quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Seis cidades do RN têm locais de votação alterados para o 2º turno; veja no BLOG as mudanças

 


A Justiça Eleitoral mudou os locais de votação em seis cidades do Rio Grande do Norte para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo (25). As alterações atingem 24 seções eleitorais em Bodó, Lagoa Nova, Currais Novos, Doutor Severiano, Upanema e Caraúbas.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), as mudanças foram motivadas por problemas de acessibilidade, falta de espaço, calor excessivo e dificuldades na estrutura dos prédios utilizados no primeiro turno.

A orientação é que os eleitores confiram novamente o endereço do local de votação antes de sair de casa, mesmo que tenham votado normalmente no primeiro turno.

A consulta pode ser feita pelo aplicativo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). De acordo com o tribunal, as alterações feitas pelos cartórios eleitorais são atualizadas imediatamente nesses canais.

Veja os locais de votação alterados no RN

Bodó

As seções 188 e 190, que funcionaram na Escola Estadual Sérvulo Pereira do Nascimento no primeiro turno, serão transferidas para o Centro de Convivência de Idosos.

Lagoa Nova

As seções 157, 161, 184, 185 e 216, antes instaladas na Escola Municipal João XXIII, funcionarão na Escola Estadual Manoel Luís de Maria.

Currais Novos

As seções 128, 129, 136, 144 e 147, que funcionaram na Escola Municipal Professor Humberto Gama, serão transferidas para a Escola Municipal Professor Francisco Rosa.

Segundo o TRE-RN, as mudanças em Bodó, Lagoa Nova e Currais Novos atendem a solicitações de mesários, eleitores e coordenadores de acessibilidade, após dificuldades de acesso identificadas no primeiro turno.

Doutor Severiano

As seções 10/12, 66/74 e 82/11, antes instaladas na Escola Estadual Coronel João Pessoa, funcionarão na Escola Municipal Sonho Infantil.

A mudança ocorreu após relatos de calor excessivo, concentração de eleitores e problemas na rede elétrica das salas utilizadas para votação.

Upanema

A seção 32, que funcionou na Câmara Municipal de Upanema no primeiro turno, será transferida para a Escola Municipal Professora Maria Gorete de Macêdo.

De acordo com o TRE-RN, a mudança busca oferecer mais espaço para a formação de filas e melhorar a organização do atendimento aos eleitores.

Caraúbas

Oito seções eleitorais voltarão a funcionar na Escola Estadual Sebastião Gurgel.

As seções 03, 04, 05 e 06, que foram transferidas temporariamente para a Escola Jardim de Infância Hugolino de Oliveira, e as seções 07, 08, 28 e 41, que funcionaram no Centro Especializado de Reabilitação Manoel Francisco das Chagas, retornarão ao prédio original.

A mudança ocorre porque a reforma prevista para a escola não foi iniciada. Além disso, mesários relataram falta de espaço nos locais provisórios.

 


RN tem a quarta maior proporção de trabalhadores na escala 6x1 do Nordeste; 141,4 mil vínculos são afetados e presidente Lula explica

 


O Rio Grande do Norte ocupa a quarta posição entre os estados do Nordeste com maior proporção de trabalhadores formais submetidos à escala 6x1, regime em que o empregado trabalha seis dias consecutivos para ter um dia de descanso. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), com referência a dezembro de 2025.

Dos 473,7 mil vínculos formais registrados no estado, 141,4 mil estão enquadrados nessa jornada, o equivalente a 29,89% do total. O percentual potiguar supera a média do Nordeste, que é de 28,50%, e evidencia o alcance que uma eventual mudança na legislação trabalhista poderá ter sobre os trabalhadores do estado.

No ranking regional, o Rio Grande do Norte fica atrás de Alagoas, com 32,9%; Bahia, com 32,52%; e Sergipe, com 30,9%.

