No dia de ontem (16), a cidade
salineira de Macau registrou o maior volume de chuvas do ano de 2026. Segundo
dados meteorológicos, foram contabilizados 55,3mm de chuva em pouco mais de uma
hora, o que equivale ao despejo de 55,3 litros de água em cada metro quadrado
da cidade.
O volume intenso acabou provocando
diversos pontos de alagamentos e transtornos em ruas da terra das salinas,
cenário que rapidamente gerou comentários e tentativas de politização por parte
de alguns setores da oposição.
Entretanto
Especialistas e pessoas ligadas à área
ambiental alertam que o episódio envolve fatores técnicos e naturais que vão
além de qualquer debate político imediato.
De acordo com os serviços de
meteorologia, uma precipitação nesse nível é considerada muito forte ou
extrema, caracterizando temporal severo com alto risco de alagamentos,
especialmente em cidades litorâneas e de baixa altitude como Macau.
O detalhe
Além do elevado índice pluviométrico,
outro fator acabou agravando a situação: a maré cheia no momento da chuva. Como
destacou o guarda ambiental Cledmilson:
“Além do volume da chuva, as galerias
da cidade estavam completamente tomadas pela água da maré, que nesse horário
estava cheia. O que isso influencia é que as galerias enchem d’água e causa
maior transtorno na cidade.”
Na prática
O fenômeno da maré alta dificulta o
escoamento natural das águas pelas galerias pluviais, fazendo com que a água da
chuva permaneça acumulada por mais tempo em vários pontos da cidade.
Ou seja, o cenário vivido por Macau
não ocorreu apenas pela intensidade da chuva, mas pela combinação entre
precipitação extrema e influência da maré, um fenômeno comum em cidades
costeiras.
Diante disso
Poucos desavisados que não conhecem a história
de sua cidade questionam e, tentam de maneira apressada, transformar um evento
climático severo em discurso político, ignorando fatores ambientais e
estruturais que influenciam diretamente nesse tipo de ocorrência, principalmente na terra das salinas ao longo dos anos.
Enfim
A situação também reacende o debate
sobre investimentos permanentes em drenagem urbana, ampliação das galerias e
planejamento preventivo para eventos climáticos extremos, que têm se tornado
cada vez mais frequentes em diversas regiões do país.


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