terça-feira, 29 de setembro de 2026

Cadu de Lula vai à cidade de Macau. E os outros candidatos, onde estão?...

 

Macau na agenda do candidato

Política também se faz com presença. E o eleitor salineiro começa a observar quem demonstra interesse em conversar com ele.

Na política, respeito e reciprocidade deveriam caminhar juntos. Quem pretende governar o Rio Grande do Norte precisa compreender que o Estado não termina na capital nem nos grandes centros.

É preciso colocar os pés no chão, percorrer os municípios, ouvir as comunidades e, principalmente, olhar nos olhos de quem terá a responsabilidade de escolher nas urnas.

Nesse aspecto, Cadu de Lula colocou a cidade de Macau em sua agenda.

O candidato ao Governo do Estado tem programação prevista para 1º de outubro, a partir das 19h, na cidade de Macau, em uma mobilização política que promete reunir lideranças, apoiadores e eleitores.

Pode parecer apenas mais um evento de campanha. Mas, para o eleitor salineiro, a presença de um candidato pode ter um significado maior: é uma oportunidade para ouvir e ser ouvido.

E os outros candidatos?

É justamente aqui que começa a reflexão.

O que o eleitor pode esperar de um candidato que pretende governar o Rio Grande do Norte durante quatro anos, mas que, durante a campanha, não encontra espaço em sua agenda para visitar municípios e regiões importantes do Estado?

A pergunta não é sobre festa, palanque ou quantidade de pessoas em um evento.

É sobre presença política.

Porque depois da eleição, quando as urnas forem fechadas e os votos contabilizados, o governador eleito terá que administrar para todos — inclusive para aqueles municípios onde eventualmente não esteve durante a campanha.

E o eleitor pode, legitimamente, perguntar:

Quem esteve aqui? Quem ouviu nossas demandas? Quem conhece nossa realidade? Quem apenas quer o nosso voto e quem está disposto a conversar conosco?

A região salineira não pede tratamento privilegiado. Pede respeito.

Macau, Guamaré, Pendências, Porto do Mangue e os demais municípios da região possuem importância econômica e estratégica para o Rio Grande do Norte. São municípios que precisam estar no radar de quem pretende comandar o Estado.

O eleitor está olhando

A política mudou. O eleitor também.

Hoje, não basta aparecer em uma propaganda eleitoral prometendo mudanças. O eleitor quer saber quem são os candidatos, de onde vêm, quais compromissos assumem e, principalmente, se estão dispostos a conhecer de perto a realidade das cidades potiguares.

A visita de Cadu de Lula à cidade de Macau não encerra esse debate. Pelo contrário: abre uma discussão que merece ser feita.

Se um candidato quer o voto de uma região ou alguma cidade, é natural que essa região queira saber:

Por que você quer o nosso voto? E o que está disposto a fazer por nós depois que recebê-lo?

No fim, a escolha pertence ao eleitor.

Mas uma coisa é certa: quem aparece para pedir o voto também precisa estar disposto a aparecer para ouvir o eleitor.

E a região salineira e a cidade de Macau está olhando.