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| Pré-candidata Samanda Alves (PT) e senador Styvenson Valentim (Podemos) - Fotos: Elpídio Júnior/CMN e Carlos Moura/Senado |
A pré-candidata ao Senado pelo PT e
presidente estadual da legenda, Samanda Alves, afirmou que o Rio Grande do
Norte enfrenta um cenário de sub-representação no Senado Federal e defendeu uma
mudança no perfil da atuação dos parlamentares. Em entrevista à rádio 98 FM,
ela argumentou que o papel de um senador deve ir além da destinação de emendas
parlamentares, defendendo uma atuação mais voltada à articulação política, à
defesa dos interesses do Estado e à conquista de projetos estruturantes junto
ao Governo Federal.
Durante a entrevista, Samanda criticou
o que chamou de transformação do Senado em um "balcão de emendas" e
sustentou que a principal missão de um senador é influenciar decisões
nacionais, participar da formulação de políticas públicas e garantir espaço
para o Rio Grande do Norte nas discussões estratégicas em Brasília. Como
exemplo, citou a atuação da governadora Fátima Bezerra quando ocupou uma
cadeira no Senado, afirmando que conquistas como a expansão dos institutos
federais e o fortalecimento de programas públicos foram resultado de
articulação política, e não apenas da liberação de recursos por meio de
emendas.
Sem citar apenas números de
investimentos, Samanda direcionou críticas ao senador Styvenson Valentim
(Podemos), hoje um dos principais nomes nas pesquisas para o Senado. Embora
tenha reconhecido a visibilidade do parlamentar pela destinação de emendas, ela
questionou a centralidade desse modelo de atuação, afirmando que todos os
senadores possuem instrumentos para indicar recursos orçamentários. Na
avaliação da petista, limitar o mandato à liberação de verbas não atende às
necessidades do Estado, que precisa de representantes capazes de defender
projetos estratégicos, atrair investimentos e influenciar decisões políticas de
interesse do Rio Grande do Norte.
Ao apresentar sua pré-candidatura,
Samanda afirmou que pretende construir um mandato baseado na articulação
institucional, defendendo pautas como a indústria verde, o desenvolvimento do
setor de gás natural em Areia Branca e o aproveitamento do potencial mineral
potiguar. Segundo ela, o objetivo é fortalecer a presença do Rio Grande do
Norte nas decisões do Congresso e do Governo Federal, afirmando que o Estado
precisa de uma representação mais ativa e combativa no Senado do que, segundo
sua avaliação, vem sendo exercida atualmente.

