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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

MACAU ACIMA DOS CARGOS: QUANDO OS ELEITOS SE COLOCAM NO MEIO DO POVO

 


A cidade salineira de Macau viveu uma noite de alegria, pertencimento e, sobretudo, de amor à sua terra.

Em um momento carregado de simbolismo, a prefeita Flávia Veras, o vice-prefeito Raimundo Nonato e a presidente da Câmara Municipal, Ceição Lins, desfilaram juntos, transmitindo uma mensagem que vai muito além da política e dos cargos que ocupam.

Naquele momento, não estavam apenas a prefeita, o vice-prefeito e a presidente do Legislativo.

Estavam filhos de Macau.

Gente que nasceu, cresceu e construiu sua trajetória política dentro dessa terra salgada e que, naquela noite, pareceu compreender que o mandato é passageiro, mas a cidade permanece.

A cena, pouco comum na política da cidade do sal, chamou atenção justamente pelo significado: as principais lideranças com mandato de Macau se colocando no mesmo nível daqueles que lhes deram o voto.

Uma demonstração pública de que nenhum cargo torna alguém maior do que o povo.

Porque, no fim das contas, prefeita, vice-prefeito, vereador ou presidente da Câmara são, antes de tudo, produtos do meio em que vivem e representantes de uma população que os escolheu.

E foi exatamente essa imagem que os três repassaram naquela noite: a de que estavam ali não apenas representando seus cargos, mas representando cada filho de Macau.

Cada trabalhador, cada família, cada salineiro, cada pescador, cada comerciante e cada cidadão que carrega no peito o orgulho de dizer:

“Eu sou de Macau.”

Talvez seja justamente esse o maior significado daquela noite.

Quando os eleitos descem do palanque, caminham junto ao povo e demonstram que não são maiores do que aqueles que os elegeram, a política ganha um sentido diferente.

Porque Macau não pertence a quem ocupa o poder.

Macau pertence ao seu povo.

 

Momento de empatia publica: Prefeita com esposo e filhos e o vice-prefeito Raimundo Nonato

Givagno Patrese dá exemplo de “gentleman” político e mostra que Macau é maior que as diferenças partidárias

 


No momento em que Macau oficializa seus 151 anos de emancipação política, vereadores governistas e oposicionistas se fizeram presentes para reverenciar a cidade que escolheram para representar.

A cidade salineira viveu, nesta quarta-feira, um daqueles momentos que merecem ser registrados na história política municipal. E um dos destaques foi justamente o vereador Givagno Patrese, adversário político da atual gestão, que deu uma demonstração pública de que Macau pode e deve estar acima das discussões políticas travadas na Câmara Municipal.

Givagno, esposa e filho estiveram presentes no palanque oficial, ao lado da prefeita Flávia Veras, da presidente da Câmara Municipal, Ceição Lins, e dos vereadores Baega, Fagner Teodósio e Zé Maria da Ilha, participando dos registros oficiais da programação pelos 151 anos de emancipação política.

O recado

Mais do que uma simples presença institucional, o gesto do vereador Givagno Patrese transmite uma mensagem política importante: divergir da gestão municipal não significa virar as costas para a cidade.

E que esse comportamento possa se estender por toda a região salineira.

Afinal, não parece razoável que determinados vereadores deixem de prestigiar o aniversário da própria cidade apenas porque o governo municipal não fala a mesma linguagem política que eles.

Quando as diferenças políticas se tornam maiores do que o compromisso e o amor pela própria terra, quem acaba perdendo não é o prefeito, o vereador ou o grupo político.

É a cidade.

Um verdadeiro gentleman político

Givagno Patrese pode até continuar sendo oposição. Pode continuar fazendo críticas, cobrando, fiscalizando e discordando da gestão.

Isso faz parte da democracia.

Mas, ao colocar suas divergências políticas de lado em uma data tão simbólica para Macau, o vereador demonstrou uma postura que merece ser reconhecida.

Um verdadeiro “gentleman” da política.

Porque fazer oposição é legítimo.

Saber respeitar a cidade que se representa é grandeza política.

E Macau, aos seus 151 anos, certamente agradece.