sábado, 19 de setembro de 2026

Afonso Bezerra: novas adesões fortalecem o grupo do prefeito Haroldo de Jango

 


Em se tratando do cenário político pelo interior do Rio Grande do Norte, o início do final de semana foi bastante movimentado em Afonso Bezerra.

O grupo político liderado pelo prefeito Haroldo de Jango passou a contar com novas adesões ao seu projeto político estadual. As movimentações ganharam destaque nas redes sociais que acompanham a política local e chamaram atenção pela chegada de nomes e famílias que passam a integrar esse novo cenário.

Entre as adesões anunciadas está a de Bosco e família, uma tradicional família do município. Mas as novidades não ficaram por aí.

Também foram registradas as chegadas de Mikaelly e Eliklayton, além de Andreia do Alto, ampliando o grupo que vem acompanhando o prefeito Haroldo de Jango em sua articulação política.

A leitura do cenário

Na política do interior, adesão nunca é apenas uma fotografia. Cada chegada carrega consigo uma leitura política, uma movimentação de grupos e, muitas vezes, uma demonstração de confiança no caminho que está sendo construído.

O número de adesões que o grupo de Haroldo de Jango vem anunciando nos últimos dias chama atenção e coloca uma pergunta inevitável no debate político de Afonso Bezerra: o que está levando essas pessoas a se aproximarem do grupo do prefeito?

Para os aliados

A resposta está diretamente relacionada à avaliação da gestão e ao trabalho que vem sendo realizado no município. Já no campo político, essas movimentações também podem ser interpretadas como sinal de que o grupo do prefeito está conseguindo ampliar sua articulação e agregar novos apoios para o projeto estadual.

É importante, porém, separar adesão política de aprovação popular. Uma coisa pode contribuir para a outra, mas não são necessariamente sinônimos.

Por fim

O fato concreto é que Haroldo de Jango vem ampliando seu grupo político, e cada nova adesão passa a compor um cenário que merece ser acompanhado de perto.

E na política interiorana, como todos sabem, quem observa apenas a fotografia de hoje pode acabar não entendendo o filme completo de amanhã.

 


Projeto Algimare promove mutirões de limpeza em Macau e Galinhos

 

Projeto Algimare no Cleanup Day

O Projeto Algimare realiza, nos dias 22 e 29 de setembro, dois mutirões de limpeza ambiental nos municípios de Macau e Galinhos, no Rio Grande do Norte. As ações fazem parte do Cleanup Day 2026, movimento internacional de mobilização pela preservação de rios, praias, oceanos e outros ambientes naturais, com parceria da Petrobras. A participação é aberta à comunidade.

Em Macau

O mutirão acontece na terça-feira (22), a partir das 8h, com concentração na Arena Sílvio Sardinha, em Diogo Lopes. A ação será realizada na área da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão, às margens do rio, e contará com a participação de escolas e voluntários.

Em Galinhos

A mobilização será no dia 29 de setembro, às 15h30, com concentração na Praça do Pescador, seguindo para áreas às margens do rio Aratuá e da praia.

Durante os mutirões, os participantes receberão kits e orientações para a coleta dos resíduos, além de informações sobre os impactos do descarte inadequado, a destinação correta do lixo e a importância da conservação dos ecossistemas costeiros. Segundo Valfran Miranda, um dos coordenadores do projeto, a iniciativa busca transformar a mobilização em uma oportunidade de conscientização ambiental.

Projeto

Esta é a segunda participação consecutiva do Projeto Algimare no Cleanup Day. Em 2025, a mobilização reuniu voluntários em Macau e Galinhos e resultou na retirada de 876 quilos de resíduos das margens dos rios Tubarão e Aratuá. O Cleanup Day surgiu em 2008, na Estônia, e atualmente mobiliza pessoas em diversos países em ações de limpeza e educação ambiental.

O Projeto Algimare, desenvolvido pelo Centro AMA-GOA de Cultura e Meio Ambiente em parceria com a Petrobras e a EMPARN, atua no cultivo de algas em áreas costeiras do RN, incluindo Galinhos e a Reserva Ponta do Tubarão.

A iniciativa associa conservação ambiental, pesquisa, formação comunitária e geração de renda, especialmente para marisqueiras e pescadoras, fortalecendo a algicultura como atividade econômica sustentável.

 



Em Guamaré, grupo de Hélio apresenta adesão que ganha peso pelo sobrenome e pela história política

 


Em um cenário político onde, muitas vezes, qualquer adesão é transformada em grande acontecimento, o grupo do prefeito Hélio de Guamaré apresenta uma movimentação que chama atenção não apenas pelo anúncio em si, mas principalmente pelo peso político e familiar que envolve a chegada do grupo Gregório à base governista.

