segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Deu na Globo: Pesquisa Quaest mostra Cadu de Lula no empate técnico com Allyson; disputa pelo Governo do RN aponta cenário apertado no segundo turno

 


A pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24), encomendada pela Inter TV Cabugi, coloca Cadu de Lula (PT) em segundo lugar na corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte, com 21% das intenções de voto na pesquisa estimulada.

O levantamento mostra Allyson (União) com 25%, seguido por Cadu, com 21%, e Álvaro Dias (PL), com 19%. Na sequência aparecem Rodrigo Bolsonaro (2%), Professor Robério Paulino (2%) e Dário Barbosa (1%).

Mais do que a fotografia do primeiro turno, porém, os números chamam atenção pelo equilíbrio projetado para uma eventual segunda etapa da eleição.

No cenário entre Allyson e Cadu de Lula, a diferença fica dentro da margem de erro: 35% para Allyson contra 34% para Cadu. Ou seja, tecnicamente, trata-se de um empate.

O dado ganha ainda mais peso quando observado junto à pesquisa espontânea. Sem apresentar os nomes dos candidatos, Allyson aparece com 16%, enquanto Cadu e Álvaro Dias registram 10% cada. Entretanto, 57% dos entrevistados ainda não sabem ou não responderam.

Cadu entra no jogo com possibilidade real de virada histórica

A pesquisa revela um eleitorado que ainda não está completamente definido. 34% afirmam que podem mudar de voto até a eleição, enquanto 66% dizem que sua escolha é definitiva.

Esse é um dos pontos que tornam a disputa pelo Governo do Estado especialmente aberta. A eleição ainda está distante e existe um contingente expressivo de eleitores que pode ser convencido ao longo da campanha.

Outro dado relevante está na avaliação sobre o futuro do Estado: 48% defendem uma mudança total no governo, enquanto 33% querem mudar apenas aquilo que não está funcionando. Apenas 15% defendem a continuidade do trabalho realizado.

É justamente nesse ambiente de desejo por mudança que Cadu de Lula tenta consolidar seu espaço eleitoral.

O fator Lula



O levantamento também mostra que o apoio do presidente Lula pode ter peso na eleição potiguar.

Para 37% dos entrevistados, o apoio de Lula aumenta a possibilidade de votar em um candidato. Para 40%, não muda nada, enquanto 20% dizem que o apoio diminui a chance de voto.

Quando a pergunta é sobre o apoio de Flávio Bolsonaro, o cenário é menos favorável: apenas 17% afirmam que esse apoio aumenta a chance de votar no candidato, enquanto 42% dizem que diminui.

O dado ajuda a explicar por que a vinculação política com Lula pode ser um ativo importante para Cadu, mas também mostra que o eleitor potiguar não está simplesmente transferindo votos por identificação política.

Saúde é o principal problema

A saúde aparece disparada como a principal preocupação do eleitor potiguar, citada por 38% dos entrevistados, seguida pela violência, com 20%.

Corrupção aparece com 9% e infraestrutura com 5%.

Para qualquer candidato que queira vencer a eleição, portanto, não basta apenas apresentar alianças políticas. A população está cobrando respostas concretas para problemas que fazem parte do cotidiano.

A disputa está aberta

A pesquisa Quaest não apresenta um candidato consolidado na liderança. Allyson aparece numericamente à frente no primeiro turno, mas a diferença para Cadu é de apenas quatro pontos e, no segundo turno entre os dois, cai para apenas um ponto.

Com 57% de indecisos na pesquisa espontânea e 34% admitindo que ainda podem mudar de voto, há muito espaço para crescimento, queda e mudança de cenário.

Para Cadu de Lula, o levantamento representa mais do que estar em segundo lugar: mostra que seu nome está efetivamente colocado na disputa e que existe um caminho possível para chegar ao segundo turno e transformar a eleição em uma disputa voto a voto.

A pergunta agora é outra: quem terá maior capacidade de transformar potencial eleitoral em voto consolidado até 4 de outubro?