A manhã desta segunda-feira (24) foi
marcada por uma tragédia que abalou Areia Branca, na Costa Branca do Rio Grande
do Norte. João Paulo Fernandes e o filho, de apenas cinco anos, foram
encontrados mortos dentro de uma residência no Centro da cidade. A Polícia
Civil trabalha, inicialmente, com a hipótese de que o pai tenha matado a
criança e, em seguida, tirado a própria vida, mas a delegada Júlia Cavalcante,
do Núcleo de Investigação de Mortes Violentas (Nimov) de Mossoró, reforçou que
essa possibilidade ainda não está confirmada.
Segundo a delegada, a criança
apresentava ferimentos provocados por golpes de faca. Uma arma branca foi
encontrada próxima aos corpos e será submetida à perícia. Os dois foram
localizados dentro de um quarto da residência, que não apresentava sinais de arrombamento.
A investigação agora busca esclarecer se houve a participação de uma terceira
pessoa ou se as mortes ocorreram exclusivamente na presença de pai e filho.
O menino não morava permanentemente
com João Paulo, mas passava períodos na casa do pai, em uma espécie de guarda
compartilhada com a família. Conforme a investigação, havia roupas, toalhas e
outros objetos da criança no imóvel. A Polícia Civil também recebeu informações
sobre possível uso de drogas por João Paulo e pela mãe da criança, mas ainda
não sabe se ele havia consumido alguma substância antes das mortes. Exames
periciais deverão ajudar a esclarecer essa questão.
Apesar da brutalidade do caso, a
delegada afirmou que, até o momento, não existem informações de histórico de
violência do pai contra o filho. A possibilidade de vicaricídio, quando
uma criança é morta com o objetivo de atingir ou provocar sofrimento ao outro
responsável, também ainda não está sendo considerada pela equipe como linha de
investigação. Para a Polícia Civil, o caso permanece em apuração, e somente os
elementos reunidos pela investigação e os laudos periciais poderão determinar o
que realmente aconteceu naquela residência.
.png)

