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quinta-feira, 5 de março de 2026

SUS ganha neste mês teleatendimento para mulheres expostas à violência

 


Mulheres expostas à violência ou em vulnerabilidade psicossocial que vivem no Recife e no Rio de Janeiro terão acesso a teleatendimento em saúde mental no Sistema Único de Saúde (SUS) a partir deste mês. O cronograma do Ministério da Saúde prevê que, em maio, a ação chegará a cidades com mais de 150 mil habitantes e, em junho, ao restante do país.

Em nota, a pasta informou que estão previstos 4,7 milhões de teleatendimentos psicológicos ao ano, por meio de parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

Para ter acesso ao serviço, as mulheres poderão ser orientadas e encaminhadas por unidades da atenção primária à saúde, unidades básicas de saúde (UBS) e serviços da rede de proteção.

Também será possível buscar o atendimento diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital, por meio de um mini app previsto para começar a funcionar no fim do mês.

Na plataforma, a mulher fará um cadastro para avaliação inicial da situação de violência e, a partir dessas informações, o aplicativo enviará uma mensagem com o dia e o horário do teleatendimento.

A primeira consulta, segundo o ministério, identificará riscos, rede de apoio e demandas, com articulação junto a serviços de referência.

“A gente lançou esta semana o teleatendimento como suporte para pessoas que já estão em situação de compulsão por jogos eletrônicos. E a gente vai construir o mesmo modelo, mas com arranjos diferentes na relação com a atenção primária em saúde e na pactuação com estados e municípios”, detalhou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

“Ofertar esse teleatendimento com psiquiatra, psicólogo, assistente social e, em algumas situações, com terapeuta ocupacional para mulheres – não só aquelas que já foram vítimas de violência, mas àquelas que estão sinalizando ou que estão em extrema vulnerabilidade”, completou.

 


Agencia Brasil**


sexta-feira, 3 de outubro de 2025

SUS passará a oferecer cirurgia robótica para tratamento de câncer de próstata

 


O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da prostatectomia radical assistida por robô no Sistema Único de Saúde (SUS). O procedimento, utilizado no tratamento do câncer de próstata localizado ou localmente avançado, representa um avanço significativo na rede pública, que até então não disponibilizava esse tipo de tecnologia de ponta.

A portaria, publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico Industrial da Saúde (Sectics), prevê prazo de até 180 dias para que as áreas técnicas do SUS efetivem a oferta. A decisão tem como base o parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), que analisou evidências clínicas e de custo-efetividade.

O que é a cirurgia

A prostatectomia radical consiste na retirada da próstata e das vesículas seminais, podendo incluir também linfonodos pélvicos. A técnica robótica, mais moderna que a cirurgia convencional, permite maior precisão, menor sangramento, redução no tempo de internação e recuperação mais rápida do paciente.

Avanço em equidade

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Rodrigo Nascimento Pinheiro, a medida garante equidade e amplia o acesso da população a tratamentos de alto nível.
“Reconhecemos que há um esforço por parte da equipe técnica em promover equidade no tratamento e assegurar que mais pacientes possam se beneficiar dos melhores cuidados disponíveis”, afirmou.

Segundo ele, os próximos passos incluem a definição de protocolos clínicos, a criação de centros de referência e o treinamento das equipes médicas, pontos fundamentais para garantir segurança e qualidade no procedimento. Pinheiro também destacou que a cirurgia robótica contribui para a formação de novos profissionais, reduzindo a curva de aprendizado e permitindo treinamentos em ambientes controlados e supervisionados.

Importância da medida

A incorporação do método robótico ao SUS é vista como um divisor de águas na oncologia brasileira, uma vez que o tratamento, até então restrito à rede privada, passa a ser uma opção para pacientes da saúde pública. A efetividade da medida, no entanto, dependerá da velocidade de implantação e da estruturação dos centros habilitados em todo o país.

