terça-feira, 6 de outubro de 2026

Edvaldo Junior faz 2.242 votos em Macau e encerra candidatura com recado político: “Macau pode fazer mais”

 

Edvaldo JUnior com Rafael Mota em momento de campanha

Após a abertura das urnas, uma das curiosidades entre os macauenses era saber qual seria a votação do vereador e professor Edvaldo Junior (PDT) para deputado federal. Havia uma expectativa de que sua candidatura pudesse representar uma espécie de voto de protesto na terra salineira, numa comparação com o que ocorreu em 1998, quando João Eudes alcançou 4.388 votos no Rio Grande do Norte, sendo 3.959 somente em Macau.

Os tempos, porém, são outros.

A disputa eleitoral atual envolve grandes estruturas políticas, investimentos expressivos e, principalmente, uma forte presença nas redes sociais, que se transformaram em ferramentas fundamentais para qualquer projeto eleitoral com maior capacidade financeira e de comunicação.

Dentro desse cenário, Edvaldo Junior entrou na disputa com uma estrutura considerada muito menor diante das grandes candidaturas. Mesmo assim, conseguiu 2.618 votos em todo o Rio Grande do Norte, sendo 2.242 votos em Macau.

O número ficou distante da votação histórica obtida por João Eudes, mas representa uma participação significativa para uma candidatura construída, segundo o próprio vereador, com poucos recursos e com o objetivo principal de provocar uma reflexão no eleitorado macauense.

Edvaldo Junior afirma que deixa as urnas satisfeito com o resultado e destaca que sua candidatura cumpriu o papel de provocar o eleitor.

“Fizemos uma candidatura para despertar o nosso eleitor de que podemos fazer mais. Eles são a peça fundamental de qualquer projeto eleitoral. Mas, como se pode ver, após as urnas abertas, o eleitor preferiu seguir as grandes forças. Nós deixamos o nosso recado: Macau pode fazer mais, basta querer.”

Segundo mais votado do PDT no RN

Outro dado que chama atenção é que Edvaldo Junior terminou como o segundo candidato a deputado federal mais votado pelo PDT no Rio Grande do Norte, mesmo disputando uma eleição em condições bastante diferentes das candidaturas que contavam com estruturas políticas e financeiras mais robustas.

Mais do que comparar números, a candidatura deixa uma pergunta para o futuro político de Macau: até que ponto o eleitor salineiro está disposto a apostar em nomes da própria terra, quando surgem candidaturas respaldadas por grandes estruturas estaduais?

As urnas deram a resposta em 2026. Edvaldo Junior não repetiu os números de João Eudes em 1998, mas conseguiu colocar seu nome na disputa e, sobretudo, 2.242 votos em Macau para um projeto político construído de dentro para fora.

O professor agora encerra a eleição com um capital político que poderá ser medido não apenas pela quantidade de votos, mas pelo debate que sua candidatura conseguiu provocar na política salineira.