segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Fantástico revela investigação sobre esquema que teria movimentado R$ 150 milhões; cantor potiguar aparece na investigação

 

Casal preso na iinvestigação

Uma investigação da Polícia Civil da Paraíba, revelada em reportagem do Fantástico, da TV Globo, neste domingo (27), mostrou como um grupo suspeito de integrar a facção criminosa Nova Okaida teria utilizado negócios envolvendo cavalos de raça e o agenciamento de artistas para movimentar e dar aparência legal a dinheiro supostamente proveniente do tráfico de drogas.

Segundo a investigação, o grupo teria movimentado aproximadamente R$ 150 milhões em dois anos. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 144 milhões nas contas dos investigados, e 13 suspeitos foram presos. Eles podem responder por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Cavalos de alta genética

Um dos caminhos investigados envolve a compra e posterior negociação de cavalos da raça Quarto de Milha. De acordo com a polícia, um dos investigados, Yago Cavalcanti, mantinha 15 animais e teria montado um haras no Rio Grande do Norte.

Ainda segundo a investigação, quatro cavalos adquiridos de um haras ligado ao cantor Wesley Safadão teriam custado cerca de R$ 1 milhão.

O nome de Safadão aparece na investigação por causa dos leilões, mas a Polícia Civil informou que o cantor não é investigado e não encontrou indícios de participação dele no esquema. A assessoria do artista também afirmou que os arremates eram realizados diretamente entre os interessados e a empresa responsável pelo leilão.

Agência de cantores também entrou na mira

Outro braço da investigação envolve uma empresa de agenciamento de artistas. Segundo a polícia, o grupo teria interesse em contratar cantores de forró e intermediar apresentações para prefeituras do Nordeste.

Entre os artistas que aparecem no contexto da investigação está um cantor natural do Rio Grande do Norte. A defesa do artista afirmou que ele procurava encerrar o contrato e que não participou nem tinha conhecimento das atividades ilegais atribuídas ao investigado.

O detalhe que precisa ser destacado

Apesar de o nome do cantor potiguar aparecer no contexto da reportagem, ele não é apontado como integrante da organização criminosa nem como alvo da investigação, segundo as informações divulgadas sobre o caso.

A investigação policial aponta que a utilização do mercado de shows seria uma tentativa de inserir recursos de origem criminosa na economia formal.

O caso ainda está sob investigação, e os suspeitos poderão apresentar suas defesas no decorrer do processo. Portanto, as acusações devem ser tratadas como suspeitas e imputações investigadas, e não como condenações definitivas.