A passagem do candidato a deputado
estadual Jorge do Rosário por Macau, nesta quinta-feira (27), teve um
ingrediente que vai além de uma simples visita de campanha.
Ao circular pelo Mercado Modelo,
reencontrar familiares, amigos e antigos conhecidos, Jorge fez questão de
resgatar sua história com a cidade. Morou em Macau quando era jovem, trabalhou
no comércio e mantém, segundo ele, uma ligação afetiva com o município.
E na política, como se sabe, memória
também pode virar voto.
Acompanhado de apoiadores como Lenilson
Ramos, Pardalzinho e Nelson Mendonça, entre outros, Jorge aproveitou a agenda
para apresentar propostas e, principalmente, deixar uma mensagem: pretende
disputar espaço eleitoral em Macau e buscar votos para sua candidatura a
deputado estadual.
A indústria salineira no centro do
discurso
Entre as propostas apresentadas, Jorge
colocou a indústria salineira entre as prioridades. O tema tem peso especial em
Macau, município cuja história econômica está diretamente ligada à atividade
salineira.
Também falou em geração de empregos e
na criação de crédito a juro zero para jovens empreendedores, além de
investimentos em infraestrutura, saúde, segurança e oportunidades.
Mas há uma pergunta inevitável: essas
propostas conseguirão transformar a relação afetiva de Jorge com Macau em força
eleitoral?
É justamente aí que começa a disputa.
A eleição para deputado estadual não
se ganha apenas com vínculos pessoais ou lembranças de uma cidade. É preciso
construir uma rede de apoios, apresentar propostas capazes de convencer o
eleitor e, principalmente, transformar presença política em votos nas urnas.
Jorge parece saber disso.
Ao afirmar que quer “retribuir” sua
ligação com Macau através de um mandato de deputado estadual, ele estabelece
uma espécie de compromisso público com a cidade.
“Eu tenho compromisso com Macau. Tenho
uma ligação afetiva com Macau e quero retribuir com o mandato de deputado
estadual.”
Agora resta saber se essa relação
construída no passado será suficiente para abrir espaço no presente.
Macau, como sempre, será território de
disputa. E cada visita, cada apoio anunciado e cada movimento político começa a
revelar quem está disposto a entrar no jogo para valer.
A eleição ainda está em construção.
Mas uma coisa já está clara: quem pretende disputar votos em Macau terá que
apresentar mais do que nome e discurso. Terá que mostrar força política e
capacidade de representar os interesses da cidade.
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