O governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) empenhou R$ 520 milhões em despesas com propaganda
institucional no primeiro semestre de 2026, mais que o dobro dos R$ 213,5
milhões registrados no mesmo período de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro
(PL), segundo levantamento da Folha de S.Paulo. Como a legislação
eleitoral restringe esse tipo de publicidade a partir de 4 de julho, os gastos
costumam se concentrar nos seis primeiros meses do ano.
De acordo com a reportagem, a campanha
de maior valor é a "Conectando entregas e futuro", orçada em R$ 150
milhões. Também foram destinados R$ 80 milhões para a campanha sobre o fim da
escala 6x1 e R$ 45 milhões para divulgar a nova edição do Desenrola Brasil. A
Secretaria de Comunicação Social (Secom) afirmou que cumpre os limites legais e
destacou que comparações entre anos diferentes devem considerar as
particularidades de cada período, das políticas públicas e das campanhas de
utilidade pública.
Em 2025, as despesas com publicidade e
campanhas de utilidade pública chegaram a cerca de R$ 1,6 bilhão, o maior valor
desde 2017, enquanto o Orçamento de 2026 prevê aproximadamente R$ 1,5 bilhão
para essa finalidade. O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedindo
a suspensão das campanhas do governo por suposto excesso de gastos, e a Justiça
Federal do Distrito Federal já determinou a suspensão de anúncios nas redes
sociais da campanha sobre o fim da escala 6x1. A Secom informou que apresentará
os esclarecimentos técnicos e jurídicos no processo.




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