Não se trata simplesmente da adesão de uma pessoa, de um nome ou de um apoio isolado. Trata-se de um grupo familiar com presença e história na comunidade guamareense, que, até então, não havia acompanhado o prefeito Hélio em suas campanhas políticas.

E é justamente aí que está o significado dessa movimentação.

A política também é feita de trajetórias, posicionamentos e escolhas. Quando um grupo que historicamente esteve em outro campo político decide caminhar ao lado de uma determinada gestão, a adesão ganha uma dimensão diferente e passa a ser observada para além da fotografia ou do anúncio nas redes sociais.

Baixa do Meio entra no movimento

Outro ponto que merece destaque é a participação da base política de Baixa do Meio nessa articulação.

A vice-prefeita Clécia de João Pedro e o vereador Gustavo Santiago aparecem como importantes referências desse movimento, demonstrando que a base governista também busca ampliar sua presença e consolidar espaços políticos na comunidade.

A movimentação fortalece o palanque do grupo de Hélio e acrescenta novos nomes a uma composição que busca chegar às próximas disputas eleitorais com uma base mais estruturada.

Mais do que quantidade, o que chama atenção neste episódio é a qualidade política da adesão e a história de quem está chegando.

No discurso da base governista, a mensagem é clara: a proposta é apresentar uma Guamaré que não seja construída apenas para alguns, mas que esteja voltada para aqueles que acreditam em uma cidade presente, pujante e com esperança de futuro.

Na política, toda adesão tem um significado. Algumas, porém, carregam consigo uma história que fala muito mais do que qualquer anúncio.

 

 


Macau amplia serviços de saúde e começa a mudar uma realidade marcada por antigas demandas

 


Falar de Macau a partir da entrega de novas unidades de saúde, estruturas reformadas, equipamentos e ampliação de serviços é, sem dúvida, falar de uma cidade que começa a apresentar uma nova realidade administrativa.

E aqui não se trata apenas de inaugurar prédios ou apresentar equipamentos. O que precisa ser observado é o que essas estruturas passam a representar na vida de quem depende diariamente do serviço público de saúde.

Nesta sexta-feira, 18 de setembro

A prefeita Flávia Veras entregou novas estruturas de saúde reformadas e equipadas, ampliando a capacidade de atendimento da população de Macau.

Entre as entregas está a Central da Família, reunindo serviços de atenção primária e atendimento especializado para moradores do Centro, Porto 1 e Porto 2.

A programação também marcou a entrega da nova estrutura da Policlínica, que passa a ampliar a oferta de consultas com especialistas em áreas como ortopedia, ginecologia, pediatria, endocrinologia, neurologia, psiquiatria, urologia, mastologia e vascular.

E quando se fala em saúde pública, não basta apenas consultar. É preciso investigar, diagnosticar e acompanhar.

Nesse sentido

Macau também amplia a oferta de exames, passando a contar com serviços como ecocardiograma, endoscopia, colonoscopia, eletroencefalograma e ultrassonografia.

Na área odontológica, o Centro de Especialidades Odontológicas também recebeu uma nova estrutura, com condições para ampliar serviços como restaurações, tratamento de canal, próteses, cirurgias bucomaxilofaciais e estomatologia.

Mais que inauguração, uma mudança de lógica

É justamente nesse ponto que está o fato que merece ser observado.

Macau, durante muito tempo, conviveu com problemas relacionados à estrutura, filas, limitações de atendimento e necessidade de encaminhamento da população para outros centros.

Resolver problemas históricos não acontece de uma hora para outra. Mas quando uma administração reforma unidades, equipa serviços, amplia especialidades e aumenta a oferta de exames, existe uma mudança concreta na capacidade de atendimento do município.

Prefeita se posiciona

Segundo a prefeita Flávia Veras, a proposta é enfrentar problemas históricos, reduzir filas e garantir uma saúde mais organizada, equipada e próxima da população.

Macau vive um novo momento?

É cedo para transformar qualquer entrega em solução definitiva. Mas também seria injusto ignorar aquilo que está sendo colocado à disposição da população.

São novas estruturas, mais especialidades, novos exames e ampliação de serviços.

Em um Estado onde muitos municípios enfrentam limitações administrativas e financeiras para manter e ampliar a própria rede de saúde, Macau passa a apresentar uma capacidade maior de oferta dentro da sua estrutura municipal.

O desafio agora é transformar investimento em resultado permanente.

E talvez seja justamente essa a principal mudança que precisa ser observada: não apenas o prédio novo, não apenas o equipamento entregue, mas a capacidade de fazer o serviço chegar à ponta, ao cidadão que mais precisa e, a prefeita salineira,  deixou claro que vai acompanhar de perto essa demanda e os resultados.

 


Macau acorda cedo com movimentação política de Rafael Mota e Professor Edvaldo Junior

 


A cidade de Macau acordou cedo neste sábado com uma movimentação política que chamou a atenção de quem passou pelas proximidades do Mercado Público, tradicional ponto de realização da feira livre do município.

