quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Zenaide Maia e a conta de Mossoró: quem ficou devendo quem?

 

A imagem de união e parceria dá lugar para interrogação apos abertura das urnas

Quem acompanhou a construção política da candidatura de Zenaide Maia ao Senado sabia que Mossoró ocupava um lugar estratégico no projeto eleitoral da senadora.

A aposta passava, necessariamente, pela força política de Allyson Bezerra, candidato ao Governo e principal liderança política da cidade. A aliança foi oficializada e Zenaide integrou a chapa majoritária ao lado de Allyson.

Mas as urnas falaram.

Em Mossoró, Allyson recebeu 82.286 votos para governador, correspondentes a 56,15% dos votos válidos. Já Zenaide teve 41.437 votos, 16,12%, terminando apenas na quarta colocação na disputa pelo Senado.

O dado chama atenção porque, em tese, o principal reduto eleitoral de Allyson poderia representar uma das maiores forças da candidatura de Zenaide. O resultado, porém, não correspondeu a essa expectativa.

E é justamente aí que começa a chamada “caça às bruxas”.

Nos bastidores políticos, já aparece a discussão sobre quem teria falhado nessa equação. Para setores ligados à senadora, uma das explicações está na falta de uma transferência mais efetiva dos votos de Allyson para Zenaide.

Há, inclusive, análises publicadas após a eleição apontando que Mossoró foi determinante para o resultado final da disputa pelo Senado.

A eleição para o Senado envolve múltiplas variáveis: voto nacionalizado, alianças estaduais, identificação partidária, atuação de outras lideranças e o próprio desempenho individual de cada candidato.

Ainda assim, um fato político permanece: Allyson teve uma votação expressiva em Mossoró, enquanto Zenaide ficou em quarto lugar na cidade.

E agora vem a pergunta que certamente será feita dentro do grupo político da senadora:

Zenaide continuará dando força a um palanque no qual esperava receber uma grande votação, mas que, pelo resultado das urnas, não conseguiu transformar a força eleitoral de Allyson em votos suficientes para sua candidatura ao Senado?

A resposta caberá à própria Zenaide e ao grupo político que a acompanha.

Porque na política, aliança também é matemática: quando um lado entrega, o outro espera receber.

 


E agora, Allyson? União Brasil fecha com Flávio Bolsonaro e a pergunta chega ao RN

 


A decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, de apoiar Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial mexe diretamente com o tabuleiro político do Rio Grande do Norte.

E a pergunta agora chega ao candidato do União Brasil ao Governo do RN, Allyson Bezerra:

Qual será o seu palanque presidencial?

Durante a campanha, Allyson evitou declarar publicamente qual candidato à Presidência apoiaria. Agora, com seu partido oficialmente ao lado de Flávio Bolsonaro, a situação ganhou um novo ingrediente.

Vai acompanhar a decisão da federação?

Manterá a neutralidade?

Ou apresentará uma posição própria para o segundo turno?

Essa é uma das perguntas que movimentam os bastidores da política potiguar.

 


59,54% EM MACAU: FLAVINHA VERAS ENTREGA A CADU DE LULA UMA DAS MAIORES VOTAÇÕES NO ESTADO DO RN

 


Resultado das urnas coloca a força política da gestão salineira no centro do debate e desafia a narrativa da oposição em Macau.

O resultado das urnas no Rio Grande do Norte deixou um recado que merece ser analisado com atenção pela oposição de Macau. No primeiro turno das eleições de 2026, o candidato Cadu de Lula, apoiado pelo grupo político da prefeita Flavinha Veras, alcançou 59,54% dos votos válidos no município salineiro, 9.623 VOTOS.

E tem um detalhe que chama a atenção.

Em Mossoró, principal base política de Allyson Bezerra, o candidato do União Brasil conquistou 56,11% dos votos válidos. Em Macau, portanto, Cadu de Lula obteve um percentual superior ao alcançado por Allyson em sua própria cidade.

Os números falam, mas a política exige interpretação

Quando uma gestão consegue mobilizar seu grupo político e o candidato apoiado alcança quase 60% dos votos válidos no município, esse resultado se torna um dado relevante para qualquer análise política local.

É justamente nesse ponto que a oposição de Macau precisa concentrar sua atenção, entre 167 municípios, a cidade salineira estar entre as 4 cidades que superaram 59% de votos em prol do seu candidato ao governo do RN.

