terça-feira, 27 de outubro de 2026

STF garante piso nacional do magistério a professores temporários, mas limita pagamento retroativo

 


Decisão do Supremo Tribunal Federal estabelece que o direito ao piso salarial também vale para professores contratados temporariamente. Para os estados e municípios que ainda não adotaram o pagamento, os efeitos começam em 1º de janeiro de 2027.

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu como será aplicada a decisão que garante aos professores temporários da rede pública de educação básica o direito ao piso salarial nacional do magistério.

Por unanimidade, os ministros decidiram que os efeitos financeiros da medida não serão aplicados retroativamente de forma geral. Para os estados e municípios que ainda não cumprem essa regra, o pagamento deverá começar a produzir efeitos a partir de 1º de janeiro de 2027.

A decisão foi concluída em 23 de outubro, durante julgamento virtual, e esclarece os efeitos de um entendimento firmado pelo Tribunal em abril de 2026.

O que muda na prática?

O STF reconheceu que os professores contratados temporariamente também têm direito ao piso nacional do magistério, previsto na Lei nº 11.738/2008. Isso significa que o fato de um professor não ser efetivo, ou seja, não ter ingressado no serviço público por concurso para um cargo permanente, não pode ser usado, por si só, para negar essa garantia salarial.

Entretanto, o Supremo estabeleceu limites para a cobrança de valores referentes a períodos anteriores.

Quem poderá receber valores retroativos?

A decisão preserva duas situações importantes:

  • Processos judiciais em andamento até 16 de abril de 2026: ficam ressalvadas as ações que já estavam em curso na data do julgamento do mérito.
  • Decisões judiciais definitivas: continuam preservadas as decisões que já reconheceram o direito ao pagamento do piso.

Portanto, a limitação da retroatividade não significa que todos os professores perderam o direito de cobrar diferenças salariais anteriores. A possibilidade de receber esses valores dependerá da situação de cada caso e das ressalvas estabelecidas pelo STF.

O que isso significa para estados e municípios?

Os governos estaduais e as prefeituras que ainda não implementaram o piso para os professores temporários terão até o início de 2027 para começar a cumprir essa obrigação, conforme os efeitos temporais definidos pelo Supremo.

A medida também tem impacto nas administrações municipais, que precisam observar a legislação nacional do magistério e organizar seus orçamentos para cumprir a decisão.


PF aciona autoridades argentinas após suspeita de saída de Flávio Bolsonaro do Brasil

 


A Polícia Federal acionou autoridades argentinas nesta terça-feira (27) para apurar informações de que o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria cruzado a fronteira rumo à Argentina e planejado seguir para os Estados Unidos em um avião particular.

A suspeita foi divulgada pelo jornal argentino Infobae, mas o governo da Argentina negou que o parlamentar tenha entrado no país. O senador Rogério Marinho (PL) também contestou a informação.

O caso ganhou repercussão após Flávio informar que foi intimado a entregar seus passaportes à Polícia Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que também o proibiu de deixar o Brasil.

Até o momento, não há confirmação de que Flávio Bolsonaro tenha deixado o país ou embarcado na aeronave mencionada nas reportagens.

 


Cadu Xavier promete equilíbrio fiscal e cobra maior contribuição dos Poderes

 


O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), já sinaliza os principais desafios que terá pela frente a partir de janeiro de 2027. E o maior deles tem nome e sobrenome: um déficit previdenciário que, segundo ele, chega perto de R$ 200 milhões por mês.

Em entrevista à Jovem Pan News Natal, nesta terça-feira (27), Cadu defendeu que os Poderes estaduais, entre eles o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e o Tribunal de Contas, discutam uma participação maior no financiamento da Previdência estadual. O argumento é que os servidores dessas instituições também se aposentam pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado (Ipern).

O governador eleito afirma que pretende buscar o equilíbrio das contas sem transformar o servidor público em culpado pela crise. A proposta é fazer a arrecadação crescer mais do que as despesas. Resta saber como esse objetivo será colocado em prática diante do tamanho do rombo financeiro.

Salários e obras também entram na pauta

Cadu reconheceu que algumas funções estratégicas do Estado, como a direção de grandes hospitais, têm remuneração baixa diante da responsabilidade exigida. Defendeu discutir a valorização desses profissionais, mas sem ignorar a realidade de quem vive com um salário mínimo.

Na infraestrutura, a terceira ponte sobre o Rio Potengi, estimada entre R$ 600 milhões e R$ 700 milhões, dependerá de articulação e recursos federais. A duplicação da BR-304 e o hospital metropolitano também estão entre as prioridades anunciadas.

Governo terá a marca de Cadu

Ao falar sobre sua relação com a governadora Fátima Bezerra (PT), Cadu demonstrou gratidão e lealdade à antecessora, mas deixou claro que pretende imprimir seu próprio estilo à administração. “O governador eleito fui eu”, afirmou, numa sinalização de autonomia política.

Ele também disse que não fechará as portas para indicações de deputados, desde que os nomes atendam a três critérios: honestidade, capacidade técnica e sensibilidade social.

