, não é para qualquer um.

Com um detalhe

Quem viu o recente video de Samanda, Fatima e Cadu visitando Lula, viu Rafael Mota sendo presente no mesmo ambiente.

Quer dizer

 A candidatura de Rafael Mota tinha, também, o objetivo de tirar voto de Zenaide, como aconteceu. E, como se pode ver, a estratégia do PT deu certo. Após resultado estavam todos festejando ao lado de Lula.

Alguém ainda tem dúvidas disso?....


Após resultado do 1º turno, Cadu, Samanda e Fátima vão a Brasília alinhar estratégia para o 2º turno

 


Após o resultado do primeiro turno das eleições no Rio Grande do Norte, a movimentação política do grupo ligado ao presidente Lula ganhou um novo capítulo.

A senadora eleita Samanda Alves embarcou para Brasília ao lado de Cadu de Lula e da governadora Fátima Bezerra. O objetivo foi participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os próximos passos da campanha para o segundo turno.

A reunião ocorreu nesta segunda-feira (5), um dia após a confirmação de Cadu e Allyson Bezerra na disputa pelo Governo do RN. Cadu recebeu 718.300 votos, equivalentes a 36,16%, enquanto Allyson terminou o primeiro turno com 733.809 votos, ou 36,94%.

A visita a Lula

Em Brasília, os potiguares foram recebidos pelo presidente Lula. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a reunião teve como pauta a estratégia para o segundo turno das eleições no RN e também a disputa presidencial.

Após o encontro, Cadu de Lula destacou em suas redes sociais que o presidente deverá voltar ao Rio Grande do Norte durante a nova etapa da campanha:

“O presidente Lula vem a Natal! Agora é juntar ainda mais força, pé no chão e muita rua. Cuida! 13.”

A declaração coloca a presença de Lula no RN como um dos próximos movimentos da campanha de Cadu. A data e o formato da agenda, porém, precisam ser confirmados oficialmente.

O segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte está marcado para 25 de outubro, quando os eleitores potiguares voltarão às urnas para escolher entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra.

 


Walter Alves: a política dá, mas também toma — e as urnas recolocaram uma decisão no centro do debate

 


Depois do resultado das urnas no Rio Grande do Norte, uma decisão tomada ainda no início de 2026 voltou ao centro das discussões políticas: a movimentação do vice-governador Walter Alves (MDB).

Na política, existe uma velha máxima: a política dá, mas também toma.

E é justamente sob essa ótica que alguns analistas passaram a reavaliar a decisão de Walter Alves de não assumir o Governo do Estado e romper politicamente com a governadora Fátima Bezerra para apoiar a pré-candidatura de Allyson Bezerra.

Entenda

Em janeiro, Walter anunciou o rompimento com o governo Fátima e declarou apoio a Allyson. Pouco depois, auxiliares ligados às indicações do vice deixaram a gestão estadual.

A estratégia política, naquele momento, colocava Walter e o MDB diante de um novo caminho. Havia a possibilidade de permanecer ao lado de Fátima, assumir o Governo do Estado com a eventual saída da governadora e construir, a partir do Palácio Potengi, um projeto político próprio.

A escolha foi outra.

Walter apostou suas fichas no projeto de Allyson Bezerra.

As urnas, porém, produziram um resultado diferente daquele que muitos imaginavam no início do processo.

No primeiro turno, Allyson terminou na primeira colocação, com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula alcançou 36,16%. A diferença foi de apenas 15.509 votos, levando os dois candidatos ao segundo turno.

E é justamente aí que a decisão de Walter volta a ser discutida.

O resultado eleitoral também deixou o MDB diante de uma situação politicamente delicada. Sem uma candidatura majoritária própria e sem Walter ocupando o Governo do Estado, o partido e a família Alves chegam ao segundo turno tendo de acompanhar o desfecho da disputa pelo Executivo estadual.

O que restou?

Agora, a equação política de Walter passa, necessariamente, pelo resultado do segundo turno.

