terça-feira, 18 de agosto de 2026

Comportamento do candidato Allyson Bezerra; Quando o coveiro vira torcedor de arquibancada

 


Parece que Allyson Bezerra descobriu uma nova modalidade esportiva: pegar carona na comemoração dos outros.

O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte talvez esteja apostando que o norte-rio-grandense — especialmente o mossoroense — sofre de uma espécie de amnésia política seletiva. Só pode.

Porque, quando o assunto é futebol de Mossoró, a memória não é tão curta assim.

Entenda

Foi Allyson quem, durante sua passagem pela Prefeitura de Mossoró, fechou o Nogueirão e, posteriormente, deixou o estádio mergulhado no velho campeonato das promessas, reuniões, anúncios e expectativas. Enquanto isso, o tradicional futebol mossoroense continuava esperando pela bola rolar dentro de casa.

Como se não bastasse, veio o rompimento de uma parceria que atravessava duas décadas com Potiguar e Baraúnas. E os dois clubes, nos últimos anos, passaram a enfrentar dificuldades que parecem não ter fim.

Resultado?

Entre torcedores e setores ligados ao futebol local, Allyson ganhou um apelido nada simpático: “coveiro do futebol mossoroense”.

Mas eis que surge uma oportunidade

O ABC consegue a classificação para a Série D, a festa acontece na Arena das Dunas, o estádio recebe um grande público e... quem aparece? Ele mesmo. Allyson.

Sorridente, participativo, devidamente inserido no cenário e, claro, com a câmera por perto.

Ora, pois!

Se o futebol mossoroense está com problemas, não significa que o político precise ficar longe de uma boa foto futebolística.

Afinal, política também é saber escolher a arquibancada.

Em Mossoró, onde Potiguar e Baraúnas enfrentam suas dificuldades e o Nogueirão continua sendo uma espécie de personagem de novela — sempre prometendo voltar no próximo capítulo —, talvez não haja muito espaço para comemoração.

Então a solução foi simples: pegar a estrada para Natal e comemorar a classificação do ABC.

É uma estratégia inteligente

- Não precisa explicar o que aconteceu com o futebol de Mossoró;

- Não precisa falar do Nogueirão;

- Não precisa lembrar a história da parceria com Potiguar e Baraúnas;

Basta aparecer na Arena das Dunas, sorrir para as câmeras e entrar na fotografia da festa.

É o chamado marketing político por tabela.

O ABC faz o gol. A torcida comemora. E o político tenta aproveitar o rebote.

Quer dizer

Só faltou combinar com o torcedor mossoroense, esse sujeito inconveniente que insiste em lembrar do passado.

Porque memória, na política, é um negócio danado.

Principalmente quando o cidadão olha para a foto da festa em Natal e pergunta:

“Mas esse aí não é o mesmo que deixou o futebol de Mossoró pedindo socorro?”

Enfim

O futebol da terra natal pode estar no banco de reservas, mas a campanha eleitoral parece estar jogando os 90 minutos.