sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Carnaubais: Mulher é presa suspeita de furtar R$ 140 mil de idosa no RN

 


Uma mulher de 24 anos foi presa nesta quarta-feira (4), suspeita de participar de uma série de furtos contra uma idosa de 82 anos, que causaram um prejuízo estimado em R$ 140 mil. A prisão aconteceu no município de Carnaubais, no interior do Rio Grande do Norte.

Segundo a Polícia Civil, o cartão bancário da vítima, que tinha conta na Caixa Econômica Federal, teria sido furtado e utilizado sem autorização para realizar diversas transações financeiras.

As investigações identificaram aproximadamente 660 movimentações indevidas entre fevereiro e maio de 2026. A maioria das transações tinha valores entre R$ 150 e R$ 199. O prejuízo total estimado é de cerca de R$ 140 mil.

A polícia também investiga a possível participação do companheiro da mulher. Ele não foi localizado e é considerado foragido.

A Polícia Civil informou que continua as buscas pelo segundo suspeito e o aprofundamento das investigações.

A prisão faz parte da Operação Protetor, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

 

IBGE abre 8 vagas para recenseador em Macau e Porto do Mangue; remuneração pode superar R$ 5 mil

 


O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou o edital do Processo Seletivo Simplificado para a contratação temporária de recenseadores. O certame tem 8 vagas para a área de trabalho formada pelos municípios de Macau e Porto do Mangue, no Rio Grande do Norte. A função exige ensino fundamental completo. Com o auxílio-alimentação e o bônus de produtividade, a remuneração pode chegar a R$ 5.562.

Os aprovados atuarão na coleta de dados do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola, que ocorrerá em 2027.

As inscrições podem ser feitas até o dia 25 de novembro de 2026, exclusivamente no site da Fundação Cesgranrio, banca organizadora do Processo Seletivo (www.cesgranrio.org.br). A taxa de inscrição é de R$ 70.

Os contratos são temporários, com duração inicial prevista de até seis meses, podendo ser prorrogados conforme a necessidade do IBGE e avaliação de desempenho, até o limite de quatro anos.   

Remuneração

A remuneração será composta por uma parcela fixa de R$ 1.741, acrescida de parcela variável definida por produção, limitada a R$ 2.629, calculada a partir do quantitativo de entrevistas realizadas e de unidades visitadas, mediante conclusão dos trabalhos no Setor Censitário, observados os critérios mínimos de qualidade definidos pelo IBGE.

Os contratados também terão direito a auxílio-alimentação proporcional aos dias trabalhados de até R$ 1.192, além de auxílio pré-escolar, férias proporcionais, 13º salário proporcional e adicional de 1/3 de férias, bem como a auxílio destinado ao custeio dos deslocamentos necessários à execução das atividades.

O que faz um recenseador:

Entre as atribuições previstas, destacam-se visitar propriedades rurais, conversar com os responsáveis pelos estabelecimentos agropecuários, coletar e registrar informações em sistema eletrônico, atualizar cadastros e localizações, garantir a qualidade e a confidencialidade dos dados coletados, além de cumprir as orientações e prazos definidos pelo IBGE para a realização do Censo Agropecuário, entre outras atividades correlatas à operação.

Provas:

As provas objetivas serão realizadas no dia 31 de janeiro de 2027. Os candidatos poderão fazer a prova em um município diferente da área de trabalho escolhida. No Rio Grande do Norte, os locais de prova estão distribuídos em 36 municípios.  

Os interessados devem acessar o site https://concursos.cesgranrio.org.br/portal/avaliacoes/34 para se inscrever e consultar a versão completa do edital, que contém detalhes sobre as vagas, requisitos e etapas do processo seletivo.

TSE ADMITE AÇÃO CONTRA LULA E ALCKMIN POR SUSPEITA DE ABUSO DE PODER POLÍTICO NAS ELEIÇÕES DE 2026

 


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu uma ação de investigação judicial eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2026. Apresentada pelo partido Novo, a ação questiona medidas adotadas pelo governo durante o ano eleitoral.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, considerou que a petição atende aos requisitos necessários para iniciar a tramitação e determinou prazo de cinco dias para a apresentação das defesas. A admissão da ação não representa condenação nem reconhecimento de que houve irregularidade. As acusações ainda serão examinadas no processo, com oportunidade de manifestação dos investigados.

