sábado, 21 de março de 2026

Walter Alves recua, quebra expectativa e levanta dúvida: a conta chegará nas urnas?

 


A decisão do vice-governador Walter Alves de não assumir o Governo do Estado em um cenário onde isso era politicamente esperado abriu uma nova frente de debate no Rio Grande do Norte. Não se trata de ilegalidade — porque não há —, mas de coerência política, compromisso público e, principalmente, de credibilidade.

Entenda

Desde o início da gestão da governadora Fátima Bezerra, existia uma construção de bastidores de que, em caso de afastamento da titular para disputar o Senado, o vice assumiria o comando do Estado. Era um caminho natural dentro da lógica política e administrativa. O problema é que, quando o cenário se aproximou da realidade, Walter Alves simplesmente saiu de cena.

A justificativa apresentada — o risco de assumir o Estado e ser responsabilizado por um possível colapso financeiro em poucos meses — não apenas surpreende, como também levanta questionamentos inevitáveis. Afinal, o próprio vice integrou a gestão durante todo o período. Se há crise, ele também faz parte dela. Se não há, o argumento perde consistência.

Mais do que isso

O discurso atual entra em choque com a postura adotada anteriormente. Em diversas ocasiões em que a governadora se ausentou do Estado, não houve qualquer manifestação pública de preocupação com a situação financeira. Agora, diante da possibilidade concreta de assumir definitivamente, o tom muda — e muda de forma significativa.

Na prática

O que se vê é um reposicionamento político claro. Ao se declarar pré-candidato a deputado estadual, Walter Alves sinaliza que seu foco deixou de ser o Executivo e passou a ser um projeto eleitoral próprio. É uma escolha legítima, mas que cobra seu preço — especialmente dentro do próprio campo político.

Por fim

Nos bastidores, a leitura é simples: houve quebra de expectativa. E, em política, expectativa frustrada costuma virar desgaste. Aliados se sentem expostos, adversários encontram discurso pronto e o eleitor começa a questionar até que ponto a palavra empenhada tem valor.

Do ponto de vista institucional, nada muda.

Walter permanece no cargo de vice-governador até o fim do mandato, em 2026. Não há crise administrativa nem ruptura legal. Mas o clima político é outro — e esse, sim, pode ter consequências reais.

Porque, no fim das contas, existe uma regra não escrita que segue valendo: na política, decisões têm memória. E muitas vezes, a resposta não vem no discurso, nem nas justificativas — vem nas urnas.

A pergunta que fica é direta: o eleitor potiguar vai cobrar essa conta? Ou o episódio será apenas mais um capítulo esquecido na dinâmica do poder?

 


Aniversário com recado político: Zé Antônio reúne aliados e recebe vereadora de Natal em Macau

 



O ex-prefeito Zé Antônio transformou a comemoração do seu aniversário em um evento com forte sinalização política. Em sua residência, na cidade de Macau, reuniu cerca de 60 convidados, descritos por ele mesmo como seus principais aliados no cenário local.

A celebração, no entanto, foi além do caráter pessoal

O ex-gestor abriu as portas para receber a vereadora de Natal, Nina de Sousa, esposa do prefeito Paulinho Freire. A presença da parlamentar não passou despercebida e reforça articulações que podem mirar voos mais altos no cenário federal.

Ao lado da esposa, Zé Antônio recepcionou a convidada em um ambiente de confraternização, mas com um claro pano de fundo político. A seleção dos presentes também chamou atenção: um grupo restrito, escolhido “a dedo”, segundo relatos, composto por nomes considerados estratégicos dentro do seu grupo político.

O detalhe que repercutiu

Nem todos, porém, entraram na lista de convidados — e isso gerou reação. Integrantes da chamada “confraria da Praça da Conceição”, que não participaram do evento, teriam sido alvo de comentários em tom de chacota dentro do próprio círculo político local.

O episódio expõe um cenário já conhecido na política salineira: alianças seletivas, disputas internas e movimentos que, mesmo em momentos festivos, revelam estratégias e tensões de bastidores.

No fim das contas 

Evidencia que o ex-prefeito fez o seu papel, o aniversário virou mais que celebração — foi um ato político com recados claros para quem acompanha o xadrez de Macau.

