sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Quem ganhou debate da InterTV Cabugi?

 


Os dois candidatos demonstraram capacidade de argumentação, domínio da fala e preparo para o confronto. Allyson procurou vender os resultados de sua gestão em Mossoró e apresentar promessas para o Estado. Cadu tentou desconstruir essa imagem, levantando questionamentos sobre serviços públicos, tributação, alianças políticas e investigações.

Não houve uma superioridade tão ampla que permita apontar uma vitória incontestável. O debate foi equilibrado na forma, mas deixou diferenças importantes na maneira como cada candidato procurou conduzir a discussão.

Allyson apresentou propostas que precisarão ser avaliadas à luz de sua viabilidade e de seus custos. Também lançou uma informação sobre possíveis cortes no orçamento estadual que exige comprovação documental. E continuou sem esclarecer publicamente seu posicionamento presidencial, uma escolha que merece ser debatida porque faz parte da identidade política de qualquer candidatura.

Cadu, por sua vez, mostrou preparo, coerência e habilidade nas perguntas. Trouxe temas relevantes para o confronto e procurou cobrar explicações do adversário. Ainda assim, poderia ter sido mais incisivo em alguns momentos, especialmente na questão do presidenciável.

O eleitor não precisa de candidatos que apenas falem bem, troquem acusações ou apresentem uma lista de promessas. Precisa de respostas concretas, compromissos que possam ser cobrados e posições políticas assumidas sem rodeios.

O debate não terminou com todas as perguntas respondidas. E, na política, aquilo que um candidato evita esclarecer pode ser tão relevante para o eleitor quanto aquilo que ele escolhe anunciar.

No fim das contas, fica uma cobrança para os dois lados: Allyson precisa explicar melhor suas afirmações e esclarecer suas escolhas políticas; Cadu precisa aproveitar as oportunidades para aprofundar os questionamentos e exigir respostas mais objetivas.

A decisão caberá ao eleitor potiguar, que tem o direito de comparar propostas, examinar fatos e cobrar coerência de quem pretende governar o Estado pelos próximos quatro anos.

Porque eleição não se decide apenas pela força do discurso. Decide-se também pela capacidade de sustentar o que se diz e de responder pelo que se escolhe.