Para quem tenta sustentar a narrativa de que a prefeita Flavinha Veras não obteve um resultado positivo nesta eleição, os números apresentam um contraponto concreto: Cadu de Lula foi o mais votado em Macau, com 59,54% dos votos válidos.

Não se trata de dizer que a eleição estadual foi decidida em Macau, trata-se de reconhecer o resultado eleitoral e compreender o peso político que ele representa para o cenário municipal.

A oposição tem o direito de criticar. Os números também precisam ser respeitados.

Na política, cada grupo constrói sua própria narrativa. A oposição tem o direito de questionar a administração municipal, apontar problemas e apresentar suas interpretações sobre o resultado eleitoral.

Mas uma coisa é a disputa política; outra é ignorar os dados das urnas.

O resultado de Macau não encerra o debate sobre a força dos grupos políticos locais, mas oferece um indicador importante para essa discussão. E a comparação com Mossoró torna o dado ainda mais expressivo: o percentual alcançado por Cadu de Lula em Macau superou o de Allyson Bezerra em sua própria casa.

O recado final é simples: antes de anunciar derrotas políticas ou tentar diminuir o resultado da gestão salineira, é preciso olhar para os números.

Em Macau, Cadu de Lula alcançou 59,54% dos votos válidos. Esse é o resultado das urnas. A interpretação política fica por conta de cada grupo, mas os fatos precisam ser o ponto de partida de qualquer análise séria e, nesse sentido, a cidade de Macau ofereceu para Cadu de Lula uma votação que nem o próprio Allysson obteve em sua cidade.

 


Fátima tem mesmo a rejeição que as pesquisas apontam? O resultado das urnas reacende o debate no RN ao mostrar outro cenário

 

Esse é  sinal de rejeição?...Governadora elege Samanda e coloca Cadu no segundo turno

Após o resultado das urnas no Rio Grande do Norte, uma discussão que parecia definida por parte dos institutos de pesquisa volta ao centro do debate político: afinal, existe mesmo uma rejeição tão grande à governadora Fátima Bezerra quanto os números de algumas pesquisas eleitorais apontavam?

A pergunta merece ser feita.

É preciso lembrar que Fátima Bezerra já enfrentou esse tipo de cenário anteriormente. Em 2022, mesmo diante de um ambiente político marcado por críticas à sua gestão e por índices elevados de rejeição apontados em pesquisas, a governadora conseguiu ser reeleita ainda no primeiro turno, com uma votação expressiva.

Agora, novamente, o resultado das urnas provoca uma reflexão.

Mesmo com pesquisas apontando índices de rejeição próximos dos 60%, Fátima conseguiu participar diretamente de uma estratégia eleitoral que produziu resultados importantes: elegeu sua candidata ao Senado e levou seu candidato ao Governo do Estado para o segundo turno, mesmo tendo apresentado esse nome praticamente aos "45 do segundo tempo" da disputa.

E aqui está o ponto que merece análise.

Pesquisa eleitoral mede um determinado momento da opinião pública. Urna, porém, mede a decisão efetiva do eleitor. São instrumentos diferentes e que podem apresentar resultados distintos.

Não significa dizer que a rejeição apontada pelas pesquisas não exista. Ela pode existir e ser relevante. Mas o resultado eleitoral demonstra que, quando chega o momento de apertar o botão e escolher seus candidatos, uma parcela significativa do eleitorado potiguar não necessariamente transforma essa rejeição em voto contrário ao grupo político liderado por Fátima.

A política, portanto, não pode ser analisada apenas pela fotografia das pesquisas.

É preciso observar também a capacidade de articulação, a força dos grupos políticos, a transferência de votos, a avaliação das administrações, a estrutura partidária e, principalmente, aquilo que o eleitor efetivamente fez diante da urna.

Fátima pode ter rejeição? Evidentemente, como qualquer governante que passou anos no poder.

Mas a pergunta que o resultado eleitoral coloca é outra:

Essa rejeição é realmente do tamanho que alguns números de pesquisas vêm apresentando ou existe uma diferença significativa entre a rejeição declarada pelo eleitor e o comportamento desse mesmo eleitor na hora do voto?

O resultado das urnas não encerra essa discussão. Pelo contrário.

Ele acaba de reabri-la.

