O Rio Grande do Norte ocupa a quarta
posição entre os estados do Nordeste com maior proporção de trabalhadores
formais submetidos à escala 6x1, regime em que o empregado trabalha seis dias
consecutivos para ter um dia de descanso. Os dados são do Ministério do
Trabalho e Emprego (MTE), com referência a dezembro de 2025.
Dos 473,7 mil vínculos formais
registrados no estado, 141,4 mil estão enquadrados nessa jornada, o equivalente
a 29,89% do total. O percentual potiguar supera a média do Nordeste, que
é de 28,50%, e evidencia o alcance que uma eventual mudança na legislação
trabalhista poderá ter sobre os trabalhadores do estado.
No ranking regional, o Rio Grande do
Norte fica atrás de Alagoas, com 32,9%; Bahia, com 32,52%; e Sergipe, com
30,9%.
Em todo o Brasil, 14,7 milhões dos
44,5 milhões de trabalhadores com vínculo formal regido pela Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT) estavam submetidos à escala 6x1, o equivalente a 33,2%
do total.
Lula defende o fim da escala 6x1 e
rebate críticas
A mudança na jornada de trabalho
também está no centro do debate político nacional. Na última sexta-feira, 16, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, afirmou a
empresários em Juiz de Fora (MG) que “ninguém vai ter prejuízo com o fim da
escala 6x1”.
Durante a manifestação, Lula também
criticou seu adversário político, o senador Flávio Bolsonaro (PL), acusando-o
de querer enfraquecer os direitos trabalhistas.
“Eles querem destruir todos os
direitos trabalhistas, porque eles não representam os interesses do povo
trabalhador”, declarou o presidente.
Mudança pode alcançar milhares de
trabalhadores potiguares
A discussão sobre o fim da escala 6x1
envolve diretamente 141,4 mil vínculos formais no Rio Grande do Norte, segundo
os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A proposta em debate prevê dois dias
de descanso semanal e a redução gradual da jornada máxima de trabalho para 40
horas semanais. A implementação e os efeitos da mudança dependerão do texto
legal aprovado e das regras de transição estabelecidas.
Para os trabalhadores potiguares, a
discussão vai além dos números: envolve qualidade de vida, tempo para a família
e condições de trabalho. Para os empregadores, o desafio é adaptar as jornadas
sem comprometer a organização das atividades e os custos de funcionamento.
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