O candidato ao Senado Rafael Mota, acompanhado do candidato a deputado federal Professor Edvaldo Junior, chegou ao local reunindo aliados e apoiadores. A presença do grupo movimentou a feira e despertou a atenção de comerciantes, feirantes e pessoas que circulavam pela região.

Após a passagem pelo Mercado Público, os candidatos seguiram em caminhada pelas ruas de Macau. O contato direto com a população foi o principal ponto da agenda, com abraços, cumprimentos, conversas e registros ao lado de eleitores.

A movimentação também marcou uma das primeiras agendas eleitorais em Macau envolvendo candidatos dessa dimensão nesta campanha. Nas ruas, Rafael Mota e Professor Edvaldo Junior tiveram contato direto com a população, apresentando seus nomes e ouvindo demandas dos macauenses.

Mais do que discursos, a agenda teve como característica principal a proximidade com o eleitor. E foi justamente esse contato direto que acabou chamando a atenção de quem acompanhou a movimentação durante a manhã.

Macau, mais uma vez, começa a entrar no radar da disputa eleitoral de 2026.

 



Apos dialogo entre às partes, Damião Merencio e familia declaram apoio a Carla Dickson e deixam as portas abertas para entendimento futuro com o grupo da prefeita Flavia Veras

 


Uma imagem que circula nas redes sociais vem chamando a atenção do meio político de Macau. Nela aparecem o empresário Damião Merêncio, pai da ex-presidente da Câmara Municipal de Macau, Dyana Lira, e o ex-prefeito Flávio Veras (FV).

Até aí, nada de extraordinário. Afinal, estamos vivendo um momento de intensa movimentação política, e alianças, aproximações e conversas entre diferentes grupos fazem parte do cenário que antecede uma eleição.

Mas fomos atrás da história por trás da imagem.

Todo macauense que acompanha a política local sabe que, na última eleição municipal, Damião Merêncio e Flávio Veras seguiram caminhos políticos distintos. O que chama atenção agora é que, apesar das diferenças daquele momento, o diálogo entre as duas lideranças aparentemente nunca foi totalmente interrompido.

Em conversa com o empresário Damião Merêncio, ele confirmou que manteve o diálogo com o ex-prefeito e revelou um compromisso relacionado à eleição deste ano: suas bases deverão manter o voto para deputado federal em Carla Dickson, candidata apoiada pelo ex-prefeito Flávio Veras.

As portas estão abertas

Damião também deixou claro que o momento político exige diálogo e que as circunstâncias atuais podem representar uma construção para o futuro.

Segundo o empresário, as portas permanecem abertas para novas conversas e entendimentos políticosTraduzindo para o bom e velho português da política: o primeiro passo foi dado.

Isso não significa, necessariamente, que esteja formada uma nova aliança política entre os dois grupos. Mas a imagem, somada ao diálogo confirmado pelo próprio Damião, mostra que existe hoje um canal aberto entre duas lideranças que, em determinado momento, estiveram em campos diferentes na política municipal.

E na política, como todos sabem, uma conversa de hoje pode ser o começo de uma composição para amanhã.

Damião e família: como fica o voto

O empresário Damião Merêncio mantém uma base política importante nas comunidades praianas de Barreiras e Diogo Lopes, além dos assentamentos.

Dentro desse cenário, Damião apresentou os nomes que contam com seu apoio e de sua família para a eleição deste ano:



A movimentação revela mais uma peça sendo colocada no tabuleiro político de Macau.

E, pelo que ficou evidente, a fotografia entre Damião Merêncio e Flávio Veras pode representar mais do que um simples registro: pode ser o primeiro sinal público de uma reaproximação que ainda terá novos capítulos.

 


Duas agendas, 50 metros de distância e uma comparação inevitável na política de Macau

 


A prefeita Flávia Veras convocou seus aliados e correligionários para receber seu deputado estadual, Coronel Azevedo. E a galera compareceu, tendo um publico aproximado de 600 pessoas no local.

Fazer política no interior do Estado é uma festa. Não apenas pela parte democrática, mas também pelo engodo de quem consegue colocar mais gente nas convocações e manifestações políticas.

E foi exatamente isso que aconteceu nesta sexta-feira (18).

Por uma coincidência de agenda, o grupo da prefeita Flávia Veras recebeu, em Macau, seu deputado estadual, Coronel Azevedo. A aproximadamente 50 metros de distância, o ex-prefeito Zé Antônio recebia o seu deputado estadual, Taveira Júnior.

Pronto.

Começaram as comparações nas redes sociais sobre quem conseguiu reunir mais gente, quem demonstrou maior força política e qual grupo estaria mais mobilizado na cidade salineira.

Comparando...



Para quem apostava nas redes sociais em um possível desgaste da prefeita Flávia Veras e esperava uma convocação esvaziada, a noite pode não ter saído como imaginava.

