quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Rogério Marinho entra na disputa pela presidência do Senado e coloca o Rio Grande do Norte no centro de uma das maiores articulações políticas de Brasília

 


O senador potiguar Rogério Marinho (PL-RN) deu um passo importante para chegar ao comando do Senado Federal. Nesta quarta-feira (4), a bancada do PL oficializou seu nome como candidato à presidência da Casa para o biênio 2027-2028. O lançamento aconteceu em Brasília, durante reunião que contou, segundo o partido, com a participação de 33 senadores.

Líder da oposição, Rogério Marinho pretende transformar a disputa em um movimento de fortalecimento da direita no Congresso Nacional. Entre suas principais bandeiras estão a retomada das discussões sobre anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro, uma fiscalização mais rigorosa do governo Lula (PT) e a defesa das prerrogativas do Poder Legislativo.

A candidatura chega com um trunfo político importante: o PL terá a maior bancada do Senado na próxima legislatura, com 29 das 81 cadeiras. Além disso, Marinho já conta com o apoio dos três senadores eleitos pelo Novo e afirma ter conversas favoráveis com parlamentares do PP e do Republicanos.

Mas o caminho até a presidência não será tão simples. Para vencer, o senador potiguar precisará conquistar pelo menos 41 votos, número que exige articulação para além dos limites de sua própria bancada.

Do outro lado está o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que pretende disputar a reeleição. Também aparece no cenário a senadora Tereza Cristina (PP-MS), que integra o mesmo campo político de Marinho e também é apontada como possível candidata.

Apesar da disputa interna, Rogério Marinho trabalha com a possibilidade de uma composição em janeiro, quando as forças de oposição deverão buscar a unificação em torno de um único nome.

O peso político para o Rio Grande do Norte

A candidatura de Rogério Marinho ultrapassa os limites de uma disputa partidária em Brasília. Para o Rio Grande do Norte, a possibilidade de um senador do estado assumir a presidência do Senado representa uma oportunidade de ampliar sua presença política no cenário nacional.

Não se trata apenas de prestígio institucional. A presidência da Casa coloca seu ocupante em uma posição estratégica nas articulações do Congresso, na definição da pauta legislativa e no diálogo com o Governo Federal, governadores e demais lideranças políticas.

No tabuleiro potiguar, uma eventual vitória também poderá fortalecer o capital político de Rogério Marinho e ampliar sua influência nas articulações para as eleições estaduais de 2028 e 2030. Afinal, ocupar o segundo posto na linha sucessória da Presidência da República não é pouca coisa.

Entretanto, o desafio será transformar esse protagonismo nacional em resultados concretos para o estado. O Rio Grande do Norte precisa de representação forte na defesa de investimentos, obras estruturantes, segurança hídrica, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

A disputa vai além de uma cadeira.

A pergunta que fica é: o peso da maior bancada será suficiente para garantir a vitória ou a capacidade de articulação de Davi Alcolumbre falará mais alto?

Para os potiguares, a torcida por um senador do estado na presidência do Senado tem uma razão política evidente. Mas a expectativa maior deve ser por resultados que ultrapassem os discursos e o prestígio dos cargos.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro de 2027. Até lá, o jogo político promete muitas conversas, alianças e disputas nos bastidores de Brasília.