 



sexta-feira, 20 de março de 2026

Prefeituras recebem R$ 1,3 bilhão do FPM nesta sexta (20); consulte valores repassados para s municipios da Região vale salineira e central

 


A segunda parcela de março do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será transferida aos cofres municipais nesta sexta-feira (20). O montante a ser partilhado chega a R$ 1,3 bilhão, valor 14% superior ao repassado no mesmo período de 2025, quando os municípios receberam aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

O especialista em orçamento Cesar Lima explica que o resultado interrompe uma sequência de quedas no valor dos repasses registrada nos últimos decêndios. Segundo ele, o aumento garante certo fôlego aos municípios diante das tensões e incertezas relacionadas às regras da nova faixa de isenção do Imposto de Renda.

“O que podemos destacar agora neste decêndio é que ele vem com um resultado maior do que o ano passado, quebrando uma série de quedas nos decêndios anteriores. Pode ser um êxito em relação à taxação de 10% extra sobre as pessoas que recebem mais de R$ 50 mil por mês, sobre as grandes fortunas, ou pode ser uma sazonalidade. Esperemos que seja realmente um êxito e que, daqui para frente, esses números se confirmem”, destaca.


- Veja os valores da Região vale salineira e central

-Macau – R$ 295.753,38

- Guamaré – R$ 193.336,84

- Alto do Rodrigues – R$ 180.524,06

- Pendências – R$ 180.524,06

- Carnaubais – R$ 142.114,67

- Ipanguaçu – R$ 193.336,84

- Assú – R$ 425.342,27

- Grossos- 154.669,42

- Areia Branca – R$  270.671,41

- Afonso Bezerra – R$ 154.669,42

- Lages – R$ 142.114,67

- Angicos – R$ 154.669,42

 

 


MPRN obtém condenação e empresa deve ressarcir município em R$ 92 mil por superfaturamento em compra de medicamentos

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) conseguiu a condenação de uma empresa ao ressarcimento de R$ 92.120,69 ao cofre público de Governador Dix-Sept Rosado por superfaturamento no fornecimento de medicamentos. O estudo técnico apontou que o montante pago pela municipalidade foi 61,55% superior ao preço médio de mercado, identificando preço abusivo em 212 itens diferentes do contrato.

A sentença, proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró, considerou a prática de atos lesivos à administração pública previstos na Lei Anticorrupção. A empresa também está proibida de contratar com o poder público ou receber incentivos e empréstimos estatais pelo período de três anos. 

A decisão acolheu a argumentação do MPRN de que a empresa obteve benefício contratual indevido por meio da dispensa de licitação n° 17/2017. O MPRN demonstrou, por meio de parecer técnico contábil, que os preços dos itens fornecidos eram superiores aos valores de mercado praticados na época. 

A Justiça validou a metodologia do Ministério Público, que utilizou cotações de bancos de preços com filtros temporais e territoriais específicos para o ano de 2017. Na sentença, destacou-se que a responsabilidade da pessoa jurídica em casos de fraude ou manipulação do equilíbrio econômico-financeiro de contratos públicos é objetiva. Isso significa que a condenação independe da comprovação de dolo ou culpa, bastando a demonstração do ato lesivo e do dano causado ao patrimônio público.

A empresa chegou a alegar a prescrição do caso, mas o argumento foi rejeitado com base no entendimento de que o prazo de cinco anos começou a contar apenas quando o Ministério Público tomou ciência oficial dos fatos, em setembro de 2017. Além disso, a instauração do inquérito civil em 2019 interrompeu o curso do prazo prescricional até o ajuizamento da ação em 2022. O valor da condenação deverá ser atualizado com juros e correção monetária desde a data da assinatura do contrato.

 


Com empate técnico, pesquisa eleitoral apresenta Álvaro Dias na dianteira pelo Governo do RN

 


Pesquisa realizada pelo TRIBUNA DO NORTE/ Instituto Consult feita no começo da semana (15 – 18 de março) indica um empate técnico nas duas primeiras colocações na disputa para governo do Estado. Praticamente dois meses depois de ter anunciado sua pré-candidatura ao governo estadual ao pleito de 4 de outubro, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, que está de saída do Republicanos para o Partido Liberal (PL), aparece na liderança, com 31,18% das intenções de votos, seguido pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), com 29,24.

Mais atrás aparecem o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), o secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, o Cadú, com 6,35% e Robério Paulino, do PSOL, 1,65%.

O número de indecisos (17,65%) e eleitores que não escolheriam nenhum dos nomes (13,94%) chama atenção e indica um cenário ainda em aberto.

