O resultado eleitoral deixa uma
reflexão para quem apostou no desgaste da gestão municipal: criticar é
legítimo, mas convencer o eleitor exige muito mais.
Encerrado o segundo turno
A oposição
de Macau e alguns agentes de mídia e comunicação precisam refletir sobre o
resultado das urnas. A aposta de que as críticas constantes à gestão municipal
se transformariam em rejeição popular não deve ser tratada como uma certeza.
O eleitor salineiro tem opinião
própria. Avalia ações, compara gestões e decide de acordo com suas convicções.
A repercussão nas redes sociais e meios de comunicação da cidade nem sempre representa o sentimento das ruas.
Em menos de dois anos
A atual
administração apresenta realizações que seus apoiadores apontam como avanços
para o município. Já aqueles que hoje cobram resultados também precisam
explicar o que fizeram quando tiveram a oportunidade de administrar Macau.
É importante lembrar: o resultado de
uma eleição estadual não significa aprovação automática da gestão municipal.
Mas serve para mostrar que críticas e ataques, por si sós, não garantem
influência sobre o voto.
O recado é direto: a oposição tem todo
o direito de fiscalizar e criticar, mas precisa apresentar propostas e
conquistar a confiança da população. Torcer contra não é o mesmo que oferecer
uma alternativa.
Em Macau
O tempo do discurso do ódio pelo
ódio já deveria ter ficado para trás.
Quem deseja derrotar um projeto político precisa apresentar algo melhor, e não apenas apostar no fracasso de quem governa.
Afinal, o eleitor não é massa de manobra, as redes sociais não
substituem as urnas e o futuro da cidade não pode ser refém de disputas
pessoais. Na política salineira, a palavra final continua sendo do povo — e
nenhum barulho é maior do que a voz das urnas.
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