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| Fonte Agora RN |
A campanha de Deltan Dallagnol (Novo)
ao Senado pelo Paraná está suspensa por decisão liminar do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). Assinada pelo ministro Floriano de Azevedo
Marques e publicada no sábado 19, à noite, a medida proíbe o ex-procurador da
Operação Lava Jato de fazer atos de campanha até que o tribunal julgue o
recurso apresentado contra o registro da candidatura.
A ordem também tira de Dallagnol o
dinheiro público destinado à campanha, tanto do Fundo Partidário quanto do
fundo eleitoral, oficialmente chamado de Fundo Especial de Financiamento de
Campanha (FEFC). Pela decisão, ele fica impedido ainda de participar de debates
entre os candidatos e de aparecer na propaganda gratuita de rádio e televisão.
A liminar atendeu a um pedido de
adversários de Dallagnol na disputa: a Federação Brasil da Esperança e a
coligação Paraná Para Todos. De acordo com informações publicadas sobre o
processo, estão nessas duas frentes o PT, o PDT, o PCdoB, o PV, o PSOL, a Rede,
o PRD e o Solidariedade.
O que está em disputa
O centro da briga é a decisão do
Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que liberou a candidatura de
Dallagnol ao Senado por 4 votos a 3. O tribunal regional levou em conta, entre
outros pontos, que os procedimentos administrativos abertos contra o
ex-procurador acabaram arquivados mais tarde e não resultaram em nenhuma
punição.
O relator no TSE, Floriano de Azevedo
Marques, porém, viu indícios de que o TRE-PR contrariou o entendimento que o
TSE já tinha sobre a situação eleitoral de Dallagnol. Para o ministro, o que
aconteceu depois não basta, sozinho, para derrubar a conclusão a que a Corte
chegou em 2023.
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