Depois
do resultado das urnas no Rio Grande do Norte, uma decisão tomada ainda no
início de 2026 voltou ao centro das discussões políticas: a movimentação do
vice-governador Walter Alves (MDB).
Na
política, existe uma velha máxima: a política dá, mas também toma.
E é
justamente sob essa ótica que alguns analistas passaram a reavaliar a decisão
de Walter Alves de não assumir o Governo do Estado e romper politicamente com a
governadora Fátima Bezerra para apoiar a pré-candidatura de Allyson Bezerra.
Entenda
Em
janeiro, Walter anunciou o rompimento com o governo Fátima e declarou apoio a
Allyson. Pouco depois, auxiliares ligados às indicações do vice deixaram a
gestão estadual.
A
estratégia política, naquele momento, colocava Walter e o MDB diante de um novo
caminho. Havia a possibilidade de permanecer ao lado de Fátima, assumir o
Governo do Estado com a eventual saída da governadora e construir, a partir do
Palácio Potengi, um projeto político próprio.
A
escolha foi outra.
Walter
apostou suas fichas no projeto de Allyson Bezerra.
As
urnas, porém, produziram um resultado diferente daquele que muitos imaginavam
no início do processo.
No
primeiro turno, Allyson terminou na primeira colocação, com 36,94% dos votos
válidos, enquanto Cadu de Lula alcançou 36,16%. A diferença foi de apenas
15.509 votos, levando os dois candidatos ao segundo turno.
E é
justamente aí que a decisão de Walter volta a ser discutida.
O
resultado eleitoral também deixou o MDB diante de uma situação politicamente
delicada. Sem uma candidatura majoritária própria e sem Walter ocupando o
Governo do Estado, o partido e a família Alves chegam ao segundo turno tendo de
acompanhar o desfecho da disputa pelo Executivo estadual.
O
que restou?
Agora,
a equação política de Walter passa, necessariamente, pelo resultado do segundo
turno.
Caso
Allyson vença, será preciso observar qual espaço político será reservado ao
grupo de Walter Alves dentro da nova estrutura de poder.
É
nesse cenário que surge uma possibilidade comentada nos bastidores: uma
eventual participação de Walter ou do MDB em um futuro governo, inclusive com
espaço em uma secretaria estadual.
Mas
isso, por enquanto, é apenas uma hipótese política. A única certeza é que a
decisão tomada meses atrás produziu consequências concretas para o grupo.
A
política é dinâmica.
Walter
Alves fez uma escolha. As urnas responderam. E agora o segundo turno dirá qual
será o tamanho do espaço político que restará ao MDB e à família Alves no
próximo capítulo da política potiguar.
.png)