Caso Allyson vença, será preciso observar qual espaço político será reservado ao grupo de Walter Alves dentro da nova estrutura de poder.

É nesse cenário que surge uma possibilidade comentada nos bastidores: uma eventual participação de Walter ou do MDB em um futuro governo, inclusive com espaço em uma secretaria estadual.

Mas isso, por enquanto, é apenas uma hipótese política. A única certeza é que a decisão tomada meses atrás produziu consequências concretas para o grupo.

A política é dinâmica.

Walter Alves fez uma escolha. As urnas responderam. E agora o segundo turno dirá qual será o tamanho do espaço político que restará ao MDB e à família Alves no próximo capítulo da política potiguar.

 


Depois das urnas, o mapa político do RN começa a mudar: lideranças de Álvaro Dias entram no radar de Cadu

 


O resultado das urnas no Rio Grande do Norte chama atenção não apenas pela pequena diferença entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula, mas também pelo contraste entre o cenário que vinha sendo desenhado ao longo da pré-campanha e a nova realidade produzida pelo voto.

Allyson chegou às urnas depois de uma campanha marcada pela forte presença em diferentes regiões do Estado e por uma intensa busca de votos. Mas, abertas as urnas, o resultado mostrou uma disputa muito mais equilibrada do que algumas leituras anteriores poderiam sugerir.

Allyson terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula alcançou 36,16% — uma diferença de apenas 0,78 ponto percentual. Álvaro Dias ficou em terceiro, com 26,71%.

Outro dado que merece atenção: Cadu foi o candidato mais votado em 73 dos 167 municípios potiguares. Allyson venceu em 65 cidades, enquanto Álvaro Dias terminou à frente em 29 municípios.

E é justamente aí que começa uma nova fase da eleição

O que antes poderia parecer improvável — a aproximação de lideranças que estavam no campo político de Álvaro Dias com o grupo liderado por Cadu de Lula — passou a fazer parte das conversas políticas do segundo turno.

Não significa, necessariamente, que todos aqueles que apoiaram Álvaro migrarão para Cadu. Mas é fato que o segundo turno abre uma nova rodada de negociações, conversas e reposicionamentos políticos.

A pergunta que começa a circular nos bastidores é simples: para onde irão os votos e, principalmente, as estruturas políticas que estavam no campo de Álvaro Dias?

São prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais que agora precisam decidir se permanecem neutros, se acompanham Allyson ou se estabelecem algum tipo de entendimento com Cadu de Lula.

Ezequiel Ferreira no centro das conversas

Um dos nomes que aparece com frequência nesse cenário é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira.

Antes do primeiro turno, Ezequiel e o PSDB haviam declarado apoio à candidatura de Álvaro Dias, movimento que levou novas lideranças ao grupo.

Agora, com Álvaro fora da disputa, o futuro desse grupo passou a ser observado com atenção.

A imprensa política potiguar já vinha tratando o grupo de Ezequiel como peça importante na disputa estadual. Cadu Xavier, inclusive, havia afirmado anteriormente que ainda mantinha conversas com o PSDB e que gostaria de contar com os tucanos em seu projeto.

Por isso, qualquer movimentação de Ezequiel ou de outras lideranças que estavam com Álvaro poderá produzir novos rearranjos no mapa político do Estado.

O segundo turno começa com uma nova configuração

A eleição, portanto, entra em uma fase completamente diferente.

De um lado, Allyson tenta transformar a vantagem de aproximadamente 15,5 mil votos obtida no primeiro turno em uma base suficiente para o segundo. Do outro, Cadu busca ampliar seu campo político e incorporar novas lideranças e eleitores que estavam fora de sua aliança no primeiro turno.

O que está em jogo agora não é apenas a transferência automática dos votos de Álvaro Dias.

É a capacidade de cada grupo de construir novos entendimentos políticos para o segundo turno.

