A cidade salineira de Macau viveu uma
noite de alegria, pertencimento e, sobretudo, de amor à sua terra.
Em um momento carregado de simbolismo,
a prefeita Flávia Veras, o vice-prefeito Raimundo Nonato e a
presidente da Câmara Municipal, Ceição Lins, desfilaram juntos,
transmitindo uma mensagem que vai muito além da política e dos cargos que
ocupam.
Naquele momento, não estavam apenas a
prefeita, o vice-prefeito e a presidente do Legislativo.
Estavam filhos de Macau.
Gente que nasceu, cresceu e construiu
sua trajetória política dentro dessa terra salgada e que, naquela noite,
pareceu compreender que o mandato é passageiro, mas a cidade permanece.
A cena, pouco comum na política da
cidade do sal, chamou atenção justamente pelo significado: as principais
lideranças com mandato de Macau se colocando no mesmo nível daqueles que lhes
deram o voto.
Uma demonstração pública de que nenhum
cargo torna alguém maior do que o povo.
Porque, no fim das contas, prefeita,
vice-prefeito, vereador ou presidente da Câmara são, antes de tudo, produtos
do meio em que vivem e representantes de uma população que os escolheu.
E foi exatamente essa imagem que os
três repassaram naquela noite: a de que estavam ali não apenas representando
seus cargos, mas representando cada filho de Macau.
Cada trabalhador, cada família, cada
salineiro, cada pescador, cada comerciante e cada cidadão que carrega no peito
o orgulho de dizer:
“Eu sou de Macau.”
Talvez seja justamente esse o maior
significado daquela noite.
Quando os eleitos descem do palanque,
caminham junto ao povo e demonstram que não são maiores do que aqueles que os
elegeram, a política ganha um sentido diferente.
Porque Macau não pertence a quem ocupa
o poder.
Macau pertence ao seu povo.
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