quinta-feira, 20 de agosto de 2026

DETRAN/RN: Polícia faz operação contra servidor suspeito de cobrar por vistorias

 


A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou nesta quinta-feira (20) a Operação Rota 67 para investigar um servidor efetivo do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-RN) suspeito de corrupção passiva.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Natal e Japi, além de outras medidas determinadas pela Justiça. As buscas ocorreram em dois endereços residenciais ligados ao investigado, na estação de trabalho dele no Detran e em outro imóvel localizado em Japi.

Segundo a investigação, o servidor teria cobrado valores indevidos de usuários para intermediar vistorias e outros procedimentos relacionados a veículos.

A suspeita é de que ele tenha usado a função pública e o acesso aos sistemas internos do Detran para realizar os procedimentos.

Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento do servidor de atividades relacionadas a vistorias e procedimentos veiculares e bloqueou o acesso dele aos sistemas utilizados nas funções investigadas.

O material apreendido será analisado pela Polícia Civil para verificar a extensão das suspeitas, identificar outros possíveis casos e apurar se houve participação de outras pessoas.

O nome da operação faz referência ao prefixo “67”, identificado em um fluxo de procedimentos no sistema do Detran relacionado aos fatos investigados.

 


Cadu de Lula endurece discurso, mira Allyson Bezerra e apresenta nova estratégia na disputa pelo Governo do RN

 


Quem acompanhou a entrevista de Cadu de Lula (PT) ao jornalista Diógenes Dantas, no programa Contraponto, da 96 FM, percebeu uma mudança clara na estratégia do candidato petista. O discurso apresentado foi mais direto, mais agressivo no campo político e, principalmente, com Allyson Bezerra como principal alvo de suas críticas.

Durante a entrevista, Cadu classificou Allyson como uma “farsa”, afirmou que o prefeito de Mossoró teria “sérios problemas éticos” e criticou o que chamou de postura de “vitimismo” diante dos questionamentos feitos durante a pré-campanha.

“Vamos parar de vitimismo, vamos parar de se colocar nessa posição, vamos fazer debate de ideias. Allyson Bezerra é uma farsa. Allyson Bezerra nem é um bom gestor, tem sérios problemas éticos e é um performista”, afirmou Cadu.

Na avaliação do candidato petista, Allyson precisa deixar a posição de candidato que estaria sendo injustamente atacado e passar a responder aos questionamentos sobre sua trajetória política e administrativa.

Cadu também fez referência ao patrimônio e ao padrão de vida atribuído ao prefeito de Mossoró após anos de vida pública, utilizando o argumento para defender que a campanha precisa discutir resultados, propostas e a trajetória dos candidatos.

Críticas à questão fiscal

Um dos pontos que chamou atenção na entrevista foi a tentativa de Cadu de Lula de rebater o discurso de Allyson sobre a situação fiscal do Governo do Estado.

O petista argumentou que o prefeito de Mossoró também teria problemas relacionados à Previdência e às contas públicas municipais. Segundo Cadu, não seria coerente apontar dificuldades fiscais na administração estadual sem discutir problemas semelhantes enfrentados pela gestão de Mossoró.

“Ele deixou um rombo na Previdência de Mossoró e também na própria prefeitura. Assim como há no governo. Portanto, o que ele aponta na gestão de Fátima, também repetiu em sua administração em Mossoró.”

A declaração revela uma estratégia importante: tirar Allyson da condição de crítico externo e colocá-lo na condição de gestor que também precisa prestar contas sobre sua própria administração.

Futebol e o “marketing” de Allyson

Outro momento explorado por Cadu foi a relação de Allyson com o futebol de Mossoró.

O candidato petista criticou vídeos e manifestações recentes do prefeito envolvendo o futebol potiguar e afirmou que existe uma tentativa de construir uma imagem de proximidade com o esporte que, na sua avaliação, não corresponde ao histórico da administração municipal.

Cadu citou a situação do Nogueirão, estádio tradicional de Mossoró, além dos clubes Potiguar e Baraúnas, para questionar a atuação da gestão municipal na área esportiva.

A crítica foi usada pelo petista para atacar aquilo que chamou de estratégia de “marketing” de Allyson.