Concursos, saúde e segurança

A recomposição dos efetivos da segurança pública, saúde e educação dependerá da capacidade financeira do Estado. Cadu evitou prometer um número de convocações e afirmou que pretende avaliar a situação de cada área antes de tomar decisões.

Na saúde, anunciou que quer um diagnóstico detalhado da fila de cirurgias eletivas, que, segundo ele, reúne aproximadamente 20 mil pessoas. A transição também deverá levantar a situação de todas as secretarias, identificando problemas e prioridades.

O petista ainda prometeu dialogar com prefeitos, deputados e lideranças de diferentes campos políticos, além de discutir a adaptação dos incentivos fiscais à reforma tributária e a redução da burocracia no licenciamento ambiental.

O discurso está feito. Agora, vêm os resultados.

Cadu Xavier assume com desafios que exigem mais do que articulação política e boas intenções. O déficit previdenciário, a necessidade de investimentos, as filas na saúde e a recomposição dos servidores cobram respostas concretas.

O novo governador diz que pretende deixar para trás as disputas eleitorais e trabalhar pelo Rio Grande do Norte. A população, por sua vez, espera que as promessas de campanha se transformem em ações, com transparência, responsabilidade fiscal e serviços públicos que funcionem de verdade.

 


IFRN abre 470 vagas em cursos gratuitos de especialização no RN; Macau e Ipanguaçu ficam de fora

 


Sem inclusão do Campus de Macau, Ipanguaçu que fazem aprte da região do vale salineira, O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) abriu inscrições para 470 vagas em cursos gratuitos de pós-graduação lato sensu, na modalidade de especialização. As oportunidades estão distribuídas em 12 cursos, oferecidos em oito campi da instituição.

As inscrições podem ser feitas até 15 de novembro, exclusivamente pela internet, por meio do Portal do Candidato. A taxa é de R$ 80, com prazo para pagamento até 16 de novembro.

Os cursos são oferecidos nos campi João Câmara, Lajes, Natal-Central, Natal-Centro Histórico, Nova Cruz, Parnamirim, Pau dos Ferros e São Paulo do Potengi. As áreas contempladas incluem Educação, Ciências Humanas, Ciências Naturais, Matemática, Geociências, Gestão Ambiental, Educação Ambiental, Produção Cultural e Ensino de Teatro.

De acordo com o Edital nº 57/2026, a seleção será feita com base na análise do currículo acadêmico e do histórico escolar da graduação, incluindo o Índice de Rendimento Acadêmico (IRA).

Isenção da taxa

Candidatos inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e integrantes de famílias de baixa renda podem solicitar a isenção da taxa, conforme os critérios do edital. O pedido deve ser feito até 8 de novembro.

Reserva de vagas

O processo seletivo também prevê reserva de vagas para pessoas pretas, pardas e indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, pessoas trans e professores ou profissionais efetivos da rede pública de ensino. A quantidade de vagas reservadas varia de acordo com o curso.

Todas as informações sobre os requisitos de participação, a documentação exigida, os critérios de classificação e as etapas da seleção estão disponíveis no Edital nº 57/2026, que pode ser consultado no Portal do Candidato do IFRN.

 


MPRN promoverá jornada de capacitação sobre o fim do racismo

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), por meio da sua Comissão Permanente de Diversidade e Igualdade Racial e com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), realizará a jornada de capacitação “Justiça e Consciência Negra – O Sistema de Justiça do Rio Grande do Norte pelo Fim do Racismo”. A agenda marca a passagem do Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

A atividade acontecerá no dia 17 de novembro, a partir das 8h30, no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Candelária. O evento é aberto à população e para participar basta realizar a inscrição através do formulário virtual (https://tinyurl.com/Justicaeconsiencia).

A iniciativa busca debater o impacto do racismo estrutural no funcionamento das instituições jurídicas e promover a articulação interinstitucional para a garantia de direitos fundamentais. As inscrições ocorrem na modalidade livre, sem necessidade de inscrição prévia.

A programação abordará a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial do Conselho Nacional de Justiça, as diretrizes das Recomendações 40/2016 e 41/2016 do Conselho Nacional do Ministério Público, a seletividade penal, a igualdade religiosa e a proteção de populações vulneráveis. O evento contará, assim, com aulas expositivas, apresentações e debates.

 


Guamaré: base governista tem vantagem na disputa pela presidência da Câmara no segundo biênio, mas consenso será decisivo

 


Quem acompanha de perto os movimentos do Legislativo de Guamaré sabe que a eleição para a presidência da Câmara Municipal no segundo biênio vai muito além da escolha de um nome para comandar a Casa. Trata-se de uma decisão estratégica, com reflexos diretos na articulação política, na governabilidade e no cenário eleitoral de 2028.

Com 11 vereadores com mandato, dos quais quatro integram a oposição, a disputa pela Mesa Diretora ganha importância ainda maior. De um lado, há um grupo oposicionista atuante, fiscalizador e que já trabalha para consolidar um projeto político com vistas à eleição municipal de 2028. Do outro, uma base governista formada por sete parlamentares, que dispõe de maioria numérica para construir uma candidatura competitiva e manter o comando do Legislativo.