Em todo o Brasil, 14,7 milhões dos 44,5 milhões de trabalhadores com vínculo formal regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) estavam submetidos à escala 6x1, o equivalente a 33,2% do total.

Lula defende o fim da escala 6x1 e rebate críticas

A mudança na jornada de trabalho também está no centro do debate político nacional. Na última sexta-feira, 16, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, afirmou a empresários em Juiz de Fora (MG) que “ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6x1”.

Durante a manifestação, Lula também criticou seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o de querer enfraquecer os direitos trabalhistas.

“Eles querem destruir todos os direitos trabalhistas, porque eles não representam os interesses do povo trabalhador”, declarou o presidente.

Mudança pode alcançar milhares de trabalhadores potiguares

A discussão sobre o fim da escala 6x1 envolve diretamente 141,4 mil vínculos formais no Rio Grande do Norte, segundo os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A proposta em debate prevê dois dias de descanso semanal e a redução gradual da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais. A implementação e os efeitos da mudança dependerão do texto legal aprovado e das regras de transição estabelecidas.

Para os trabalhadores potiguares, a discussão vai além dos números: envolve qualidade de vida, tempo para a família e condições de trabalho. Para os empregadores, o desafio é adaptar as jornadas sem comprometer a organização das atividades e os custos de funcionamento.


Movimentação pró-Allyson em Macau: buscar votos é importante, mas uma demonstração de fraqueza pode atrapalhar, ou não?

 


Existe uma velha máxima em tempos de eleição: a busca pelo voto é sempre importante.

Mas será que toda movimentação política produz o resultado esperado?

A mobilização pró-Allyson, realizada em Macau na noite da última terça-feira (20), levanta uma pergunta que não quer calar: vale a pena promover um ato político quando as imagens transmitem a impressão de pouca participação popular?

O questionamento ganha ainda mais relevância diante do cenário de equilíbrio que se desenha na disputa política do Rio Grande do Norte, onde cada movimento pode fazer diferença na corrida eleitoral.

Na política, imagem também comunica.

Uma mobilização pode ser planejada para conquistar novos apoios, demonstrar força e animar a militância. No entanto, quando o resultado visual fica aquém das expectativas, o efeito pode ser justamente o contrário do desejado.

É preciso considerar, sobretudo, o comportamento do eleitor indeciso.

Ao observar uma movimentação com pouca adesão aparente, ele pode questionar a força eleitoral do candidato e até reconsiderar sua intenção de voto. Isso não significa que uma mobilização isolada determine o resultado das urnas, mas, em uma eleição disputada, a percepção de força ou fragilidade pode influenciar o debate político.

Por outro lado

A quantidade de pessoas em um ato não é o único indicador de competitividade eleitoral. Uma candidatura também precisa ser avaliada pela capacidade de articulação, pela presença nos municípios, pela consistência das alianças e, principalmente, pelo apoio que consegue transformar em votos.

Diante disso, fica a reflexão: uma movimentação política como a realizada em Macau ajuda ou atrapalha a candidatura de Allyson Bezerra?

Na política, buscar votos é fundamental. Mas saber mobilizar, comunicar força e conquistar a confiança do eleitor também faz parte do jogo.

Em Macau, essa realidade demonstrada na noite de ontem(20), parece que não aconteceu.

 

 


TRE-RN proíbe General Girão e Camila Araújo de usar som perto de escolas e universidades

 


Liminar estabelece distância mínima de 200 metros de instituições de ensino e prevê multa de R$ 15 mil por descumprimento

A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte determinou, em decisão liminar, que o deputado federal General Girão e a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo, ambos do PL, não utilizem equipamentos de amplificação sonora a menos de 200 metros de escolas e universidades.

A decisão foi assinada nesta terça-feira (20) pelo desembargador eleitoral Paulo Augusto Pinheiro da Silva, após a repercussão de um ato político realizado nas proximidades da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. A manifestação, ocorrida na segunda-feira (19), terminou em confronto verbal e agressões entre militantes do PL e estudantes.

