segunda-feira, 27 de abril de 2026

Novo Comando Regional da PMRN é criado e redefine estrutura de policiamento no Vale do Açu e região salineira; realidade também sinaliza movimentos políticos do governo

 


As recentes ações do governo de Fátima Bezerra em direção ao município de Assú vão além da gestão administrativa e revelam movimentos estratégicos com impacto político evidente, especialmente no fortalecimento da base governista no interior.

Veja bem

Uma dessas medidas foi oficializada por meio do Decreto nº 35.464, de 22 de abril de 2026, que institui o Comando do Policiamento Regional VI (CPR VI), com sede em Assú. Na prática, trata-se de uma reorganização relevante da estrutura da Polícia Militar no estado.

O novo comando passa a integrar o 10º BPM (Assú), a 7ª CIPM (Angicos) e a 1ª CIPM (Macau), ampliando a centralidade de Assú na gestão da segurança pública regional. A proposta, do ponto de vista técnico, busca otimizar operações, reduzir tempo de resposta e alinhar o policiamento às características territoriais.

Reorganização

Com a mudança, a 1ª CIPM — sediada em Macau — terá sua área de atuação redefinida, deixando de responder por Pedro Avelino e Afonso Bezerra, que passam a integrar a estrutura de Angicos. A companhia passa a concentrar esforços em municípios como Guamaré, Galinhos, Alto do Rodrigues e Pendências.

Embora ainda faltem atos complementares para consolidar toda a reestruturação, o redesenho já indica uma lógica: aproximar o comando das realidades locais e tornar a atuação policial mais eficiente.

O detalhe

Do ponto de vista operacional, há ganhos evidentes. A reorganização respeita vínculos geográficos, econômicos e culturais entre os municípios, o que tende a melhorar a leitura das demandas e a resposta das forças de segurança.

Mas é no campo político que o movimento ganha maior significado.

Ao elevar Assú à condição de sede de um comando regional, o governo fortalece institucionalmente o município e amplia sua influência sobre uma região estratégica: o Vale do Açu e parte do litoral norte. Esse protagonismo não é neutro — ele dialoga diretamente com articulações políticas, construção de alianças e consolidação de base eleitoral.

Em síntese

O Decreto nº 35.464 cumpre um papel duplo: reorganiza a segurança pública e, ao mesmo tempo, reposiciona Assú como polo de poder regional.

E quando decisões administrativas passam a redesenhar centros de influência, é sinal de que o jogo político já está em movimento — mesmo fora do período eleitoral.

Como destaquei no início desse contexto, se percebe claramente que o governo Fátima está dando protagonismo ao município de Assu. Essa realidade diz muito sobre o futuro...

 Veja o Decreto