A matemática favorece o governo, mas a política exige habilidade.

Com sete vereadores, a base governista reúne condições para construir um nome de consenso, desde que consiga preservar a unidade do grupo e evitar disputas internas que possam comprometer sua vantagem. Afinal, ter maioria não significa, automaticamente, ter uma eleição garantida. Em disputas legislativas, o diálogo, a confiança e a capacidade de articulação costumam pesar tanto quanto os números.

Entre os nomes que circulam nesse cenário estão Gustavo Santiago, Carlos Câmara, Dedezinho e Eliane de Edinho. São parlamentares citados como possibilidades para a composição de um entendimento dentro da base, mas a definição dependerá das conversas políticas e da capacidade de cada um de reunir apoio entre os colegas.

O desafio, portanto, não é apenas escolher um candidato. É encontrar um nome que represente a unidade dos sete vereadores governistas e tenha condições de conduzir a Câmara com equilíbrio, responsabilidade institucional e diálogo com os diferentes setores políticos do município.

Oposição de olho em 2028

Enquanto a base governista trabalha para organizar sua maioria, a oposição também tem motivos para acompanhar cada movimento dessa eleição. Com quatro vereadores e um projeto político que pode ganhar força até 2028, o grupo oposicionista sabe que a presidência da Câmara representa um espaço importante de influência, fiscalização e articulação política.

É nesse contexto que a escolha da próxima Mesa Diretora assume um peso estratégico. A disputa não se resume ao comando administrativo da Casa, mas envolve também a construção de alianças e o posicionamento das forças políticas para os próximos anos.

Em Guamaré, a base governista parte em vantagem no papel. Resta saber se conseguirá transformar essa maioria em unidade política e consenso em torno de um nome.

Porque, na política, a maioria abre o caminho, mas é a articulação que decide a chegada.

 


Passadas as eleições, Macau volta os olhos para a disputa pela presidência da Câmara no segundo biênio

 


Ceição Lins larga em posição estratégica, mas Zé Maria da Ilha, Neneo, Jeferson Breno  e Erika Nobre também aparecem no cenário da disputa pela Mesa Diretora.

Passadas as eleições, a política de Macau começa a direcionar suas atenções para uma nova disputa: a escolha da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o segundo biênio. Nos bastidores, as articulações começam a ganhar espaço, e a corrida pela presidência promete movimentar as relações entre os vereadores e o Executivo municipal.

Ceição Lins demonstra força política

A atual presidente da Câmara, Ceição Lins, conseguiu aprovar o projeto que permite a reeleição para a presidência da Casa Legislativa. Uma proposta que, segundo o cenário político local, já vinha sendo discutida há tempos, mas nunca havia avançado até a aprovação.

Dessa vez, Ceição demonstrou força de articulação e capacidade de diálogo com seus pares para fazer o projeto seguir adiante. O resultado reforça sua posição no Legislativo e abre caminho para que ela própria entre na disputa pela continuidade no comando da Câmara.

Além disso, a vereadora conta com a confiança da prefeita Flávia Veras, um fator que pode pesar significativamente nas articulações. Sua permanência na presidência também pode ser vista como uma aposta na continuidade administrativa e política da atual gestão legislativa.

Outros nomes estão no jogo

Apesar da posição estratégica de Ceição Lins, a disputa não está definida. Outros vereadores, como Zé Maria da Ilha, Neneo, Erika Nobre e Jeferson Breno, também aparecem como possíveis candidatos à presidência no segundo biênio.

Em uma eleição interna como essa, não basta demonstrar interesse ou reunir apoios pontuais. A vitória dependerá da capacidade de construir uma maioria entre os vereadores, estabelecer alianças consistentes e conquistar a confiança necessária para conduzir os trabalhos legislativos.

Nesse cenário, sairá fortalecido quem conseguir reunir três fatores fundamentais: apoio da maioria dos pares, capacidade de articulação política e confiança do Executivo municipal.

A confiança do Executivo pode fazer a diferença

Embora a escolha da Mesa Diretora seja uma prerrogativa dos vereadores, nos bastidores da política salineira há quem avalie que a posição do grupo governista poderá exercer influência importante no resultado.

Mesmo sem participar diretamente da votação ou das decisões internas da Câmara, o Executivo é apontado como um ator político relevante nesse processo, sobretudo pela relação que mantém com a base parlamentar.

A confiança, nesse contexto, torna-se um elemento decisivo. Mais do que conquistar votos, os possíveis candidatos precisarão demonstrar capacidade de diálogo, compromisso político e segurança nas alianças que pretendem construir.

A disputa está aberta, mas ninguém começa do mesmo lugar

Ceição Lins parte de uma posição privilegiada por já ocupar a presidência, ter conseguido aprovar a possibilidade de reeleição e manter uma relação de confiança com a prefeita Flávia Veras. Isso, entretanto, não significa que sua recondução esteja garantida.

Zé Maria da Ilha, Neneo e Jeferson Breno também poderão construir seus espaços, desde que consigam reunir apoios suficientes e apresentar um projeto capaz de convencer a maioria dos vereadores.