 


terça-feira, 6 de outubro de 2026

Urnas de Guamaré reforçam força política do grupo liderado pelo prefeito Hélio

 


A política de Guamaré sempre foi marcada por disputas intensas, articulações e diferentes grupos buscando espaço no cenário municipal. Por isso, qualquer leitura sobre o resultado eleitoral precisa considerar não apenas os números finais, mas também a distribuição dos votos pelas comunidades e a capacidade de mobilização demonstrada por cada grupo político.

E foi justamente nesse cenário que o grupo liderado pelo prefeito Hélio de Mundinho saiu das urnas com números expressivos. O resultado da eleição de 2026 mostrou uma votação consistente dos candidatos apoiados pela atual gestão, especialmente nas disputas para deputado federal e deputado estadual. Os dados oficiais da apuração permitem dimensionar o tamanho dessa votação em Guamaré.

Números e votaçao

Para deputado federal, Benes Leocádio venceu nas 45 seções eleitorais de Guamaré e alcançou 3.790 votos, correspondentes a 34,5% dos votos válidos. O desempenho foi distribuído pelo município, com liderança registrada tanto na sede quanto nas comunidades, segundo os dados divulgados após a totalização.

Na disputa para deputado estadual, Ezequiel Ferreira também apresentou uma votação expressiva. Foram 3.508 votos, equivalentes a 32,5%, com vitória em 44 das 45 seções eleitorais. O resultado mostra que os dois candidatos escolhidos pelo grupo de Hélio conseguiram transformar o apoio político local em números significativos nas urnas.

No Senado, a votação também colocou os dois nomes apoiados pelo prefeito entre os mais votados no município. Styvenson Valentim terminou com 6.033 votos, enquanto Zenaide Maia alcançou 5.979. Rafael Motta apareceu na terceira colocação, com 2.663 votos. Os números revelam uma diferença considerável entre os três primeiros colocados na disputa pelo Senado em Guamaré.

Já na disputa pelo Governo do Estado, o cenário foi diferente e bem mais equilibrado. Allyson Bezerra terminou à frente em Guamaré, com 4.890 votos, contra 4.811 de Cadu Xavier, uma diferença de apenas 79 votos. Realidade muito bem absorvida pelo grupo do prefeito Helio, ja que no entendimento destas lideranças esses votos atendem a espontaneidade pro-Allyson. Mas Cadu, apoiado pelo prefeito Hélio, venceu em áreas como o Centro de Guamaré, enquanto outras comunidades apresentaram disputas bastante apertadas, situação que trabalhada pela base governista nesse segundo momento da eleição poderá ser superada de maneira natural .

O resultado 

Apresenta um cenário político que merece ser observado com atenção. A votação de Benes e Ezequiel, somada ao desempenho dos candidatos ao Senado apoiados pelo prefeito, demonstra que o grupo de Hélio manteve forte capacidade de mobilização eleitoral. Ao mesmo tempo, a diferença apertada na disputa para governador mostra que nem todas as disputas seguiram a mesma lógica.

Durante a campanha, setores da oposição, ligados a nomes como Adriano e Mozaniel, defenderam publicamente a possibilidade de uma mudança no cenário político municipal. O resultado, entretanto, produziu números que não confirmaram essa expectativa nas disputas proporcionais. Benes e Ezequiel terminaram à frente dos principais nomes associados aos grupos oposicionistas locais.

Portanto

O que Guamaré apresentou nas urnas foi, sobretudo, um retrato da atual correlação de forças políticas no município. Da sede às comunidades, o grupo liderado por Hélio conseguiu apresentar uma votação expressiva para seus principais candidatos. Mais do que discursos de campanha, são os números da eleição que agora passam a servir de referência para a próxima etapa da política guamareense.

E fica uma questão para o cenário político local: depois de uma eleição em que os candidatos apoiados pelo prefeito obtiveram resultados tão expressivos em importantes disputas, como os grupos de oposição irão reorganizar suas estratégias para os próximos embates?

A resposta ainda dependerá dos movimentos políticos que serão feitos daqui para frente, mas as urnas de 2026 já deixaram registrado um dado objetivo: o grupo de Hélio demonstrou força eleitoral em Guamaré.

 


Alto do Rodrigues: Ex-prefeito Nixon agora é Cadu de Lula

 


A decisão do ex-prefeito de Alto do Rodrigues, Nixon Baracho, de acompanhar Cadu de Lula no segundo turno começa a dar força a uma leitura que já vinha sendo feita por especialistas e observadores da política potiguar: lideranças municipais que estiveram com Álvaro Dias no primeiro turno podem, neste segundo momento, se aproximar do candidato do PT.