O ambiente foi tomado por correligionários e aliados que atenderam ao chamado da prefeita para receber Coronel Azevedo.

Do outro lado, quem esperava uma grande movimentação do grupo do ex-prefeito Zé Antônio também pode ter se decepcionado com a presença de poucos aliados na recepção ao deputado Taveira Júnior.

E aí está o detalhe político que chamou atenção.

Quer dizer...

A prefeita Flávia Veras demonstrou, nesta sexta-feira, a força política de quem está no comando do município, falando a língua do povo e apresentando uma gestão que, segundo sua base, vem sendo marcada por entregas de obras, salários em dia, alianças políticas e melhorias nos ambientes da saúde e da educação.

Já o grupo do ex-prefeito Zé Antônio sentiu na pele o que significa estar fora do poder.

E, na política, estar fora do poder muda muita coisa.

Lideranças mudam de lado, aliados deixam de ocupar espaços e aquela estrutura que existia durante o governo já não está mais disponível.

É justamente aí que a comparação ganha força.



Enquanto Flávia Veras conseguiu reunir sua base para receber seu deputado, o grupo do ex-prefeito Zé Antônio apresentou uma movimentação bem mais discreta com seus alaidos de momento com pouco mais de 100 pessoas.

Moral da história?

Na política do interior, não basta ter um deputado. É preciso ter grupo, liderança, aliados e, principalmente, capacidade de mobilização.

E nesta sexta-feira, com apenas 50 metros separando duas agendas políticas, Macau acabou oferecendo uma fotografia interessante do atual momento político da cidade.

 



quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O que é "combinado não sai caro": a chiadeira em torno de Allyson e Cinthia, “Agora Inês é morta.”

 


Existe um ditado popular bastante conhecido que diz: “o que é combinado não sai caro”.

A expressão costuma ser utilizada para lembrar que, quando regras, condições, acordos e compromissos são estabelecidos e aceitos previamente por todos os envolvidos, diminuem-se as chances de mal-entendidos, cobranças e conflitos no futuro.

Pois bem

Nos bastidores da política potiguar, começa a ganhar espaço uma narrativa de suposta insatisfação entre integrantes do grupo político liderado pelo candidato ao Governo do RN, Allyson Bezerra, diante da concentração de esforços políticos e eleitorais em torno da candidatura de sua esposa, Cinthia Pinheiro, que disputa uma vaga na Assembleia Legislativa.

Segundo relatos que circulam nos bastidores e também vêm sendo repercutidos por parte da imprensa potiguar, alguns candidatos a deputado estadual e federal que integram o grupo estariam demonstrando insatisfação com a distribuição de apoio e estrutura durante a campanha.

Há, inclusive

Relatos de que alguns desses candidatos estariam sinalizando a possibilidade de reduzir ou até deixar de pedir votos para Allyson durante a campanha, caso não haja uma mudança na divisão dos espaços e da estrutura política entre os integrantes do grupo.

Mas existe um detalhe importante nessa história.

Cinthia Pinheiro não surgiu agora no cenário eleitoral. Sua candidatura a deputada estadual foi oficialmente lançada na mesma convenção partidária que homologou a candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Rio Grande do Norte.

Ou seja: a candidatura estava colocada publicamente.

E é justamente aí que surge a pergunta que merece ser feita:

Se havia um acordo político, uma composição ou uma estratégia previamente estabelecida, por que a insatisfação estaria aparecendo somente agora?

Por que não houve questionamentos no momento em que as candidaturas foram anunciadas?

Por que não se discutiu a divisão de apoio, estrutura e espaços políticos antes do início da campanha?

Na política, obviamente, acordos podem ser revistos. Estratégias podem mudar. E ninguém está obrigado a permanecer em uma composição se entender que seus interesses políticos foram contrariados.

Mas também é preciso reconhecer que combinados políticos costumam produzir consequências quando são feitos — e também quando são rompidos.

A questão, portanto, não é simplesmente saber quem está certo ou errado.

O ponto central é entender o que foi efetivamente combinado entre os integrantes do grupo e em que momento essas condições foram estabelecidas.

Porque, se todos conheciam previamente as regras do jogo, a chiadeira tardia pode revelar muito mais sobre as expectativas individuais de cada candidato do que propriamente sobre uma novidade na estratégia de Allyson.

E aí cabe outro velho ditado popular:

“Agora Inês é morta.”

Na política, quando uma decisão já foi tomada, uma candidatura já foi lançada e uma estratégia eleitoral já está em andamento, tentar rediscutir o combinado pode ser muito mais difícil.

No final das contas, a pergunta que fica é simples:

O problema está no que foi combinado ou naquilo que alguns esperavam receber depois que o jogo começou?

A resposta, aparentemente, está nos bastidores — e somente os protagonistas dessa composição sabem exatamente o que foi acertado antes de a campanha começar.

