A nova pesquisa Exatus, contratada
pelo Grupo Agora RN e divulgada pelos jornais Agora RN e O Correio de Hoje,
traz um retrato importante da disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em
2026.
Na soma da primeira e da segunda opção
de voto, Styvenson Valentim (Podemos) aparece na liderança com 47,15%,
abrindo uma vantagem considerável sobre os demais concorrentes.
Em segundo lugar surge Zenaide Maia
(PSD), com 27,74%.
Até aí, os números mostram uma
liderança consolidada de Styvenson e uma vantagem importante de Zenaide sobre
os demais. Mas, quando se observa a disputa a partir da terceira posição, o
cenário muda completamente.
Rafael Motta (PDT) aparece com 15,29%,
enquanto Samanda de Lula (PT) soma 14,96%. Uma diferença de apenas 0,33 ponto percentual.
Logo atrás está Coronel Hélio (PL),
com 13,46%.
Ou seja: depois de Styvenson, existe
uma disputa aberta e embolada, principalmente quando se leva em consideração
que o eleitor potiguar terá direito a escolher dois senadores.
E é justamente aí que está um dos
pontos mais importantes da pesquisa.
Mais da metade ainda não sabe ou não
respondeu
Somadas as duas opções de voto, 50,22%
dos entrevistados disseram não saber ou não responderam. Outros 25,93%
indicaram nenhum candidato, voto branco ou nulo.
São números que merecem atenção.
É verdade que Styvenson aparece com
uma dianteira expressiva. Mas também é verdade que, neste momento, não
existe eleição decidida.
A grande quantidade de eleitores que
ainda não declarou suas duas escolhas demonstra que há muito espaço para
crescimento, mudanças de posição, alianças políticas e, principalmente,
influência da campanha eleitoral.
A briga pode estar na segunda cadeira
Se Styvenson, hoje, aparece como o
nome mais forte da disputa, a grande pergunta passa a ser:
Quem conseguirá ocupar a segunda vaga?
Zenaide aparece à frente, mas Rafael
Motta, Samanda de Lula e Coronel Hélio estão inseridos em uma faixa de disputa
que ainda pode sofrer alterações significativas ao longo da campanha.
E há outro detalhe: Senado não é
eleição de turno único para apenas um candidato. O eleitor pode votar em
dois nomes e, muitas vezes, monta uma chapa de preferências que mistura
candidatos de grupos políticos diferentes.
Um eleitor pode votar em Styvenson e
Zenaide.
Pode votar em Styvenson e Samanda.
Pode votar em Zenaide e Rafael.
Pode votar em Coronel Hélio e outro
candidato.
É por isso que a simples soma dos
percentuais precisa ser analisada com cuidado.
A eleição para o Senado no Rio Grande
do Norte promete ser uma das disputas mais interessantes de 2026. Styvenson
larga na frente, Zenaide ocupa hoje a segunda posição, mas a disputa pela outra
cadeira — e até pela manutenção das posições atuais — ainda está longe de estar
definida.
Com mais de 50% das respostas das
duas opções concentradas entre “não sabe” e “não respondeu”, ninguém pode,
neste momento, bater no peito e se considerar eleito.
A campanha ainda nem mostrou toda a
sua força. E, quando o eleitor começar a decidir de fato os seus dois votos, o
cenário poderá ser bem diferente.
A pesquisa Exatus ouviu 1.500
eleitores entre os dias 7 e 9 de setembro de 2026, em todas as regiões do Rio
Grande do Norte. A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, com nível de
confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os
números RN-07539/2026 e BR-01764/2026.
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