Nixon havia declarado apoio a Álvaro Dias durante a campanha do primeiro turno e chegou a participar de mobilizações em Alto do Rodrigues em defesa da candidatura.

Agora, com a definição do segundo turno, o ex-prefeito mudou sua posição e anunciou que seguirá com Cadu de Lula.

O anúncio ganhou repercussão nas redes sociais do candidato, que publicou uma fotografia ao lado de Nixon e destacou a adesão:

“Recebendo apoio de Nixon Baracho, ex-prefeito de Alto do Rodrigues. Vamos juntos rumo à vitória, meu amigo!”

A movimentação chama atenção porque Nixon continua sendo uma liderança política com presença no debate eleitoral de Alto do Rodrigues. Ao longo de 2026, ele manteve agenda política e participação ativa no município, inclusive recebendo lideranças e mobilizando apoiadores.

E o que isso representa?

A adesão não deve ser analisada apenas pelo tamanho eleitoral de Alto do Rodrigues. Ela também precisa ser observada dentro do novo desenho político do segundo turno.

Pois é...

A política potiguar entrou em uma nova fase depois das urnas do primeiro turno. E, no segundo turno, antigas alianças podem ganhar novos formatos.

No RN, como se costuma dizer, a eleição termina somente quando os votos são contados. Até lá, muita conversa, muita articulação e, principalmente, muita mudança de posição ainda pode acontecer.

 


Após grande votação obtida pela base do governo nesta eleição, vereadora Erika Nobre surpreende e anuncia rompimento com o governo municipal

 


Depois de uma eleição em que a base do governo municipal saiu fortalecida pelos números obtidos nas urnas, a expectativa era de um início de semana mais tranquilo no cenário político de Macau. Mas não foi exatamente isso que aconteceu.

A vereadora Erika Nobre utilizou a tribuna da Câmara Municipal para anunciar oficialmente seu rompimento com o governo municipal.

Ao justificar sua decisão, a parlamentar relatou situações que, segundo ela, foram constatadas durante suas visitas às comunidades ao longo do período eleitoral. Entre os pontos destacados, estão reclamações da população relacionadas à falta de insumos em determinados setores da administração municipal.

A vereadora também fez questão de deixar claro que sua decisão não seria motivada por questões pessoais.

“Quero anunciar nesse momento meu rompimento com o governo municipal. Não faço isso por ódio, por vingança, nem faço por desejar que o governo fracasse.”

Mandato e os reclames da população

Erika Nobre procurou deixar evidente que sua posição estaria relacionada ao compromisso assumido com a população e aos reclames que, segundo ela, chegaram ao seu mandato durante as visitas realizadas nos bairros e comunidades.

É justamente nesse ponto que começa a leitura política dessa decisão.

Quem ocupa um mandato eletivo precisa compreender que representar o povo não significa apenas ouvir suas reclamações. Também existe a responsabilidade de transformar essas demandas em posicionamentos políticos e, principalmente, em ações que possam produzir resultados.

Mas e o resultado das urnas?

Existe outro aspecto que não pode ser ignorado nessa análise.

Na eleição municipal de 2024, Erika Nobre foi eleita vereadora de Macau com 893 votos.

Durante o atual processo eleitoral, a parlamentar percorreu ruas e comunidades do município defendendo o nome de Tomba Farias para deputado estadual. O candidato, porém, obteve 631 votos em Macau.

São 262 votos a menos do que a votação obtida pela própria vereadora em sua eleição municipal.

É preciso fazer uma ressalva: estamos falando de eleições diferentes e de candidaturas diferentes. Portanto, não seria correto afirmar que os números, isoladamente, medem a força política de Erika Nobre.

Mas o resultado permite uma reflexão.

Se a vereadora esteve nas ruas ouvindo os reclames da população e defendendo uma candidatura que tinha seu apoio, os números mostram que esse alinhamento não se converteu integralmente em votos para o candidato apoiado por ela.

Um alerta para a gestão municipal

Independentemente das questões eleitorais, o rompimento anunciado por Erika Nobre merece atenção do governo municipal.

Mais do que o aspecto político, a fala da vereadora traz para a tribuna reclamações sobre serviços e setores da administração que, segundo ela, precisam de respostas.

E aqui está o ponto principal.

