A Comissão Especial que analisa as
propostas de redução da jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas
semanais e do fim da escala 6x1 adiou, para próxima segunda-feira (25), a
apresentação do parecer do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-PB). Pelo
cronograma original, o relator divulgaria seu texto nesta quarta-feira (20).
O adiamento ocorre em meio à pressão
de setores do empresariado e de partidos da oposição e do chamado Centrão, que
reúne legendas da direita tradicional, para incluir uma regra de transição de
10 anos, com redução do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os
trabalhadores e exclusão de categorias consideradas essenciais.
O presidente da Comissão, deputado
Alencar Santana (PT-SP), informou que precisa de mais tempo para negociar a
regra de transição, mas que a data votação do texto, previsto para o dia 26 de
maio na Comissão, está mantida.
“Se tivesse a definição, o relatório
seria apresentado amanhã [dia 20]. Mas ainda não há. Há diálogos, sem dúvida
alguma. São pontos a serem esclarecidos, são pontos a serem acordados, mas o
sentimento, sem dúvida alguma, em especial, digo ao trabalhador, é que é
pensando em você”, afirmou Santana.
O adiamento foi definido após reunião
do relator, na noite dessa terça-feira (19), com o presidente da Câmara, Hugo
Motta (Republicanos-PB), e o líder do governo na Casa, deputado Paulo Pimenta
(PT-RS).


