Até agora, de fato, a região Costa
Branca Salineira pouco viu e pouco ouviu dos pretensos candidatos ao Governo do
Rio Grande do Norte.
Cidades-polo como Macau, Guamaré e
Areia Branca ainda não tiveram a oportunidade de receber, de forma efetiva,
os principais nomes que disputam o Governo do Estado em busca do voto do
eleitor salineiro.
Uma rara exceção
A passagem do
candidato Allyson Bezerra pela região, quando esteve em Pendências e
Alto do Rodrigues. Mas foi uma passagem tão rápida que mais pareceu uma visita
de médico: aproximadamente 30 minutos e o candidato seguiu viagem.
Como se pode observar
Mesmo com mais
de 70 mil votos em jogo, a região salineira parece não estar recebendo o
mesmo olhar dispensado pelos candidatos a municípios de porte semelhante em
outras regiões do Estado, especialmente no Agreste e no Seridó.
E isso chama atenção.
Afinal, estamos falando de uma região
economicamente estratégica, com municípios importantes, atividade salineira,
petróleo, pesca, turismo, indústria e uma população que também tem demandas e
expectativas em relação ao próximo Governo do Estado.
Mas, até o momento, a impressão é de
que a Costa Branca está sendo colocada em segundo plano justamente no
momento em que os candidatos mais precisam dela: durante a busca pelo voto.
E aí surge uma pergunta que o eleitor
precisa fazer:
Se o candidato não encontra tempo para
visitar Macau, Guamaré, Areia Branca e os demais municípios da região quando
precisa do voto, o que essas cidades podem esperar dele depois de eleito?
Porque campanha eleitoral também serve
para mostrar prioridades.
E a ausência também comunica.
A Costa Branca quer saber: somos
importantes apenas na hora de votar ou também seremos importantes na hora de
governar?
Os próximos 20 dias de campanha talvez
respondam essa pergunta.
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