 


sábado, 16 de agosto de 2025

SUS vai comprar 180 mil equipamentos para unidades básicas de saúde

 


A Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) vai comprar, por determinação do Ministério da Saúde, 180 mil equipamentos para unidades básicas de saúde (UBS) de mais de 5 mil municípios.

Em nota, a AgSUS informou que as compras serão feitas por meio de edital de licitação, publicado no último dia 4. A abertura das propostas do pregão eletrônico será na próxima segunda-feira (18) às 10h, por meio do portal compras.gov.br.

Segundo o comunicado, os recursos para a compra dos equipamentos, estimados em R$ 1,8 bilhão, são provenientes da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, por meio do pacote de investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde 2025.

“Serão adquiridos 10 mil combos com 18 equipamentos estratégicos cada, entre eles, ultrassom portátil, desfibrilador, laser terapêutico, retinógrafo e equipamentos para telessaúde”, detalhou a AgSUS.

A expectativa do governo é que os equipamentos comecem a ser entregues em novembro.

Consulta pública

Entre maio e junho, a AgSUS realizou consulta pública junto ao setor produtivo e ouviu representantes da indústria, gestores públicos e especialistas, no intuito de “aprimorar as especificações técnicas dos produtos”.

O diálogo com o mercado, de acordo com a entidade, garantiu maior alinhamento entre as necessidades das equipes de saúde e as tecnologias disponíveis, promovendo mais eficiência e assertividade no processo de compra.



Agência Brasil

 


sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Planos de saúde atenderão pacientes do SUS a partir deste mês de agosto

 


Pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser atendidos em hospitais e clínicas de planos de saúde a partir deste mês de agosto. A medida tem como objetivo reduzir as longas filas por atendimento especializado na rede pública e integra o programa Agora Tem Especialistas, anunciado pelo Ministério da Saúde.

As operadoras podem quitar dívidas com o SUS, que somam mais de R$ 1 bilhão, oferecendo serviços diretamente aos usuários do sistema público. O Ministério da Saúde estima que, no primeiro momento, cerca de R$ 750 milhões devem ser convertidos em consultas, exames e cirurgias eletivas em sete especialidades prioritárias.

A nova parceria entre SUS e planos de saúde não permite que qualquer paciente escolha ser atendido em um hospital privado. O acesso seguirá o fluxo atual do SUS:

- O paciente procura uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

- O médico da UBS avalia a necessidade de atendimento especializado.

- A solicitação é inserida na central pública de regulação, gerida por estados ou municípios.

- A regulação define o local de atendimento, que poderá ser uma unidade da rede privada conveniada.

A seleção dos pacientes seguirá critérios clínicos e de prioridade, com foco nas especialidades com maior demanda: oncologia, ortopedia, oftalmologia, ginecologia, otorrinolaringologia, cardiologia e cirurgia geral.

“O cidadão não vai precisar fazer nenhum movimento extraordinário. Ele será agendado e informado, inclusive por WhatsApp”, explica ao g1 o diretor da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Rodrigo Oliveira.

 

Adesão dos planos?

A participação das operadoras é voluntária. Para aderir, elas devem comprovar capacidade técnica e operacional e apresentar uma proposta de oferta de serviços. Essas propostas serão avaliadas pelo Ministério da Saúde, que verificará se as demandas do SUS na região serão atendidas.

A adesão será feita por meio da plataforma InvestSUS, e os atendimentos só começarão após aprovação da oferta e organização da regulação local.

Somente operadoras com capacidade para realizar mais de 100 mil atendimentos mensais poderão aderir ao programa. Em casos excepcionais, operadoras menores — com mínimo de 50 mil atendimentos/mês — também poderão participar, desde que atendam regiões com carência de serviços.

A medida é uma forma de quitar dívidas de ressarcimento ao SUS. Pela legislação, quando um beneficiário de plano de saúde é atendido na rede pública, a operadora deve reembolsar os custos ao Fundo Nacional de Saúde. No entanto, muitas não fazem o pagamento, gerando um passivo bilionário.