A medida proíbe o uso de alto-falantes, amplificadores, carros de som, minitrios e paredões nas proximidades das instituições de ensino até o encerramento da votação do segundo turno das eleições. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 15 mil por ato, aplicada individualmente.

Na decisão, o magistrado ressaltou que o direito de reunião e a liberdade de manifestação política não justificam atos de violência, destacando que a Constituição Federal assegura o direito de reunião pacífica.

A liminar foi concedida em representação por propaganda eleitoral irregular apresentada pela coligação Time Que Cuida e por Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte.

A decisão coloca limites à propaganda sonora em áreas de ensino e reforça que a disputa eleitoral deve respeitar as regras da Justiça Eleitoral, o ambiente acadêmico e o direito à manifestação pacífica.

 


Eleição: RN terá transporte gratuito entre cidades no segundo turno

 


Os eleitores do Rio Grande do Norte que precisam viajar entre municípios para votar no segundo turno das eleições, marcado para domingo 25, terão transporte intermunicipal gratuito. A retirada dos bilhetes começou às 4h30 de segunda-feira 19 e continuará até as 20h de sexta-feira 23. O benefício contempla viagens de ida e volta, além das linhas metropolitanas que atendem à Grande Natal, conforme as regras divulgadas pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER-RN).

A medida foi regulamentada pela Portaria nº 055/2026, publicada no dia 14, com base no Decreto Estadual nº 35.957, de 8 de outubro. O objetivo é permitir que os eleitores se desloquem até os municípios onde estão registrados para votar e retornem às cidades onde residem, sem despesas com passagens. No sistema rodoviário intermunicipal, o benefício começa às 4h30 de sábado 24, um dia antes da votação. Segundo o comunicado mais recente do DER-RN, divulgado nesta terça-feira 20, o retorno dos eleitores estará garantido até as 16h de segunda-feira 26. A portaria publicada anteriormente estabelecia o encerramento às 17h, diferença que exige atenção dos passageiros ao programar a viagem de volta.

Para obter os bilhetes, os interessados devem procurar os guichês da Associação das Empresas de Transportes Intermunicipais de Passageiros do Estado do Rio Grande do Norte (Transpasse), da Associação Norte-Riograndense dos Permissionários do Transporte Opcional de Médio Porte (Atomp) ou das empresas permissionárias que operam as linhas rodoviárias.

A emissão exige a apresentação do título de eleitor, do aplicativo e-Título ou de outro documento físico ou eletrônico considerado válido para comprovar a identidade e o local de votação. Os bilhetes deverão ser apresentados antes do embarque. 

 


Após confusão na UFRN, MPF vai apurar atos de intimidação em universidades

 


O Ministério Público Federal (MPF) anunciou nesta terça-feira 20 que abriu um procedimento para investigar episódios de “intimidação, censura e ameaças à liberdade de reunião e de expressão” da comunidade acadêmica do Rio Grande do Norte durante o período eleitoral.

A medida foi anunciada um dia depois do confronto entre participantes de uma manifestação bolsonarista e estudantes ligados à esquerda na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. O episódio também foi encaminhado para análise nas áreas eleitoral e criminal do órgão.

Conduzida pela Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), a apuração abrange os fatos registrados na UFRN e também no câmpus de Apodi do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) e na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró.

O documento de abertura do procedimento menciona relatos de manifestações que estariam sendo alvo de “supostas tentativas de bloqueio, com remoção de cartazes e faixas, incitamento à violência; e uso indevido de prerrogativas de autoridade”. Na comunicação divulgada nesta terça-feira, o MPF não individualizou as responsabilidades pelas condutas relatadas nem detalhou os acontecimentos registrados em Apodi e Mossoró.

