No encerramento das ações do Setembro
Amarelo, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à
valorização da vida, o CRAS de Macau promoveu um momento de acolhimento
e escuta voltado aos seus funcionários.
A programação contou com uma roda
de conversa sobre saúde mental, conduzida pela psicóloga Lídia Pérez,
proporcionando aos profissionais um espaço para diálogo, reflexão e troca de
experiências sobre os desafios enfrentados no cotidiano de trabalho.
A iniciativa partiu da direção da
unidade, que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Assistência
Social, sob a condução da secretária Geruza Fonseca, para
proporcionar esse momento de cuidado com aqueles que diariamente estão na linha
de frente do atendimento à população.
Os profissionais que atuam no CRAS
convivem diariamente com diferentes realidades sociais e familiares. São
histórias de vulnerabilidade, conflitos, dificuldades financeiras, problemas
familiares e outras situações que exigem não apenas conhecimento técnico, mas
também equilíbrio emocional, empatia e capacidade de acolhimento.
Para a diretora do CRAS, psicopedagoga, Deina
Cristina, cuidar de quem cuida também precisa fazer parte da rotina da
assistência social.
“Quem trabalha no CRAS está
diariamente acolhendo pessoas, ouvindo histórias e acompanhando situações que
muitas vezes são bastante delicadas. Por isso, entendemos que também precisamos
olhar para os nossos funcionários. Criar esse espaço de conversa, escuta e
reflexão é uma forma de dizer que eles também precisam ser cuidados e que sua
saúde mental importa.”
Deina destacou ainda que o momento não
deve ser visto apenas como uma atividade relacionada ao Setembro Amarelo, mas
como uma oportunidade para fortalecer os vínculos entre a equipe e estimular
uma cultura permanente de cuidado.
“Nosso objetivo foi proporcionar um
momento leve, de troca e acolhimento, porque ninguém consegue oferecer um
atendimento humanizado sem também ter espaço para cuidar de si. Agradecemos à
secretária Geruza Fonseca pelo apoio e à psicóloga Lídia Pérez por compartilhar
seu conhecimento conosco.”
A ação reforça uma mensagem
importante: a valorização da saúde mental precisa alcançar também os
profissionais que estão diariamente cuidando e acolhendo outras pessoas.
Mais do que encerrar uma programação
do Setembro Amarelo, o CRAS de Macau buscou deixar uma reflexão para sua
equipe: cuidar de quem cuida também é uma forma de promover saúde,
fortalecer vínculos e melhorar o atendimento oferecido à população.
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