quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CRAS de Macau encerra Setembro Amarelo com roda de conversa sobre saúde mental

 


No encerramento das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da vida, o CRAS de Macau promoveu um momento de acolhimento e escuta voltado aos seus funcionários.

A programação contou com uma roda de conversa sobre saúde mental, conduzida pela psicóloga Lídia Pérez, proporcionando aos profissionais um espaço para diálogo, reflexão e troca de experiências sobre os desafios enfrentados no cotidiano de trabalho.

A iniciativa partiu da direção da unidade, que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social, sob a condução da secretária Geruza Fonseca, para proporcionar esse momento de cuidado com aqueles que diariamente estão na linha de frente do atendimento à população.

Os profissionais que atuam no CRAS convivem diariamente com diferentes realidades sociais e familiares. São histórias de vulnerabilidade, conflitos, dificuldades financeiras, problemas familiares e outras situações que exigem não apenas conhecimento técnico, mas também equilíbrio emocional, empatia e capacidade de acolhimento.

Para a diretora do CRAS, psicopedagoga, Deina Cristina, cuidar de quem cuida também precisa fazer parte da rotina da assistência social.

“Quem trabalha no CRAS está diariamente acolhendo pessoas, ouvindo histórias e acompanhando situações que muitas vezes são bastante delicadas. Por isso, entendemos que também precisamos olhar para os nossos funcionários. Criar esse espaço de conversa, escuta e reflexão é uma forma de dizer que eles também precisam ser cuidados e que sua saúde mental importa.”

Deina destacou ainda que o momento não deve ser visto apenas como uma atividade relacionada ao Setembro Amarelo, mas como uma oportunidade para fortalecer os vínculos entre a equipe e estimular uma cultura permanente de cuidado.

“Nosso objetivo foi proporcionar um momento leve, de troca e acolhimento, porque ninguém consegue oferecer um atendimento humanizado sem também ter espaço para cuidar de si. Agradecemos à secretária Geruza Fonseca pelo apoio e à psicóloga Lídia Pérez por compartilhar seu conhecimento conosco.”

A ação reforça uma mensagem importante: a valorização da saúde mental precisa alcançar também os profissionais que estão diariamente cuidando e acolhendo outras pessoas.

Mais do que encerrar uma programação do Setembro Amarelo, o CRAS de Macau buscou deixar uma reflexão para sua equipe: cuidar de quem cuida também é uma forma de promover saúde, fortalecer vínculos e melhorar o atendimento oferecido à população.