Enquanto as prefeitas Dra. Raquel, do
Alto do Rodrigues, e Dra. Lays, de Pendências, se movimentam para fortalecer a
candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do RN, em Macau o cenário é bem
diferente. Por aqui, até agora, a mobilização em torno do ex-prefeito de Mossoró
parece não sair do discurso.
Entenda o cenário
Nas cidades vizinhas, as gestoras vêm
articulando apoios e buscando levar o candidato aos seus municípios, numa
demonstração de empenho para ampliar sua força política na região. Em Macau,
porém, apesar de Allyson contar com o apoio de várias lideranças locais, a
movimentação pública em torno de sua candidatura ainda deixa a desejar.
O fato chama a atenção porque, mesmo
quando Allyson era apontado como uma das principais apostas para conquistar o
voto do eleitor salineiro, não se viu uma articulação expressiva com a presença
do candidato na cidade.
A pergunta que não quer calar
Depois da abertura das urnas e da
votação expressiva conquistada pela prefeita Flavinha para seus candidatos em
Macau, fica a pergunta: as lideranças que apoiam Allyson vão finalmente se unir
para trazer o candidato à cidade? Ou a movimentação ficará apenas nas conversas
de bastidores?
A questão ganha ainda mais peso diante
da possibilidade de uma agenda pública que possa ampliar a votação de Allyson
e, ao mesmo tempo, mexer no equilíbrio de forças com Cadu Xavier no município.
Medo de fortalecer o adversário?
Nos bastidores da política salineira,
há quem levante uma hipótese: a ausência de mobilização poderia estar
relacionada ao receio de que uma visita de Allyson acabasse dando ainda mais
visibilidade à candidatura adversária, fortalecendo Cadu Xavier em Macau(
movimentando a antiga rixa entre situação e oposição).
É uma leitura que circula no debate
político, mas que ainda precisa ser confrontada com os movimentos concretos das
lideranças envolvidas.
Depois da vitória, aparecem todos?
E fica outra provocação: se Allyson
sair vitorioso da disputa pelo Governo do Estado, será que as lideranças que
hoje parecem discretas vão aparecer pelas ruas de Macau, bandeira na mão,
comemorando o resultado como se tivessem participado ativamente da campanha?
A política tem dessas coisas.
Na hora da disputa, alguns preferem a
discrição; depois da vitória, sempre pode surgir quem queira ocupar a primeira
fila da fotografia.
Será que em Macau falta articulação,
sobra cautela ou existe uma estratégia que o eleitor ainda não conseguiu
enxergar?
O tempo e as urnas poderão dar a
resposta.
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