Nesse ponto, a narrativa apresentada por Cadu é clara: não basta aparecer ao lado do futebol em momentos de grande repercussão; é preciso apresentar resultados concretos e mostrar o que foi feito durante a gestão.

Cadu demonstra preparação para o confronto eleitoral

Mais do que as críticas individuais, a entrevista mostra que Cadu de Lula parece estar construindo uma narrativa para enfrentar a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

O candidato procura se apresentar como alguém preparado para discutir investimentos, situação fiscal, gestão pública, infraestrutura, esporte e desenvolvimento do Estado, ao mesmo tempo em que tenta desconstruir a imagem administrativa de Allyson Bezerra.

Cadu também reconheceu que a própria gestão estadual, da qual participou, será alvo de críticas durante a campanha. Mas defendeu que todos os candidatos sejam submetidos ao mesmo nível de cobrança.

“Todo mundo está falando de todo mundo, mas todo mundo tem que mostrar proposta, e a gente tem muita proposta para falar.”

A declaração resume o caminho que o petista parece querer seguir: transformar a eleição em uma disputa de comparação entre trajetórias, resultados e propostas, e não apenas em uma disputa de popularidade.

Lula entra no jogo eleitoral do RN

Cadu também destacou o comício do presidente Lula em Natal, interpretando o evento como um marco para o início de uma mobilização mais forte do PT no Nordeste e, especialmente, no Rio Grande do Norte.

A aposta política é evidente: utilizar a força eleitoral de Lula no Estado para ampliar a presença do candidato petista na disputa pelo Governo do RN.

Pesquisas recentes apontadas no debate eleitoral mostram Lula mantendo um patamar elevado de intenção de voto entre os eleitores potiguares, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em posição significativamente inferior. Para Cadu, essa vantagem de Lula pode representar um ativo eleitoral importante para sua candidatura.

A equação eleitoral de Cadu

A lógica apresentada pelo candidato é simples: se Lula conseguir transferir parte significativa de sua força eleitoral para Cadu de Lula, o petista poderá crescer de maneira relevante na disputa estadual e chegar ao segundo turno em melhores condições de enfrentamento.

Mas existe uma diferença importante entre intenção de voto em Lula e transferência automática de votos para um candidato estadual. Essa transferência precisará ser construída durante a campanha e dependerá da capacidade de Cadu de transformar a popularidade do presidente em voto para sua própria candidatura.

É justamente nesse cenário que a entrevista ganha importância.

Cadu parece ter escolhido seu adversário preferencial e sua linha de enfrentamento. Allyson Bezerra passou a ser apresentado pelo petista como o candidato que precisa ser questionado não apenas pelo discurso, mas também pelo histórico de sua administração em Mossoró.

A disputa, portanto, começa a ganhar um novo contorno.

De um lado, Allyson tenta consolidar a imagem de gestor com capacidade de administrar o Estado. Do outro, Cadu de Lula procura desconstruir essa imagem e apresentar o prefeito de Mossoró como alguém que também precisa responder por problemas de sua própria gestão.

Se essa estratégia conseguirá produzir crescimento nas pesquisas, ainda é cedo para afirmar. Mas uma coisa ficou evidente na entrevista: Cadu de Lula parece ter decidido que a campanha será de confronto direto, e Allyson Bezerra está no centro da sua mira política.

 


Eleição no RN: discurso contra Allyson Bezerra começa a perder força?...

 


Quem acompanha os bastidores da política potiguar já percebeu que a disputa eleitoral no Rio Grande do Norte começou a apresentar um cenário diferente daquele imaginado por muitos.

Os dois principais adversários de Allyson Bezerra, Álvaro Dias e Cadu Xavier, têm apostado em um discurso duro contra o ex-prefeito de Mossoró, especialmente ao explorar politicamente a Operação Mederi e seus desdobramentos.

O detalhe é que o eleitor já sabe disso.

A operação foi amplamente verbalizada pelos adversários de Allyson. Mesmo assim, até o momento, o assunto não produziu uma mudança significativa no cenário eleitoral capaz de provocar uma queda expressiva do ex-prefeito na intenção de voto.

E esse talvez seja o principal sinal de alerta para seus concorrentes.

Quer dizer...

Álvaro e Cadu podem precisar repensar a estratégia. Apostar exclusivamente no discurso de que “a polícia esteve na gestão”, “houve apreensão de celular” ou fazer referência às investigações pode não ser suficiente para convencer o eleitor a mudar de posição.