 


Reflexão política: Pesquisa de município não elege deputado estadual; quando o número vira narrativa política

 


Quando chega o período eleitoral, aparecem pesquisas para todos os gostos. E, dependendo do resultado, tem candidato sorrindo de um jeito, aliado comemorando de outro e grupo político tentando transformar alguns números em demonstração de força eleitoral.

Mas é preciso separar pesquisa, realidade eleitoral e narrativa política.

Quem acompanha política sabe que uma cidade ou região com pouco mais de 20 mil votos dificilmente consegue, sozinha, eleger um candidato da própria terra para uma cadeira na Assembleia Legislativa ou na Câmara Federal. Não é uma questão de opinião. É matemática eleitoral.

Veja bem

Quem pretende disputar uma vaga estadual ou federal precisa pensar muito além das fronteiras do próprio município.

Não basta aparecer bem em uma pesquisa local, ter uma votação expressiva em determinado bairro ou apresentar um levantamento favorável em sua cidade.

O projeto eleitoral precisa alcançar dezenas de municípios, construir alianças, conquistar lideranças e formar uma base capaz de produzir votos em diferentes regiões do Rio Grande do Norte.

É assim que funciona uma eleição proporcional.

Até porque...

É absolutamente natural que municípios potiguares tenham seus próprios representantes disputando vagas de deputado estadual ou federal.Cada liderança tem o direito de apresentar seu projeto, buscar apoios e tentar construir sua candidatura.

O problema começa quando um resultado municipal é apresentado como se fosse, por si só, uma demonstração de viabilidade para uma eleição estadual ou federal.

Uma coisa é liderar ou aparecer bem dentro de determinado território. Outra, completamente diferente, é transformar esse desempenho em votação suficiente para alcançar uma cadeira no Legislativo estadual ou federal.

O X da questão

É justamente aí que mora a diferença entre projeto eleitoral e projeto político local.

Quando um candidato tenta vender a ideia de que a força eleitoral concentrada em seu município seria suficiente para garantir uma eleição estadual ou federal, talvez seja necessário observar com mais atenção qual é o verdadeiro objetivo daquela movimentação.

Porque uma candidatura estadual precisa ser estadual. Precisa sair da praça, da comunidade, do bairro e da cidade. Precisa atravessar divisas municipais. Precisa conquistar votos onde o candidato talvez sequer tenha presença política histórica.

E é aí que mora o perigo...

O perigo não está na pesquisa.

Pesquisa faz parte do processo democrático e pode ajudar a compreender determinado cenário, desde que sejam observados metodologia, período, amostra, margem de erro e universo pesquisado.

O problema está em transformar pesquisa em propaganda antecipada de uma realidade que ainda precisa ser construída nas urnas.

Na política, número também pode ser narrativa.

E uma pesquisa mostrando determinado candidato à frente em uma cidade não significa, automaticamente, que ele tenha votos suficientes para vencer uma eleição estadual ou federal.

No fim das contas, cada município tem seus votos, cada região tem suas forças políticas e a eleição acontece no conjunto do estado.

Por isso, antes de comemorar qualquer pesquisa como se ela fosse resultado de eleição, vale fazer uma pergunta simples:

Esse candidato tem apenas números em sua terra ou já construiu uma estrutura política capaz de buscar votos muito além dela?

Porque, em eleição proporcional, 20 mil votos podem fazer muito barulho em uma cidade ou região, mas esses vtos não será de um só candidato. 

Ate por que a urna estadual exige muito mais do que barulho. Exige votos espalhados pelo Rio Grande do Norte, não apenas na sua terra diante deste quantitativo. 

 


Zé Maria reúne famílias, amigos e correligionários na Ilha de Santana e destaca força da comunidade após recuperação da RN-221

 

Quando a base de qualquer governo MOVIMENTA-SE, o cenario político se MOVIMENTA da mesma forma

A comunidade da Ilha de Santana voltou a mostrar sua força política e, sobretudo, a importância de participar das decisões que envolvem o futuro de Macau. Em uma reunião convocada pelo vereador Zé Maria da Ilha, amigos, aliados e moradores se reuniram para conhecer os candidatos apoiados pelo parlamentar nas eleições de 2026.

O encontro contou com a presença do líder político FV e reuniu mais de 150 pessoas, em uma demonstração de mobilização de uma comunidade que, durante anos, conviveu com dificuldades de acesso e que agora vive uma nova realidade com a recuperação da RN-221.

Reconhecer também faz parte

A política, muitas vezes, é marcada pela cobrança. E deve ser. A população reivindica, reclama, aponta problemas e exige que o poder público cumpra seu papel.

Mas existe também o outro lado: quando uma demanda histórica é atendida, reconhecer o resultado também é uma forma de fazer política com responsabilidade.

Foi justamente esse sentimento que marcou a reunião na Ilha de Santana.

