segunda-feira, 19 de janeiro de 2026
Dados do TCE-RN : enquanto a arrecadação dos municípios potiguares crescem de forma tímida, os gastos com shows e grandes eventos disparam acima da inflação.
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De acordo com números apresentados no portal Painel Festejos do Tribunal de
Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE-RN), algumas cidades do RN pecam
pela irresponsabilidade com os recursos públicos.
Entenda
De acordo com os dados do TCE um
grupo de municípios potiguares elevou seus gastos com shows e eventos em um
ritmo até dez vezes mais veloz do que o crescimento de suas próprias receitas.
O pior
Enquanto a média de crescimento da
Receita Corrente Líquida (RCL) no estado ficou na casa dos 5%, o investimento
em cachês artísticos disparou, gerando um “gap” fiscal que coloca gestores sob
a mira dos órgãos de controle.
O quadro abaixo detalha os municípios
onde a expansão da “indústria da folia” não encontrou lastro no aumento da
arrecadação real:
Areia Branca
O cenário mais crítico de 2025
concentra-se no litoral. Em Areia Branca, a prefeitura elevou o investimento em
grandes atrações para o Carnaval e Festas de Agosto em 42%, enquanto a receita
total — altamente dependente de FPM e royalties — oscilou apenas 4%.
Grossos
Situação semelhante ocorre em Grossos,
onde o gasto com shows cresceu 35% acima da arrecadação. Para os auditores do
Tribunal de Contas, esse modelo cria uma “bolha de consumo” temporária que,
embora agrade ao comércio, pode comprometer a solvência da máquina pública no
segundo semestre.
No Vale do Açu
Assú consolidou um dos maiores
calendários juninos do Estado, mas a um custo fiscal elevado. O investimento em
cachês nacionais cresceu 28%, impulsionado pela inflação do mercado artístico.
Como a receita municipal não acompanhou o salto, a gestão precisou operar no
limite para evitar atrasos em outras áreas essenciais.
Mossoró
O descompasso de 17% acendeu o alerta
prudencial. Embora a cidade tenha arrecadação própria robusta, o volume
absoluto investido (R$ 25,7 milhões) é tão expressivo que qualquer estagnação
na receita global obriga o município a remanejar verbas para fechar a conta
da Cidade Junina.
Moral da história
Como existem municípios que pagam o cachê
sem ter uma pessoa que mantenha dialogo com
as bandas e estrutura diante dos artistas que aumentam seu preço acima da inflação, esse custo jamais diminuirão. Uma vez que existem municípios
que buscam as atrações por visibilidade, a tendencia é piorar. Mas a conta logo, logo chegará para quem mais precisa de gestão publica; o grande povo.