E, nesse novo tabuleiro, prefeitos, deputados, vereadores e lideranças que até domingo estavam em outros palanques passaram a ser procurados pelos dois lados.

O primeiro turno terminou. A eleição, porém, está longe de terminar.

Agora começa uma nova disputa: a disputa pelos apoios, pelos palanques e pelos votos que ficaram pelo caminho.

 


Macau dá demonstração de força e vira referência para Cadu de Lula no interior do RN

 



A cidade salineira de Macau deu, no primeiro turno das eleições, uma demonstração de força política que merece ser observada com atenção.

No recorte das 16 cidades da Costa Branca, Vale e Região Central — Macau, Galinhos, Jandaíra, Guamaré, Pendências, Alto do Rodrigues, Ipanguaçu, Itajá, Carnaubais, Assú, Porto do Mangue, Areia Branca, Lajes, Pedro Avelino, Angicos e Afonso Bezerra — Macau foi a única a registrar mais de 59% dos votos para Cadu de Lula, segundo os resultados considerados nesse levantamento.

O desempenho não aconteceu por acaso. É, sobretudo, o resultado de uma estratégia política construída nos últimos dias de campanha pela prefeita Flávinha Veras, que reuniu seus aliados e foi às ruas em busca do voto.

Em apenas dez dias de caminhada e movimentação política, Flávinha procurou conscientizar seus eleitores de que aquele momento também era de agradecer e reconhecer. A prefeita apresentou ao eleitorado os benefícios e investimentos que chegaram a Macau a partir do entendimento político estabelecido com a base do Governo do Estado.

E o eleitor respondeu nas urnas.

O resultado expressivo de Cadu de Lula em Macau representa uma demonstração de força da prefeita Flávia Veras e do grupo político que conseguiu transformar apoio político em mobilização eleitoral.

Macau como exemplo político

O desempenho da cidade salineira não passou despercebido pelo próprio Cadu de Lula.

Ao destacar Macau em suas redes sociais dentro de uma abordagem que trata da realidade política dos municípios do interior, o candidato acabou colocando a experiência salineira em evidência.

Politicamente, a leitura é simples: Macau mostrou um caminho que outras cidades podem seguir.

É como se o exemplo dado pela prefeita Flávinha Veras dissesse aos demais aliados: mobilização, presença nas ruas, diálogo com o eleitor e reconhecimento das ações realizadas podem fazer a diferença na hora do voto.

E Cadu parece ter entendido exatamente isso.

Macau fez sua parte. Reuniu forças, foi às ruas e entregou um resultado acima de 59%. Agora, a terra das salinas passa a ser observada como um exemplo de mobilização política para quem busca transformar apoio em votos.

 


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vereador Baêga mostra força eleitoral em Diogo Lopes e consolida espaço político na comunidade praiana

 


Na política salineira existe uma velha história de que as bases políticas são formadas por ‘aliados’ e “aliados”. E o resultado das urnas deste domingo (4) ajuda a colocar essa discussão novamente na mesa.

Em Diogo Lopes, o vereador Baêga apresentou uma votação expressiva para os candidatos que receberam seu apoio, reforçando seu espaço político na comunidade durante o atual cenário eleitoral.

Um dos principais destaques foi a votação do deputado estadual Coronel Azevedo, que alcançou 360 votos em Diogo Lopes, configurando 18% dos votos adquiridos em Macau, segundo os dados da apuração eleitoral. Em nível estadual, Azevedo foi reeleito e terminou a eleição como o candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, com 105.403 votos.

Um detalhe chama atenção

Os 360 votos obtidos por Coronel Azevedo em Diogo Lopes representam uma parcela significativa de sua votação naquela comunidade. O resultado coloca o deputado como o mais votado entre os candidatos a deputado estadual no distrito praiano macauense, conforme os números apresentados.

Portanto

Mais do que um número, a votação também serve como indicador da capacidade de articulação política de Baêga dentro de sua base eleitoral.