O eleitor pode até considerar as denúncias importantes, mas eleição não se decide apenas pela repetição de acusações. É preciso apresentar propostas, construir uma narrativa política convincente e, principalmente, mostrar ao eleitor por que uma eventual mudança seria melhor para o Estado.

Por fim

Se o objetivo é enfrentar Allyson Bezerra nas urnas, seus adversários terão de encontrar um caminho além da Operação Mederi.

Porque, pelo que os números e o comportamento do eleitor vêm indicando, o discurso já foi apresentado — e, até agora, não provocou o efeito esperado.

A pergunta que fica nos bastidores da política potiguar é simples: Álvaro e Cadu conseguirão mudar a estratégia antes que a eleição entre definitivamente na fase decisiva?...Acredito que sim, pois tem lastro para isso.  Mas será preciso descontruir a narrativa do seu adversário além da operação Mederi.

 


Federação Nacional de Jornalistas pede ao STF revisão da decisão que derrubou obrigatoriedade do diploma

 


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma nova discussão sobre a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. O pedido ganhou força após os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes defenderem, durante julgamento na Primeira Turma, a necessidade de rever os critérios profissionais diante da expansão das redes sociais e das plataformas digitais.

Para a Fenaj, o cenário atual reforça a importância da formação específica, da qualificação técnica e do compromisso ético para o exercício do jornalismo. Flávio Dino questionou os efeitos da ausência de exigência de formação e apontou dificuldades para definir quem pode ter acesso às garantias relacionadas à atividade jornalística. Moraes também defendeu uma nova regulamentação, inclusive com regras de transição para profissionais que já atuam sem diploma.

Entenda

A exigência do diploma foi derrubada pelo plenário do STF em 2009, por 8 votos a 1. Na decisão, os ministros entenderam que a formação superior específica não poderia ser requisito obrigatório para o exercício da profissão.

Agora

Diante das transformações provocadas pelas redes sociais e da facilidade de qualquer pessoa se apresentar como jornalista, volta ao debate uma questão que há 17 anos divide a sociedade: o jornalismo deve ser exercido por qualquer pessoa ou exige formação e qualificação profissional?

 


FPM: municípios recebem R$ 1,8 bilhão no 2° decêndio de agosto; Veja os valores das cidades que formam a região vale salineira e central:

 


Nesta quinta-feira (20), os municípios brasileiros recebem quase R$ 1,9 bilhão referentes ao segundo decêndio de agosto do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O valor é cerca de 26% maior do que o repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de cerca de R$ 1,4 bilhão.

O especialista em orçamento público, Cesar Lima, avalia que o resultado positivo do repasse, aliado à desaceleração da inflação, pode garantir um ganho real aos municípios ao longo do ano. Ele orienta, ainda, que os gestores apliquem os recursos de forma coordenada.

“É um valor 26% maior que no mesmo período do ano passado, o que indica o bom desempenho deste componente de transferência legal para os municípios. Tivemos um mês com uma inflação muito baixa, então temos uma inflação decrescente, o que pode no final do exercício nos dar, realmente, um ganho real do FPM para os municípios. É muito importante que os gestores saibam aplicar muito bem esses recursos, uma vez que eles não têm uma função definida, eles não são atrelados a nenhum tipo de gasto. Então a prefeitura pode utilizá-los para sua gestão de uma forma geral”, destaca Lima.

Veja os valores das cidades que formam a região vale salineira e central:

- Macau – R$ 407.153,29

- Guamaré – R$ 266.160,04

- Jandaíra – R$ 159.625,87

- Pendências – R$ 248.521,13

- Alto do Rodrigues – R$ 248.521,13

- Carnaubais – R$ 195.644,28

- Porto do Mangue – R$ 159.695,87

- Areia Branca – R$ 372.623,82

Ipanguaçu – R$ 266.160,04

- Assu – R$ 585.553,77

- Lages – R$ 195.644,28

- Pedro Avelino – R$ 159.695,87

- Angicos – R$ 212.927,95

- Afonso Bezerra – 212.927,95



Fonte: Brasil 61


Hospital da Grande Natal registra surto de bactérias e oito mortes de pacientes

 


Um relatório do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, na Grande Natal, aponta a ocorrência de um surto de bactérias multirresistentes entre maio e julho deste ano. Nesse período, oito pacientes, que tiveram esses microrganismos identificados durante a internação, morreram na unidade.

