terça-feira, 27 de outubro de 2026

Guamaré: base governista tem vantagem na disputa pela presidência da Câmara no segundo biênio, mas consenso será decisivo

 


Quem acompanha de perto os movimentos do Legislativo de Guamaré sabe que a eleição para a presidência da Câmara Municipal no segundo biênio vai muito além da escolha de um nome para comandar a Casa. Trata-se de uma decisão estratégica, com reflexos diretos na articulação política, na governabilidade e no cenário eleitoral de 2028.

Com 11 vereadores com mandato, dos quais quatro integram a oposição, a disputa pela Mesa Diretora ganha importância ainda maior. De um lado, há um grupo oposicionista atuante, fiscalizador e que já trabalha para consolidar um projeto político com vistas à eleição municipal de 2028. Do outro, uma base governista formada por sete parlamentares, que dispõe de maioria numérica para construir uma candidatura competitiva e manter o comando do Legislativo.

A matemática favorece o governo, mas a política exige habilidade.

Com sete vereadores, a base governista reúne condições para construir um nome de consenso, desde que consiga preservar a unidade do grupo e evitar disputas internas que possam comprometer sua vantagem. Afinal, ter maioria não significa, automaticamente, ter uma eleição garantida. Em disputas legislativas, o diálogo, a confiança e a capacidade de articulação costumam pesar tanto quanto os números.

Entre os nomes que circulam nesse cenário estão Gustavo Santiago, Carlos Câmara, Dedezinho e Eliane de Edinho. São parlamentares citados como possibilidades para a composição de um entendimento dentro da base, mas a definição dependerá das conversas políticas e da capacidade de cada um de reunir apoio entre os colegas.

O desafio, portanto, não é apenas escolher um candidato. É encontrar um nome que represente a unidade dos sete vereadores governistas e tenha condições de conduzir a Câmara com equilíbrio, responsabilidade institucional e diálogo com os diferentes setores políticos do município.

Oposição de olho em 2028

Enquanto a base governista trabalha para organizar sua maioria, a oposição também tem motivos para acompanhar cada movimento dessa eleição. Com quatro vereadores e um projeto político que pode ganhar força até 2028, o grupo oposicionista sabe que a presidência da Câmara representa um espaço importante de influência, fiscalização e articulação política.

É nesse contexto que a escolha da próxima Mesa Diretora assume um peso estratégico. A disputa não se resume ao comando administrativo da Casa, mas envolve também a construção de alianças e o posicionamento das forças políticas para os próximos anos.

Em Guamaré, a base governista parte em vantagem no papel. Resta saber se conseguirá transformar essa maioria em unidade política e consenso em torno de um nome.

Porque, na política, a maioria abre o caminho, mas é a articulação que decide a chegada.