A eleição de 2026 ainda está longe de
ter seus capítulos finais escritos no Rio Grande do Norte. E, entre as
nominatas da Federação União Brasil/PP, a expectativa nos bastidores é de uma
disputa particularmente acirrada por espaço e votos.
No cenário para deputado federal, uma
das projeções que circulam é de duas cadeiras para a federação, colocando
frente a frente três nomes de forte peso político: Robinson Faria, Benes
Leocádio e João Maia. Os três são experientes e possuem trajetórias eleitorais
consolidadas.
Pesquisas recentes, porém, apresentam
cenários diferentes
Em levantamento Qualittá divulgado em
julho, Robinson Faria apareceu como o nome mais citado da Federação União-PP na
disputa para deputado federal. Já os dados oficiais da Câmara confirmam que
Robinson, Benes e João Maia integram atualmente a bancada federal do RN e
disputam a eleição dentro do mesmo campo partidário.
Ou seja: há espaço para apenas duas cadeiras
nessa projeção, mas três nomes competitivos estão no jogo. E, em uma eleição
proporcional, até a matemática das nominatas pode transformar uma disputa
aparentemente encaminhada em uma verdadeira corrida voto a voto.
Na disputa estadual, cenário também é
apertado
Para deputado estadual, análises
publicadas na imprensa potiguar trabalham com uma faixa de cinco a sete
cadeiras para a Federação União Brasil/PP. Em levantamento baseado em diversas
pesquisas, o Blog do Barreto colocou Kleber Rodrigues, Nelter Queiroz, Galeno
Torquato, Júlio César e Cinthia Pinheiro entre os nomes que largam em posição
de destaque, enquanto Neilton Diógenes e Robson Carvalho aparecem na faixa de
disputa pelas vagas.
Os levantamentos mais recentes
mostram, contudo, que o cenário permanece bastante aberto. Pesquisa
AgoraSei/96FM divulgada em agosto apontou Cinthia Pinheiro e Kleber Rodrigues
entre os nomes mais citados, além de Nelter Queiroz, Neilton Diógenes, Galeno
Torquato, Júlio César e Robson Carvalho.
Outra pesquisa, do Instituto
Consult/Tribuna do Norte, também colocou Kleber Rodrigues, Neilton Diógenes,
Júlio César, Nelter Queiroz e Galeno Torquato entre os nomes mais citados.
E é aí que entra a matemática
eleitoral
A grande questão não é apenas quem
aparece bem nas pesquisas. Em uma eleição proporcional, o desempenho individual
precisa ser analisado junto com a votação total da nominata e a distribuição
das cadeiras.
Por isso, a eleição pode produzir uma
situação aparentemente contraditória: um candidato com votação expressiva pode
não garantir a eleição, enquanto outro, dentro de uma nominata mais eficiente
eleitoralmente, pode alcançar uma cadeira com votação individual diferente.
A possibilidade de candidatos chegarem
perto da marca de 40 mil votos e ainda terminarem na suplência, portanto, deve
ser tratada como uma hipótese decorrente da matemática eleitoral, e não como um
resultado já definido.
O fato é que ainda há muita água para
passar por baixo da ponte
Pesquisas recentes mostram alto
percentual de eleitores que ainda não definiram o voto — na pesquisa Consult/TN
divulgada em agosto, por exemplo, 57,71% permaneciam indecisos para deputado
estadual.
Até a abertura oficial das urnas,
alianças, estrutura de campanha, desempenho dos candidatos, transferência de
votos e, principalmente, a força de cada nominata ainda podem alterar
significativamente o desenho da disputa.
Na eleição proporcional, o nome pode
até ser forte
Mas a nominata também precisa fazer
conta. E, no União Brasil/PP, a conta promete ser uma das mais complicadas da
eleição potiguar.
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