As três instituições receberam ofícios com pedidos de informações. Elas deverão apresentar dados sobre as ocorrências e esclarecer “quais medidas de proteção foram adotadas”, além de informar as eventuais regras internas para a realização de manifestações. As respostas deverão subsidiar a apuração sobre as condições de exercício das liberdades de expressão e de reunião nos ambientes acadêmicos durante a disputa eleitoral.

Ao tratar especificamente da confusão na UFRN, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão informou que encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral e ao Núcleo Criminal da Procuradoria da República no Rio Grande do Norte. A providência foi tomada, segundo o comunicado, diante da “prática de atos violentos e danosos ao patrimônio público”, para a “adoção das medidas cabíveis”.

 


terça-feira, 20 de outubro de 2026

BTG/Nexus: Flávio Bolsonaro tem 50,3% e Lula 49,7%; disputa presidencial fica ainda mais acirrada

 


Diferença entre os candidatos cai para apenas 0,6 ponto percentual, segundo levantamento divulgado nesta segunda-feira (19). Resultado aponta empate técnico na corrida pelo Palácio do Planalto.

A disputa pela Presidência da República entra em uma fase de maior equilíbrio, segundo a nova pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (19). O levantamento mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 50,3% dos votos válidos, contra 49,7% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Os números indicam uma diferença de apenas 0,6 ponto percentual entre os dois candidatos, configurando um cenário de empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos percentuais informada pela pesquisa.

Na rodada anterior, divulgada em 13 de outubro, Flávio aparecia com 51,6%, enquanto Lula registrava 48,4% dos votos válidos. Agora, a distância diminuiu consideravelmente, deixando a disputa ainda mais apertada.

Votos totais também mostram equilíbrio

Quando são considerados os votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro aparece com 46,5% das intenções de voto, enquanto Lula soma 45,9%. Na intenção espontânea, quando o entrevistado responde sem receber uma lista de candidatos, os dois aparecem empatados em 44,5%.

Nordeste e Sul apresentam cenários distintos

O levantamento também revela diferenças regionais importantes. No Nordeste, Lula mantém vantagem expressiva, com 66,2% das intenções de voto, contra 27,9% de Flávio Bolsonaro.

Já no Sul do país, o cenário se inverte: Flávio registra 61%, enquanto Lula aparece com 31,4%.

Os números mostram que a disputa nacional reúne realidades eleitorais bastante diferentes entre as regiões, tornando cada segmento do eleitorado importante para o resultado final.

Rejeição segue elevada para os dois candidatos

Outro dado que chama a atenção é a rejeição. Segundo a pesquisa, 47,8% dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum. No caso de Flávio Bolsonaro, o índice é de 46,8%.

A proximidade entre os percentuais indica que ambos enfrentam resistência significativa de parte do eleitorado.

Metodologia

A pesquisa BTG/Nexus entrevistou 2.002 eleitores entre os dias 16 e 18 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro informado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-04499/2026.

É importante destacar que as diferenças observadas entre as duas rodadas estão dentro da margem de erro. Portanto, os números, isoladamente, não comprovam uma mudança efetiva na preferência dos eleitores.

A disputa está aberta, mas a pesquisa não define o resultado das urnas. Com os dois candidatos tecnicamente empatados, o cenário exige cautela na análise: décimos percentuais não representam uma vitória consolidada, e a decisão dependerá do comportamento dos eleitores até o momento da votação.

 


Confronto entre bolsonaristas e estudantes de esquerda termina em agressões dentro da UFRN, em Natal

 


Uma manifestação de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro terminou em confronto com estudantes ligados à esquerda no fim da tarde desta segunda-feira (19), nas imediações do Centro de Tecnologia e do Setor de Aulas IV da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. Convocado para as 16h com o tema “UFRN anti-Lula”, o ato reuniu carro de som, faixas e o boneco inflável Pixuleco, utilizado em protestos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Imagens divulgadas nas redes sociais mostram troca de socos, chutes e empurrões entre participantes dos dois grupos.