A pergunta que começa a movimentar os bastidores de Macau é direta: quem conseguirá reunir os votos necessários sem comprometer as alianças políticas que sustentam a atual composição da Câmara?

A eleição do segundo biênio ainda tem caminho pela frente, mas uma coisa é certa: em disputas dessa natureza, a força política não se mede apenas pelo desejo de ocupar a cadeira da presidência. Mede-se, principalmente, pela capacidade de construir maioria, honrar compromissos e inspirar confiança.

E, na política salineira, a confiança pode ser o detalhe que separa uma candidatura competitiva de uma vitória nas urnas do Legislativo.

 


Lula ganha 175 mil votos a mais no RN; Flávio, 16,9 mil

 


O site Portal do RN da destaque sobre s njmes da eleição no segundo turno do RN, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou a votação no Rio Grande do Norte no segundo turno das eleições de 2026. Neste domingo (25), ele recebeu 1.413.596 votos no estado, o equivalente a 65,72% dos votos válidos. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Lula havia recebido 1.237.963 votos, ou 59,75%.

A diferença foi de 175.633 votos a mais para o petista entre os dois turnos. Em termos percentuais, o crescimento foi de 5,97 pontos percentuais.

O adversário de Lula, Flávio Bolsonaro (PL), também aumentou o número de votos, mas teve redução na proporção dos votos válidos. Ele passou de 720.493 votos (34,77%) no primeiro turno para 737.409 (34,28%) no segundo, um acréscimo de 16.916 votos e uma queda de 0,49 ponto percentual.

Diferença entre candidatos aumenta

A vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro aumentou entre os dois turnos no Rio Grande do Norte. Na primeira etapa da eleição, o petista teve 517.470 votos a mais que o adversário. No segundo turno, a diferença chegou a 676.187 votos, um aumento de 158.717 votos.

Confira a votação dos candidatos no RN:

Lula (PT)

  • 1º turno: 1.237.963 votos (59,75%)
  • 2º turno: 1.413.596 votos (65,72%)

Aumento: 175.633 votos

Flávio Bolsonaro (PL)

  • 1º turno: 720.493 votos (34,77%)
  • 2º turno: 737.409 votos (34,28%)

Aumento: 16.916 votos

Votos válidos também aumentam

No primeiro turno, além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros candidatos disputaram a Presidência da República no estado. Augusto Cury (Avante) recebeu 57.367 votos (2,77%); Renan Santos (Missão), 35.261 (1,70%); e Ronaldo Caiado (PSD), 16.407 (0,79%).

No segundo turno, a disputa ficou restrita a Lula e Flávio Bolsonaro. O total de votos válidos no Rio Grande do Norte passou de 2.071.898 no primeiro turno para 2.151.005 no segundo, um aumento de 79.107 votos.

Ao final da apuração, Lula obteve 65,72% dos votos válidos no estado, enquanto Flávio Bolsonaro ficou com 34,28%.

 


segunda-feira, 26 de outubro de 2026

As urnas dão um recado à oposição de Macau: o discurso de ódio não venceu a força do voto

 


O resultado eleitoral deixa uma reflexão para quem apostou no desgaste da gestão municipal: criticar é legítimo, mas convencer o eleitor exige muito mais.

Encerrado o segundo turno

A oposição de Macau e alguns agentes de mídia e comunicação precisam refletir sobre o resultado das urnas. A aposta de que as críticas constantes à gestão municipal se transformariam em rejeição popular não deve ser tratada como uma certeza.

O eleitor salineiro tem opinião própria. Avalia ações, compara gestões e decide de acordo com suas convicções. A repercussão nas redes sociais e meios de comunicação da cidade nem sempre representa o sentimento das ruas.

Em menos de dois anos

A atual administração apresenta realizações que seus apoiadores apontam como avanços para o município. Já aqueles que hoje cobram resultados também precisam explicar o que fizeram quando tiveram a oportunidade de administrar Macau.

É importante lembrar: o resultado de uma eleição estadual não significa aprovação automática da gestão municipal. Mas serve para mostrar que críticas e ataques, por si sós, não garantem influência sobre o voto.

O recado é direto: a oposição tem todo o direito de fiscalizar e criticar, mas precisa apresentar propostas e conquistar a confiança da população. Torcer contra não é o mesmo que oferecer uma alternativa.

Em Macau

O tempo do discurso do ódio pelo ódio já deveria ter ficado para trás.

Quem deseja derrotar um projeto político precisa apresentar algo melhor, e não apenas apostar no fracasso de quem governa. 

Afinal, o eleitor não é massa de manobra, as redes sociais não substituem as urnas e o futuro da cidade não pode ser refém de disputas pessoais. Na política salineira, a palavra final continua sendo do povo — e nenhum barulho é maior do que a voz das urnas.

 


Walter Alves e o preço de uma escolha: o MDB sai enfraquecido do cenário político do RN?

 


A eleição terminou, mas deixou uma pergunta no ar: qual foi o custo político da posição adotada por Walter Alves?