Pelos números, a disputa de votos dos 2.618.377 eleitores do RN, segundo dados de março do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), será acirrada no primeiro turno das eleições majoritárias, principalmente para para o cargo de governador do Estado.

Rejeição

O Instituto Consult também perguntou aos eleitores potiguares em que não votariam de maneira alguma este ano para governador do Rio Grande do Norte.

Mesmo tendo o apoio da governadora Fátima Bezerra para sucedê-la, o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, surge com maior índice de rejeição, 17,0%, à frente do ex-prefeito Álvaro Dias, com 11,7%. Depois se seguem Robério Paulino, 9.6% e Allyson Bezerra, 8,1%.

Não souberam dizer, 3,44% e nenhum, 8,4%. Já 15,4% dos eleitores afirmaram rejeitar todos esses nomes para o governo do Estado.

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 1.700 eleitores em 55 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026 e BR-03533/2026.

 


Confirmado: PT apresenta Samanda Alves como pré-candidata ao Senado no lugar de Fátima Bezerra

 


O que ja era esperado, se tornou noticia de fato. O PT do Rio Grande do Norte oficializou, nesta quinta-feira 19, a indicação da vereadora de Natal Samanda Alves, atual presidente estadual do partido, como pré-candidata ao Senado Federal nas eleições de 2026. A decisão foi tomada durante reunião da direção executiva estadual da sigla. Após o encontro, o grupo posou para uma foto.

A legenda não divulgou se houve divergências internas em relação à indicação, mas segundo a impresa da capital potiguar, o placar não foi unânime — houve abstenções. Internamente, crescia uma ala que defendia que o PT apoiasse outro nome para o Senado, como a vereadora de Natal Thabatta Pimenta (de saída do Psol e prestes a ingressar no PV). 

Em nota, a executiva destaca a necessidade de o PT apresentar um nome ao Senado que represente “unidade partidária, renovação política, compromisso com a democracia, os direitos do povo e os interesses do Rio Grande do Norte”, atributos associados à trajetória da dirigente.

“A indicação da companheira Samanda expressa a confiança do partido em uma liderança comprometida com a luta social, com a construção coletiva e com a continuidade do projeto político que transformou o Rio Grande do Norte. Sua trajetória reúne diálogo, firmeza, capacidade política e compromisso com os valores históricos do Partido dos Trabalhadores”, afirma o texto da direção executiva do PT-RN.

 


Deputados estaduais e federais têm até 3 de abril para mudar de partido

 


Deputados estaduais e federais têm até 3 de abril para trocar de partido sem risco de perder o mandato — período conhecido como janela partidária, válido apenas para quem está no último ano do cargo.

A regra foi criada após decisões da Justiça Eleitoral que passaram a punir mudanças de legenda sem justificativa. Durante a janela, a troca é livre. Fora desse período, pode haver perda de mandato, especialmente em cargos como vereadores.

O prazo é estratégico para montagem das chapas de 2026. Já o dia 4 de abril é o limite para filiação partidária de quem pretende disputar as eleições.

No RN, uma mudança já foi confirmada: Carla Dickson saiu do União Brasil e foi para o PL. Outras movimentações são esperadas, principalmente entre deputados estaduais.

Vereadores de Natal também tentam mudar de partido, mas enfrentam resistência das siglas. Entre eles estão Camila Araújo, Nina Souza, Robson Carvalho e Thabatta Pimenta.

Na pré-campanha, atos políticos são permitidos, mas sem pedido explícito de voto. Também entram em vigor regras como restrições ao uso da máquina pública e exigências de desincompatibilização.

 


quinta-feira, 19 de março de 2026

PL lança novo card com Álvaro Dias e ausência de Coronel Hélio levanta dúvidas no RN

 


A divulgação do novo material do Partido Liberal no Rio Grande do Norte não passou despercebida — e não foi apenas pelo destaque ao nome de Álvaro Dias como pré-candidato ao governo.

O ponto que mais gerou leitura crítica nos bastidores foi justamente a ausência de Coronel Hélio, apontado até então como pré-candidato ao Senado pela mesma legenda. Em política, omissão também comunica — e, nesse caso, abre margem para interpretações sobre ajustes internos ou redefinição de estratégia.