A decisão de Erika Nobre pode funcionar como um alerta para a gestão municipal revisar determinados setores, ouvir mais atentamente os vereadores e, principalmente, verificar se aquilo que chega ao gabinete da prefeita está correspondendo ao que efetivamente está acontecendo nas ruas.

Veja o moment que a vereadra Erika anuncia rompimento:



 


As urnas falaram: votação dos candidatos de Nixon Baracho evidencia força política em Alto do Rodrigues

 


Para quem ainda duvidava — ou preferia não reconhecer — a capacidade de articulação política do ex-prefeito Nixon Baracho, o resultado das urnas em Alto do Rodrigues trouxe números que merecem ser observados.

Na eleição do último domingo (4), os candidatos que receberam o apoio político de Nixon alcançaram votações expressivas no município. Entre os destaques estão Coronel Hélio, com 1.729 votos, e Benes, com 1.290 votos. Os demais nomes apoiados pelo ex-prefeito também tiveram desempenho significativo:

  • Coronel Hélio: 1.729 votos
  • Benes: 1.290 votos
  • Álvaro Dias: 1.162 votos
  • Ezequiel: 824 votos
  • Tércio Tinoco: 659 votos

No caso de Coronel Hélio e Tércio Tinoco, os números podem ser conferidos na apuração oficial divulgada com base nos dados do TSE.

Mais do que simplesmente apresentar números, o resultado mostra a capacidade de Nixon Baracho de mobilizar diferentes segmentos do eleitorado em torno dos nomes que decidiu apoiar. É um dado eleitoral concreto que passa a fazer parte da leitura política de Alto do Rodrigues após o primeiro turno.

Em mensagem publicada após a votação, o ex-prefeito agradeceu aos eleitores pela confiança e reconheceu que cada voto teve importância para o desempenho dos candidatos apoiados pelo seu grupo.

A eleição terminou, mas seus resultados começam agora a ser interpretados politicamente. E, em Alto do Rodrigues, o desempenho das candidaturas apoiadas por Nixon Baracho coloca novamente o seu nome no debate sobre a força e a influência política no município.

 


Edvaldo Junior faz 2.242 votos em Macau e encerra candidatura com recado político: “Macau pode fazer mais”

 

Edvaldo JUnior com Rafael Mota em momento de campanha

Após a abertura das urnas, uma das curiosidades entre os macauenses era saber qual seria a votação do vereador e professor Edvaldo Junior (PDT) para deputado federal. Havia uma expectativa de que sua candidatura pudesse representar uma espécie de voto de protesto na terra salineira, numa comparação com o que ocorreu em 1998, quando João Eudes alcançou 4.388 votos no Rio Grande do Norte, sendo 3.959 somente em Macau.

Os tempos, porém, são outros.

A disputa eleitoral atual envolve grandes estruturas políticas, investimentos expressivos e, principalmente, uma forte presença nas redes sociais, que se transformaram em ferramentas fundamentais para qualquer projeto eleitoral com maior capacidade financeira e de comunicação.

Dentro desse cenário, Edvaldo Junior entrou na disputa com uma estrutura considerada muito menor diante das grandes candidaturas. Mesmo assim, conseguiu 2.618 votos em todo o Rio Grande do Norte, sendo 2.242 votos em Macau.

O número ficou distante da votação histórica obtida por João Eudes, mas representa uma participação significativa para uma candidatura construída, segundo o próprio vereador, com poucos recursos e com o objetivo principal de provocar uma reflexão no eleitorado macauense.

Edvaldo Junior afirma que deixa as urnas satisfeito com o resultado e destaca que sua candidatura cumpriu o papel de provocar o eleitor.

“Fizemos uma candidatura para despertar o nosso eleitor de que podemos fazer mais. Eles são a peça fundamental de qualquer projeto eleitoral. Mas, como se pode ver, após as urnas abertas, o eleitor preferiu seguir as grandes forças. Nós deixamos o nosso recado: Macau pode fazer mais, basta querer.”

Segundo mais votado do PDT no RN

Outro dado que chama atenção é que Edvaldo Junior terminou como o segundo candidato a deputado federal mais votado pelo PDT no Rio Grande do Norte, mesmo disputando uma eleição em condições bastante diferentes das candidaturas que contavam com estruturas políticas e financeiras mais robustas.

Mais do que comparar números, a candidatura deixa uma pergunta para o futuro político de Macau: até que ponto o eleitor salineiro está disposto a apostar em nomes da própria terra, quando surgem candidaturas respaldadas por grandes estruturas estaduais?

