terça-feira, 13 de outubro de 2026

Paulinho Freire tenta justificar apoio a Allyson com discurso de alinhamento com Natal, mas argumento levanta questionamentos

 


O discurso do prefeito de Natal, Paulinho Freire, para justificar seu apoio ao candidato Allyson Bezerra, ao afirmar que a capital precisa de um governo alinhado com seus interesses, levanta questionamentos sobre a coerência desse argumento.

Afinal, insinuar que o projeto político do PT não tem Natal como prioridade é uma afirmação que precisa ser confrontada com fatos, ações e resultados concretos. Na avaliação deste jornalista, seria mais transparente reconhecer que o projeto petista talvez não esteja alinhado aos seus interesses políticos e pessoais. Isso é legítimo no jogo democrático. O que não parece razoável é tentar transformar uma divergência política em uma suposta falta de compromisso com a capital.

Afinal, quem define o que é melhor para Natal: o discurso de um grupo político ou os resultados efetivamente entregues à população?

A discussão exige coerência. Se o argumento é a defesa dos interesses da capital, cabe perguntar quais compromissos concretos estão sendo apresentados e quais resultados sustentam essa narrativa. O mesmo critério deve valer para todos os grupos políticos, inclusive para o próprio prefeito e seus aliados.

Paulinho Freire tem todo o direito de apoiar Allyson Bezerra. A escolha faz parte da democracia e das articulações políticas. O questionamento está na justificativa apresentada para sustentar esse apoio.

Apoiar um candidato é uma escolha política. Afirmar que outro projeto não atende aos interesses de Natal é uma acusação que exige fundamentação.

No debate público, não basta repetir que a capital precisa de alinhamento político. É necessário explicar alinhamento com quais propostas, para atender a quais demandas e com quais benefícios concretos para os natalenses.

No fim das contas, o eleitor tem o direito de cobrar menos retórica e mais compromisso com os problemas reais da cidade. O que o prefeito Paulinho fez na tarde desta terça-feira não foi compromisso com Natal, muito pelo contrário; foi compromisso com seus interesses.