Encerrado o segundo turno das eleições no Rio Grande do Norte, a disputa deixa lições, movimentos a serem explicados e decisões políticas que merecem uma análise mais cuidadosa. Entre os personagens que entram nesse debate está Walter Alves, vice-governador do Estado e uma das principais lideranças do MDB potiguar.

Walter teve nas mãos uma oportunidade política de grande dimensão. Ao lado do PT, ocupou a vice-governadoria e esteve diante da possibilidade de assumir o comando do Governo do Estado por alguns meses, caso se confirmasse a saída de Fátima Bezerra para disputar uma vaga no Senado. Além disso, havia espaço para discutir a participação do MDB na construção de um projeto político para o RN, inclusive no debate em torno da sucessão estadual e do nome de Cadu Xavier.

Mas, na política, oportunidade não significa garantia de sucesso. Cada escolha tem consequências, e até mesmo lideranças experientes podem calcular mal o peso de suas decisões.

A posição adotada por Walter Alves abriu um debate sobre o futuro do MDB no Rio Grande do Norte. Ao se afastar de um caminho que poderia ampliar sua participação na sucessão estadual, o dirigente passou a enfrentar questionamentos sobre o espaço que o partido pretende ocupar no próximo ciclo político.

A questão central não é apenas o resultado das urnas. É saber o que o MDB ganhou e o que deixou de conquistar com a estratégia adotada por sua principal liderança no Estado.

Em política, não basta preservar uma sigla ou manter uma posição institucional. É preciso construir alianças, ampliar espaços e apresentar um projeto capaz de manter o partido relevante nas decisões estaduais. Quando uma liderança abre mão de oportunidades sem demonstrar claramente quais vantagens pretende alcançar, o saldo político passa a ser objeto de cobrança.

É nesse contexto que a decisão de Walter Alves merece ser examinada. A eleição acabou, mas suas consequências podem continuar presentes nas articulações para 2026 e nos rearranjos partidários que virão pela frente.

O MDB conseguirá transformar essa escolha em uma nova estratégia ou terá de conviver com o preço político de uma oportunidade que não aproveitou?

Essa é a pergunta que permanece para Walter Alves e para o futuro do partido no Rio Grande do Norte.

 


domingo, 25 de outubro de 2026

Alto do Rodrigues dá uma invertida em Dra. Raquel: a empolgação do primeiro turno virou um duro recado das urnas

 


Prefeita teria superestimado o resultado de Allyson Bezerra e agora precisa explicar por que seu candidato perdeu votos enquanto Cadu de Lula disparou no segundo turno.

Na política, a soberba costuma cobrar sua conta. E, em Alto do Rodrigues, o resultado do segundo turno deixou um recado que a prefeita Dra. Raquel e seu grupo político não podem ignorar.

Depois de comemorar o desempenho de Allyson Bezerra (União Brasil) no primeiro turno, como se a votação representasse um atestado de aprovação de sua gestão, a prefeita agora se depara com uma realidade bem diferente. O resultado final das urnas desmontou a euforia inicial e abriu espaço para questionamentos sobre a capacidade de articulação, a estratégia eleitoral e a leitura política do grupo governista.

A pergunta que ecoa na cidade é simples e incômoda: se o governo municipal estava tão forte quanto parecia acreditar, por que seu candidato perdeu votos justamente quando precisava ampliar sua votação?

Primeiro turno: muita comemoração, confiança demais?

No primeiro turno, Allyson Bezerra obteve 4.150 votos em Alto do Rodrigues, alcançando 47,37%. Cadu de Lula (PT) recebeu 3.441 votos, equivalentes a 39,28%, enquanto Álvaro Dias somou 1.162 votos, ou 13,26%.

O desempenho de Allyson foi suficiente para alimentar a confiança do grupo da prefeita. Mas há uma diferença enorme entre vencer uma etapa eleitoral e acreditar que esse resultado representa aprovação popular da administração municipal.

Aparentemente, a vantagem do primeiro turno foi interpretada com otimismo excessivo. E é justamente aí que começa o problema: na política, quem confunde um resultado circunstancial com demonstração definitiva de força corre o risco de perder a capacidade de enxergar o que está acontecendo ao seu redor.

Segundo turno: Allyson recua, Cadu cresce e a conta chega

Os números do segundo turno são duros para o grupo governista.

Allyson Bezerra terminou com 3.709 votos, uma redução de 441 votos em relação ao primeiro turno. Cadu de Lula, por sua vez, saltou para 5.744 votos, conquistando 2.303 votos a mais do que na primeira votação.

O placar final ficou assim:

  • Cadu de Lula: 5.744 votos — 60,76%.
  • Allyson Bezerra: 3.709 votos — 39,24%.
  • Vantagem de Cadu: 2.035 votos.

Não se trata de uma diferença pequena, muito menos de um resultado que possa ser convenientemente ignorado. O candidato que estava atrás no primeiro turno terminou a disputa com uma vantagem expressiva.

E o dado mais incômodo para Dra. Raquel é este: enquanto Cadu ampliou sua votação de forma significativa, Allyson não apenas deixou de crescer, como terminou com menos votos.

O que aconteceu com a força política que parecia tão evidente no primeiro turno?