As urnas deram a resposta em 2026. Edvaldo Junior não repetiu os números de João Eudes em 1998, mas conseguiu colocar seu nome na disputa e, sobretudo, 2.242 votos em Macau para um projeto político construído de dentro para fora.

O professor agora encerra a eleição com um capital político que poderá ser medido não apenas pela quantidade de votos, mas pelo debate que sua candidatura conseguiu provocar na política salineira.

 


Rafael Motta, 510 mil votos e a estratégia do PT: coincidência ou movimento calculado?

 

A imagem no aeroporto de Brasilia comprova contexto

Há quem diga que o candidato ao senado Rafael Mota pelo PDT saiu pequeno nessa eleição, mas acredito que não.

Veja bem

Rafael já ocupou varios cargos no cenário estadual, saiu candidato ao senador por duas vezes e não obteve êxito, mas o resultado da urnas desse ano o deixa com um capital eleitoral de mais de 500 mil votos.

Então

Para quem não tinha mandato algum no cenario estadual, atendeu o chamado do partido,  saiu de uma eleição com uma votação de 510 mil votos, não é para qualquer um.

Com um detalhe

Quem viu o recente video de Samanda, Fatima e Cadu visitando Lula, viu Rafael Mota sendo presente no mesmo ambiente.

Quer dizer

 A candidatura de Rafael Mota tinha, também, o objetivo de tirar voto de Zenaide, como aconteceu. E, como se pode ver, a estratégia do PT deu certo. Após resultado estavam todos festejando ao lado de Lula.

Alguém ainda tem dúvidas disso?....


Após resultado do 1º turno, Cadu, Samanda e Fátima vão a Brasília alinhar estratégia para o 2º turno

 


Após o resultado do primeiro turno das eleições no Rio Grande do Norte, a movimentação política do grupo ligado ao presidente Lula ganhou um novo capítulo.

A senadora eleita Samanda Alves embarcou para Brasília ao lado de Cadu de Lula e da governadora Fátima Bezerra. O objetivo foi participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para discutir os próximos passos da campanha para o segundo turno.

A reunião ocorreu nesta segunda-feira (5), um dia após a confirmação de Cadu e Allyson Bezerra na disputa pelo Governo do RN. Cadu recebeu 718.300 votos, equivalentes a 36,16%, enquanto Allyson terminou o primeiro turno com 733.809 votos, ou 36,94%.

A visita a Lula

Em Brasília, os potiguares foram recebidos pelo presidente Lula. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a reunião teve como pauta a estratégia para o segundo turno das eleições no RN e também a disputa presidencial.

Após o encontro, Cadu de Lula destacou em suas redes sociais que o presidente deverá voltar ao Rio Grande do Norte durante a nova etapa da campanha:

“O presidente Lula vem a Natal! Agora é juntar ainda mais força, pé no chão e muita rua. Cuida! 13.”

A declaração coloca a presença de Lula no RN como um dos próximos movimentos da campanha de Cadu. A data e o formato da agenda, porém, precisam ser confirmados oficialmente.

O segundo turno para o Governo do Rio Grande do Norte está marcado para 25 de outubro, quando os eleitores potiguares voltarão às urnas para escolher entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra.

 


Walter Alves: a política dá, mas também toma — e as urnas recolocaram uma decisão no centro do debate

 


Depois do resultado das urnas no Rio Grande do Norte, uma decisão tomada ainda no início de 2026 voltou ao centro das discussões políticas: a movimentação do vice-governador Walter Alves (MDB).

Na política, existe uma velha máxima: a política dá, mas também toma.

E é justamente sob essa ótica que alguns analistas passaram a reavaliar a decisão de Walter Alves de não assumir o Governo do Estado e romper politicamente com a governadora Fátima Bezerra para apoiar a pré-candidatura de Allyson Bezerra.

Entenda

Em janeiro, Walter anunciou o rompimento com o governo Fátima e declarou apoio a Allyson. Pouco depois, auxiliares ligados às indicações do vice deixaram a gestão estadual.

A estratégia política, naquele momento, colocava Walter e o MDB diante de um novo caminho. Havia a possibilidade de permanecer ao lado de Fátima, assumir o Governo do Estado com a eventual saída da governadora e construir, a partir do Palácio Potengi, um projeto político próprio.

A escolha foi outra.

Walter apostou suas fichas no projeto de Allyson Bezerra.