A recuperação da RN-221, ligação entre Macau e a comunidade, era uma reivindicação antiga dos moradores. O trecho possui cerca de 3 quilômetros e recebeu investimento de R$ 3,6 milhões, dentro do Programa de Recuperação de Rodovias do Governo do Estado.

Mais do que números, a obra representa mobilidade, segurança e qualidade de vida para quem depende diariamente daquela estrada.

Uma estrada que muda a rotina

Durante anos, moradores da Ilha de Santana enfrentaram uma estrada em condições inadequadas, com dificuldades para o deslocamento de trabalhadores, estudantes, produtores, comerciantes e famílias.

A própria Prefeitura de Macau destacou que aproximadamente 4 mil moradores eram diretamente afetados pelas condições da estrada e que a recuperação da RN-221 era uma das principais reivindicações apresentadas pela atual gestão municipal ao Governo do Estado.

Agora, com a estrada recuperada, a realidade é outra.

A RN-221 não é apenas um caminho asfaltado. É uma via que facilita o acesso das famílias aos serviços públicos, melhora o deslocamento para Macau, favorece a atividade econômica e fortalece uma região ligada à produção salineira, ao turismo, à pesca e à atividade de carcinicultura.

Para quem mora na comunidade, a diferença é percebida no cotidiano: menos dificuldades para sair e chegar, mais segurança no trânsito e melhores condições para circulação de veículos e mercadorias.

O diálogo como instrumento de conquista


Nesse contexto, o vereador Zé Maria procurou apresentar à comunidade não apenas seus candidatos, mas também reforçar uma mensagem política: obra pública é resultado de cobrança, articulação e diálogo entre diferentes esferas de governo.

A prefeita Flávia Veras participou desse processo de articulação com o Governo do Estado, colocando a recuperação da estrada entre as demandas apresentadas para Macau. A obra foi executada pelo Governo do Rio Grande do Norte.

E aqui está um ponto importante: reconhecer a participação de cada instituição não diminui o papel de ninguém. Ao contrário, permite que a população saiba quem fez o quê.

O Governo do Estado executou a recuperação. A Prefeitura participou da articulação e apresentou a demanda. A comunidade cobrou durante anos. E os moradores são, no final das contas, os principais beneficiados.

O peso político da Ilha de Santana

A reunião também teve um componente político evidente.

Zé Maria reuniu famílias, amigos e lideranças da comunidade e recebeu a apresença do líder político FV, que mantém forte influência no cenário político salineiro e região Costa Branca Salineira.

O encontro serviu ainda como uma espécie de preparação para as próximas movimentações políticas do grupo da prefeita, que deverá intensificar a presença nas comunidades e nas ruas de Macau durante a caminhada eleitoral de 2026.

Mas, independentemente da disputa eleitoral, existe uma constatação que não pode ser ignorada:

a Ilha de Santana ganhou uma obra que durante muito tempo foi sonhada e reivindicada por seus moradores.

E quando uma comunidade conquista uma estrada adequada, não ganha apenas asfalto. Ganha tempo, segurança, mobilidade, acesso e novas possibilidades de desenvolvimento.

A política passa. Os candidatos passam. Os mandatos passam.

Mas uma estrada bem feita permanece para atender a população.

E talvez seja justamente por isso que, na Ilha de Santana, o discurso de reconhecimento tenha encontrado terreno fértil.



Feminicídio choca Macau e mobiliza forças de segurança durante a madrugada

 


Crime aconteceu por volta da 1h desta quinta-feira (17); companheiro da vítima é apontado como suspeito e foi levado ao hospital após ferimentos autoinfligidos

A cidade de Macau, na região salineira do Rio Grande do Norte, amanheceu sob o impacto de mais um caso de violência contra a mulher. Um crime com características de feminicídio foi registrado por volta da 1h da madrugada desta quinta-feira (17), deixando a sociedade salineira apreensiva.

De acordo com as informações repassadas à reportagem, a guarnição C01-10 foi acionada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para prestar apoio em uma ocorrência envolvendo uma mulher ferida por golpes de faca.

Ao chegar ao endereço informado, a equipe constatou que a vítima, Sueli Pinto do Nascimento, já estava sem vida.

O companheiro da vítima, Fábio da Silva Felipe, é apontado como suspeito do crime. Conforme as informações preliminares, ele teria resistido à abordagem inicial realizada pelos policiais. Após negociações, o homem acabou se rendendo.

Ainda segundo os dados apurados, o suspeito apresentava ferimentos provocados por ele próprio e foi encaminhado para uma unidade hospitalar para receber atendimento médico.

Enquanto os procedimentos eram realizados, a área onde ocorreu o crime permaneceu isolada e preservada pela guarnição policial, aguardando a chegada da equipe do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP), responsável pelos levantamentos periciais que poderão auxiliar na elucidação do caso.