Na prática

As urnas registraram o tamanho do apoio construído pelo vereador Baêga e deixaram uma pergunta no ar na política salineira: quando chega a hora de transformar discurso em voto, quem realmente consegue entregar resultado?....Baêga comprovou que entrega.

 


Mandato de Júlio César tem a força das comunidades praianas de Macau

 



A votação do ex-prefeito de Ceará-Mirim, Júlio César, em Macau, chama atenção principalmente pelo desempenho alcançado nas comunidades da região praiana.

O resultado demonstra que houve uma articulação política concentrada naquele território, reunindo lideranças e apoiadores que conhecem bem a realidade e o eleitorado das comunidades.

Júlio César contou, em Macau, com o apoio do ex-vereador Dantas, do ex-vereador Edinho Ribeiro, além de Mônica, Ana Paula, do influencer Francisco Gomes, Junior de Barreiras, Neirinha, Toinha e, de maneira destacada, do Coronel Fernando.

Nas urnas, esse trabalho apareceu nos números.

Na comunidade de Barreiras, Júlio César alcançou 199 votos, ficando em primeiro lugar na localidade.

Já em Diogo Lopes, o candidato obteve 118 votos, mostrando também uma votação expressiva na comunidade praiana.

Somando todo o município de Macau, Júlio César chegou a 637 votos.

Os números, portanto, permitem uma leitura objetiva: uma parcela importante da votação do candidato em Macau veio justamente das comunidades onde houve uma mobilização mais direta de lideranças locais.

Mais do que o número absoluto, o resultado coloca em evidência o papel que as comunidades praianas continuam exercendo no cenário político salineiro. Barreiras e Diogo Lopes, mais uma vez, aparecem como territórios onde a articulação política local pode fazer diferença na composição dos resultados eleitorais.

A votação de Júlio César em Macau passa a ser, agora, mais um dado a ser observado nas próximas movimentações da política local.

 


Cadu de Lula aposta no diálogo e na força de Lula para ampliar apoios no segundo turno

 


Após conquistar 36,16% dos votos válidos e avançar para o segundo turno na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) adotou um discurso de diálogo e afirmou que pretende ampliar sua base política nos próximos dias.

Durante coletiva de imprensa em Capim Macio, na zona Sul de Natal, o candidato agradeceu à equipe de campanha e afirmou que a caminhada será mantida com “humildade, pé no chão e verdade”. Cadu também destacou que enfrentou adversários com campanhas milionárias e maior tempo de televisão.

Para o segundo turno, a estratégia será buscar o apoio dos eleitores que votaram nos candidatos que ficaram pelo caminho, além de conversar com prefeitos e outras lideranças políticas. “O caminho é o diálogo”, afirmou Cadu, apostando na capacidade de ampliar sua votação.

Outro ponto considerado estratégico pelo candidato será a participação do presidente Lula na campanha. Segundo Cadu, Lula já confirmou que deverá vir ao Rio Grande do Norte e participar diretamente da disputa. A presença do presidente poderá ser utilizada como uma das principais forças eleitorais do candidato petista nesta nova etapa.

A governadora Fátima Bezerra também participou da comemoração e classificou o segundo turno como uma disputa de “paridade”, especialmente pelo fato de os dois candidatos passarem a ter o mesmo espaço na propaganda eleitoral. Para ela, Cadu terá condições de dialogar com os eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno.

O cenário, portanto, está novamente aberto. Cadu de Lula chega ao segundo turno buscando transformar os 36,16% conquistados no primeiro turno em uma maioria capaz de levá-lo ao Governo do Estado. Para isso, terá pela frente o desafio de ampliar alianças, conquistar novos eleitores e convencer uma parcela significativa de quem não esteve com ele na primeira votação.

Agora começa outra eleição. E, como costuma acontecer no segundo turno, cada voto passa a ter um peso ainda maior.