Um documento pós-incidente foi elaborado, no último dia 11 de agosto, pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) da unidade. No texto, o hospital classifica o caso como “surto de infecção relacionada à assistência à saúde por microrganismos multirresistentes”.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap), porém, o documento não permite afirmar que as bactérias tenham sido a causa direta dos óbitos.

Ao todo, a planilha anexa ao relatório reúne 16 registros de infecção ou colonização por bactérias multirresistentes, envolvendo 15 pacientes. A diferença ocorre porque um dos pacientes aparece mais de uma vez na tabela, em datas diferentes de coleta.

🔎 Infecção ou colonização: qual a diferença? Segundo o infectologista Kleber Luz, colonização ocorre quando o microrganismo está presente no corpo, mas não provoca sinais ou sintomas. Já a infecção acontece quando a bactéria provoca alterações, como sintomas ou mudanças em exames.

Segundo o documento, quatro desses registros envolvem pacientes que chegaram ao hospital vindos de outras unidades de saúde já com identificação dessas bactérias. Os outros 12 foram associados, no relatório, à assistência prestada no próprio Hospital Alfredo Mesquita Filho.

 

G1 RN*

 


quarta-feira, 19 de agosto de 2026

TJRN determina reintegração de sargento condenado pela morte de Zaira Cruz e provoca reação do Governo

 


Uma decisão liminar do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) determinou a reintegração do segundo-sargento Pedro Inácio Araújo de Maria aos quadros da Polícia Militar. O policial foi excluído da corporação após ser condenado a 20 anos de prisão pelo estupro e homicídio da estudante Zaira Cruz, ocorrido em 2019. A decisão, porém, não significa absolvição nem anula a condenação: o processo ainda possui recurso pendente e a sentença não transitou em julgado.

Entre os fundamentos apresentados

O desembargador destacou a presunção de inocência e considerou argumentos da defesa relacionados a uma punição administrativa de 30 dias de prisão já cumprida pelo militar em 2024.

A liminar também levou em consideração o entendimento do Supremo Tribunal Federal no Tema 1.200, segundo o qual a perda da graduação de praças militares depende de decisão judicial própria após condenação definitiva.

Na prática

A medida coloca novamente nos quadros da PM um policial que continua condenado em primeira instância por um crime de enorme repercussão no Rio Grande do Norte.

A decisão provocou forte reação do Governo do Estado

A governadora Fátima Bezerra manifestou indignação publicamente e determinou que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) adote as medidas cabíveis para tentar derrubar a liminar.

O episódio agora abre uma nova batalha judicial: de um lado, a defesa sustenta o direito do militar enquanto não houver condenação definitiva; do outro, o Estado questiona a permanência na corporação de alguém condenado por um crime tão grave.

A discussão está longe de terminar e deverá continuar na Câmara Criminal do TJRN.

 


Macau: Comando Militar reavalia imagens e apresenta nova resolução sobre o caso que envolveu jovem com TEA

 


Mostrando que é uma corporação séria e, que sobretudo, vivemos novos tempos de responsabilidade pública-social, no zelo e cuidar do bem estar do cidadão, Comando militar do RN reavalia situação após tomar conhecimento das imagens e apresenta uma nova Nota a Imprensa Norte-Rio-Grandense:


NOTA À IMPRENSA

 

O Comandante-Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, Coronel Alarico, ao tomar conhecimento de imagens que circulam em redes sociais envolvendo uma abordagem realizada por policiais militares no município de Macau, determinou a imediata instauração de Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos policiais, bem como o afastamento da equipe envolvida até a conclusão das investigações.

A PMRN reitera que não compactua com qualquer tipo de excesso ou desvio de conduta que atente contra a dignidade da pessoa humana.

A instituição reafirma seu compromisso com a segurança pública pautada na legalidade, no respeito ao cidadão e na rigorosa observância dos protocolos técnicos de atuação policial.