O Novo sustenta que o governo adotou medidas de apelo popular para favorecer a reeleição de Lula. A legenda relaciona 35 anúncios feitos em 2026, dos quais 12 teriam ocorrido durante o período eleitoral. Entre as iniciativas questionadas estão o reajuste do Bolsa Família, a ampliação de subsídios aos combustíveis, programas de renegociação de dívidas e a proibição das apostas esportivas.

Segundo os cálculos apresentados pelo partido, as medidas teriam custo fiscal de R$ 73 bilhões até 16 de outubro. A ação também menciona a abertura de 13 créditos extraordinários, que somariam R$ 99,7 bilhões em 2026. Os valores integram os argumentos da legenda e não constituem conclusão do tribunal.

Ao admitir o processo, Cueva apontou que a petição identifica os atos questionados e apresenta documentos suficientes para delimitar a investigação e permitir o exercício da defesa.

O partido pede a cassação da chapa e a declaração de inelegibilidade por oito anos. A aplicação de qualquer penalidade depende do julgamento e da comprovação das irregularidades alegadas.

 

 

Júlio César sinaliza diálogo com Cadu Xavier e defende união política pelo RN

 


O deputado estadual eleito Júlio César Câmara (PP), que apoiou Allyson Bezerra na disputa pelo Governo do RN, afirmou estar aberto ao diálogo com o governador eleito Cadu Xavier (PT).

Com 66.750 votos, o parlamentar defendeu que as divergências eleitorais sejam deixadas para trás e que os grupos políticos trabalhem em conjunto para enfrentar os problemas do Estado.

Júlio César destacou sua posição de centro, afirmando que respeita tanto a direita quanto a esquerda. Segundo ele, saúde, educação, segurança e infraestrutura devem estar acima das disputas ideológicas.

A declaração ocorre em meio às articulações de Cadu Xavier para formar uma base de apoio na Assembleia Legislativa, com a meta de reunir aproximadamente 16 dos 24 deputados estaduais.

 

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Ezequiel Ferreira recebe prefeito Hélio Miranda e vereador Eudes para tratar das demandas de Guamaré

 


O diálogo político e a articulação institucional seguem na pauta de Guamaré. Nesta quinta-feira (5), o prefeito Hélio Miranda e o presidente da Câmara Municipal, vereador Eudes, estiveram na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, onde foram recebidos pelo presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira.

A reunião teve como pauta as principais reivindicações do município e a busca por parcerias que possam contribuir com ações e investimentos para Guamaré.

Ezequiel Ferreira destacou a parceria com a gestão municipal e com o Legislativo, reafirmando a disposição do seu mandato em colaborar com as demandas de interesse da população.

O vereador Eudes também fez questão de agradecer a receptividade do deputado, ressaltando a importância do diálogo e do apoio institucional para que as reivindicações de Guamaré avancem.

Na política, articulação é parte do caminho para conquistar resultados. Agora, a expectativa fica em torno dos encaminhamentos e de quais demandas apresentadas poderão se transformar em ações concretas para a população de Guamaré.

 

Prefeitura de Montanhas decreta contenção de despesas, suspende contratações e restringe gratificações

 


A Prefeitura de Montanhas, no Agreste potiguar, decidiu apertar o cinto. Por meio de decreto publicado na quarta-feira (4), o prefeito Antônio Marcolino Neto, conhecido como Netão (PP), estabeleceu medidas de contenção de despesas que atingem diretamente a estrutura administrativa do município.

A justificativa apresentada pela gestão é a redução dos repasses financeiros dos governos Federal e Estadual. Entre as medidas estão a suspensão de novas contratações temporárias, restrições a gratificações e vantagens, controle rigoroso das horas extras, suspensão de diárias para viagens administrativas e revisão de contratos considerados não essenciais.

