Quando existe vontade de fazer, não é
preciso esperar quatro anos
Quando um gestor público decide
transformar necessidade em política pública, quatro anos podem ser tempo demais
para quem espera por atendimento, acolhimento e dignidade. Em muitos casos, o
que se precisa é de vontade política, planejamento e respeito por quem mais
necessita do poder público.
E foi justamente esse sentimento que
marcou a noite desta quinta-feira (2), em Macau.
Em apenas 20 meses de gestão, a
prefeita Flavinha Veras entregou à população o Espaço Criança Feliz, uma
estrutura voltada ao acolhimento e acompanhamento de crianças e jovens
neurodivergentes e de suas famílias.
Para muitas mães atípicas de Macau, a
inauguração representa mais do que a abertura de um prédio. Representa a
concretização de uma reivindicação antiga e a possibilidade de contar com uma
estrutura pública pensada para atender necessidades específicas.
Um novo olhar para as crianças
neurodivergentes
O Espaço Criança Feliz foi apresentado
como um ambiente destinado a oferecer acompanhamento especializado, acolhimento
e suporte multidisciplinar às crianças atendidas.
A proposta é ampliar a rede de
cuidados do município, integrando ações relacionadas à saúde e à assistência
social, com atenção individualizada às necessidades de cada criança.
Na prática
A iniciativa coloca em
evidência uma discussão que durante muito tempo ficou em segundo plano: as
famílias atípicas também precisam ser vistas, ouvidas e incluídas nas políticas
públicas municipais.
Presença das famílias e da sociedade
A inauguração contou com a presença da
prefeita Flavinha Veras, da secretária municipal de Saúde, vereadores,
lideranças, mães atípicas e representantes da AMA – Associação Macauense
Autista.
A participação das próprias famílias
na abertura do espaço dá um significado especial ao momento. Afinal, são elas
que conhecem, diariamente, os desafios enfrentados na busca por atendimento,
terapias, acompanhamento e inclusão.
O recado político da entrega
Independentemente das disputas
políticas, existe um fato que merece ser observado: uma demanda pontual que NÃO fazia
parte da realidade das famílias macauenses, agora ganhou uma estrutura pública
específica.
E é justamente aí que surge o debate.
Se determinadas políticas públicas
podem ser construídas e colocadas em funcionamento antes do término de um
mandato, fica a pergunta: por que OS GESTORES PASSADOS deixaram essas mães desassistidas, esperando anos para sair do papel?
A inauguração do Espaço Criança Feliz,
portanto, não deve ser analisada apenas como mais uma obra da Prefeitura.
Para as mães atípicas, o que está em
jogo é atendimento, acolhimento e perspectiva.
Portanto
Para a gestão municipal, fica o
desafio de garantir que o espaço tenha continuidade, profissionais capacitados
e atendimento permanente.
E, para os adversários políticos, fica
a realidade de que aquilo que não foi feito em quatro anos pode estar sendo
colocado em prática em apenas 20 meses.
" A população é quem deve ser beneficiada quando a política pública deixa de ser promessa e passa a fazer parte da vida das pessoas. Temos consciência que podemos fazer mais e vamos fazer ao logo desse mandato." Destacou a prefeita Flavinha Veras.
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