A Câmara Municipal de Guamaré deu uma
demonstração pública de que as querelas políticas entre situação e oposição
podem — e devem — ficar fora do ambiente legislativo quando o assunto é
discutir e aprovar projetos que trazem benefícios diretos para a população.
Veja bem.
O vereador Edinor Albuquerque
apresentou o Projeto de Lei nº 013/2026, que dispõe sobre a implantação
de Sala Sensorial para acolhimento de pessoas com Transtorno do Espectro
Autista (TEA) e outras condições que envolvam sensibilidade sensorial em
unidades de saúde e prédios públicos do município.
A proposta trata de um tema
extremamente sensível e necessário: inclusão social, acolhimento e
humanização do atendimento público, especialmente para pessoas que
enfrentam dificuldades diante de ambientes com excesso de ruídos, luminosidade,
movimentação e outros estímulos sensoriais.
Na oportunidade, os edis guamareenses
deram uma demonstração importante.
As divergências políticas não
impediram que a Câmara debatesse e aprovasse uma matéria voltada ao interesse
coletivo. O projeto foi aprovado por 10 votos favoráveis e nenhum contrário.
O presidente da Casa, Eudes, não precisou votar, mas também se
manifestou publicamente favorável à proposta.
Enfim...
Mais do que uma votação unânime, o
episódio deixa uma mensagem que merece ser registrada: quando o tema envolve
direitos, inclusão, saúde e qualidade de vida da população, a política precisa
dar espaço ao interesse público.
A discussão sobre o atendimento às
pessoas com TEA não deve ser tratada como uma pauta de governo ou de oposição.
É uma questão que envolve saúde pública, cidadania, respeito às diferenças e
responsabilidade do poder público.
A votação também mostra a importância
de o Legislativo exercer seu papel com responsabilidade, discutindo temas que
chegam à Câmara não apenas sob a ótica política, mas principalmente sob a
perspectiva de quem está do outro lado: o cidadão que precisa dos serviços
públicos.
E, neste caso, a Câmara de Guamaré
mostrou que é possível haver divergências políticas de um lado e, do outro, unidade
quando o interesse da população está em jogo.
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