As novas contratações temporárias somente poderão ocorrer em situações indispensáveis à manutenção dos serviços essenciais. Já os reajustes e vantagens discricionárias ficam restritos, respeitando as obrigações estabelecidas em lei e as decisões judiciais.

Até o momento, a Prefeitura não apresentou os valores da suposta perda de arrecadação nem a estimativa de economia com o decreto. As restrições foram estabelecidas por prazo indeterminado.


“CORTAR NA PRÓPRIA CARNE”: FLÁVIA VERAS ANUNCIA REDUÇÃO DE 18% NOS SALÁRIOS DO PRIMEIRO ESCALÃO E CARGOS COMISSIONADOS

 


Em nota pública, a prefeita salineira de Macau, Flávia Veras, voltou a abordar os desafios administrativos e financeiros enfrentados pelo município. Ao destacar investimentos, organização das contas públicas e a necessidade de austeridade, a gestora anunciou que encaminhará à Câmara Municipal um Projeto de Lei propondo a redução de 18% nos salários da prefeita, do vice-prefeito, dos secretários e dos ocupantes de cargos comissionados.

A iniciativa, segundo a proposta anunciada, busca adequar as despesas da máquina pública à realidade financeira do município. Com a medida, Flávia Veras sinaliza que o esforço de contenção de gastos não deverá recair apenas sobre os servidores, mas também sobre quem ocupa os principais cargos da administração municipal.

O município que a gestão diz ter encontrado

Ao relembrar o cenário encontrado no início do mandato, a prefeita descreveu uma situação que classificou como de calamidade administrativa e financeira.

“Encontramos o município em situação de calamidade administrativa e financeira, com salários de servidores efetivos e aposentados em atraso, desorganização das contas públicas, falta de médicos, direitos dos servidores descumpridos, escolas sucateadas, contas de energia dos prédios públicos em atraso, sob risco de corte, transporte escolar suspenso e iluminação pública precária”, afirmou.

A gestora também destacou que, desde o início do mandato, a administração tem enfrentado decisões difíceis para reorganizar o funcionamento da Prefeitura e recuperar a capacidade financeira do município.

Mais de R$ 30 milhões em dívidas: o peso da herança administrativa

Um dos pontos que merece destaque é o volume de compromissos financeiros deixados pela gestão anterior, que, segundo os dados apresentados pela atual administração, ultrapassava R$ 30 milhões.

E aqui cabe uma reflexão: se esses recursos não tivessem sido comprometidos com o pagamento de dívidas herdadas, quanto poderiam ter representado em investimentos, melhorias nos serviços públicos e benefícios para a população macauense?

É justamente nesse contexto que a atual gestão procura justificar as dificuldades enfrentadas para manter os compromissos administrativos e, ao mesmo tempo, ampliar os investimentos no município.

Organizar a casa exige novas medidas

Com as dívidas sendo honradas e o mandato se aproximando de dois anos, a administração municipal anuncia mais uma medida de readequação financeira: a proposta de redução de 18% nos salários da prefeita, do vice-prefeito, dos secretários e dos cargos comissionados.

A mensagem política é clara: o ajuste administrativo precisa alcançar também os integrantes do primeiro escalão e os cargos de confiança.

Exemplo, responsabilidade e atitude política

A decisão também abre espaço para uma comparação com práticas de gestões anteriores. Enquanto críticas são direcionadas diariamente à atual administração, é importante lembrar que a população tem o direito de cobrar coerência, responsabilidade e compromisso de todos aqueles que já passaram pelo comando da Prefeitura.

A proposta de Flávia Veras, se aprovada pela Câmara Municipal e efetivamente implementada, representa uma decisão de contenção de despesas que começa pelo próprio núcleo político-administrativo da gestão.

Ajuste para todos, inclusive para quem governa

A prefeita não se limita a apresentar justificativas sobre as dificuldades financeiras. Ao anunciar uma proposta que atinge seu próprio salário e os vencimentos de sua equipe de confiança, assume publicamente o compromisso de dividir o esforço de austeridade.

