A oficialização do apoio do presidente
estadual do PSDB, Ezequiel Ferreira de Souza, à pré-candidatura de Álvaro Dias
(PL) ao Governo do Rio Grande do Norte não foi suficiente para unificar o
partido. Na prática, prefeitos tucanos têm seguido um caminho diferente do
traçado pela direção estadual.
Gestores de municípios como Pedra
Grande, João Câmara, Jucurutu e Parelhas já declararam apoio ou deram claros
sinais de alinhamento à pré-candidatura de Cadu Xavier (PT), contrariando a
orientação política de Ezequiel Ferreira.
A movimentação reforça que, em ano
pré-eleitoral, as alianças municipais têm pesado mais do que as decisões
tomadas pelas cúpulas partidárias. Muitos prefeitos avaliam que a manutenção de
uma boa relação institucional com os governos estadual e federal é estratégica
para garantir investimentos e obras para seus municípios.
A situação também expõe fissuras
dentro do PSDB potiguar. Embora Ezequiel tenha levado o partido para o palanque
de Álvaro Dias, parte significativa de suas principais lideranças municipais
demonstra independência e opta por construir um projeto político diferente para
2026.
O que nós percebemos com o movimento dos
prefeitos?
Esse movimento evidencia um partido
dividido e revela que o apoio anunciado pela direção estadual ainda está longe
de representar consenso entre os tucanos do Rio Grande do Norte.
O detalhe
No cenário político, o apoio de
prefeitos pode ser decisivo em uma campanha estadual. São eles que possuem
forte influência regional, estrutura política e capacidade de mobilização do
eleitorado. Por isso, quando lideranças municipais seguem um rumo diferente da
direção partidária, o gesto ganha peso e pode alterar a configuração das
alianças para a sucessão estadual.
Resta saber se Ezequiel Ferreira
conseguirá reunificar o PSDB em torno de Álvaro Dias ou se o partido caminhará
dividido para a disputa de 2026, abrindo espaço para um fortalecimento ainda
maior da pré-candidatura governista de Cadu Xavier.
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