 


Robinson Faria fica fora da Câmara por apenas 32 votos; entenda como uma votação de 123 mil votos não garantiu a eleição

 


O resultado das urnas deste domingo (4) produziu uma das disputas mais apertadas das eleições para deputado federal no Rio Grande do Norte. O ex-governador e atual deputado federal Robinson Faria (PP) recebeu 123.008 votos, mas não conseguiu renovar o mandato. A diferença para o também deputado federal João Maia (PP) foi de apenas 32 votos.

João Maia terminou a apuração com 123.040 votos e ficou com a segunda vaga da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. A primeira cadeira da federação ficou com Benes Leocádio, que recebeu 171.396 votos. Robinson, com 123.008 votos, terminou logo atrás de João Maia e ficou na condição de suplente.

O caso chama atenção porque Robinson não teve uma votação pequena. Pelo contrário: seus 123 mil votos seriam suficientes para superar a votação de Thabatta Pimenta, que foi eleita com 92.743 votos, mas isso não significa que Robinson pudesse ocupar a cadeira conquistada pela Federação Brasil da Esperança. Na eleição proporcional, primeiro são distribuídas as vagas entre partidos e federações; depois, as cadeiras conquistadas por cada grupo são preenchidas pelos candidatos mais votados daquela legenda ou federação.

E foi justamente aí que Robinson acabou ficando pelo caminho. O Rio Grande do Norte tinha oito cadeiras em disputa. Ao final da apuração, a Federação União Progressista ficou com duas delas. Dentro da federação, Benes foi o mais votado e João Maia terminou apenas 32 votos à frente de Robinson. Como havia duas cadeiras, os dois primeiros colocados ficaram com as vagas, enquanto Robinson ficou de fora.

O resultado também ajuda a explicar a imagem que viralizou nas redes sociais mostrando um boné com o número de Robinson jogado no lixo. A fotografia ganhou um tom irônico diante de uma derrota que pode ser considerada matematicamente apertadíssima: 123.008 votos não foram suficientes, enquanto 123.040 garantiram a João Maia a permanência na Câmara.

No fim das contas, a eleição de Robinson Faria mostra, de maneira bastante clara, que na disputa proporcional não basta ser bem votado individualmente. É preciso que a legenda ou federação conquiste cadeiras suficientes e, dentro desse grupo, que o candidato esteja entre os mais votados. Robinson terminou com apenas 32 votos a menos que o último eleito de sua própria federação.

Para Robinson, fica uma situação difícil de digerir politicamente: mais de 123 mil eleitores votaram em seu nome, mas 32 votos separaram sua candidatura da cadeira ocupada por João Maia. É uma das diferenças mais estreitas já registradas em uma disputa por vaga na bancada federal potiguar.

 

 


As urnas deram o recado: a oposição de Macau precisa rever sua estratégia

 


A política tem uma característica que nenhum discurso consegue controlar: no dia da eleição, quem fala é o eleitor. E em Macau, as urnas deram um recado importante. Mesmo diante das críticas enfrentadas pela prefeita Flavinha Veras, os candidatos que caminharam ao lado do seu projeto tiveram votações expressivas;

- Coronel Azevedo foi o deputado estadual mais votado, com 2.055 votos;

- Carla Dickson liderou para deputada federal, com 3.610;

- Samanda ficou em primeiro para o Senado, com 8.555;

- Lula recebeu 12.556 votos, correspondentes a 73,99% dos votos válidos.

Mas o resultado que merece atenção especial foi o da eleição para governador.

Cadu alcançou 9.623 votos em Macau, 59,54% dos votos válidos, abrindo uma maioria de 4.748 votos sobre Allyson e uma vantagem de 29,37 pontos percentuais. Em uma eleição estadual marcada pelo equilíbrio, o desempenho de Cadu no município mostra força política e não pode simplesmente ser ignorado por quem acompanha a política macauense.

Isso não significa que o governo Flavinha Veras esteja acima das críticas.