Entre os participantes da manifestação estavam o deputado federal General Girão (PL), a vereadora de Natal e deputada estadual eleita Camila Araújo (PL), o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima, e Paula Castelo Branco, apontada como liderança do movimento Direita UFRN. 

Os organizadores apresentavam críticas aos cortes orçamentários, às condições da estrutura universitária e a promessas atribuídas ao governo Lula para o ensino superior. A mobilização provocou um contraprotesto de estudantes de esquerda, que exibiram faixas em apoio ao presidente. A tensão aumentou junto ao portão do Setor IV, que ficou danificado após o tumulto.

Os relatos sobre o início da confusão são divergentes.

O estudante de Jornalismo Henrique Neiva afirmou ter sido agredido por integrantes do grupo bolsonarista e relatou que teve um dente quebrado. Outro jovem teria ficado com os óculos quebrados. Já o estudante Fernando Neto afirmou que integrantes da esquerda tentaram impedir o ato com pedras e cocos e perfuraram o boneco Pixuleco com uma faca. 

Uma participante também relatou uma suposta tentativa de atingir General Girão com uma pedra e alegou ter visto uma faca e uma arma de fogo. O professor Henrique Wellen, que tentou mediar a situação, relatou provocações, xingamentos e agressões pontuais, destacando que a vigilância universitária tinha efetivo insuficiente para controlar o conflito.

A ocorrência também mobilizou a fiscalização eleitoral. Uma equipe da Justiça Eleitoral, acompanhada por policiais do 5º Batalhão da Polícia Militar, foi ao local, mas os manifestantes já haviam se dispersado. O ato foi denunciado pelo aplicativo Pardal por possível propaganda eleitoral irregular. 

A legislação eleitoral restringe a propaganda em bens públicos, mas a liberdade de manifestação política nas universidades também é protegida por decisões judiciais. Assim, a presença de conteúdo político, isoladamente, não comprova uma infração. O episódio deixa a necessidade de apurar as agressões, esclarecer as versões apresentadas e identificar eventuais responsabilidades, sem transformar acusações ainda não comprovadas em fatos definitivos.

 


FPM e FPE devem ter alta de 34% em novembro

 


De acordo com as informações do site Brasil 61, o boletim de setembro de 2026 da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) projeta um crescimento de 34% nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE) em novembro, na comparação com outubro.

Em setembro, as transferências somaram R$ 34,3 bilhões, já descontada a parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor representa um aumento de 13,4% em relação a agosto, quando os repasses totalizaram R$ 30,3 bilhões.

Para outubro, a STN estima uma alta de 4,8% em relação a setembro. Já para dezembro, a projeção é de crescimento de 11% na comparação com novembro.

Os percentuais referentes a outubro, novembro e dezembro são estimativas, e não valores já transferidos ou garantidos. As variações comparam cada mês ao imediatamente anterior, sem considerar o desempenho no mesmo período de 2025.

Efeito da inflação

O especialista em orçamento público Cesar Lima explica que parte do crescimento dos repasses do FPM e do FPE em 2026 está associada à inflação. Segundo ele, além das incertezas relacionadas ao processo eleitoral brasileiro, o cenário internacional tem pressionado os preços dos combustíveis.

“Isso acaba ecoando por toda a cadeia produtiva, desde o preço do frete até o preço final do que chega ao consumidor, desde uma blusa até o alimento que vai à mesa todos os dias”, afirma.

Nesse contexto, segundo o economista, a elevação dos preços pode contribuir para o aumento da arrecadação tributária e, consequentemente, dos valores distribuídos aos estados e municípios. Isso significa que parte do crescimento nominal dos repasses pode refletir a inflação, sem representar, necessariamente, uma expansão real da economia na mesma proporção.


Eleições 2026: nenhum eleitor pode ser preso a partir desta terça

 


A partir desta terça-feira (20), cinco dias antes do segundo turno das eleições, nenhum eleitor pode ser preso ou detido por qualquer autoridade, com exceção de prisões em flagrante delito, prisões realizadas em razão de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto expedido pela Justiça Eleitoral.

