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| O que esperar de um gestor que considera "normal" e "natural" deixar obras inacabadas? |
O que deveria ser motivo
de preocupação para qualquer administrador público parece ser tratado com
naturalidade pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias. Ao comentar as críticas
sobre obras inauguradas sem estarem plenamente concluídas, o pré-candidato ao Governo
do Rio Grande do Norte afirmou que é "normal" e "natural"
que uma gestão inicie obras e outra as conclua.
A declaração teve como
principal exemplo o Hospital Municipal de Natal. Inaugurado no final de 2024,
durante sua gestão, o equipamento foi apresentado à população como uma grande
conquista. No entanto, passados meses da solenidade de inauguração, a unidade
ainda não recebeu pacientes e continua sem funcionar plenamente.
É verdade que obras
públicas podem atravessar diferentes administrações. O que não pode ser tratado
como normal é inaugurar equipamentos sem condições reais de atender à população
apenas para cumprir calendário político ou produzir dividendos eleitorais.
As críticas não partem
apenas de adversários políticos. Aliados do próprio grupo também questionam a
forma como algumas obras foram entregues à população, como a vereadora Nina Souza,
esposa do atual prefeito de Natal. Afinal, uma obra pública só cumpre sua
finalidade quando está efetivamente funcionando e prestando serviço à
sociedade.
Se Álvaro Dias entende
como algo natural entregar obras sem conclusão e deixar para outros gestores a
responsabilidade de colocá-las em funcionamento, o eleitor potiguar tem o
direito de perguntar: caso seja eleito governador, também será normal deixar pendências
e problemas para os sucessores resolverem?
A população não espera
inaugurações simbólicas. Espera resultados concretos.


