Outro ponto que chama atenção no
planejamento é a recuperação da própria frota municipal. Em vez de simplesmente
buscar novos equipamentos, a administração também decidiu recuperar máquinas e
veículos que já pertencem ao patrimônio do município.
Estão entre os equipamentos
recuperados a motoniveladora (Patrol), retroescavadeira, caçamba, trator
agrícola e caminhão.
A medida representa, além do reforço
operacional, uma tentativa de trabalhar com economicidade, aproveitando
equipamentos existentes e reduzindo a necessidade de novas despesas para
determinadas atividades.
Braço mecânico chega para reforçar a
limpeza
De acordo com o secretário municipal
de Serviços Públicos, Gabriel Nascimento, o município também adquiriu um
braço mecânico, equipamento que deverá contribuir diretamente para a
retirada de resíduos volumosos e pesados.
Segundo o secretário, o equipamento
vai ajudar a “automatizar, acelerar e tornar mais segura” a coleta desse tipo
de material.
Na prática, o braço mecânico poderá
ser utilizado na retirada de sofás, móveis velhos, eletrodomésticos,
entulhos e outros materiais volumosos descartados irregularmente nas ruas.
Também deverá auxiliar na remoção de podas
de árvores, galhos, troncos e restos de jardinagem urbana, dando maior
capacidade de resposta às equipes de limpeza.
Três compactadores diariamente nas
ruas
Dentro dessa nova organização, a
Prefeitura também apresenta um cronograma diário de coleta de lixo, com
a previsão de disponibilizar três carros compactadores todos os dias
para atender à coleta de resíduos na cidade de Macau.
A mudança representa uma tentativa de
transformar a limpeza urbana em um serviço planejado, com rotina, equipamentos,
equipes e logística definidas.
Mas existe um detalhe que não pode ser
ignorado.
Limpeza urbana não é uma via de mão
única
Por mais que a Prefeitura amplie
equipes, coloque máquinas nas ruas, recupere veículos, compre equipamentos e
estabeleça cronogramas, nenhum projeto de limpeza urbana conseguirá produzir
o resultado esperado sem a participação da população.
É preciso que a sociedade também faça
a sua parte.
Não adianta a equipe recolher o lixo
pela manhã e, poucas horas depois, moradores ou comerciantes descartarem
resíduos, móveis velhos, podas e entulhos em locais inadequados.
A limpeza urbana não pode ser tratada
como uma obrigação exclusiva do poder público.
Limpeza urbana não é uma via de mão
única. São várias mãos trabalhando para que esse bem maior aconteça.
A Prefeitura precisa fazer a sua parte
— e deve ser cobrada quando não fizer. Mas a população também precisa
compreender que cidade limpa não depende apenas de quem está atrás do caminhão
compactador.
Depende de quem coloca o lixo para
fora no horário correto, de quem não joga resíduos nas ruas, de quem procura os
pontos adequados de descarte e, principalmente, de quem entende que o espaço
público também pertence a cada cidadão.
O novo modelo de limpeza urbana que
começa a ser apresentado em Macau poderá representar um avanço importante. Mas
equipamento nenhum substitui consciência, fiscalização e responsabilidade
coletiva.
Agora, cabe observar como o cronograma
funcionará na prática, cobrar resultados da gestão municipal e, ao mesmo tempo,
fazer a pergunta que precisa ser respondida por toda a sociedade salineira:
Que cidade limpa nós queremos — e o
que cada um de nós está disposto a fazer para ajudar a construí-la?
Cronograma da Coleta de Lixo: