| Macau na agenda do candidato |
Política também se faz com presença. E
o eleitor salineiro começa a observar quem demonstra interesse em conversar com
ele.
Na política, respeito e reciprocidade
deveriam caminhar juntos. Quem pretende governar o Rio Grande do Norte precisa
compreender que o Estado não termina na capital nem nos grandes centros.
É preciso colocar os pés no chão,
percorrer os municípios, ouvir as comunidades e, principalmente, olhar nos
olhos de quem terá a responsabilidade de escolher nas urnas.
Nesse aspecto, Cadu de Lula colocou a cidade de Macau em sua agenda.
O candidato ao Governo do Estado tem
programação prevista para 1º de outubro, a partir das 19h, na cidade de
Macau, em uma mobilização política que promete reunir lideranças,
apoiadores e eleitores.
Pode parecer apenas mais um evento de
campanha. Mas, para o eleitor salineiro, a presença de um candidato pode ter um
significado maior: é uma oportunidade para ouvir e ser ouvido.
E os outros candidatos?
É justamente aqui que começa a
reflexão.
O que o eleitor pode esperar de um
candidato que pretende governar o Rio Grande do Norte durante quatro anos, mas
que, durante a campanha, não encontra espaço em sua agenda para visitar
municípios e regiões importantes do Estado?
A pergunta não é sobre festa, palanque
ou quantidade de pessoas em um evento.
É sobre presença política.
Porque depois da eleição, quando as
urnas forem fechadas e os votos contabilizados, o governador eleito terá que
administrar para todos — inclusive para aqueles municípios onde eventualmente
não esteve durante a campanha.
E o eleitor pode, legitimamente,
perguntar:
Quem esteve aqui? Quem ouviu nossas
demandas? Quem conhece nossa realidade? Quem apenas quer o nosso voto e quem
está disposto a conversar conosco?
A região salineira não pede tratamento
privilegiado. Pede respeito.
Macau, Guamaré, Pendências, Porto do
Mangue e os demais municípios da região possuem importância econômica e
estratégica para o Rio Grande do Norte. São municípios que precisam estar no
radar de quem pretende comandar o Estado.
O eleitor está olhando
A política mudou. O eleitor também.
Hoje, não basta aparecer em uma
propaganda eleitoral prometendo mudanças. O eleitor quer saber quem são os
candidatos, de onde vêm, quais compromissos assumem e, principalmente, se estão
dispostos a conhecer de perto a realidade das cidades potiguares.
A visita de Cadu de Lula à cidade de
Macau não encerra esse debate. Pelo contrário: abre uma discussão que merece
ser feita.
Se um candidato quer o voto de uma
região ou alguma cidade, é natural que essa região queira saber:
Por que você quer o nosso voto? E o
que está disposto a fazer por nós depois que recebê-lo?
No fim, a escolha pertence ao eleitor.
Mas uma coisa é certa: quem aparece
para pedir o voto também precisa estar disposto a aparecer para ouvir o
eleitor.
E a região salineira e a cidade de
Macau está olhando.
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