É uma mensagem importante em um momento no qual Macau precisa equilibrar suas contas, preservar os serviços essenciais e continuar buscando condições para investir no desenvolvimento do município.

No fim das contas, governar também significa tomar decisões difíceis. E a proposta anunciada por Flávia Veras deixa uma questão para o debate político local: se o município precisa apertar o cinto, por que esse esforço não começaria justamente por quem está no comando da máquina pública?

A atitude da prefeita demonstra além de empatia ; respeito público aos seus cidadãos e servidores que fazem a maquina pública municipal funcionar de maneira digna e eficiente..


PROERD NAS ESCOLAS: Polícia Militar leva conscientização e combate ao bullying para estudantes de Pendências e Alto do Rodrigues

 


Educação, respeito e prevenção são ferramentas fundamentais para combater a violência e construir um ambiente escolar mais seguro.

A prevenção à violência e o combate ao bullying também precisam fazer parte da rotina das escolas. Com essa preocupação, a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por meio da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar (1ª CIPM) e do Batalhão de Policiamento Escolar e de Prevenção às Drogas (BPRED), vem desenvolvendo ações educativas nas unidades de ensino de Macau, Pendências e Alto do Rodrigues.

Nesta quarta-feira (04), a ação chegou ao município de Alto do Rodrigues, na Escola Municipal Francisco de Oliveira Melo, onde policiais militares realizaram uma palestra voltada à conscientização dos estudantes sobre o bullying e suas consequências no ambiente escolar.

A iniciativa busca chamar a atenção de crianças e adolescentes para a importância do respeito às diferenças, da empatia e da convivência saudável. Afinal, atitudes que muitas vezes são tratadas como simples brincadeiras podem provocar sofrimento emocional, prejudicar o aprendizado e deixar marcas profundas na vida de quem sofre com intimidações e constrangimentos.



Mais do que apresentar orientações, o trabalho desenvolvido pelo PROERD procura aproximar a Polícia Militar da comunidade escolar, criando espaços de diálogo e conscientização sobre cidadania, prevenção às drogas e enfrentamento de diferentes formas de violência.

O programa tem papel importante na formação de crianças e adolescentes, estimulando escolhas responsáveis e mostrando que a construção de uma sociedade mais segura começa também dentro das salas de aula.

Prevenir é educar. Combater o bullying é promover respeito, proteger crianças e adolescentes e garantir que a escola seja um espaço de aprendizagem, acolhimento e oportunidades para todos.

 



Enem terá esquema de segurança com mil policiais no RN

 


Cerca de mil policiais militares serão mobilizados para atuar durante a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 no Rio Grande do Norte. A operação será realizada nos dias 8 e 15 de novembro, em 41 municípios do estado, onde 113.912 candidatos estão inscritos.

As provas serão aplicadas em 359 locais. Desse total, dez municípios estão na Região Metropolitana de Natal e outros 31 ficam no interior do estado.

O planejamento da Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) prevê policiamento nos locais de aplicação, acompanhamento do transporte das provas e segurança para candidatos e profissionais envolvidos no exame.

Coordenada pela Polícia Militar, a operação também ficará responsável pela guarda e escolta dos malotes com as provas. Os policiais acompanharão o transporte do material desde as agências dos Correios até os locais de aplicação.

 


RN chega a 86% do território em situação de seca, segundo monitoramento da ANA

 


O Rio Grande do Norte encerrou setembro com 86% do território afetado pela seca, segundo o Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Em agosto, o índice era de 79%. No período, a área atingida pela seca moderada passou de 25% para 61%.

A situação preocupa diante da previsão de um El Niño forte nos próximos meses, com possibilidade de chuvas abaixo da média. O cenário aumenta os desafios para o abastecimento de água e para as atividades do campo em 2027.

De acordo com levantamento do Instituto de Gestão das Águas do RN (Igarn), atualizado em 26 de outubro, 16 dos 69 reservatórios monitorados no estado estão com menos de 10% da capacidade.