 



Defato.com*

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2024

SUS: Câmara dos Deputados aprova projeto de lei que determina a publicação na internet da lista de espera

 

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que determina a publicação na internet da lista de pacientes que aguardam por cirurgias e exames nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os deputados federais mudaram a proposta, que, desta forma, terá de retornar para votação no Senado. O texto aprovado prevê que as listas devem trazer o número do Cartão de Saúde do paciente, data de agendamento, posição do paciente na fila, local onde será realizada a cirurgia ou serviço e especialidade em caso de cirurgia eletiva.





quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Vacina da dengue, que custa cerca de R$ 500 no CE, poderá chegar ao SUS nos proximos dias

 

O Ministério da Saúde (MS) espera incorporar a vacina contra a dengue ao Sistema Único de Saúde (SUS) ainda em 2023. Chamada Qdenga e produzida pela japonesa Takeda Pharma, o imunizante está em avaliação pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).


Especialistas ouvidos pelo DN avaliam de forma positiva a inclusão da vacina no Programa Nacional de Imunizações (PNI) devido ao problema de saúde pública que a doença representa. Em clínicas de vacinação particulares de Fortaleza, o imunizante custa entre R$ 450 e R$ 490. 


Como as demais recomendações da Comissão, a proposta de incorporação da Qdenga ao SUS foi submetida a uma consulta pública, que está no ar desde a quinta-feira (7) e segue aberta até 18 de dezembro. Normalmente, esse prazo é de 20 dias, mas o processo foi encurtado devido à projeção epidemiológica para o verão, com possibilidade de aumento de casos da doença.

 



sexta-feira, 4 de março de 2022

SUS: Portadores de doenças raras terão caderneta para registrar informações sobre atendimento

 

O Ministério da Saúde lançou, nesta quinta-feira (3), a Caderneta do Raro. O documento servirá para orientar pacientes e familiares que buscam o diagnóstico e o tratamento das doenças raras no Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que mais de 13 milhões de brasileiros têm alguma enfermidade rara. 


A caderneta também vai informar sobre os principais sinais de alerta e sintomas das condições raras, tratamento e dicas para que os raros (como são conhecidos os pacientes acometidos por essas doenças) tenham uma vida mais saudável. No documento, vão ser registradas todas as informações sobre o atendimento ao paciente nos serviços de saúde, educação e de assistência multidisciplinar e social. 


O documento foi lançado durante cerimônia alusiva ao Dia Mundial das Doenças Raras, no Palácio do Planalto. O presidente Jair Bolsonaro citou o caso do General Villas Bôas, ex-comandante do Exército, e portador de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), uma das mais de sete mil doenças raras diagnosticadas no Brasil. 





quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Novo atendimento psiquiátrico por telefone pelo SUS começa até o final do ano

 


Para marcar o Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção ao suicídio, o Ministério da Saúde anunciou que planeja implantar uma linha de teleapoio emocional àqueles que necessitam do Serviço Único de Saúde (SUS). Segundo Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, as pessoas com doenças mentais precisam de atendimento técnico especializado e humanizado.


“Até o final do ano nós estaremos entregando a linha 196. É o primeiro suporte de atendimento aos doentes mentais do Brasil. Estamos há um ano construindo essa linha, buscando apoio, expertise, para que o Brasil tenha o melhor serviço de atendimento telefônico de saúde mental do mundo”, disse.


Também em virtude do Setembro Amarelo, o ministério começou uma capacitação dos profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de todo o Brasil no aprimoramento de acolhimento a pacientes em sofrimento psíquico. O “Curso de Formação de Multiplicadores em Urgências e Emergências em Saúde Mental” já foi iniciado através da plataforma online UniverSUS, separado em três turmas com 108 profissionais ao todo.