terça-feira, 28 de julho de 2026

Álvaro Dias entra na disputa pelo Governo do RN sob o peso de sete contas com pareceres técnicos desfavoráveis no TCE

 


Enquanto intensifica sua movimentação política para disputar o Governo do Rio Grande do Norte, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, leva para o debate eleitoral um passivo administrativo que, embora ainda não tenha resultado em condenação, acumula uma sequência de manifestações técnicas desfavoráveis no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN).

Entenda

Levantamento realizado nos processos públicos da Corte de Contas revela que os sete exercícios financeiros compreendidos entre 2018 e 2024 receberam recomendações pela desaprovação das contas da Prefeitura de Natal.

Nos processos referentes aos anos de 2018 a 2023, tanto o corpo técnico do TCE quanto o Ministério Público de Contas opinaram pela emissão de parecer prévio desfavorável. Já em relação às contas de 2024, a unidade técnica também recomendou a desaprovação, enquanto o parecer do Ministério Público de Contas ainda aguarda conclusão.

É importante destacar que essas manifestações possuem caráter técnico e não representam uma decisão definitiva. Até o momento, nenhum dos sete processos foi julgado pelo plenário do Tribunal de Contas, não há data marcada para apreciação e, consequentemente, os processos ainda não foram encaminhados à Câmara Municipal de Natal, órgão responsável pelo julgamento final das contas do chefe do Executivo.

Ainda assim

A sucessão de pareceres técnicos contrários chama atenção por abranger praticamente toda a gestão de Álvaro Dias à frente da Prefeitura de Natal. Em um momento em que busca convencer o eleitorado de que está preparado para administrar o Estado, o ex-prefeito terá de lidar também com os questionamentos sobre sua gestão fiscal e administrativa.

O detalhe

Embora as contas ainda não tenham sido rejeitadas em definitivo, a repetição de recomendações pela desaprovação ao longo de sete exercícios consecutivos representa um fator de desgaste político. O julgamento final caberá às instâncias competentes, mas o histórico técnico já passa a integrar o debate público e certamente será explorado pelos adversários durante a campanha ao Governo do Estado.