quinta-feira, 5 de novembro de 2026

“CORTAR NA PRÓPRIA CARNE”: FLÁVIA VERAS ANUNCIA REDUÇÃO DE 18% NOS SALÁRIOS DO PRIMEIRO ESCALÃO E CARGOS COMISSIONADOS

 


Em nota pública, a prefeita salineira de Macau, Flávia Veras, voltou a abordar os desafios administrativos e financeiros enfrentados pelo município. Ao destacar investimentos, organização das contas públicas e a necessidade de austeridade, a gestora anunciou que encaminhará à Câmara Municipal um Projeto de Lei propondo a redução de 18% nos salários da prefeita, do vice-prefeito, dos secretários e dos ocupantes de cargos comissionados.

A iniciativa, segundo a proposta anunciada, busca adequar as despesas da máquina pública à realidade financeira do município. Com a medida, Flávia Veras sinaliza que o esforço de contenção de gastos não deverá recair apenas sobre os servidores, mas também sobre quem ocupa os principais cargos da administração municipal.

O município que a gestão diz ter encontrado

Ao relembrar o cenário encontrado no início do mandato, a prefeita descreveu uma situação que classificou como de calamidade administrativa e financeira.

“Encontramos o município em situação de calamidade administrativa e financeira, com salários de servidores efetivos e aposentados em atraso, desorganização das contas públicas, falta de médicos, direitos dos servidores descumpridos, escolas sucateadas, contas de energia dos prédios públicos em atraso, sob risco de corte, transporte escolar suspenso e iluminação pública precária”, afirmou.

A gestora também destacou que, desde o início do mandato, a administração tem enfrentado decisões difíceis para reorganizar o funcionamento da Prefeitura e recuperar a capacidade financeira do município.

Mais de R$ 30 milhões em dívidas: o peso da herança administrativa

Um dos pontos que merece destaque é o volume de compromissos financeiros deixados pela gestão anterior, que, segundo os dados apresentados pela atual administração, ultrapassava R$ 30 milhões.

E aqui cabe uma reflexão: se esses recursos não tivessem sido comprometidos com o pagamento de dívidas herdadas, quanto poderiam ter representado em investimentos, melhorias nos serviços públicos e benefícios para a população macauense?

É justamente nesse contexto que a atual gestão procura justificar as dificuldades enfrentadas para manter os compromissos administrativos e, ao mesmo tempo, ampliar os investimentos no município.

Organizar a casa exige novas medidas

Com as dívidas sendo honradas e o mandato se aproximando de dois anos, a administração municipal anuncia mais uma medida de readequação financeira: a proposta de redução de 18% nos salários da prefeita, do vice-prefeito, dos secretários e dos cargos comissionados.

A mensagem política é clara: o ajuste administrativo precisa alcançar também os integrantes do primeiro escalão e os cargos de confiança.

Exemplo, responsabilidade e atitude política

A decisão também abre espaço para uma comparação com práticas de gestões anteriores. Enquanto críticas são direcionadas diariamente à atual administração, é importante lembrar que a população tem o direito de cobrar coerência, responsabilidade e compromisso de todos aqueles que já passaram pelo comando da Prefeitura.

A proposta de Flávia Veras, se aprovada pela Câmara Municipal e efetivamente implementada, representa uma decisão de contenção de despesas que começa pelo próprio núcleo político-administrativo da gestão.

Ajuste para todos, inclusive para quem governa

A prefeita não se limita a apresentar justificativas sobre as dificuldades financeiras. Ao anunciar uma proposta que atinge seu próprio salário e os vencimentos de sua equipe de confiança, assume publicamente o compromisso de dividir o esforço de austeridade.

É uma mensagem importante em um momento no qual Macau precisa equilibrar suas contas, preservar os serviços essenciais e continuar buscando condições para investir no desenvolvimento do município.

No fim das contas, governar também significa tomar decisões difíceis. E a proposta anunciada por Flávia Veras deixa uma questão para o debate político local: se o município precisa apertar o cinto, por que esse esforço não começaria justamente por quem está no comando da máquina pública?

A atitude da prefeita demonstra além de empatia ; respeito público aos seus cidadãos e servidores que fazem a maquina pública municipal funcionar de maneira digna e eficiente..