Fiscalizar, cobrar e apontar problemas fazem parte da democracia. O que precisa ser questionado é quando a oposição passa a trabalhar apenas com a lógica do “quanto pior, melhor”, como se todo problema administrativo automaticamente significasse rejeição ao governo. O eleitor pode reconhecer dificuldades e, ainda assim, entender que determinado projeto político merece continuar.

Talvez seja justamente aí que parte da oposição precise fazer uma reflexão.

Criticar é fácil; apresentar uma alternativa capaz de convencer o eleitor é muito mais difícil. Em vez de apostar apenas no desgaste da prefeita, é preciso mostrar propostas, apresentar soluções e dizer claramente o que faria diferente. Caso contrário, existe o risco de a oposição ficar presa à própria narrativa, falando cada vez mais para os seus próprios aliados e cada vez menos para a população.

As urnas não deram um cheque em branco a Flavinha, mas também não confirmaram a narrativa de uma rejeição generalizada ao seu grupo político.

O recado está dado para os dois lados: a prefeita precisa transformar confiança em trabalho e resultados como está fazendo; a oposição precisa recalcular a rota.

Porque Macau não precisa de uma política que torça para dar errado. Macau precisa de políticos que disputem ideias, apresentem soluções e trabalhem para que a cidade dê certo.

Mas o recado das urnas foi claro, curto e direto para oposição.

 

 


As urnas falaram: Fátima Bezerra sai do primeiro turno como a grande vencedora no RN

 

Fátima Bezerra e a nova senadora Samanda

As urnas falaram. E o recado deixado pelo eleitor potiguar, após o primeiro turno, permite uma leitura política bastante clara: mesmo sem disputar nenhum cargo eletivo, a governadora Fátima Bezerra sai das urnas como uma das grandes vencedoras do pleito no Rio Grande do Norte.

Apurados os votos, alguns movimentos ajudam a explicar essa avaliação.

Fátima conseguiu ver seu candidato chegar ao segundo turno, mantendo a disputa aberta e em condições de igualdade. Ao mesmo tempo, conseguiu ampliar a presença de sua base na Assembleia Legislativa, fortalecendo politicamente o grupo que deverá dar sustentação ao seu projeto.

No Senado

Outro resultado de peso: sua candidata conquistou uma das vagas e deixou pelo caminho uma senadora que estava no exercício do mandato, mostrando que a força política construída pelo grupo governista conseguiu se transformar em votos.

E há ainda um componente nacional que não pode ser ignorado: o presidente Lula voltou a ser o candidato mais votado no Rio Grande do Norte, mantendo no estado uma das principais bases eleitorais do petismo no Nordeste.

Mas a política, como sempre, também produz suas ironias

No outro lado desse tabuleiro está Walter Alves, atual vice-governador, que decidiu não assumir o comando do Governo do Estado quando teve a oportunidade. Agora, diante do resultado das urnas, também não conseguiu se eleger.

Fátima ainda não considera a missão cumprida

Mas quem conhece a trajetória política de Fátima Bezerra sabe que ela dificilmente ficará acomodada com o resultado do primeiro turno.

A governadora sabe que o jogo ainda não terminou.

A partir de agora, a tendência é reunir novamente sua militância, reorganizar sua base política, conversar com prefeitos, vereadores, lideranças regionais e aliados e percorrer o Rio Grande do Norte em busca dos votos que faltam para transformar o resultado do primeiro turno em vitória definitiva no segundo.

É justamente aí que começa uma nova eleição.

O primeiro turno mostrou a força das máquinas políticas, das alianças e, principalmente, a capacidade de transferência de votos. O segundo turno será outro jogo, com novas estratégias, novos discursos e, certamente, muita movimentação nos bastidores.

Fátima chega a essa nova etapa com um ativo importante: seu grupo político saiu fortalecido das urnas.

Agora, resta saber se essa força será suficiente para conduzir seu candidato à vitória.

Porque, como a própria política potiguar já ensinou várias vezes, primeiro turno não elege sozinho. O segundo turno é outra história — e Fátima Bezerra parece saber disso muito bem.