 

Centro de Comunicação Social da PMRN

Alto do Rodrigues: na coleta de lixo, a conta não fecha — e o caminhão da pergunta continua passando nas ruas

 


Quando o assunto é fazer discurso agressivo contra lideranças que não compactuam com seu “jeito particular” de governar, a prefeita do Alto do Rodrigues, Dra. Raquel, parece não economizar nas indiretas pelas redes sociais.

Mas

Quando a conversa muda para números, contratos e dinheiro público, o silêncio parece ser maior que o barulho dos caminhões de lixo.

Segundo levantamento citado pelo blog, o município de Alto do Rodrigues contratou a empresa Plano A Serviços Ltda. pelo valor de R$ 8.611.882,86, com estimativa mensal de R$ 714.656,90, para atender uma população de aproximadamente 12.484 habitantes.

Na ponta do lápis, isso representa cerca de R$ 59,66 por habitante por mês.

E é justamente aí que começa a parte curiosa — para não dizer esdrúxula — dessa história.

Comparando

Uma comparação com outros municípios mostra uma realidade bastante diferente. Assú, município de maior porte, possui contrato informado pelo levantamento com a empresa Tecnal Tecnologia Ambiental em Aterros Sanitários Ltda., no valor de R$ 17.683.545,09, atendendo cerca de 59.099 habitantes. Apesar de gastar mais de R$ 1,5 milhão por mês em termos absolutos, o custo estimado fica em aproximadamente R$ 26,75 por habitante.

Na mesma comparação, Carnaubais aparece com R$ 29,10 por habitante; Triunfo Potiguar, R$ 23,62; e Macau, R$ 7,94.

Ou seja

Alto do Rodrigues, uma cidade pequena, aparece com um custo por habitante muito superior ao de municípios maiores.

E aí vem a pergunta que não quer calar: por que custa tão caro recolher o lixo do Alto do Rodrigues?

Não se está dizendo, aqui, que exista irregularidade. A questão é outra, e muito mais simples: se o dinheiro é público, a população tem o direito de saber por que a conta é tão alta.

Porque, pelo que os números indicam, no Alto do Rodrigues o lixo pode até ser pequeno, mas a conta ficou grande.

Muito grande

E enquanto a prefeita encontra tempo e disposição para mandar indiretas contra quem pensa diferente, talvez fosse interessante reservar alguns minutos para explicar diretamente aos moradores como se chegou a um contrato de R$ 8,6 milhões e por que o custo por habitante é tão distante daquele registrado em outros municípios.

No mundo da política, indireta pode até render curtida.

Mas, quando se trata de dinheiro público, o que a população espera é explicação, transparência e números na mesa. Afinal, no Alto do Rodrigues, aparentemente, o caminhão da coleta passa levando o lixo — mas deixa uma pergunta enorme estacionada na porta da Prefeitura.

 


Pesquisa aponta desejo de renovação na bancada federal do RN; Thábata Pimenta aparece entre os 8 primeiros



O Rio Grande do Norte tem oito vagas para deputado federal, e o levantamento Difusora/Exatus traz um dado que chama atenção no cenário eleitoral potiguar: nomes que já possuem mandato, como Fernando Mineiro e Robinson Faria, aparecem fora dos oito primeiros colocados.

Mais do que a posição individual de cada candidato, a pesquisa revela um movimento que merece ser observado: Thábata Pimenta aparece entre os oito nomes mais citados pelos eleitores, mantendo uma presença de destaque que, segundo os levantamentos divulgados no RN, vem se repetindo.

A presença de Dr. Bernardo, Juninho da Saia Rodada e Thábata Pimenta entre os primeiros colocados também pode ser interpretada como um sinal de renovação na preferência do eleitorado.

É importante deixar claro: pesquisa eleitoral não garante eleição. O levantamento retrata o cenário no momento em que os eleitores foram entrevistados e pode mudar até o dia da votação.

Mas os números deixam uma pergunta no ar: o eleitor potiguar estaria sinalizando que quer mudar parte de sua representação na Câmara Federal?

Se esse sentimento de renovação se confirmar nas urnas, a atual composição da bancada federal do RN poderá passar por mudanças significativas.

 

Rafael Motta ganha musculatura na disputa pelo Senado e encosta em Zenaide, aponta pesquisa

 


A disputa pelas duas cadeiras do Rio Grande do Norte no Senado começa a apresentar um cenário cada vez mais aberto — e a pesquisa Difusora/ITEM, realizada entre os dias 10 e 14 de agosto, coloca o ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) no centro dessa briga.

