As recentes ações do governo de Fátima
Bezerra em direção ao município de Assú vão além da gestão administrativa e
revelam movimentos estratégicos com impacto político evidente, especialmente no
fortalecimento da base governista no interior.
Veja bem
Uma dessas medidas foi oficializada
por meio do Decreto nº 35.464, de 22 de abril de 2026, que institui o Comando
do Policiamento Regional VI (CPR VI), com sede em Assú. Na prática, trata-se de
uma reorganização relevante da estrutura da Polícia Militar no estado.
O novo comando passa a integrar o 10º
BPM (Assú), a 7ª CIPM (Angicos) e a 1ª CIPM (Macau), ampliando a centralidade
de Assú na gestão da segurança pública regional. A proposta, do ponto de vista
técnico, busca otimizar operações, reduzir tempo de resposta e alinhar o
policiamento às características territoriais.
Reorganização
Com a mudança, a 1ª CIPM — sediada em Macau
— terá sua área de atuação redefinida, deixando de responder por Pedro Avelino
e Afonso Bezerra, que passam a integrar a estrutura de Angicos. A companhia
passa a concentrar esforços em municípios como Guamaré, Galinhos, Alto do
Rodrigues e Pendências.
Embora ainda faltem atos
complementares para consolidar toda a reestruturação, o redesenho já indica uma
lógica: aproximar o comando das realidades locais e tornar a atuação policial
mais eficiente.
O detalhe
Do ponto de vista operacional, há
ganhos evidentes. A reorganização respeita vínculos geográficos, econômicos e
culturais entre os municípios, o que tende a melhorar a leitura das demandas e
a resposta das forças de segurança.
Mas é no campo político que o
movimento ganha maior significado.
Ao elevar Assú à condição de sede de
um comando regional, o governo fortalece institucionalmente o município e
amplia sua influência sobre uma região estratégica: o Vale do Açu e parte do
litoral norte. Esse protagonismo não é neutro — ele dialoga diretamente com
articulações políticas, construção de alianças e consolidação de base
eleitoral.
Em síntese
O Decreto nº 35.464 cumpre um papel
duplo: reorganiza a segurança pública e, ao mesmo tempo, reposiciona Assú como
polo de poder regional.
E quando decisões administrativas
passam a redesenhar centros de influência, é sinal de que o jogo político já
está em movimento — mesmo fora do período eleitoral.
Como destaquei no início desse contexto,
se percebe claramente que o governo Fátima está dando protagonismo ao município
de Assu. Essa realidade diz muito sobre o futuro...
Veja o Decreto