A medida está prevista no artigo 236 do Código Eleitoral e tem como objetivo evitar que prisões ou detenções impeçam a participação de eleitores no pleito.

A legislação prevê ainda que, caso ocorra alguma prisão nesse período, a pessoa detida deverá ser imediatamente apresentada ao juiz competente. Se a autoridade judicial constatar que a detenção é ilegal, deverá determinar a soltura e responsabilizar quem a realizou.

A regra também foi aplicada no primeiro turno das eleições, realizado no último dia 4.

Candidatos 

Desde 10 de outubro, 15 dias antes da votação, candidatos que disputam o segundo turno também não podem ser presos ou detidos, exceto em flagrante delito. A mesma garantia se estende a mesários e fiscais de partido durante o exercício de suas funções, nos termos da legislação eleitoral.




Agência Brasil

 


Interior do RN pode perder até 18% da renda com estagnação de aposentadorias e benefícios sociais

 


A interrupção dos ganhos reais das aposentadorias e dos benefícios sociais pode deixar a renda agregada dos municípios do interior do Rio Grande do Norte até 18% abaixo do cenário de valorização dos pagamentos nos próximos três anos. A estimativa é de estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), da Universidade de São Paulo (USP), que aponta o estado potiguar entre os mais vulneráveis do país à estagnação das transferências públicas.

O levantamento destaca a importância das aposentadorias, do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e do Bolsa Família para a economia dos municípios fora das regiões metropolitanas. Em muitas dessas cidades, os recursos garantem o sustento de milhares de famílias e movimentam supermercados, farmácias, mercadinhos, feiras e pequenos prestadores de serviços, fortalecendo o comércio local e ajudando a manter empregos.

Segundo as simulações, a ausência de reajustes acima da inflação pode provocar uma diferença de 17% a 18% na renda agregada do interior potiguar em comparação com um cenário de manutenção dos ganhos reais. É importante esclarecer que essa projeção não significa uma queda já confirmada na economia, mas uma estimativa dos possíveis efeitos da perda de poder de compra das famílias beneficiárias.

Os reflexos podem ultrapassar o orçamento doméstico e atingir diretamente a atividade econômica e a arrecadação dos municípios. Com menos dinheiro circulando, o comércio pode vender menos, reduzir contratações e adiar investimentos. Em cidades onde aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais sustentam boa parte do consumo, a redução desses recursos representa um risco para pequenos negócios e trabalhadores.

O estudo também alerta para o agravamento da pobreza caso os benefícios deixem de registrar ganhos reais. Em nível nacional, a simulação indica que aproximadamente 2,7 milhões de pessoas a mais poderiam estar em situação de pobreza nos municípios fora das regiões metropolitanas, incluindo cerca de 2,4 milhões em extrema pobreza. Para o Rio Grande do Norte, a pesquisa evidencia uma exposição proporcional elevada, embora os dados apresentados não permitam calcular quantas pessoas seriam diretamente afetadas no estado. O alerta reforça a importância da política de valorização dos benefícios para a proteção social e a sustentação da economia do interior.

 


Operação Mederi: Justiça autoriza DisMed a voltar a contratar com poder público

 

Fonte Jornal de Fato

Nove meses após a Polícia Federal deflagrar a Operação Mederi, a empresa DisMed - Distribuidora de Medicamentos, que está no centro das investigações, recebeu autorização da Justiça Federal para voltar a disputar licitações e contratar com o poder público, exceto em Mossoró e outros cinco municípios da região alcançados pela operação.

A Mederi foi deflagrada no dia 27 de janeiro de 2026 para desmantelar um esquema de desvio de recursos da saúde pública de Mossoró e de outros municípios, por meio de contratos fraudulentos firmados por prefeituras com empresas como a DisMed. A Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do então prefeito de Mossoró e agora candidato a governador Allyson Bezerra (União Brasil). Ele é apontado, segundo a PF, no “topo” do esquema criminoso.

