Quando o assunto é fazer discurso
agressivo contra lideranças que não compactuam com seu “jeito particular” de
governar, a prefeita do Alto do Rodrigues, Dra. Raquel, parece não economizar
nas indiretas pelas redes sociais.
Mas
Quando a conversa muda para números,
contratos e dinheiro público, o silêncio parece ser maior que o barulho dos
caminhões de lixo.
Segundo levantamento citado pelo blog,
o município de Alto do Rodrigues contratou a empresa Plano A Serviços Ltda.
pelo valor de R$ 8.611.882,86, com estimativa mensal de R$ 714.656,90, para
atender uma população de aproximadamente 12.484 habitantes.
Na ponta do lápis, isso representa
cerca de R$ 59,66 por habitante por mês.
E é justamente aí que começa a parte
curiosa — para não dizer esdrúxula — dessa história.
Comparando
Uma comparação com outros municípios
mostra uma realidade bastante diferente. Assú, município de maior porte, possui
contrato informado pelo levantamento com a empresa Tecnal Tecnologia Ambiental
em Aterros Sanitários Ltda., no valor de R$ 17.683.545,09, atendendo cerca de 59.099
habitantes. Apesar de gastar mais de R$ 1,5 milhão por mês em termos absolutos,
o custo estimado fica em aproximadamente R$ 26,75 por habitante.
Na mesma comparação, Carnaubais
aparece com R$ 29,10 por habitante; Triunfo Potiguar, R$ 23,62; e Macau, R$
7,94.
Ou seja
Alto do Rodrigues, uma cidade
pequena, aparece com um custo por habitante muito superior ao de municípios
maiores.
E aí vem a pergunta que não quer
calar: por que custa tão caro recolher o lixo do Alto do Rodrigues?
Não se está dizendo, aqui, que exista
irregularidade. A questão é outra, e muito mais simples: se o dinheiro é
público, a população tem o direito de saber por que a conta é tão alta.
Porque, pelo que os números indicam,
no Alto do Rodrigues o lixo pode até ser pequeno, mas a conta ficou grande.
Muito grande
E enquanto a prefeita encontra tempo e
disposição para mandar indiretas contra quem pensa diferente, talvez fosse
interessante reservar alguns minutos para explicar diretamente aos moradores
como se chegou a um contrato de R$ 8,6 milhões e por que o custo por habitante
é tão distante daquele registrado em outros municípios.
No mundo da política, indireta pode
até render curtida.
Mas, quando se trata de dinheiro público, o que a população espera é explicação, transparência e números na mesa. Afinal, no Alto do Rodrigues, aparentemente, o caminhão da coleta passa levando o lixo — mas deixa uma pergunta enorme estacionada na porta da Prefeitura.
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