De acordo com as informações do site Brasil 61, o boletim de setembro de 2026 da Secretaria do
Tesouro Nacional (STN) projeta um crescimento de 34% nos repasses do
Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e do Fundo de Participação
dos Estados e do Distrito Federal (FPE) em novembro, na comparação com outubro.
Em setembro,
as transferências somaram R$ 34,3 bilhões, já descontada a
parcela destinada ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e
de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O valor
representa um aumento de 13,4% em relação a agosto, quando os
repasses totalizaram R$ 30,3 bilhões.
Para outubro,
a STN estima uma alta de 4,8% em relação a setembro. Já para dezembro,
a projeção é de crescimento de 11% na comparação com novembro.
Os percentuais
referentes a outubro, novembro e dezembro são estimativas, e não
valores já transferidos ou garantidos. As variações comparam cada mês ao
imediatamente anterior, sem considerar o desempenho no mesmo período de
2025.
Efeito da inflação
O especialista em
orçamento público Cesar Lima explica que parte do crescimento dos
repasses do FPM e do FPE em 2026 está associada à inflação. Segundo
ele, além das incertezas relacionadas ao processo eleitoral brasileiro,
o cenário internacional tem pressionado os preços dos combustíveis.
“Isso acaba ecoando
por toda a cadeia produtiva, desde o preço do frete até o preço
final do que chega ao consumidor, desde uma blusa até o alimento que vai à
mesa todos os dias”, afirma.
Nesse contexto,
segundo o economista, a elevação dos preços pode contribuir para o
aumento da arrecadação tributária e, consequentemente, dos valores
distribuídos aos estados e municípios. Isso significa que parte do crescimento
nominal dos repasses pode refletir a inflação, sem representar,
necessariamente, uma expansão real da economia na mesma proporção.
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