A liberação para a DisMed voltar a contratar com o poder público foi noticiada em primeira mão pelo jornalista Dinarte Assunção, diretor do Blog do Dina. A defesa pedia desde junho, mas a decisão só saiu agora em outubro.

Na petição daquele mês, a defesa chamou a suspensão de desproporcional: segundo ela, a medida impedia a DisMed de contratar com “mais de 94%” dos seus potenciais clientes públicos. Em setembro, voltou ao tema com um relatório de auditoria externa e o argumento de que, sem contratos, a empresa ficaria sem faturamento para responder a uma eventual condenação.

“O resultado não era o esperado. Até aqui, o tribunal vinha mantendo fechada a porta do setor público: ao liberar ex-sócios para trabalhar na iniciativa privada, o relator conservou a proibição de contratos, ajustes ou vínculos de qualquer natureza com entes da Administração Pública direta ou indireta, em qualquer esfera”, noticiou o jornalista.

A autorização chega depois de meses em que a DisMed não deixou de vender ao poder público. Como o Blog do Dina mostrou numa reportagem publicada em setembro, 46 municípios do Rio Grande do Norte empenharam R$ 1,8 milhão para a empresa depois da operação. O laudo anexado pela própria defesa lista nove atas e contratos novos com órgãos públicos, todos datados depois das buscas.

“Nos seis municípios investigados, a base do TCE não registrava nenhuma venda depois da operação. É essa a fronteira que a decisão agora torna oficial”, destaca a reportagem.

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Guamaré navega rumo a novas oportunidades com formação de profissionais para o setor marítimo

 


A gestão municipal de Guamaré dá mais uma demonstração de compromisso com a qualificação profissional e a geração de oportunidades para os filhos da terra. Em uma cidade cuja realidade está diretamente ligada ao mar, investir na formação de profissionais para a atividade marítima é reconhecer uma vocação natural do município e transformá-la em possibilidade de trabalho e renda.

Em parceria com a Marinha do Brasil, a Prefeitura de Guamaré, por meio da Secretaria Municipal de Pesca e Carcinicultura, celebrou a conclusão de mais uma etapa importante com a formatura dos participantes do Curso de Marinheiro Auxiliar de Convés (MAC).

Mais do que a entrega de certificados, a iniciativa representa a abertura de novos caminhos profissionais para homens e mulheres que buscam qualificação e melhores condições de inserção no mercado de trabalho. Cada formando leva consigo o resultado de seu esforço e a oportunidade de iniciar uma nova jornada profissional.

Poucas cidades do litoral potiguar conseguem oferecer oportunidades de capacitação tão alinhadas às necessidades de sua própria realidade econômica e geográfica. Para Guamaré, que tem no mar uma parte importante de sua identidade e de sua atividade produtiva, preparar profissionais para o setor marítimo é uma iniciativa que merece destaque.

A qualificação também contribui para fortalecer a atividade pesqueira e marítima, ampliar as perspectivas de emprego e valorizar a mão de obra local, permitindo que os próprios conterrâneos estejam mais preparados para ocupar espaços no mercado de trabalho.

O desafio, daqui para frente, é dar continuidade a iniciativas como essa, ampliando o acesso à formação profissional e criando condições para que a qualificação se transforme, efetivamente, em emprego, renda e desenvolvimento.

Guamaré segue navegando em busca de um futuro com mais oportunidades. E quando a gestão pública investe na capacitação de sua gente, o resultado esperado vai além dos certificados: é uma população mais preparada para construir seu próprio caminho.

 



Já combinaram com os russos; desde quado eleição se ganha antes das urnas?...

 


Como diria o saudoso Garrincha: “Já combinaram com os russos?”