No total, as reservas hídricas superficiais do Rio Grande do Norte acumulam 45,78% da capacidade de armazenamento.

 


CEI DA CÂMARA DE NATAL SOBRE BURACOS DEIXADOS PELA CAERN DEVE SERVIR DE ALERTA PARA TODO O RN

 


Problema que afeta a capital potiguar também castiga os municípios do interior. É preciso cobrar responsabilidade e recuperação das vias públicas após intervenções da companhia.

A iniciativa da Câmara Municipal de Natal merece atenção de todo o Rio Grande do Norte. A instalação de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar os buracos e as valas deixados nas ruas da capital após intervenções da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) abre um importante precedente para que outros municípios também cobrem providências.

Afinal, o problema não é exclusividade de Natal. Em diversas cidades do interior potiguar, moradores convivem com ruas danificadas, pavimentação comprometida e transtornos provocados por serviços realizados pela companhia, muitas vezes sem que a recuperação adequada aconteça em prazo razoável.

Entenda a questão

No dia 29 de setembro, a Câmara Municipal de Natal instalou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a abertura e a reincidência de buracos, a demora na recuperação do pavimento e possíveis prejuízos ao patrimônio público decorrentes das obras executadas pela Caern.

Um dos pontos centrais da investigação é o cumprimento da Lei Municipal nº 8.041/2026, que estabelece prazo de até 72 horas, após o encerramento dos serviços, para a recuperação definitiva do pavimento.

A CEI será presidida pela vereadora Anne Lagartixa (PL), tendo como vice-presidente o vereador Subtenente Eliabe (PL) e como relator Matheus Faustino (União Brasil). Também integram a comissão os vereadores Daniell Rendall (Republicanos) e Cláudio Custódio (PP).

O grupo terá 120 dias para concluir os trabalhos, com possibilidade de prorrogação por mais 120 dias, totalizando até 240 dias de investigação.

Além da Caern, a comissão pretende analisar a atuação das secretarias municipais de Serviços Urbanos (Semsur) e de Infraestrutura (Seinfra), responsáveis pelo acompanhamento das intervenções.

Procurada pelo g1, a Caern informou que não iria se pronunciar naquele momento.

E o interior do RN, vai continuar convivendo com esse problema?

A iniciativa do Legislativo natalense precisa servir de referência para as demais câmaras municipais do Rio Grande do Norte. Não é razoável que uma companhia execute intervenções nas ruas, abra valas, comprometa a pavimentação e deixe para a população a conta dos transtornos causados pela demora na recuperação das vias.

Em municípios como Macau, Guamaré, Pendências, Areia Branca e tantas outras cidades da região salineira, a realidade também exige atenção. Cabe aos vereadores cobrar providências e verificar se os serviços estão sendo realizados de acordo com as normas municipais.

Cada município precisa observar a existência de legislação própria que estabeleça prazos e responsabilidades para a recomposição do pavimento. Onde houver previsão legal, que seja cumprida. Onde não houver regulamentação adequada, cabe ao Legislativo discutir medidas que garantam a proteção do patrimônio público e o direito de ir e vir da população.

Afinal, abrir uma rua para realizar um serviço público não significa ter autorização para deixá-la esburacada.

A população paga seus impostos, precisa de ruas em boas condições e não pode continuar sendo penalizada pela falta de planejamento ou responsabilidade na execução desses serviços.

Que a CEI instalada em Natal não seja apenas mais uma investigação restrita à capital, mas um alerta para todo o Rio Grande do Norte. O problema está presente em muitos municípios e precisa deixar de ser tratado como algo normal.

Fiscalizar é obrigação do Legislativo. Recuperar o que foi danificado é responsabilidade de quem executa o serviço. A população não pode continuar pagando essa conta.

