A comunidade pesqueira de Diogo Lopes,
em Macau (RN), protagonizou um protesto nas ruas, no último final de semana, para
denunciar o que considera um conjunto de medidas prejudiciais impostas pelo
governo federal à atividade pesqueira. A mobilização expõe a insatisfação dos
trabalhadores do mar diante de novas regras que restringem a captura de
espécies como o peixe voador e a sardinha, além da demora na liberação de
licenças de pesca.
Segundo relatos de lideranças locais,
entre elas o vereador Nenéo, a proposta do governo de exigir licenças
específicas para cada tipo de pescado é considerada inviável para a realidade
dos pescadores artesanais. “Não há condições de trabalhar dessa forma. O
pescador vai viver de quê?”, questiona o parlamentar, refletindo a angústia de
dezenas de famílias que dependem diretamente da atividade.
O movimento também denuncia a atuação
de órgãos fiscalizadores. De acordo com os pescadores, ações atribuídas a
agentes ambientais têm resultado na apreensão e destruição de redes de pesca —
com relatos de materiais sendo cortados, queimados ou descartados. Para a
categoria, a medida é desproporcional e atinge diretamente o patrimônio
construído com esforço ao longo dos anos. Eles afirmam que compreendem a
aplicação de multas em casos de irregularidade, mas não aceitam a destruição
dos equipamentos de trabalho.
A principal reivindicação é o retorno
ao modelo anterior de licenciamento, que permitia uma única autorização para a
captura de diferentes espécies, garantindo maior viabilidade econômica para os
pescadores.
Diante do cenário, a mobilização deve
ganhar novos capítulos. A categoria já se articula para ampliar os protestos e
levar a pauta à capital potiguar, buscando chamar a atenção de autoridades
políticas e da sociedade para a crise enfrentada no litoral do Rio Grande do
Norte.


.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)
.jpeg)