A pergunta histórica do craque brasileiro surgiu diante da certeza de muitos sobre uma vitória fácil da Seleção Brasileira. Para Garrincha, faltava combinar o resultado com os adversários.

Décadas depois, a frase continua atual e parece cair como uma luva no cenário político potiguar.

Parte da imprensa do Rio Grande do Norte já aponta que o apoio de Paulinho Freire e de sua base política poderá garantir uma votação expressiva a Allyson Bezerra em Natal. Mas fica a pergunta: já combinaram esse resultado com o eleitor da capital?

Na política, apoio de liderança tem peso, estrutura partidária conta e articulação pode fazer diferença. Mas nenhuma dessas variáveis representa, por si só, garantia de votos. O eleitor tem vontade própria, avalia cenários, muda de opinião e nem sempre acompanha o roteiro traçado pelos grupos políticos.

Enfim

Uma coisa é reunir apoios e demonstrar força nos bastidores. Outra, bem diferente, é transformar essa movimentação em votos nas urnas.

É preciso cautela com previsões antecipadas e discursos que tratam como certa uma votação que ainda depende da decisão soberana do eleitor.

Voto não se conta antes de as urnas serem abertas. E, no atual cenário eleitoral do Rio Grande do Norte, a provocação de Garrincha nunca pareceu tão apropriada.

No fim das contas, fica a pergunta: já combinaram com os russos?

 


Macau se movimenta por Cadu, enquanto grupo do adversário permanece em silêncio na terra das salinas

 


A dez dias do fim da campanha, a movimentação liderada pela prefeita Flavinha Veras e por petistas salineiros chama a atenção para o papel de Macau na disputa estadual.

Enquanto o grupo político que apoia o ex-prefeito de Mossoró mantém pouca exposição pública em Macau, o grupo da prefeita Flavinha Veras intensifica as movimentações políticas neste trecho decisivo da campanha. Nos últimos dez dias, a cidade salineira tem acompanhado uma mobilização que envolve lideranças, militantes e apoiadores do projeto político de Cadu.

O movimento ganhou repercussão estadual quando Cadu esteve em Macau e utilizou as imagens de um grande arrastão para mostrar a mobilização popular em torno de sua candidatura. A manifestação foi apresentada como demonstração de apoio e como parte do discurso de que o Rio Grande do Norte deve continuar no rumo defendido pelo seu grupo político.

Naquele momento

Macau colocou suas ruas no centro do debate eleitoral potiguar. A multidão que participou do arrastão virou imagem de campanha e passou a integrar a estratégia política de Cadu para dialogar com o eleitorado do interior.

O resultado das urnas no primeiro turno deu novos contornos à disputa, e a participação de Macau nessa mobilização passou a ser lembrada pelo grupo governista como parte do esforço político em favor da candidatura.

Agora

A região salineira vive a expectativa de uma nova movimentação de Cadu durante o segundo turno. A possível volta do candidato à cidade alimenta a expectativa de mais um ato público, capaz de reunir lideranças e apoiadores em torno da campanha.

Quem está nas ruas e quem prefere o silêncio?

Na política, a reta final costuma ser marcada por gestos, presença pública e demonstrações de força. Em Macau, a diferença de comportamento entre os grupos chama a atenção: de um lado, a mobilização promovida pela prefeita Flavinha Veras e por aliados petistas; do outro, a pouca visibilidade pública do grupo que apoia o adversário.

A pergunta que fica é: qual será o papel de Macau nos últimos dias dessa disputa estadual? A movimentação política da cidade já ganhou espaço no discurso de campanha de Cadu, mas o desfecho eleitoral dependerá da decisão soberana dos eleitores nas urnas.

Uma coisa é certa: quem pretende demonstrar força política precisa ocupar espaços, reunir suas lideranças e apresentar publicamente suas articulações. Em Macau, Flavinha Veras e seus aliados escolheram fazer essa movimentação às claras, enquanto o comportamento dos demais grupos permanece sob observação no cenário político salineiro.