quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Ousadia, brincadeira ou falta de experiência? A matemática eleitoral salineira entrou em campo, mas não bate.

 


Essa é a pergunta que não quer calar nos bastidores da política salineira.

Pois bem...

Chegou a este jornalista a informação de que um vereador de Macau, que não conseguiu alcançar sequer 1.000 votos na eleição em que disputou o próprio mandato, teria chegado para um possível candidato a deputado estadual com uma proposta pra lá de generosa: garantir mais de 1.000 votos em Macau para o seu candidato.

Opa!

Aí a matemática começa a ficar interessante.

Não se sabe se foi excesso de confiança, falta de experiência política ou simplesmente aquela velha estratégia de “arrota voto para ver se a mala abre”.

Porque uma coisa é pedir investimento para um candidato. Outra, bem diferente, é vender a ideia de que tem na mão uma quantidade de votos que, convenhamos, nem o próprio vereador conseguiu colocar na urna quando precisou deles.

Mas tem mais...

Segundo o que circula nos bastidores, uma liderança salineira de maior patente também deverá apoiar o mesmo candidato a deputado estadual em Macau.

E aí surge a pergunta que está fazendo cócegas nos bastidores:

Será que o edil pretende dar um “canga-pé” nessa liderança e se apresentar como o verdadeiro dono dos votos do candidato na terrinha salineira?

Se for essa a estratégia, alguém precisa avisar que voto não vem com escritura pública, não tem IPTU e muito menos matrícula no cartório.

Voto tem dono até o eleitor apertar o botão.

E olhe lá!

Porque, pelo andar da carruagem, o vereador parece estar querendo transformar uma eventual votação do candidato em Macau numa espécie de “propriedade particular”, como se os votos fossem todos carimbados com seu nome e, logo em seguida, barganhar com o executivo municipal os seus interesses futuros.

A pergunta, portanto, continua de pé:

Como alguém que não conseguiu 1.000 votos para si pretende entregar mais de 1.000 votos para outro candidato?

Não é impossível, claro.

A política é cheia de surpresas e eleição não é uma ciência exata. Mas também não é uma feira onde se anuncia mercadoria sem estoque.

Talvez o vereador tenha uma liderança eleitoral que ainda não apareceu nas urnas.

Talvez tenha descoberto uma fórmula secreta para multiplicar votos.

Ou talvez esteja apenas fazendo aquele famoso “marketing de bastidor”, prometendo muito para ver quem acredita.

Mas, até lá, fica a dúvida:

É ousadia política, estratégia para abrir a mala do investimento ou simplesmente excesso de confiança na própria capacidade de transferir votos?

Porque em política salineira tem uma coisa que continua valendo:

prometer voto é fácil. Difícil mesmo é fazer o eleitor confirmar a promessa diante da urna.