No momento em que Macau oficializa
seus 151 anos de emancipação política, vereadores governistas e oposicionistas
se fizeram presentes para reverenciar a cidade que escolheram para representar.
A cidade salineira viveu, nesta
quarta-feira, um daqueles momentos que merecem ser registrados na história
política municipal. E um dos destaques foi justamente o vereador Givagno
Patrese, adversário político da atual gestão, que deu uma demonstração
pública de que Macau pode e deve estar acima das discussões políticas
travadas na Câmara Municipal.
Givagno, esposa e filho estiveram
presentes no palanque oficial, ao lado da prefeita Flávia Veras, da
presidente da Câmara Municipal, Ceição Lins, e dos vereadores Baega, Fagner Teodósio e
Zé Maria da Ilha, participando dos registros oficiais da programação pelos
151 anos de emancipação política.
O recado
Mais do que uma simples presença
institucional, o gesto do vereador Givagno Patrese transmite uma mensagem
política importante: divergir da gestão municipal não significa virar as
costas para a cidade.
E que esse comportamento possa se
estender por toda a região salineira.
Afinal, não parece razoável que
determinados vereadores deixem de prestigiar o aniversário da própria cidade
apenas porque o governo municipal não fala a mesma linguagem política que eles.
Quando as diferenças políticas se
tornam maiores do que o compromisso e o amor pela própria terra, quem acaba
perdendo não é o prefeito, o vereador ou o grupo político.
É a cidade.
Um verdadeiro gentleman político
Givagno Patrese pode até continuar
sendo oposição. Pode continuar fazendo críticas, cobrando, fiscalizando e
discordando da gestão.
Isso faz parte da democracia.
Mas, ao colocar suas divergências
políticas de lado em uma data tão simbólica para Macau, o vereador demonstrou
uma postura que merece ser reconhecida.
Um verdadeiro “gentleman” da política.
Porque fazer oposição é legítimo.
Saber respeitar a cidade que se
representa é grandeza política.
E Macau, aos seus 151 anos, certamente
agradece.
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