Essa é a pergunta que o grupo da prefeita precisa responder, em vez de simplesmente tentar minimizar o resultado.

Inexperiência, arrogância ou erro de estratégia?

Nos bastidores, há quem atribua o desempenho à inexperiência política, à falta de habilidade para ampliar alianças e a uma postura considerada arrogante por críticos da prefeita durante a disputa.

São avaliações que circulam no debate político local e que merecem ser confrontadas com os fatos. Os números, isoladamente, não comprovam arrogância nem permitem atribuir o resultado a uma única causa. Mas oferecem motivos suficientes para questionar a estratégia adotada pelo grupo governista.

Afinal, uma liderança política experiente sabe que eleição não se ganha com empolgação antecipada, muito menos com a impressão de que o poder municipal é suficiente para conduzir o eleitorado conforme a vontade de seus ocupantes.

O voto não tem dono. O eleitor não é obrigado a seguir orientação de prefeito, vereador ou liderança política. E quem acredita que o apoio a um candidato está garantido apenas porque ocupa o comando da prefeitura pode acabar surpreendido pelas urnas.

Se houve excesso de confiança, o resultado serviu para expor o risco dessa postura.

O recado foi dado. Dra. Raquel precisa entender.

A prefeita pode até argumentar que se tratava de uma eleição estadual, com fatores que ultrapassam os limites da política municipal. E esse argumento tem fundamento: o resultado de uma disputa para o Governo do Estado não pode ser interpretado automaticamente como avaliação direta da administração local.

Mas essa ressalva não apaga o fato político central: o candidato apoiado pelo grupo governista perdeu 441 votos de um turno para o outro, enquanto seu adversário conquistou mais de dois mil votos adicionais.

É um resultado que exige reflexão, não comemoração disfarçada nem explicações improvisadas.

Se Dra. Raquel imaginou que a votação do primeiro turno seria suficiente para demonstrar a força de sua gestão, o segundo turno mostrou que essa leitura era, no mínimo, precipitada.

O recado das urnas é claro: confiança sem estratégia pode virar constrangimento político; poder sem diálogo pode produzir isolamento; e comemoração antecipada pode terminar em silêncio diante do resultado final.

Agora, a prefeita e seus aliados precisam decidir se vão continuar tratando a política como uma disputa de demonstração de força ou se terão humildade para avaliar os números, ouvir a população e reconhecer que o eleitorado tem vontade própria.

Porque, em Alto do Rodrigues, a eleição acabou, mas a conta política ficou.

E fica a pergunta que Dra. Raquel não deveria ignorar: se o grupo governista estava tão fortalecido quanto acreditava, por que não conseguiu transformar a vantagem do primeiro turno em crescimento no segundo?

As urnas não explicam tudo. Mas, desta vez, deixaram um alerta grande demais para ser tratado como detalhe.

 



Em Macau, urnas ampliam votação de Cadu de Lula e colocam Flávia Veras e FV no centro do debate político

 


De 9.623 votos no primeiro turno para 11.924 no segundo: o crescimento da votação de Cadu de Lula em Macau reforça o peso da articulação política da prefeita Flávia Veras e do líder político FV.

O resultado do segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte em Macau deixou números importantes para a análise política local. Mais do que a diferença entre os candidatos, a votação registrada nas urnas colocou em evidência a capacidade de mobilização dos grupos políticos que entraram na disputa na terra das salinas.

E é justamente nesse cenário que a prefeita Flávia Veras e o líder político FV ganham destaque.

Mas por que esse resultado chama tanta atenção?

A aproximadamente 60 dias do primeiro turno, circulavam números de pesquisas que apontavam uma suposta vantagem de 65% para Allyson Bezerra em Macau. Entretanto, os resultados oficiais das urnas apresentaram um cenário diferente.

No primeiro turno, Cadu de Lula obteve 9.623 votos, correspondentes a 59,54% da votação informada, enquanto Allyson Bezerra registrou 4.875 votos, ou 30,17%.

O resultado já indicava uma vantagem expressiva de Cadu na cidade, contrariando as expectativas atribuídas àqueles levantamentos.

Flávia Veras e FV mantiveram a mobilização



Depois do primeiro turno, a prefeita Flávia Veras e o líder político FV não encerraram a movimentação. Pelo contrário: seguiram articulando sua base política para ampliar a votação no segundo turno.

Do outro lado, Allyson Bezerra contava com o apoio de dois ex-prefeitos e três vereadores e alguns ex-vereadores, conforme o cenário político apresentado. A disputa, portanto, também ganhou contornos de um confronto entre grupos e lideranças locais.

O resultado do segundo turno trouxe números ainda mais expressivos para Cadu de Lula: 11.924 votos, equivalentes a 68,78%, contra 5.412 votos, ou 31,2%, para Allyson Bezerra.

Na comparação com o primeiro turno, Cadu ampliou sua votação em 2.301 votos. Allyson, por sua vez, também cresceu numericamente, mas permaneceu distante do percentual alcançado pelo adversário em Macau.

