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| Prefeita Marianna assume voto para Fatima Bezerra, mas pretende seguir projeto de Alysson |
Durante muito tempo, a gestora foi
identificada como aliada fiel do governo estadual, com declarações públicas de
sintonia e alinhamento. De repente, surge o anúncio de apoio a um pré-candidato
que faz oposição direta ao campo governista. E tudo é apresentado como
“transparente”, “dialogado” e “de conhecimento prévio”.
Se era tão claro e tão aberto, por que
integrantes do próprio grupo afirmam ter sido pegos de surpresa? Se havia
construção coletiva, por que a sensação de rompimento? A política admite
mudanças de rumo — isso faz parte do jogo. O que causa estranheza é a tentativa
de transformar um movimento estratégico em ato de plena coerência.
Ao dizer que se sentiu lisonjeada por
ter o nome cogitado para compor outra chapa, mas que nada foi oficializado, a
prefeita parece manter um pé em cada margem do rio. Apoia um pré-candidato ao
governo, declara voto em nomes do governismo para o Senado e afirma que seu
compromisso é exclusivamente com o município.
A pergunta que fica é simples: há
convicção política ou apenas cálculo eleitoral?
No discurso, tudo é feito em nome de
Pau dos Ferros. Mas, na prática, o gesto reposiciona a prefeita no cenário
estadual e redefine seu lugar no jogo de 2026. E quando as decisões mudam com
tanta rapidez, o eleitor tem o direito de questionar: trata-se de coerência
estratégica ou de conveniência política?
Porque, no fim das contas, na política
potiguar, muitas vezes quem vê gestos de lealdade não enxerga os movimentos que
acontecem por trás deles.










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