Somando os dois votos destinados ao Senado, Rafael chega a 32,8%, resultado que o coloca apenas 1,4 ponto percentual atrás da senadora Zenaide Maia (PSD), com 34,2%. O senador Styvenson Valentim (PODE) aparece na liderança, com 38%.

O dado mais relevante para Rafael, entretanto, não está apenas na soma. Ele aparece com 17,8% no primeiro voto e 15% no segundo, apresentando uma distribuição bastante equilibrada entre as duas escolhas do eleitor.

Na prática, os números colocam Rafael em uma posição competitiva pela segunda vaga. Considerando a margem de erro de 2,77 pontos percentuais, a diferença de 1,4 ponto para Zenaide está dentro do intervalo de oscilação da pesquisa. Portanto, não há segurança estatística para afirmar que a senadora esteja isoladamente à frente do pedetista.

O ponto que merece atenção

Mais do que uma eventual comemoração antecipada, o levantamento revela um elemento que pode alterar a fotografia da disputa: o eleitorado ainda não está completamente definido.

No primeiro voto, 13% dos entrevistados não souberam ou não responderam. No segundo, o índice chega a 12,6%.

É justamente nesse espaço que a campanha tende a concentrar boa parte da disputa nas próximas semanas.

Rafael também aparece com 8,4% de rejeição, percentual que, segundo os dados divulgados, é inferior ao seu índice de intenção de voto. Isso significa que existe espaço para ampliar sua presença entre eleitores que ainda não decidiram definitivamente o voto — embora baixa rejeição, por si só, não garanta crescimento eleitoral.

Crescimento ou fotografia?

Aqui está o ponto que merece ser observado com cautela.

A pesquisa mostra força eleitoral de Rafael Motta neste momento, mas chamar o resultado de “crescimento real” exige comparação com levantamentos anteriores que tenham metodologia semelhante.

O que se pode afirmar, com base nesta pesquisa, é que Rafael não aparece como um candidato periférico na disputa. Ao contrário: está numericamente próximo de Zenaide e reúne uma parcela relevante dos votos em um cenário no qual ainda existe um contingente expressivo de eleitores indecisos.

A diferença de apenas 1,4 ponto entre os dois, diante de uma margem de erro de 2,77 pontos, impede uma leitura simplista de que Zenaide estaria consolidada na segunda vaga. A disputa, pelos números apresentados, permanece aberta.

E é justamente aí que Rafael Motta passa a incomodar: ele não precisa necessariamente conquistar uma multidão de novos eleitores para modificar o desenho da disputa; precisa avançar dentro de um eleitorado que ainda não fechou questão.

A eleição ainda está longe de definida

O levantamento ouviu 1.250 eleitores em 60 municípios, entre 10 e 14 de agosto, com nível de confiança de 95% e margem de erro de 2,77 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TRE/RN sob o número RN-00166/2026 e no TSE sob o número BR-08695/2026, conforme os dados apresentados.

A fotografia, portanto, é clara: Styvenson lidera, enquanto Zenaide e Rafael aparecem separados por uma distância menor que a margem de erro.

Isso não significa que Rafael já tenha garantido uma vaga. Também não significa que Zenaide esteja fora da disputa pela segunda cadeira.

Significa, objetivamente, que a segunda vaga está em aberto e Rafael Motta se apresenta como um dos protagonistas dessa disputa.

Com mais de 12% dos entrevistados ainda sem posição definida em cada uma das escolhas, a campanha ainda terá espaço para mudar o cenário. E, neste momento, os números mostram que Rafael conseguiu chegar a uma faixa de votação que o coloca no jogo — e não apenas como coadjuvante.

Dados da pesquisa:
• Período: 10 a 14 de agosto de 2026
• Amostra: 1.250 entrevistados
• Municípios: 60
• Margem de erro: ±2,77 pontos percentuais
• Confiança: 95%
• TRE/RN: RN-00166/2026
• TSE: BR-08695/2026

 


terça-feira, 18 de agosto de 2026

STF volta a discutir diploma para jornalistas após críticas de Alexandre de Moraes

 


Durante o julgamento do Agravo Regimental no ARE 1.581.926, na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Alexandre de Moraes apoiou a proposta apresentada pelo ministro Flávio Dino para rediscutir a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo. Moraes afirmou que a liberdade de imprensa é uma garantia fundamental, mas não pode ser utilizada como justificativa para ofensas, ataques à honra ou práticas criminosas.

