segunda-feira, 26 de outubro de 2026

As urnas dão um recado à oposição de Macau: o discurso de ódio não venceu a força do voto

 


O resultado eleitoral deixa uma reflexão para quem apostou no desgaste da gestão municipal: criticar é legítimo, mas convencer o eleitor exige muito mais.

Encerrado o segundo turno

A oposição de Macau e alguns agentes de mídia e comunicação precisam refletir sobre o resultado das urnas. A aposta de que as críticas constantes à gestão municipal se transformariam em rejeição popular não deve ser tratada como uma certeza.

O eleitor salineiro tem opinião própria. Avalia ações, compara gestões e decide de acordo com suas convicções. A repercussão nas redes sociais e meios de comunicação da cidade nem sempre representa o sentimento das ruas.

Em menos de dois anos

A atual administração apresenta realizações que seus apoiadores apontam como avanços para o município. Já aqueles que hoje cobram resultados também precisam explicar o que fizeram quando tiveram a oportunidade de administrar Macau.

É importante lembrar: o resultado de uma eleição estadual não significa aprovação automática da gestão municipal. Mas serve para mostrar que críticas e ataques, por si sós, não garantem influência sobre o voto.

O recado é direto: a oposição tem todo o direito de fiscalizar e criticar, mas precisa apresentar propostas e conquistar a confiança da população. Torcer contra não é o mesmo que oferecer uma alternativa.

Em Macau

O tempo do discurso do ódio pelo ódio já deveria ter ficado para trás.

Quem deseja derrotar um projeto político precisa apresentar algo melhor, e não apenas apostar no fracasso de quem governa. 

Afinal, o eleitor não é massa de manobra, as redes sociais não substituem as urnas e o futuro da cidade não pode ser refém de disputas pessoais. Na política salineira, a palavra final continua sendo do povo — e nenhum barulho é maior do que a voz das urnas.