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| Edvaldo JUnior com Rafael Mota em momento de campanha |
Após
a abertura das urnas, uma das curiosidades entre os macauenses era saber qual
seria a votação do vereador e professor Edvaldo Junior (PDT) para deputado
federal. Havia uma expectativa de que sua candidatura pudesse representar uma
espécie de voto de protesto na terra salineira, numa comparação com o
que ocorreu em 1998, quando João Eudes alcançou 4.388 votos no Rio Grande do
Norte, sendo 3.959 somente em Macau.
Os
tempos, porém, são outros.
A
disputa eleitoral atual envolve grandes estruturas políticas, investimentos
expressivos e, principalmente, uma forte presença nas redes sociais, que se
transformaram em ferramentas fundamentais para qualquer projeto eleitoral com
maior capacidade financeira e de comunicação.
Dentro
desse cenário, Edvaldo Junior entrou na disputa com uma estrutura considerada
muito menor diante das grandes candidaturas. Mesmo assim, conseguiu 2.618
votos em todo o Rio Grande do Norte, sendo 2.242 votos em Macau.
O
número ficou distante da votação histórica obtida por João Eudes, mas
representa uma participação significativa para uma candidatura construída,
segundo o próprio vereador, com poucos recursos e com o objetivo principal de
provocar uma reflexão no eleitorado macauense.
Edvaldo
Junior afirma que deixa as urnas satisfeito com o resultado e destaca que sua
candidatura cumpriu o papel de provocar o eleitor.
“Fizemos
uma candidatura para despertar o nosso eleitor de que podemos fazer mais. Eles
são a peça fundamental de qualquer projeto eleitoral. Mas, como se pode ver,
após as urnas abertas, o eleitor preferiu seguir as grandes forças. Nós
deixamos o nosso recado: Macau pode fazer mais, basta querer.”
Segundo
mais votado do PDT no RN
Outro
dado que chama atenção é que Edvaldo Junior terminou como o segundo
candidato a deputado federal mais votado pelo PDT no Rio Grande do Norte,
mesmo disputando uma eleição em condições bastante diferentes das candidaturas
que contavam com estruturas políticas e financeiras mais robustas.
Mais
do que comparar números, a candidatura deixa uma pergunta para o futuro
político de Macau: até que ponto o eleitor salineiro está disposto a apostar
em nomes da própria terra, quando surgem candidaturas respaldadas por grandes
estruturas estaduais?
As
urnas deram a resposta em 2026. Edvaldo Junior não repetiu os números de João
Eudes em 1998, mas conseguiu colocar seu nome na disputa e, sobretudo, 2.242
votos em Macau para um projeto político construído de dentro para fora.
O
professor agora encerra a eleição com um capital político que poderá ser medido
não apenas pela quantidade de votos, mas pelo debate que sua candidatura
conseguiu provocar na política salineira.
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