O detalhe que chama atenção

Além da brutalidade do crime, o caso ganhou ainda mais repercussão em Macau devido à ligação familiar da vítima com ex-prefeito da cidade.

Segundo informações apuradas pelo Blog Cidade do Sal, Sueli Pinto do Nascimento era conhecida na cidade por ser irmã do ex-prefeito de Macau, Kerginaldo Pinto.

As circunstâncias do crime, a dinâmica dos acontecimentos e a motivação ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

O caso deve ser investigado pela Polícia Civil, que deverá reunir os elementos necessários para esclarecer a autoria, a motivação e as circunstâncias que resultaram na morte da vítima.

O Blog Cidade do Sal acompanha o caso e atualizará as informações à medida que novos dados oficiais forem divulgados.

 


Multidão toma as ruas de Vera Cruz para acompanhar e declarar apoio a Cadu de Lula

 


A cidade de Vera Cruz viveu uma noite de mais uma grande mobilização popular com a presença do candidato a governador Cadu de Lula, que reuniu uma multidão nas ruas para um piseiro que movimentou as principais ruas da cidade. O evento contou com a participação de lideranças locais e do Partido dos Trabalhadores, além do deputado federal Fernando Mineiro e de Rafael Motta, candidato ao Senado. A calorosa recepção dos moradores reafirmou a união da militância e o forte apoio da população à caminhada do Time que Cuida.

Durante o discurso, Cadu ressaltou a importância do engajamento popular para eleger parlamentares comprometidos com as causas sociais no Congresso Nacional e na Assembleia Legislativa. Ao lado dos deputados estaduais Divaneide Basílio e Ivanilson Oliveira, o pré-candidato reforçou que a política existe para transformar a vida das pessoas que dependem do serviço público.

Cadu lembrou melhorias promovidas no governo da professora Fátima Bezerra, como a recuperação da estrada que liga o município à cidade de Macaíba, e o reforço na segurança pública com viaturas novas e efetivo policial em Vera Cruz. Ele contrapôs esses avanços ao cenário de gestões passadas, quando os policiais trabalhavam sem salário e com veículos sucateados. Além disso, destacou que o grupo representa a verdade e o trabalho contínuo, diferentemente de candidaturas baseadas em aventuras de redes sociais.

Diante do público que lotou o evento, Cadu enfatizou que o projeto de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte caminhará integrado com o governo federal. Ele declarou para a multidão: “eu vou ser o próximo governador do Rio Grande do Norte, mas as transformações que eu vou fazer só vão ser possíveis se a gente, mais uma vez, pela quarta vez, eleger também o melhor presidente da história desse país, Luiz Inácio Lula da Silva".





Operação Dédalo: MPRN avança contra suposta rede de tráfico em Canguaretama e Vila Flor

 


Investigação que já havia passado pela Operação Ícaro ganha novo capítulo, com prisões preventivas e apreensão de drogas, dinheiro e celulares

O combate ao tráfico de drogas ganhou mais um capítulo nesta quinta-feira (17) no Rio Grande do Norte. O Ministério Público do Estado, por meio do MPRN, deflagrou a Operação Dédalo, voltada para investigar e desarticular um grupo suspeito de atuar com tráfico de drogas e associação para o tráfico nos municípios de Canguaretama e Vila Flor, no Litoral Sul potiguar.

A operação contou com o apoio da Polícia Militar e resultou no cumprimento de dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão.

Durante as diligências, foram encontrados aparelhos celulares, drogas e dinheiro em espécie. O material agora será analisado pelo Ministério Público, que pretende encontrar novas informações sobre a estrutura e o funcionamento do grupo investigado.

A investigação vai além das prisões



O ponto que chama atenção é que a Operação Dédalo não representa o início da investigação. Segundo o MPRN, a ação é um desdobramento da Operação Ícaro, realizada anteriormente.

Com a apreensão dos celulares e demais materiais, a expectativa dos investigadores é cruzar informações e identificar possíveis novos envolvidos, além de verificar se o grupo investigado pode ter relação com outros crimes registrados na região.

Ou seja, as duas prisões realizadas nesta quinta-feira podem não representar o fim da apuração. O conteúdo apreendido poderá indicar novos caminhos para a investigação e, eventualmente, levar a outras medidas judiciais.

Por que "Dédalo"?

O nome escolhido para a operação também carrega um significado simbólico.

Na mitologia grega, Dédalo foi o responsável pela construção do Labirinto de Creta, uma estrutura conhecida justamente por sua complexidade.

De acordo com o MPRN, a escolha do nome faz referência à suposta complexidade da estrutura investigada e ao trabalho das autoridades para identificar seus integrantes e desmontar a rede.

Investigação continua

Os dois presos permanecem à disposição da Justiça, enquanto o material apreendido passa por análise.