Ao relembrar a decisão que derrubou a exigência do diploma, o ministro destacou que o contexto da época era diferente. Segundo Moraes, a medida buscava preservar profissionais que já exerciam a atividade de forma reconhecida, mesmo sem formação acadêmica. Com a expansão das redes sociais, porém, ele avaliou que surgiram novos riscos, inclusive com pessoas criando blogs e plataformas digitais para atacar terceiros sob o argumento de exercer liberdade de imprensa.

A proposta defendida pelos ministros prevê uma possível nova regulamentação da profissão, acompanhada de uma regra de transição para quem já atua seriamente no jornalismo. Moraes também fez uma comparação com os antigos “rábulas”, que exerciam a advocacia sem formação em Direito e tiveram sua atuação submetida a regras de transição. A discussão reacende um antigo debate no país: quem deve ser considerado jornalista e quais critérios devem ser exigidos para o exercício profissional da atividade?

 


Comportamento do candidato Allyson Bezerra; Quando o coveiro vira torcedor de arquibancada

 


Parece que Allyson Bezerra descobriu uma nova modalidade esportiva: pegar carona na comemoração dos outros.

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte talvez esteja apostando que o norte-rio-grandense — especialmente o mossoroense — sofre de uma espécie de amnésia política seletiva. Só pode.

Porque, quando o assunto é futebol de Mossoró, a memória não é tão curta assim.

Entenda

Foi Allyson quem, durante sua passagem pela Prefeitura de Mossoró, fechou o Nogueirão e, posteriormente, deixou o estádio mergulhado no velho campeonato das promessas, reuniões, anúncios e expectativas. Enquanto isso, o tradicional futebol mossoroense continuava esperando pela bola rolar dentro de casa.

Como se não bastasse, veio o rompimento de uma parceria que atravessava duas décadas com Potiguar e Baraúnas. E os dois clubes, nos últimos anos, passaram a enfrentar dificuldades que parecem não ter fim.

Resultado?

Entre torcedores e setores ligados ao futebol local, Allyson ganhou um apelido nada simpático: “coveiro do futebol mossoroense”.

Mas eis que surge uma oportunidade

O ABC consegue a classificação para a Série D, a festa acontece na Arena das Dunas, o estádio recebe um grande público e... quem aparece? Ele mesmo. Allyson.

Sorridente, participativo, devidamente inserido no cenário e, claro, com a câmera por perto.

Ora, pois!

Se o futebol mossoroense está com problemas, não significa que o político precise ficar longe de uma boa foto futebolística.

Afinal, política também é saber escolher a arquibancada.

Em Mossoró, onde Potiguar e Baraúnas enfrentam suas dificuldades e o Nogueirão continua sendo uma espécie de personagem de novela — sempre prometendo voltar no próximo capítulo —, talvez não haja muito espaço para comemoração.

Então a solução foi simples: pegar a estrada para Natal e comemorar a classificação do ABC.

É uma estratégia inteligente

- Não precisa explicar o que aconteceu com o futebol de Mossoró;

- Não precisa falar do Nogueirão;

- Não precisa lembrar a história da parceria com Potiguar e Baraúnas;

Basta aparecer na Arena das Dunas, sorrir para as câmeras e entrar na fotografia da festa.

É o chamado marketing político por tabela.

O ABC faz o gol. A torcida comemora. E o político tenta aproveitar o rebote.

Quer dizer

Só faltou combinar com o torcedor mossoroense, esse sujeito inconveniente que insiste em lembrar do passado.

Porque memória, na política, é um negócio danado.

Principalmente quando o cidadão olha para a foto da festa em Natal e pergunta:

“Mas esse aí não é o mesmo que deixou o futebol de Mossoró pedindo socorro?”

Enfim

O futebol da terra natal pode estar no banco de reservas, mas a campanha eleitoral parece estar jogando os 90 minutos.

 


Prefeita Flávia Veras se manifesta sobre abordagem policial a jovem autista em Macau e cobra esclarecimentos

 


A prefeita de Macau, Flávia Veras, não se omitiu diante da polêmica envolvendo a abordagem policial a um jovem autista salineiro, episódio que provocou comoção entre moradores da cidade.

