Essa é a pergunta que não quer calar
nos bastidores da política salineira.
Pois bem...
Chegou a este jornalista a informação
de que um vereador de Macau, que não conseguiu alcançar sequer 1.000 votos na
eleição em que disputou o próprio mandato, teria chegado para um possível
candidato a deputado estadual com uma proposta pra lá de generosa: garantir
mais de 1.000 votos em Macau para o seu candidato.
Opa!
Aí a matemática começa a ficar
interessante.
Não se sabe se foi excesso de
confiança, falta de experiência política ou simplesmente aquela velha
estratégia de “arrota voto para ver se a mala abre”.
Porque uma coisa é pedir investimento
para um candidato. Outra, bem diferente, é vender a ideia de que tem na mão uma
quantidade de votos que, convenhamos, nem o próprio vereador conseguiu colocar
na urna quando precisou deles.
Mas tem mais...
Segundo o que circula nos bastidores,
uma liderança salineira de maior patente também deverá apoiar o mesmo candidato
a deputado estadual em Macau.
E aí surge a pergunta que está fazendo
cócegas nos bastidores:
Será que o edil pretende dar um
“canga-pé” nessa liderança e se apresentar como o verdadeiro dono dos votos do
candidato na terrinha salineira?
Se for essa a estratégia, alguém
precisa avisar que voto não vem com escritura pública, não tem IPTU e muito
menos matrícula no cartório.
Voto tem dono até o eleitor apertar o
botão.
E olhe lá!
Porque, pelo andar da carruagem, o
vereador parece estar querendo transformar uma eventual votação do candidato em
Macau numa espécie de “propriedade particular”, como se os votos fossem
todos carimbados com seu nome e, logo em seguida, barganhar com o executivo municipal
os seus interesses futuros.
A pergunta, portanto, continua de pé:
Como alguém que não conseguiu 1.000 votos para si pretende entregar mais de 1.000 votos para outro candidato?
Não é impossível, claro.
A política é cheia de surpresas e
eleição não é uma ciência exata. Mas também não é uma feira onde se anuncia
mercadoria sem estoque.
Talvez o vereador tenha uma liderança
eleitoral que ainda não apareceu nas urnas.
Talvez tenha descoberto uma fórmula
secreta para multiplicar votos.
Ou talvez esteja apenas fazendo aquele
famoso “marketing de bastidor”, prometendo muito para ver quem acredita.
Mas, até lá, fica a dúvida:
É ousadia política, estratégia para
abrir a mala do investimento ou simplesmente excesso de confiança na própria
capacidade de transferir votos?
Porque em política salineira tem uma
coisa que continua valendo:
prometer voto é fácil. Difícil mesmo é
fazer o eleitor confirmar a promessa diante da urna.
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