segunda-feira, 27 de abril de 2026

Luciana Soares no PV poderá se tornar o recado do interior na chapa governista, será?...

 


Lucina com os irmãos Soares


Dando início a esse contexto político com o termo que é tendencia das redes sociais, enxergo esse movimento nos bastidores da política potiguar como um alerta e um sinal de novos tempos para regiões imporantes desse rincão potiguar.

Veja bem

O que antes era tratado como especulação agora ganha contorno de fato: a filiação de Luciana Montenegro Soares ao PV não é apenas mais um movimento partidário — é um gesto político carregado de estratégia.

Irmã do ex-deputado George Soares e com atuação consolidada no interior, Luciana entra no tabuleiro em um momento em que o grupo governista, liderado pelo projeto de Cadu Xavier, precisa mais do que nomes: precisa de sinais. E o sinal é claro — há uma tentativa de reorganizar o mapa de forças no Rio Grande do Norte, tirando o eixo exclusivo das grandes cidades e levando protagonismo para regiões historicamente lembradas apenas em período eleitoral.

Possibilidade

A possível indicação de Luciana como vice, ventilada por setores da imprensa, não surge por acaso. Trata-se de uma construção que dialoga diretamente com o Vale Salineiro, região Central e seridoense, áreas que possuem peso político, econômico e eleitoral, mas que nem sempre ocupam espaço proporcional nas decisões de governo.

E aqui cabe uma lembrança que o eleitor potiguar não esquece: quando Rosalba Ciarlini governou o estado, Mossoró teve atenção diferenciada. Houve presença, investimento e prioridade. Goste-se ou não do modelo, ele deixou uma lição clara — quando há identidade regional dentro do governo, o resultado aparece de forma mais direta.

É exatamente esse tipo de leitura que pode estar por trás da movimentação atual.

Se confirmada na chapa da Federação Brasil da Esperança, Luciana não entra apenas para somar votos. Entra para cumprir um papel político: o de representar territórios e pautas – não para uma cidade especifica, mas para várias regiões que exigem mais do que discurso — exigem presença efetiva na máquina pública.

Então

Para Cadu Xavier e o grupo alinhado ao presidente Lula no estado, a mensagem também é estratégica. Ao abrir espaço para um nome com base no interior, o projeto se afasta da imagem de centralização e tenta se vender como amplo, plural e territorialmente equilibrado.

No fim das contas, a filiação de Luciana ao PV é menos sobre partido e mais sobre posicionamento. É o interior batendo à porta do poder — e querendo, dessa vez, não apenas entrar, mas sentar à mesa de decisões dando voz  e oportunidade para várias regiões do RN, realidade  que realmente importa.