 


Cadu Xavier defende presença mais forte do Estado contra o crime organizado e promete governo com identidade própria no RN

 


O governador eleito do Rio Grande do Norte, Cadu Xavier (PT), defendeu nesta quarta-feira (4) a aprovação da PEC da Segurança Pública pelo Senado Federal e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado no estado deverá ser uma das prioridades de sua futura administração. Para Cadu, combater as facções criminosas exige mais do que operações policiais: é preciso colocar a polícia nas ruas, ocupar territórios dominados pela criminalidade e garantir a presença permanente do poder público nas comunidades mais vulneráveis.

A declaração chama atenção por reconhecer que a segurança pública não se resolve apenas com viaturas, armamentos e ações ostensivas. O governador eleito defende uma política que combine repressão ao crime com investimentos em educação, saúde, assistência social e outros serviços públicos. A proposta é recuperar espaços onde o Estado perdeu presença e onde organizações criminosas passaram a exercer influência sobre a população. É uma visão que exige planejamento, integração entre governos e, sobretudo, capacidade de execução.

A manifestação aconteceu durante agenda em Brasília, onde Cadu acompanha a governadora Fátima Bezerra (PT) em reuniões com representantes do governo federal e ministérios. A PEC aprovada pelo Senado busca fortalecer a integração entre União, estados e municípios, ampliar a atuação coordenada das forças de segurança e garantir novos mecanismos de financiamento para o setor. Para o Rio Grande do Norte, a expectativa é que essas mudanças contribuam para melhorar a estrutura de combate à criminalidade, embora os resultados dependam de planejamento e ações concretas.

Mas a segurança pública não foi o único assunto abordado pelo governador eleito. Ex-secretário estadual da Fazenda e auditor fiscal, Cadu também sinalizou que pretende dar atenção especial ao equilíbrio das contas públicas, à atração de investimentos e à geração de emprego e renda. Ele reconheceu que o Rio Grande do Norte enfrenta dificuldades fiscais acumuladas há mais de duas décadas e afirmou que pretende ampliar a capacidade de investimento do Estado e melhorar a prestação dos serviços oferecidos à população. O desafio será transformar o discurso econômico em resultados que cheguem à vida dos potiguares.

Outro ponto politicamente relevante foi a declaração de que, apesar da lealdade e do reconhecimento à governadora Fátima Bezerra, sua administração terá identidade própria. Cadu afirmou que seu governo será diferente do atual, destacando que sua atuação deverá ter uma pegada mais voltada ao desenvolvimento econômico. A declaração sinaliza que o futuro governador pretende preservar a aliança política com Fátima, mas também construir sua própria marca administrativa, com prioridades e estratégias que deverão ser observadas ao longo da transição.

Agora, a expectativa da população potiguar é saber como essas propostas sairão do discurso para a prática. Segurança pública, equilíbrio fiscal, geração de empregos e melhoria dos serviços essenciais são cobranças antigas dos municípios e da sociedade. Cadu Xavier terá a oportunidade de mostrar que a promessa de um governo de avanço não ficará apenas nas declarações de Brasília. O Rio Grande do Norte precisa de um Estado presente, eficiente e capaz de responder aos problemas reais da população. E é pelos resultados, não pelas promessas, que a nova gestão será avaliada.

 


Rogério Marinho entra na disputa pela presidência do Senado e coloca o Rio Grande do Norte no centro de uma das maiores articulações políticas de Brasília

 


O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) deu um passo importante para chegar ao comando do Senado Federal. Nesta quarta-feira (4), a bancada do PL oficializou seu nome como candidato à presidência da Casa para o biênio 2027-2028. O lançamento aconteceu em Brasília, durante reunião que contou, segundo o partido, com a participação de 33 senadores.

Líder da oposição, Rogério Marinho pretende transformar a disputa em um movimento de fortalecimento da direita no Congresso Nacional. Entre suas principais bandeiras estão a retomada das discussões sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, uma fiscalização mais rigorosa do governo Lula (PT) e a defesa das prerrogativas do Poder Legislativo.

A candidatura chega com um trunfo político importante: o PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura, com 29 das 81 cadeiras. Além disso, Marinho já conta com o apoio dos três senadores eleitos pelo Novo e afirma ter conversas favoráveis com parlamentares do PP e do Republicanos.