O evento de filiação, marcado para este sábado (21), no Boulevard, em Nova Parnamirim, deve reunir nomes de peso como Valdemar Costa Neto, Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Styvenson Valentim. A presença dessas lideranças reforça que o movimento vai além de um simples ato partidário — trata-se de um gesto político com impacto direto na montagem do tabuleiro para 2026.

Outro detalhe que não é aleatório: a citação de Babá no material. Isso sinaliza que o grupo busca consolidar alianças locais e ampliar sua base de sustentação, principalmente em regiões estratégicas da Grande Natal.

A leitura mais objetiva é clara: o PL começa a organizar seu palanque majoritário, mas ainda deixa peças em aberto. A ausência de um nome ao Senado pode indicar desde negociação em curso até uma possível mudança de rumo — algo comum quando interesses maiores entram em jogo.

No fim das contas, o episódio reforça uma regra básica da política: mais importante do que o que é dito, é o que se escolhe não dizer. E, neste caso, o silêncio sobre o Senado fala alto.

 


Região Salineira e Macau terá Rodrigo Aladim deputado na nominata do Republicanos

 


A possibilidade de Macau voltar a ter um representante na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte ganha força com o nome do advogado Rodrigo Aladim, como pré-candidato a deputado estadual.

A pré-candidatura reacende uma pauta histórica para o município: a importância de ocupar espaço nas decisões políticas do estado, garantindo que as demandas locais, especialmente da região salineira, tenham voz ativa no parlamento. Sem representação direta, cidades como Macau muitas vezes enfrentam mais dificuldades para viabilizar investimentos, projetos estruturantes e políticas públicas alinhadas às suas necessidades.

Com 48 anos, Rodrigo Aladim construiu uma trajetória consolidada na vida pública e institucional. Advogado, foi duas vezes vice-prefeito do município e acumulou experiência em áreas estratégicas da gestão pública, tendo atuado como secretário de Educação, Previdência e Tributação, além de chefe de gabinete. Também presidiu por uma década a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Macau, fortalecendo o setor produtivo local.

Atualmente, coordena o programa Integra RN na Escola da Assembleia. A iniciativa tem se destacado pela oferta de cursos de capacitação profissional e educacional e somente em 2025, atendeu mais de 6 mil pessoas. Outro braço do programa, o Integra Enem, amplia o acesso à preparação gratuita para estudantes da rede pública, com atuação em cerca de 100 municípios e previsão de atender mais de 5 mil alunos em 2026.

Filho do médico Antônio Aladim de Araújo Neto e da professora Maria de Fátima Medeiros, Rodrigo carrega, segundo aliados, uma forte ligação com a educação, área onde teve atuação destacada enquanto gestor, com avanços em inclusão e melhoria de indicadores como o IDEB.

Expansão do Samu no RN avança, cobertura já alcança 20% dos municípios potiguares ; Guamaré e Jandaíra serão contemplados nos proximos meses

  


O Governo do Estado deu mais um passo na ampliação do atendimento de urgência no Rio Grande do Norte com a entrega de duas novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a inauguração de bases nos municípios de Angicos e Carnaubais.

A medida passa a contemplar diretamente nove cidades das regiões Central e Vale do Açu: São Rafael, Itajá, Ipanguaçu, Fernando Pedrosa, Porto do Mangue, Pendências e Alto do Rodrigues, além dos municípios-sede.

Com isso, o Samu chega a 31 municípios potiguares, o que representa cerca de 20% das cidades do estado, mas já alcança aproximadamente 83% da população — cerca de 1,8 milhão de pessoas.

A governadora Fátima Bezerra destacou o caráter social da ação. Segundo ela, a expansão representa “dignidade” e reforça o compromisso do governo com a vida da população.

Avanço

A expansão do Samu foi iniciada em dezembro de 2025, com foco inicial em 22 municípios das regiões Oeste e Alto Oeste, incluindo cidades como Caraúbas, Apodi, Areia Branca e São Miguel.

O modelo adotado é de parceria entre o Estado e os municípios, sob coordenação da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), o que exige alinhamento administrativo e capacidade local para manter o funcionamento das bases.

Investimento e promessa de continuidade

As ambulâncias entregues fazem parte de um lote de 25 veículos enviados pelo Ministério da Saúde, destinados tanto à ampliação quanto à renovação da frota.

O prefeito de Carnaubais, Gleidson Benevides, ressaltou a importância do investimento, destacando que o avanço fortalece toda a região do Vale do Açu.

