quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Givagno Patrese dá exemplo de “gentleman” político e mostra que Macau é maior que as diferenças partidárias

 


No momento em que Macau oficializa seus 151 anos de emancipação política, vereadores governistas e oposicionistas se fizeram presentes para reverenciar a cidade que escolheram para representar.

A cidade salineira viveu, nesta quarta-feira, um daqueles momentos que merecem ser registrados na história política municipal. E um dos destaques foi justamente o vereador Givagno Patrese, adversário político da atual gestão, que deu uma demonstração pública de que Macau pode e deve estar acima das discussões políticas travadas na Câmara Municipal.

Givagno, esposa e filho estiveram presentes no palanque oficial, ao lado da prefeita Flávia Veras, da presidente da Câmara Municipal, Ceição Lins, e dos vereadores Baega, Fagner Teodósio e Zé Maria da Ilha, participando dos registros oficiais da programação pelos 151 anos de emancipação política.

O recado

Mais do que uma simples presença institucional, o gesto do vereador Givagno Patrese transmite uma mensagem política importante: divergir da gestão municipal não significa virar as costas para a cidade.

E que esse comportamento possa se estender por toda a região salineira.

Afinal, não parece razoável que determinados vereadores deixem de prestigiar o aniversário da própria cidade apenas porque o governo municipal não fala a mesma linguagem política que eles.

Quando as diferenças políticas se tornam maiores do que o compromisso e o amor pela própria terra, quem acaba perdendo não é o prefeito, o vereador ou o grupo político.

É a cidade.

Um verdadeiro gentleman político

Givagno Patrese pode até continuar sendo oposição. Pode continuar fazendo críticas, cobrando, fiscalizando e discordando da gestão.

Isso faz parte da democracia.

Mas, ao colocar suas divergências políticas de lado em uma data tão simbólica para Macau, o vereador demonstrou uma postura que merece ser reconhecida.

Um verdadeiro “gentleman” da política.

Porque fazer oposição é legítimo.

Saber respeitar a cidade que se representa é grandeza política.

E Macau, aos seus 151 anos, certamente agradece.