Mas o caminho até a presidência não será tão simples. Para vencer, o senador potiguar precisará conquistar pelo menos 41 votos, número que exige articulação para além dos limites de sua própria bancada.

Do outro lado está o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição. Também aparece no cenário a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que integra o mesmo campo político de Marinho e também é apontada como possível candidata.

Apesar da disputa interna, Rogério Marinho trabalha com a possibilidade de uma composição em janeiro, quando as forças de oposição deverão buscar a unificação em torno de um único nome.

O peso político para o Rio Grande do Norte

A candidatura de Rogério Marinho ultrapassa os limites de uma disputa partidária em Brasília. Para o Rio Grande do Norte, a possibilidade de um senador do estado assumir a presidência do Senado representa uma oportunidade de ampliar sua presença política no cenário nacional.

Não se trata apenas de prestígio institucional. A presidência da Casa coloca seu ocupante em uma posição estratégica nas articulações do Congresso, na definição da pauta legislativa e no diálogo com o Governo Federal, governadores e demais lideranças políticas.

No tabuleiro potiguar, uma eventual vitória também poderá fortalecer o capital político de Rogério Marinho e ampliar sua influência nas articulações para as eleições estaduais de 2028 e 2030. Afinal, ocupar o segundo posto na linha sucessória da Presidência da República não é pouca coisa.

Entretanto, o desafio será transformar esse protagonismo nacional em resultados concretos para o estado. O Rio Grande do Norte precisa de representação forte na defesa de investimentos, obras estruturantes, segurança hídrica, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

A disputa vai além de uma cadeira.

A pergunta que fica é: o peso da maior bancada será suficiente para garantir a vitória ou a capacidade de articulação de Davi Alcolumbre falará mais alto?

Para os potiguares, a torcida por um senador do estado na presidência do Senado tem uma razão política evidente. Mas a expectativa maior deve ser por resultados que ultrapassem os discursos e o prestígio dos cargos.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, o jogo político promete muitas conversas, alianças e disputas nos bastidores de Brasília.

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Coisas do Brasil: Novo piso de merendeiras, auxiliares de limpeza, porteiros e secretários escolares pode chegar a R$ 3.847,97 e superar salários de outras categorias com nivel superior

 



Enquanto os municípios sofrem na teoria para honrar compromissos, uma proposta aprovada no Senado prevê remuneração mínima nacional para merendeiras, auxiliares de limpeza e secretários escolares.

Se virar lei, o novo piso poderá colocar esses trabalhadores em uma faixa salarial superior à de diversas profissões de nível superior, levantando um debate sobre a valorização e a política de remuneração no serviço público.

A valorização dos profissionais da educação básica está no centro de uma discussão que pode provocar mudanças importantes na estrutura salarial do serviço público brasileiro. A Comissão de Educação e Cultura (CE) do Senado aprovou o Projeto de Lei 2.531/2021, que estabelece um piso salarial nacional para os trabalhadores que exercem funções de apoio nas escolas públicas.

A proposta prevê que profissionais como merendeiras, auxiliares de limpeza, porteiros e secretários escolares recebam, no mínimo, 75% do piso nacional do magistério. Considerando o valor de R$ 5.130,63 informado na proposta, a remuneração mínima chegaria a R$ 3.847,97 para uma jornada de até 40 horas semanais, desde que atendidos os critérios previstos no projeto.

A iniciativa é importante porque reconhece trabalhadores que, embora muitas vezes não apareçam como protagonistas nas políticas educacionais, são indispensáveis para o funcionamento das escolas.

Mas existe outro aspecto que merece atenção: o impacto dessa nova referência salarial quando comparada à remuneração de outras categorias profissionais.

Um piso maior que o de muitas profissões de nível superior?

O ponto que merece uma reflexão mais aprofundada é a comparação salarial. Caso o projeto seja aprovado definitivamente e sancionado pelo presidente Lula, trabalhadores de apoio da educação poderão ter vencimento inicial de R$ 3.847,97, valor que poderá superar a remuneração inicial de profissionais com formação universitária em determinadas redes públicas e municípios.