Para os próximos meses, a previsão do governo é ampliar ainda mais o serviço, com novas bases e envio de ambulâncias — incluindo UTIs móveis — para cidades como Alexandria, Santa Cruz, Jardim do Seridó, Caicó, Guamaré e Jandaíra.

 

Alto do Rodrigues: Vereador tenta lacrar e leva invertida com o ex-prefeito Nixon Baracho respondendo à altura

 


O roteiro parecia simples: subir à tribuna, levantar suspeitas sobre compras da gestão passada e sair com pose de fiscal rigoroso. Mas, em política, nem sempre o script sai como planejado — e foi exatamente isso que aconteceu com o vereador Arlani Silva.

Ao tentar “lacrar” com questionamentos sobre a compra de melancias no fim da gestão do ex-prefeito Nixon Baracho, o líder do governo acabou abrindo uma porta que talvez não estivesse pronto para atravessar. O problema não foi a pergunta — afinal, fiscalizar é papel do vereador. O problema foi a resposta.

E que resposta.

Sem rodeios, Nixon apareceu em vídeo e fez o que poucos fazem na política atual: chamou para o confronto institucional. Disse estar à disposição da Câmara, sugeriu abertura de CEI, convocação de envolvidos e, de quebra, ainda colocou o dedo na ferida ao insinuar falta de transparência da gestão atual.

Traduzindo: virou o jogo.

O que era para ser um ataque virou convite. O que parecia denúncia virou desafio. E o que seria um momento de protagonismo para o vereador acabou se transformando numa espécie de “e agora?”.

Porque, convenhamos: depois de uma dessas, não basta discurso de tribuna. Agora é ação.

Se convocar, assume o risco de ver o debate ganhar corpo — e talvez sair do controle.
Se não convocar, reforça exatamente a narrativa que o ex-prefeito jogou na mesa: a de que há mais barulho do que coragem.

No fim das contas, ficou aquela velha máxima da política: quem puxa o fio, precisa estar preparado para o novelo inteiro.

E aí fica a dúvida que ecoa nos bastidores de Alto do Rodrigues:
o vereador 
Arlani Silva vai encarar o desafio… ou vai deixar como estar com receio de sofrer outra  a invertida ?

 Veja  vídeo do ex-prefeito e o recado claro ao vereador governista:





Pendências: MPRN recomenda regularização no fornecimento de água mineral

 


O fornecimento de água potável nas unidades administrativas do Município de Pendências deve ser regularizado. A regularização foi recomendada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) à Prefeitura de Pendências e à Secretaria Municipal de Administração. A orientação cobra ainda que o produto entregue corresponda às especificações do Pregão Eletrônico 013/2025, após a identificação de que estaria sendo fornecida água adicionada de sais em substituição à água mineral.

Para sanar as irregularidades, o MPRN recomendou que a administração municipal exija da empresa contratada a entrega rigorosa da água mineral da marca pactuada na proposta comercial. Em um procedimento preparatório, o Ministério Público apurou que houve entrega de mercadoria diversa daquela registrada em notas fiscais e admitida pela própria Secretaria de Administração. O descumprimento das especificações do objeto configura inexecução contratual, sujeitando a empresa às sanções previstas na lei de licitações.

Em consequência, o MPRN orientou a instauração de processo administrativo sancionador para a aplicação de multa ou impedimento de licitar, em razão da reincidência na entrega de objeto diferente do licitado. O Município ainda foi orientado a proceder com a rescisão unilateral do ajuste, com base na Lei 14.133/2021, caso a empresa não restabeleça o fornecimento correto no prazo de 48 horas. Logo, a gestão municipal não deve efetuar pagamentos por produtos entregues em desacordo com as especificações técnicas, visando evitar dano ao erário.

A Administração Municipal de Pendências tem o prazo de 10 dias para informar ao Ministério Público sobre o acatamento dos termos da recomendação. O não cumprimento das medidas orientadas pode implicar a adoção de providências judiciais, como o ajuizamento de ação civil pública por improbidade administrativa.

Clique para ler a recomendação na íntegra.

 


São João milionário e ruas abandonadas: o contraste que revolta em Assú

 


Enquanto a Prefeitura de Assú se prepara para anunciar mais uma edição grandiosa do São João, com expectativa de grandes atrações e investimentos que devem chegar à casa dos milhões, a realidade enfrentada por parte da população escancara um contraste difícil de ignorar.