As urnas, porém, produziram um resultado diferente daquele que muitos imaginavam no início do processo.

No primeiro turno, Allyson terminou na primeira colocação, com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula alcançou 36,16%. A diferença foi de apenas 15.509 votos, levando os dois candidatos ao segundo turno.

E é justamente aí que a decisão de Walter volta a ser discutida.

O resultado eleitoral também deixou o MDB diante de uma situação politicamente delicada. Sem uma candidatura majoritária própria e sem Walter ocupando o Governo do Estado, o partido e a família Alves chegam ao segundo turno tendo de acompanhar o desfecho da disputa pelo Executivo estadual.

O que restou?

Agora, a equação política de Walter passa, necessariamente, pelo resultado do segundo turno.

Caso Allyson vença, será preciso observar qual espaço político será reservado ao grupo de Walter Alves dentro da nova estrutura de poder.

É nesse cenário que surge uma possibilidade comentada nos bastidores: uma eventual participação de Walter ou do MDB em um futuro governo, inclusive com espaço em uma secretaria estadual.

Mas isso, por enquanto, é apenas uma hipótese política. A única certeza é que a decisão tomada meses atrás produziu consequências concretas para o grupo.

A política é dinâmica.

Walter Alves fez uma escolha. As urnas responderam. E agora o segundo turno dirá qual será o tamanho do espaço político que restará ao MDB e à família Alves no próximo capítulo da política potiguar.

 


Depois das urnas, o mapa político do RN começa a mudar: lideranças de Álvaro Dias entram no radar de Cadu

 


O resultado das urnas no Rio Grande do Norte chama atenção não apenas pela pequena diferença entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula, mas também pelo contraste entre o cenário que vinha sendo desenhado ao longo da pré-campanha e a nova realidade produzida pelo voto.

Allyson chegou às urnas depois de uma campanha marcada pela forte presença em diferentes regiões do Estado e por uma intensa busca de votos. Mas, abertas as urnas, o resultado mostrou uma disputa muito mais equilibrada do que algumas leituras anteriores poderiam sugerir.

Allyson terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu de Lula alcançou 36,16% — uma diferença de apenas 0,78 ponto percentual. Álvaro Dias ficou em terceiro, com 26,71%.

Outro dado que merece atenção: Cadu foi o candidato mais votado em 73 dos 167 municípios potiguares. Allyson venceu em 65 cidades, enquanto Álvaro Dias terminou à frente em 29 municípios.

E é justamente aí que começa uma nova fase da eleição

O que antes poderia parecer improvável — a aproximação de lideranças que estavam no campo político de Álvaro Dias com o grupo liderado por Cadu de Lula — passou a fazer parte das conversas políticas do segundo turno.

Não significa, necessariamente, que todos aqueles que apoiaram Álvaro migrarão para Cadu. Mas é fato que o segundo turno abre uma nova rodada de negociações, conversas e reposicionamentos políticos.

A pergunta que começa a circular nos bastidores é simples: para onde irão os votos e, principalmente, as estruturas políticas que estavam no campo de Álvaro Dias?

São prefeitos, vereadores, deputados e lideranças regionais que agora precisam decidir se permanecem neutros, se acompanham Allyson ou se estabelecem algum tipo de entendimento com Cadu de Lula.

Ezequiel Ferreira no centro das conversas

Um dos nomes que aparece com frequência nesse cenário é o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira.

Antes do primeiro turno, Ezequiel e o PSDB haviam declarado apoio à candidatura de Álvaro Dias, movimento que levou novas lideranças ao grupo.

Agora, com Álvaro fora da disputa, o futuro desse grupo passou a ser observado com atenção.

A imprensa política potiguar já vinha tratando o grupo de Ezequiel como peça importante na disputa estadual. Cadu Xavier, inclusive, havia afirmado anteriormente que ainda mantinha conversas com o PSDB e que gostaria de contar com os tucanos em seu projeto.

Por isso, qualquer movimentação de Ezequiel ou de outras lideranças que estavam com Álvaro poderá produzir novos rearranjos no mapa político do Estado.

O segundo turno começa com uma nova configuração

A eleição, portanto, entra em uma fase completamente diferente.

De um lado, Allyson tenta transformar a vantagem de aproximadamente 15,5 mil votos obtida no primeiro turno em uma base suficiente para o segundo. Do outro, Cadu busca ampliar seu campo político e incorporar novas lideranças e eleitores que estavam fora de sua aliança no primeiro turno.