É o caso de categorias como:

  • Psicólogos;
  • Jornalistas;
  • Nutricionistas;
  • Terapeutas ocupacionais;
  • Assistentes sociais;
  • Outros profissionais de nível superior.

É importante fazer uma ressalva: essas profissões não possuem uma remuneração nacional única para todos os trabalhadores do serviço público. Os salários variam conforme legislação, jornada, plano de carreira e município. Portanto, a comparação não significa que todos esses profissionais recebam menos, mas evidencia uma possível distorção nas estruturas remuneratórias de determinadas administrações públicas.

A discussão não deve ser interpretada como desvalorização dos trabalhadores da educação. Merendeiras, auxiliares de serviços gerais e secretários escolares merecem reconhecimento e remuneração digna. O questionamento é outro: como estabelecer uma política salarial equilibrada, capaz de valorizar todas as categorias, inclusive aquelas que exigem formação superior e especialização?

Quem vai pagar essa conta?

Outro ponto que merece atenção é o impacto financeiro para estados e municípios.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que a implantação do piso poderá gerar um custo adicional de aproximadamente R$ 20,1 bilhões por ano para os municípios brasileiros.

O senador Esperidião Amin já manifestou preocupação com a ausência de uma avaliação financeira mais aprofundada. A matéria seguirá para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde deverá ser discutida a capacidade de financiamento da medida.

Ainda não é lei

Apesar da aprovação na Comissão de Educação e Cultura, o projeto ainda não está valendo. O PL 2.531/2021 precisa avançar na tramitação do Senado e cumprir as demais etapas legislativas antes de chegar à sanção presidencial.

Portanto, não há ainda obrigação de pagamento desse valor pelos governos municipais.

A valorização de uma categoria profissional não deveria significar o esquecimento de outra. O Brasil precisa reconhecer quem trabalha dentro das escolas, mas também precisa discutir a política salarial de maneira responsável, considerando formação, atribuições, jornada, responsabilidade profissional e capacidade financeira dos entes públicos.

 


Macau realiza Fórum Municipal de Adaptação à Mudança do Clima nesta quinta-feira (5)

 


Evento será realizado na Câmara Municipal, a partir das 9h, e terá participação aberta à população.

A Prefeitura de Macau realiza nesta quinta-feira, 5 de novembro, às 9h, a sessão de instalação do Fórum Municipal de Adaptação à Mudança do Clima (FMAC). O encontro acontecerá na Câmara Municipal de Macau, no Centro da cidade, e será aberto à participação da população.

A iniciativa tem como proposta criar um espaço permanente de diálogo, participação social e construção coletiva de soluções para enfrentar os desafios provocados pelas mudanças climáticas no município.

O Fórum pretende reunir governo, sociedade civil e comunidade para discutir os impactos das alterações climáticas em Macau, contribuindo para a elaboração do Plano Municipal de Adaptação e o fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção, proteção ambiental e resiliência.

Entre os principais objetivos estão debater os efeitos das mudanças climáticas no território salineiro, construir coletivamente estratégias de adaptação, fortalecer ações preventivas e integrar diferentes setores da sociedade na busca por soluções.

A iniciativa reforça a importância de preparar Macau para os desafios ambientais do presente e do futuro, considerando as características do município e sua relação direta com o litoral, as atividades econômicas e os recursos naturais.

Com o lema “Conhecimento que transforma. Ações que protegem”, o Fórum Municipal de Adaptação à Mudança do Clima representa uma oportunidade para ampliar o debate e incentivar a participação popular na construção de uma cidade mais preparada e resiliente às mudanças climáticas.

SERVIÇO

  • Evento: Sessão de instalação do Fórum Municipal de Adaptação à Mudança do Clima (FMAC).
  • Data: 05 de novembro de 2026 (quinta-feira).
  • Horário: 9h.
  • Local: Câmara Municipal de Macau – Centro.
  • Participação: Presencial e aberta à população.