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| Insatisfaçao na base do governo com muita água pra rolar debaixo dessa ponte |
Para quem acompanha a política nos
bastidores de Alto do Rodrigues, há uma percepção cada vez mais presente entre
aliados: o modelo de gestão da prefeita Dra. Raquel enfrenta um problema que
vai muito além das disputas naturais da política. O que estaria incomodando
parte da base é a sensação de que a prefeita recebeu das urnas a legitimidade
para governar, mas o comando político da administração estaria sendo exercido
pelo marido, Alyson Alamis.
E aí está o ponto central da discussão
Alyson Alamis, segundo avaliações de
aliados e pessoas que acompanham a política local, ainda não teria experiência
suficiente para conduzir uma articulação política de tamanha responsabilidade.
O resultado seria um ambiente de desgaste, principalmente na relação com o
vice-prefeito, Dr. Richarde Vannute.
E não se trata, aparentemente, de um
episódio isolado
A relação política entre o
vice-prefeito e o grupo que comanda a gestão já teria produzido outros momentos
de desconforto. Agora, a insatisfação ganhou as redes sociais depois que
Emanuela Vanucci, esposa de Dr. Richarde, tornou públicas suas críticas e demonstrou
não aceitar mais o que considera uma postura de desrespeito político ao marido.
É preciso lembrar que Dr. Richarde
Vannute não chegou à condição de vice-prefeito por acaso. Foi uma peça
importante na construção do projeto político que levou Dra. Raquel à
Prefeitura. Portanto, tratar o vice como um personagem secundário depois da eleição
significa, politicamente, esquecer quem ajudou a construir a vitória.
O mais curioso é que, nos bastidores,
segundo relatos que circulam entre aliados, existe insatisfação com a forma
como a política estaria sendo conduzida. Entretanto, muitos preferem o silêncio
para não perder espaço, cargos, influência ou os benefícios naturais de estar
próximo do poder.
E quando não se pode ou não se quer
enfrentar o verdadeiro problema, cria-se um culpado conveniente.
Nesse caso
A narrativa de que o problema estaria
no vice-prefeito e em sua esposa parece muito mais confortável para
determinados setores da base do que admitir que existe uma crise de condução
política dentro do próprio grupo.
Dr. Richarde, por sua vez, continua
fazendo política, conversando, construindo pontes e mantendo relações que
ultrapassam os limites do atual governo. E talvez seja justamente aí que esteja
a diferença: política se faz com diálogo, respeito, habilidade e capacidade de
construir convergências — não apenas com o poder que ocupa uma sala dentro da
prefeitura.
A moral da história é simples: prefeita eleita é quem recebeu o
voto. Governo precisa ter comando político, mas comando não pode ser confundido
com tutela.
Alto do Rodrigues não precisa voltar
aos velhos modelos de política em que o eleitor escolhe um nome na urna e,
depois da eleição, descobre que outro personagem passou a dar as cartas.
A cidade precisa de uma gestão com
autoridade legítima, diálogo institucional, respeito aos aliados e, sobretudo,
maturidade política.
Porque vice-prefeito não é enfeite de
chapa. Aliado não é funcionário particular. E o voto popular não é uma
procuração em branco para que terceiros assumam o protagonismo de quem foi
escolhido pelas urnas.
No fim das contas, a política cobra a
conta.
E quando o grupo que chegou ao poder
começa a transformar aliados em adversários, pontes em muros e diálogo em
humilhação, talvez o problema não esteja em quem reclama.
Talvez esteja em quem não sabe ouvir.
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