É importante destacar que os envolvidos são tratados, neste momento, como suspeitos, e a responsabilização criminal depende do andamento da investigação, do processo judicial e do devido processo legal.

A Operação Dédalo, portanto, deve ser vista como mais uma etapa de uma investigação que já estava em andamento. O que foi encontrado nesta quinta-feira poderá determinar os próximos passos do Ministério Público na tentativa de descobrir até onde chegava a suposta rede investigada em Canguaretama e Vila Flor.




Fonte: MPRN.

 


Por dívida de R$ 100 milhões, Femurn aciona Justiça e pede bloqueio de contas do Estadodo RN

 

Presidente da Femurn, José Augusto Rêgo, cita débitos da Farmácia Básica — José Aldenir/Agora RN


A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) acionou a Justiça para cobrar uma dívida superior a R$ 100 milhões do Governo do Estado referente ao financiamento da Farmácia Básica. A entidade pede o bloqueio de recursos estaduais e o pagamento de R$ 3 milhões mensais até a quitação do débito. Segundo o presidente José Augusto Rêgo, a cobrança é resultado de uma ação iniciada em 2012, cuja decisão já transitou em julgado.

A Femurn também cobra outros repasses atrasados, como ICMS, Fundeb, IPVA, royalties do petróleo e recursos do Programa Estadual de Transporte Escolar (Petern). A entidade estima que as pendências relacionadas às transferências constitucionais somem aproximadamente R$ 185 milhões. O Cosems/RN realiza um levantamento para definir quanto cada município terá direito a receber.

O Governo do Estado informou que repassaria cerca de R$ 137 milhões referentes ao ICMS e ao Fundeb e afirmou que esses pagamentos encerrariam as pendências dessas receitas. A Femurn, porém, contesta e diz que os valores correspondem a semanas anteriores e não abrangem todas as obrigações recentes. A entidade alerta que a continuidade dos atrasos poderá comprometer pagamentos de salários e fornecedores em alguns municípios.

A partir de sábado (19), entra em vigor a Lei nº 12.785/2026, que determina que os recursos municipais de ICMS, IPVA e Fundeb sejam separados em contas específicas e transferidos diretamente às prefeituras, sem passar pela Conta Única do Estado. A Femurn afirma que, caso esses recursos sejam movimentados pelo Governo, poderá pedir responsabilização por crime de responsabilidade e intervenção federal. A entidade também critica os atrasos no Petern, alegando que os municípios vêm arcando com despesas que seriam de responsabilidade estadual.

 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Em Pendências, o velho recado da política: se não é aliado, vira adversário

 


A política provinciana do interior do Rio Grande do Norte ainda parece sobreviver sob uma lógica antiga: quem está no mesmo lado é aliado; quem se distancia, rapidamente passa a ser tratado como adversário.

É dentro desse contexto que mais uma movimentação política chama atenção nos bastidores da Câmara Municipal de Pendências.

A discussão da vez envolve os vereadores Welliedna Figueiredo e Nanam Olégario, que teriam acumulado ausências em sessões legislativas. Diante da situação e das regras previstas no Regimento Interno da Casa, já existe um procedimento em andamento que poderá, em tese, resultar até na perda dos mandatos, caso sejam confirmadas as condições regimentais e legais para tal medida.

Os dois parlamentares foram notificados para apresentar suas respectivas defesas. A partir daí, caberá à Mesa Diretora analisar os argumentos apresentados e seguir os trâmites estabelecidos para tomar uma decisão.

O que chama atenção?

Mais do que a questão administrativa, o episódio ganha contornos políticos porque acontece em um ambiente onde as relações entre os grupos parecem cada vez mais marcadas pela velha lógica do “nós contra eles”.

E é justamente aí que surge a pergunta que circula nos bastidores:

Estamos diante apenas do cumprimento das regras da Câmara ou existe também um componente político nessa movimentação?

É importante separar as coisas. Se houve descumprimento das normas, o Regimento Interno deve ser cumprido, independentemente de quem seja o vereador. Da mesma forma, se os parlamentares apresentarem justificativas capazes de afastar qualquer irregularidade, elas precisam ser consideradas dentro do devido processo.

O problema começa quando as regras de uma Casa Legislativa passam a ser interpretadas conforme a conveniência dos grupos políticos.

O recado nas entrelinhas

Na política interiorana, muitas vezes o discurso oficial fala em regimento, legalidade e funcionamento institucional. Mas, nos bastidores, a leitura política costuma ser outra.

E o velho recado continua ecoando:

“Se não for nosso aliado, será nosso inimigo.”

Agora, caberá à Câmara de Pendências demonstrar que, nesse caso, não existe lado político: existe apenas o cumprimento das regras, com direito à defesa e respeito ao mandato conferido pelo eleitor.

Porque, no final das contas, mandato de vereador não pertence à Mesa Diretora, nem ao grupo político de ocasião.

Pertence ao eleitor.