Em nota pública, a prefeita salineira
de Macau, Flávia Veras, voltou a abordar os desafios administrativos e
financeiros enfrentados pelo município. Ao destacar investimentos, organização
das contas públicas e a necessidade de austeridade, a gestora anunciou que
encaminhará à Câmara Municipal um Projeto de Lei propondo a redução de 18% nos
salários da prefeita, do vice-prefeito, dos secretários e dos ocupantes de
cargos comissionados.
A iniciativa, segundo a proposta
anunciada, busca adequar as despesas da máquina pública à realidade financeira
do município. Com a medida, Flávia Veras sinaliza que o esforço de contenção de
gastos não deverá recair apenas sobre os servidores, mas também sobre quem
ocupa os principais cargos da administração municipal.
O município que a gestão diz ter
encontrado
Ao relembrar o cenário encontrado no
início do mandato, a prefeita descreveu uma situação que classificou como de
calamidade administrativa e financeira.
“Encontramos o município em situação
de calamidade administrativa e financeira, com salários de servidores efetivos
e aposentados em atraso, desorganização das contas públicas, falta de médicos,
direitos dos servidores descumpridos, escolas sucateadas, contas de energia dos
prédios públicos em atraso, sob risco de corte, transporte escolar suspenso e
iluminação pública precária”, afirmou.
A gestora também destacou que, desde o
início do mandato, a administração tem enfrentado decisões difíceis para
reorganizar o funcionamento da Prefeitura e recuperar a capacidade financeira
do município.
Mais de R$ 30 milhões em dívidas: o
peso da herança administrativa
Um dos pontos que merece destaque é o
volume de compromissos financeiros deixados pela gestão anterior, que, segundo
os dados apresentados pela atual administração, ultrapassava R$ 30 milhões.
E aqui cabe uma reflexão: se esses
recursos não tivessem sido comprometidos com o pagamento de dívidas herdadas,
quanto poderiam ter representado em investimentos, melhorias nos serviços
públicos e benefícios para a população macauense?
É justamente nesse contexto que a
atual gestão procura justificar as dificuldades enfrentadas para manter os
compromissos administrativos e, ao mesmo tempo, ampliar os investimentos no
município.
Organizar a casa exige novas medidas
Com as dívidas sendo honradas e o
mandato se aproximando de dois anos, a administração municipal anuncia mais uma
medida de readequação financeira: a proposta de redução de 18% nos salários da
prefeita, do vice-prefeito, dos secretários e dos cargos comissionados.
A mensagem política é clara: o ajuste
administrativo precisa alcançar também os integrantes do primeiro escalão e os
cargos de confiança.
Exemplo, responsabilidade e atitude
política
A decisão também abre espaço para uma
comparação com práticas de gestões anteriores. Enquanto críticas são
direcionadas diariamente à atual administração, é importante lembrar que a
população tem o direito de cobrar coerência, responsabilidade e compromisso de
todos aqueles que já passaram pelo comando da Prefeitura.
A proposta de Flávia Veras, se
aprovada pela Câmara Municipal e efetivamente implementada, representa uma
decisão de contenção de despesas que começa pelo próprio núcleo
político-administrativo da gestão.
Ajuste para todos, inclusive para quem
governa
A prefeita não se limita a apresentar
justificativas sobre as dificuldades financeiras. Ao anunciar uma proposta que
atinge seu próprio salário e os vencimentos de sua equipe de confiança, assume
publicamente o compromisso de dividir o esforço de austeridade.
É uma mensagem importante em um
momento no qual Macau precisa equilibrar suas contas, preservar os serviços
essenciais e continuar buscando condições para investir no desenvolvimento do
município.
No fim das contas, governar também
significa tomar decisões difíceis. E a proposta anunciada por Flávia Veras
deixa uma questão para o debate político local: se o município precisa apertar
o cinto, por que esse esforço não começaria justamente por quem está no comando
da máquina pública?
A atitude da prefeita demonstra além de
empatia ; respeito público aos seus cidadãos e servidores que fazem a maquina
pública municipal funcionar de maneira digna e eficiente..
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