quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Eugênio da Padaria: mudar de lado ou exercer o direito de escolher?

 


A política de Afonso Bezerra vive um daqueles momentos que precisam ser questionados. E não necessariamente pela decisão tomada pelo personagem envolvido, mas pelo respeito público que deveria existir em qualquer circunstância, seja ela política ou pessoal.

Pois bem.

Eugênio da Padaria, que foi adversário do prefeito Haroldo de Jango na última eleição municipal, declarou recentemente seu apoio ao atual prefeito de Afonso Bezerra.

Até aí, tudo dentro da normalidade.

Eugênio tomou uma decisão política, segundo ele, respaldada também por seus familiares, que fazem parte da sua trajetória e de sua caminhada política.

Mas aí começa a parte que merece reflexão.

Depois de tornar público o seu posicionamento, Eugênio passou a ser alvo de ataques, xingamentos e críticas nas redes sociais justamente por pessoas que, durante a campanha municipal, se apresentavam como seus amigos e aliados.

E é aí que fica a pergunta:

Que tipo de amizade é essa que sobrevive apenas enquanto o outro pensa exatamente como nós pensamos?

Na política, discordar faz parte do jogo. Apoiar um candidato hoje e outro amanhã também faz parte da liberdade de cada cidadão. O que não deveria fazer parte desse processo é transformar divergência política em ofensa pessoal, humilhação e tentativa de destruir a história de alguém.

Eugênio da Padaria pode até ter mudado de posição política. Mas isso, por si só, não apaga sua história, não diminui sua trajetória e muito menos autoriza ninguém a tratá-lo como inimigo pessoal.

Aliás, política não deveria funcionar como uma espécie de contrato de fidelidade eterna.

Hoje se está de um lado. Amanhã, pode-se estar do outro.

E quem pensa que política é lugar para amizades incondicionais talvez ainda não tenha compreendido completamente a dinâmica da própria política.

Como já dizia Winston Churchill:

“Quem nunca muda de opinião, nunca conseguirá mudar nada na vida.”

E, baseado nesse contexto...

Eugênio da Padaria não precisa pedir desculpas por escolher seu caminho.

Pode ser questionado politicamente, naturalmente. Pode ter sua decisão analisada, criticada e até contestada.

Mas não precisa ser crucificado por pensar diferente daqueles que ontem se diziam seus amigos.

Porque, no final das contas, talvez a mudança mais reveladora não tenha sido a de Eugênio.

Talvez tenha sido a mudança de comportamento daqueles que só eram amigos enquanto ele permanecia do mesmo lado.

 

Sem agredir ninguém: Eugenio da padaria solta um vídeo deixando claro suas movimentações políticas aos seus antigos aliados