O que está em jogo agora não é apenas a transferência automática dos votos de Álvaro Dias.

É a capacidade de cada grupo de construir novos entendimentos políticos para o segundo turno.

E, nesse novo tabuleiro, prefeitos, deputados, vereadores e lideranças que até domingo estavam em outros palanques passaram a ser procurados pelos dois lados.

O primeiro turno terminou. A eleição, porém, está longe de terminar.

Agora começa uma nova disputa: a disputa pelos apoios, pelos palanques e pelos votos que ficaram pelo caminho.

 


Macau dá demonstração de força e vira referência para Cadu de Lula no interior do RN

 



A cidade salineira de Macau deu, no primeiro turno das eleições, uma demonstração de força política que merece ser observada com atenção.

No recorte das 16 cidades da Costa Branca, Vale e Região Central — Macau, Galinhos, Jandaíra, Guamaré, Pendências, Alto do Rodrigues, Ipanguaçu, Itajá, Carnaubais, Assú, Porto do Mangue, Areia Branca, Lajes, Pedro Avelino, Angicos e Afonso Bezerra — Macau foi a única a registrar mais de 59% dos votos para Cadu de Lula, segundo os resultados considerados nesse levantamento.

O desempenho não aconteceu por acaso. É, sobretudo, o resultado de uma estratégia política construída nos últimos dias de campanha pela prefeita Flávinha Veras, que reuniu seus aliados e foi às ruas em busca do voto.

Em apenas dez dias de caminhada e movimentação política, Flávinha procurou conscientizar seus eleitores de que aquele momento também era de agradecer e reconhecer. A prefeita apresentou ao eleitorado os benefícios e investimentos que chegaram a Macau a partir do entendimento político estabelecido com a base do Governo do Estado.

E o eleitor respondeu nas urnas.

O resultado expressivo de Cadu de Lula em Macau representa uma demonstração de força da prefeita Flávia Veras e do grupo político que conseguiu transformar apoio político em mobilização eleitoral.

Macau como exemplo político

O desempenho da cidade salineira não passou despercebido pelo próprio Cadu de Lula.

Ao destacar Macau em suas redes sociais dentro de uma abordagem que trata da realidade política dos municípios do interior, o candidato acabou colocando a experiência salineira em evidência.

Politicamente, a leitura é simples: Macau mostrou um caminho que outras cidades podem seguir.

É como se o exemplo dado pela prefeita Flávinha Veras dissesse aos demais aliados: mobilização, presença nas ruas, diálogo com o eleitor e reconhecimento das ações realizadas podem fazer a diferença na hora do voto.

E Cadu parece ter entendido exatamente isso.

Macau fez sua parte. Reuniu forças, foi às ruas e entregou um resultado acima de 59%. Agora, a terra das salinas passa a ser observada como um exemplo de mobilização política para quem busca transformar apoio em votos.

 


segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Vereador Baêga mostra força eleitoral em Diogo Lopes e consolida espaço político na comunidade praiana

 


Na política salineira existe uma velha história de que as bases políticas são formadas por ‘aliados’ e “aliados”. E o resultado das urnas deste domingo (4) ajuda a colocar essa discussão novamente na mesa.

Em Diogo Lopes, o vereador Baêga apresentou uma votação expressiva para os candidatos que receberam seu apoio, reforçando seu espaço político na comunidade durante o atual cenário eleitoral.

Um dos principais destaques foi a votação do deputado estadual Coronel Azevedo, que alcançou 360 votos em Diogo Lopes, configurando 18% dos votos adquiridos em Macau, segundo os dados da apuração eleitoral. Em nível estadual, Azevedo foi reeleito e terminou a eleição como o candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, com 105.403 votos.

Um detalhe chama atenção

Os 360 votos obtidos por Coronel Azevedo em Diogo Lopes representam uma parcela significativa de sua votação naquela comunidade. O resultado coloca o deputado como o mais votado entre os candidatos a deputado estadual no distrito praiano macauense, conforme os números apresentados.

Portanto

Mais do que um número, a votação também serve como indicador da capacidade de articulação política de Baêga dentro de sua base eleitoral.

Na prática

As urnas registraram o tamanho do apoio construído pelo vereador Baêga e deixaram uma pergunta no ar na política salineira: quando chega a hora de transformar discurso em voto, quem realmente consegue entregar resultado?....Baêga comprovou que entrega.