Em nota de SOLIDARIEDADE publicada nesta terça-feira (18), a gestora manifestou solidariedade ao jovem e à família e destacou a necessidade de respeito, dignidade e compreensão durante abordagens que envolvam pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Flávia Veras afirmou ainda que, diante das imagens divulgadas, entrou em contato com o comando da Polícia Militar em Macau para buscar esclarecimentos e acompanhar a apuração do caso.

A prefeita ressaltou que pretende agir com responsabilidade e respeito às instituições, mas sem deixar de lado a sensibilidade diante da situação.

“Como mãe, como prefeita e, acima de tudo, como ser humano, é impossível não se sensibilizar com o relato de uma mãe que vê seu filho com marcas pelo corpo e busca respostas para o que aconteceu”, declarou.

A manifestação da prefeita ocorre em meio à repercussão do caso nas redes sociais e entre moradores de Macau, que aguardam esclarecimentos sobre as circunstâncias da abordagem.

Ao concluir a nota, Flávia deixou uma mensagem de solidariedade à família e afirmou que o jovem é conhecido e querido por muitos moradores e comerciantes do centro da cidade.

A declaração também reforça um ponto que ganhou força após o episódio: abordagens envolvendo pessoas autistas exigem preparo, conhecimento e atenção às particularidades de cada indivíduo, sem abrir mão da segurança, mas preservando a dignidade humana.

 

Veja Nota na integra:

Hoje, tomei conhecimento, com muita tristeza, do episódio envolvendo um jovem autista de nossa cidade durante uma abordagem policial no centro de Macau. Como mãe, como prefeita e, acima de tudo, como ser humano, é impossível não se sensibilizar com o relato de uma mãe que vê seu filho com marcas pelo corpo e busca respostas para o que aconteceu.

Quero deixar minha solidariedade e meu carinho a esse jovem e à sua família. Macau é uma cidade onde as pessoas se conhecem, convivem e cuidam umas das outras.

Muitos comerciantes e moradores do centro conhecem esse jovem, que faz parte do cotidiano e é reconhecido com carinho por nossa população. Toda pessoa merece ser tratada com respeito e dignidade. E quando falamos de uma pessoa com autismo, precisamos também falar de acolhimento, compreensão e respeito às suas particularidades.

Diante do ocorrido e das imagens que foram divulgadas, estou em contato com o Comando da Polícia Militar em Macau buscando os devidos esclarecimentos e acompanhando a apuração do que aconteceu.

Faço isso com responsabilidade e respeito às nossas instituições, mas também com a sensibilidade que este momento exige. À família, deixo meu abraço e minha solidariedade. E ao nosso jovem, desejo que esteja bem e que se sinta acolhido por uma cidade que o conhece e tem carinho por ele.


A Polícia Militar do Rio Grande do Norte esclarece a ocorrência registrada na manhã desta terça-feira (18), no município de Macau.

 


NOTA OFICIAL

A guarnição realizou uma abordagem preventiva após acionamento por fundada suspeita, momento em que a equipe não dispunha de informações prévias sobre qualquer condição de saúde ou neurodivergência do cidadão. Diante de um comportamento de intensa agitação e recusa de parada, posteriormente compreendido como uma resposta de medo e sobrecarga sensorial, os policiais empregaram técnicas de contenção física preventiva, de forma estritamente proporcional, com a finalidade exclusiva de resguardar a integridade física de todos os envolvidos.

Na Delegacia de Polícia Civil, foi informado que se tratava de uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e, constatada a ausência de qualquer prática delituosa, o abordado foi prontamente liberado aos cuidados de seus familiares.

A família recebeu pleno acolhimento e todas as explicações cabíveis tanto na sede da 1ª CIPM quanto na Delegacia de Polícia, em procedimento acompanhado por um representante da Defensoria Pública do Estado.

A Polícia Militar do RN reafirma seu compromisso com os direitos humanos, com a capacitação contínua de suas tropas no manejo de situações envolvendo pessoas neurodivergentes e com o respeito à dignidade de todos os cidadãos potiguares.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DO RIO GRANDE DO NORTE

 

Natal, 18 de agosto de 2026