Nas redes sociais, cresce a indignação de moradores da Rua Vereador José Bezerra de Sá. O motivo é claro: a via está completamente deteriorada, tomada por buracos que dificultam o tráfego, geram prejuízos a motoristas e colocam em risco a segurança de quem passa pelo local.

A situação não é recente. Segundo relatos, o problema se arrasta há anos, sempre acompanhado de promessas que nunca saem do papel. Enquanto isso, o cotidiano da população segue marcado por transtornos e pela sensação de abandono.

O ponto que mais revolta é a prioridade da gestão. De um lado, um evento festivo de grande porte, que movimenta cifras elevadas e ganha visibilidade. Do outro, demandas básicas de infraestrutura urbana seguem sem resposta.

A conta que não fecha

A pergunta que ecoa entre os moradores é simples: como justificar altos investimentos em festas enquanto problemas estruturais continuam sem solução?

Não se trata de ser contra eventos culturais — que têm sua importância econômica e social —, mas de cobrar equilíbrio na gestão pública. Infraestrutura básica não pode ser tratada como secundária.

Pressão popular aumenta

Com a proximidade do anúncio oficial do São João, a cobrança tende a crescer. A população da Rua Vereador José Bezerra de Sá, e de outras áreas com problemas semelhantes, espera mais do que promessas: quer ação concreta.

Porque, no fim das contas, festa passa. Mas os buracos permanecem — e com eles, o sentimento de descaso.

 


Kelps Lima intensifica articulação política e mira fortalecimento na região salineira

 


Ao lançar um vídeo pedindo sugestões diretamente à população de Macau, Kelps aposta em um modelo de comunicação que busca encurtar a distância entre o discurso político e o eleitor. Esse tipo de abordagem tem ganhado força, sobretudo nas redes sociais, mas carrega um risco evidente: sem desdobramento prático, tende a ficar restrito ao campo simbólico e à narrativa.

Na prática, o gesto indica mais do que escuta — sinaliza interesse eleitoral direto na cidade e, possivelmente, a existência (ou construção) de apoios locais. Em política, esse tipo de movimento raramente é isolado.

Em Alto do Rodrigues, o cenário se desenha com mais nitidez. O apoio do ex-prefeito Abelardo Rodrigues e de Abelardo Neto fortalece o projeto e amplia sua capilaridade. São nomes com histórico político consolidado, capazes de influenciar diretamente na formação de palanques e na mobilização eleitoral.

O discurso de união e fortalecimento de grupo, adotado por Kelps, segue um roteiro conhecido — e funcional — na política. No entanto, a consistência desse projeto será medida menos pelas alianças anunciadas e mais pela capacidade de apresentar propostas concretas que dialoguem com as demandas reais da população.

No fim das contas, o movimento é claro: ocupar espaço, testar aceitação e pavimentar alianças. Resta saber se, além da estratégia, haverá entrega.

 


Refinaria Clara Camarão aumenta preços pela 4ª semana; gasolina sobe R$ 0,63 e diesel R$ 0,45

 


Os preços da gasolina e do diesel A S500 voltaram a subir nesta quinta-feira (19) na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré. Esta é a quarta semana consecutiva de reajustes com aumentos promovidos pela Brava Energia, que atualiza os valores dos combustíveis semanalmente.

No acumulado de um mês, a gasolina A passou de R$ 2,51, em 19 de fevereiro, para R$ 3,82, registrando alta de R$ 1,31. Apenas na última semana, entre os dias 12 e 19 de março, o aumento foi de R$ 0,63, saindo de R$ 3,19 para o valor atual.

O diesel também apresentou elevação no período. Na modalidade EXA, o preço saiu de R$ 3,28 para R$ 5,52 no comparativo mensal, o que representa aumento de R$ 2,24. Entre os dias 12 e 19 de março, o valor também subiu R$ 0,45, de R$ 5,07 para R$ 5,52.

Já na modalidade LCT, o diesel subiu de R$ 3,30 para R$ 5,53 em um mês, acumulando alta de R$ 2,22. Já na última semana, o combustível teve reajuste de R$ 0,45, passando de R$ 5,08 para R$ 5,53.

Desde 26 de fevereiro, todos os ajustes realizados pela refinaria resultaram em aumento nos preços. Os valores praticados podem impactar o preço final ao consumidor nos postos, a depender de fatores como logística, margem de revenda e tributos.