As urnas deram um recado à oposição

O resultado oferece um elemento concreto para o debate sobre a força dos grupos políticos de Macau. A oposição que se reuniu em torno de Allyson Bezerra tinha nomes conhecidos da política municipal e apostava na capacidade de suas lideranças para disputar espaço eleitoral.

Entretanto, os números finais mostraram que esse apoio não foi suficiente para superar a votação de Cadu de Lula na cidade.

Para a base governista, o crescimento da votação representa um argumento político importante. A atuação de Flávia Veras e FV passa a ser avaliada não apenas pelo discurso ou pelas movimentações de bastidores, mas também pelo resultado eleitoral alcançado.

É preciso reconhecer que uma eleição estadual não funciona como uma votação direta sobre a administração municipal. O eleitor vota por diferentes razões, e o resultado, isoladamente, não permite afirmar que todos os votos foram consequência da atuação de uma única liderança.

Ainda assim, a diferença registrada entre os candidatos e o crescimento de Cadu de Lula de um turno para o outro são dados relevantes para compreender o cenário político salineiro.

O discurso político agora precisa encarar os números

Durante os últimos dois anos, Macau foi palco de embates, críticas e confrontos políticos que dividiram grupos e alimentaram disputas nas redes sociais e meios de comunicação da cidade. O segundo turno acrescenta um novo capítulo a essa história.

A votação de Cadu de Lula fortalece o argumento da base governista de que sua capacidade de mobilização permanece relevante. Para a oposição, o resultado representa um desafio: compreender por que o apoio de lideranças tradicionais não se converteu em uma votação proporcionalmente maior.

Em Macau, as urnas falaram por meio dos números.

Cadu de Lula ampliou sua votação, Flávia Veras e FV ganharam um resultado expressivo para apresentar no debate político, e os grupos oposicionistas terão de avaliar o desempenho de sua articulação.

A disputa eleitoral terminou, mas seus efeitos políticos continuam. Na terra do sal, o resultado do segundo turno já serve de referência para as próximas conversas, alianças e embates da política municipal.

 


Hélio de Mundinho demonstra força política em Guamaré: Cadu de Lula ultrapassa Allyson no segundo turno com 866 votos e deixa um recado claro

 


O prefeito de Guamaré, Hélio de Mundinho, deu uma demonstração pública de força política e mostrou que conhece como poucos os caminhos da política municipal. O resultado do segundo turno em Guamaré confirmou o que o gestor havia antecipado após a abertura das urnas do primeiro turno: a disputa estadual ainda não estava decidida e seu grupo político tinha condições de reverter o cenário.

No primeiro turno, Hélio conseguiu entregar uma expressiva votação para o presidente Lula (PT), que recebeu 7.385 votos, correspondentes a 63,89% dos votos válidos no município. Do outro lado, Flávio Bolsonaro (PL), apoiado pelos oposicionistas locais, somou 3.479 votos, alcançando 30,10%.

Na disputa estadual, porém

O cenário foi bem mais apertado. Cadu de Lula (PT), apoiado pelo grupo do prefeito, obteve 4.811 votos, ou 42,72%. Já Allyson Bezerra (União Brasil), candidato apoiado pela oposição municipal, alcançou 4.890 votos, com 43,42%. A diferença de apenas 79 votos colocou o grupo governista diante de um desafio político: virar o jogo no segundo turno.

E Hélio não escondeu sua confiança.

Em conversa com o prefeito após a divulgação do resultado do primeiro turno, ele demonstrou consciência do cenário e afirmou que a disputa refletia a presença de três candidaturas fortes nas ruas de Guamaré. Na ocasião, antecipou sua expectativa de reação:

“Esperamos esse resultado, pois tínhamos três candidaturas fortes postas nas ruas guamareenses, mas vamos reverter o resultado na hora exata, que é o segundo turno.”

Dito e feito.

No segundo turno, Cadu de Lula ultrapassou Allyson Bezerra com 866 votos em Guamaré(veja abaixo), confirmando a capacidade de mobilização da base governista e dando novo significado à disputa política municipal.

O resultado tem peso que vai além dos números.

Em uma eleição marcada pela polarização entre o grupo do prefeito e seus adversários, a virada representa um recado político importante: Hélio de Mundinho mantém força eleitoral e capacidade de articulação para enfrentar os grupos de oposição dentro de seu próprio território.

Na política, o primeiro resultado nem sempre conta toda a história. Em Guamaré, Hélio apostou na reação, mobilizou sua base e viu o cenário mudar no segundo turno.

A disputa deixa uma mensagem clara para os adversários: subestimar a capacidade de articulação do prefeito pode ser um erro de cálculo. Quando chega a hora decisiva, Hélio de Mundinho e seu grupo mostram que têm força para brigar voto a voto e fazer a diferença nas urnas.

 



Eleição na região salineira: Pendências dá recado nas urnas com Allyson tendo o apoio da prefeita, mesmo assim Cadu de Lula vira o jogo no segundo turno

 

Prefeita Dra Lays recebe o recado diretamente das urnas

Resultado surpreende, fortalece aliados de Cadu e levanta questionamentos sobre a força política da gestão municipal junto ao eleitorado.

O eleitor de Pendências mandou um recado direto à política local. 

Depois de um primeiro turno em que Allyson Bezerra (União Brasil), apoiado pelo grupo político da prefeita Dra. Lays, saiu na frente, o segundo turno apresentou uma reviravolta que promete dar pano para as mangas nos bastidores da política pendenciense.

No primeiro turno, Allyson obteve 3.727 votos (47,60%), contra 3.312 votos (42,30%) de Cadu de Lula (PT). A diferença de 415 votos indicava uma vantagem importante para o candidato do União Brasil.

Mas o segundo turno trouxe outro cenário. 

Com as urnas apuradas, Cadu de Lula alcançou 4.780 votos, enquanto Allyson Bezerra ficou com 3.756 votos. Uma diferença de 1.024 votos a favor do candidato petista, que reverteu o resultado anterior e ampliou sua vantagem no município.

O detalhe que chama a atenção

Um dos dados mais expressivos dessa disputa está na distribuição dos votos. Segundo o levantamento apresentado, Allyson venceu em apenas quatro urnas na área urbana de Pendências e em uma urna no distrito de Amargoso, onde a diferença foi de somente 16 votos.

O resultado levanta uma questão política inevitável: até que ponto o apoio de um grupo ligado à Prefeitura consegue se transformar em votos nas urnas?

Embora o resultado eleitoral, por si só, não permita afirmar que houve uma rejeição direta à gestão municipal, a virada de Cadu mostra que o cenário político de Pendências é mais complexo do que uma simples transferência de apoio entre lideranças e candidatos.

Cadu contou com apoios locais

Em Pendências, Cadu de Lula teve o apoio da presidente da Câmara Municipal, Tâmara Galvão, do vereador Paulo Barreto e do secretário municipal de Cultura, Isac Carlos.

A votação expressiva do candidato petista coloca esses apoios em evidência e reforça o debate sobre o peso das lideranças locais na mobilização do eleitorado.

O recado das urnas

A eleição passou, mas seus efeitos políticos podem continuar. A diferença entre o primeiro e o segundo turno deixa uma pergunta no ar: o eleitor de Pendências acompanhou a orientação das lideranças políticas ou fez sua própria escolha, contrariando as expectativas de quem apostava na força do grupo da prefeita?

A resposta definitiva depende de uma análise mais ampla do comportamento eleitoral. Uma coisa, porém, é certa: a virada de Cadu de Lula abriu espaço para novas leituras sobre a correlação de forças políticas no município.

Em Pendências, as urnas falaram. Agora, cabe às lideranças interpretar o recado.

 



sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A lei existe: agente de comunicação de Jandaíra se retrata após decisão judicial e reforça que a internet não é terra sem lei

 


A liberdade de expressão não dá a ninguém o direito de ofender a honra de outra pessoa. Quando há violação de direitos, a Justiça pode ser acionada.

Quem acredita que pode agredir, difamar ou caluniar o semelhante nas redes sociais e permanecer impune precisa compreender que a internet também está sujeita às leis brasileiras.

Um episódio envolvendo um blogueiro de Jandaíra, no Rio Grande do Norte, chama a atenção para essa realidade. Após uma decisão judicial relacionada ao uso de um apelido considerado ofensivo contra Matias, presidente da Câmara Municipal, o blogueiro publicou um vídeo com um pedido formal de desculpas, em cumprimento à determinação da Justiça.

O caso reforça a importância de compreender que as redes sociais não são um espaço livre de responsabilidades. Comentários, publicações e manifestações que ultrapassem os limites legais podem resultar em medidas judiciais, conforme as circunstâncias e as provas apresentadas.

A lei protege a honra e a reputação

O Código Penal Brasileiro prevê, nos artigos 138, 139 e 140, os crimes de calúnia, difamação e injúria, respectivamente. Cada um possui características próprias e exige uma análise específica dos fatos.

A calúnia consiste em atribuir falsamente a alguém um fato definido como crime. A difamação envolve atribuir um fato ofensivo à reputação de outra pessoa. Já a injúria atinge a dignidade ou o decoro do indivíduo.

É importante destacar que nem toda crítica, discussão ou manifestação nas redes sociais configura crime. A caracterização depende do conteúdo publicado, do contexto e dos requisitos previstos na legislação.

Moral da história: procure a Justiça, não a troca de ofensas

Quando um cidadão se sentir vítima de ofensas, ataques à honra ou acusações que considere falsas, o caminho mais adequado é reunir provas, preservar as publicações e buscar orientação jurídica para avaliar as medidas cabíveis.

Trocar insultos, alimentar conflitos e transformar divergências em batalhas nas redes sociais dificilmente resolve o problema. A busca pelos meios legais, por outro lado, permite que os fatos sejam examinados pelas autoridades competentes.

O episódio de Jandaíra deixa uma mensagem importante: ninguém está acima da lei, e a liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade. O ambiente digital não elimina os direitos, os deveres nem as consequências legais dos atos praticados.

A lei existe. Conhecer os próprios direitos e respeitar os direitos dos outros é fundamental para uma convivência mais responsável, tanto nas ruas quanto nas redes sociais.